{"id":31524,"date":"2008-04-23T16:53:28","date_gmt":"2008-04-23T16:53:28","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/04\/23\/tratado-de-lisboa-ha-um-divorcio-entre-politicos-e-sociedade\/"},"modified":"2008-04-23T16:53:28","modified_gmt":"2008-04-23T16:53:28","slug":"tratado-de-lisboa-ha-um-divorcio-entre-politicos-e-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/tratado-de-lisboa-ha-um-divorcio-entre-politicos-e-sociedade\/","title":{"rendered":"Tratado de Lisboa: \u00abh\u00e1 um div\u00f3rcio entre politicos e sociedade\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>D. Am\u00e2ndio Tom\u00e1s aponta falta de informa\u00e7\u00e3o e interesse no projecto europeu <!--more--> A Assembleia da Rep\u00fablica aprova esta Quarta-feira o Tratado de Lisboa. Depois da possibilidade de Portugal fazer um referendo, o Governo optou pela ratifica\u00e7\u00e3o parlamentar, que com os votos favor\u00e1veis do PS, PSD e CDS-PP ser\u00e1, esta tarde, aprovado.  D. Am\u00e2ndio Tom\u00e1s, delegado da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa junto da COMECE &#8211; Comiss\u00e3o dos Episcopados da Comunidade Europeia \u2013 d\u00e1 conta \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA do \u201cdiv\u00f3rcio entre a vida pol\u00edtica e os governantes e as pessoas, resultado de uma informa\u00e7\u00e3o deficit\u00e1ria\u201d.  No entanto, esta realidade n\u00e3o \u00e9 exclusiva de Portugal, mas comum a outros pa\u00edses, \u201cuma situa\u00e7\u00e3o talvez mais recorrente entre os pa\u00edses que entraram h\u00e1 mais tempo na UE\u201d.  Para este div\u00f3rcio pesa o facto de o Tratado \u201cmuito grande, ningu\u00e9m o l\u00ea\u201d, mas tamb\u00e9m a falta de informa\u00e7\u00e3o.   \u201cFez-se muito pouco para dar a conhecer o Tratado de Lisboa \u00e0s pessoas\u201d, aponta D. Am\u00e2ndio Tom\u00e1s.  \u201cAs pessoas olham para a Europa como entidade que d\u00e1 subs\u00eddios, mas vivem \u00e0 margem do que se decide e realiza em Bruxelas\u201d. Este quadro \u00e9 tra\u00e7ado num contexto em que a Europa \u201c\u00e9 cada vez mais determinante na pol\u00edtica dos pa\u00edses\u201d.  O delegado da CEP assume que a ratifica\u00e7\u00e3o na Assembleia da Rep\u00fablica \u201cpode ser a via mais f\u00e1cil\u201d. \u201cO importante e urgente\u201d seria ter o conhecimento que presidiu ao projecto europeu, informa\u00e7\u00e3o que \u201cest\u00e1 muito distante do cidad\u00e3o comum\u201d, aponta.   Segundo o tamb\u00e9m Bispo coadjutor de Vila Real faltou suscitar debate. \u201cAs pessoas desacreditam na pol\u00edtica e nos pol\u00edticos\u201d, acrescenta. \u201cPrecisamos que a informa\u00e7\u00e3o forme\u201d.  D. Am\u00e2ndio Tom\u00e1s afirma que seria importante que as pessoas tomassem consci\u00eancia do que presidiu ao nascimento do projecto europeu.   Na sua origem est\u00e1 a Declara\u00e7\u00e3o Schuman, datada de 9 de Maio de 1950, que pretendeu criar uma \u201cnova era de paz, de perd\u00e3o m\u00fatuo e coopera\u00e7\u00e3o entre os povos europeus com vista a um progresso econ\u00f3mico\u201d.   A Europa nasceu das \u201cru\u00ednas e das feridas da 2\u00aa Guerra Mundial\u201d. Os governantes, \u201cna sua maioria crist\u00e3os pretenderam acabar com o esp\u00edrito de supremacia e dom\u00ednio para criar uma \u00e9poca de paz e reconcilia\u00e7\u00e3o\u201d, aponta o Bispo.   \u201cA Europa por isso, deve manter-se aberta ao mundo, nunca fechada em si pr\u00f3pria\u201d.   D. Am\u00e2ndio Tom\u00e1s enaltece a Cimeira Europa \u2013 \u00c1frica, que Portugal acolheu em Dezembro \u00faltimo. \u201cUma forma de a Europa se abrir ao mundo, mas assumindo-se como uma Europa de valores crist\u00e3os\u201d, caso contr\u00e1rio a \u201cEuropa desagrega-se\u201d.  O Bispo coadjutor de Vila Real afirma que o objectivo do projecto europeu visa afirmar a liberdade e a auto determina\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os e dos pa\u00edses. \u201cA ades\u00e3o era livre e consciente\u201d. Actualmente, \u201cfalta essa informa\u00e7\u00e3o de ades\u00e3o a um projecto que \u00e9 de todos e pede participa\u00e7\u00e3o\u201d.   Recorde-se que o novo Tratado de Lisboa, assinado na capital portuguesa a 13 de Dezembro de 2007, visa facilitar o funcionamento das institui\u00e7\u00f5es da UE a 27.  O Novo Tratado substitui o projecto de Tratado Constitucional, rejeitado em 2005 em referendos em Fran\u00e7a e na Holanda, e tem de ser ratificado por todos os Estados membros para que possa entrar em vigor. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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