{"id":31472,"date":"2008-04-22T10:33:59","date_gmt":"2008-04-22T10:33:59","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/04\/22\/linhas-para-conduzir-uma-empresa\/"},"modified":"2008-04-22T10:33:59","modified_gmt":"2008-04-22T10:33:59","slug":"linhas-para-conduzir-uma-empresa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/linhas-para-conduzir-uma-empresa\/","title":{"rendered":"Linhas para conduzir uma empresa"},"content":{"rendered":"<p>Princ\u00edpios da Economia de Comunh\u00e3o formulados por empres\u00e1rios de todos os continentes <!--more--> A Economia de Comunh\u00e3o procura defender a concep\u00e7\u00e3o do agir econ\u00f3mico, enquanto compromisso de car\u00e1cter ideal e operativo, n\u00e3o apenas de car\u00e1cter utilit\u00e1rio, mas propenso \u00e0 promo\u00e7\u00e3o integral e solid\u00e1ria do homem e da sociedade. Por este motivo, embora tendo em vista, no quadro da economia de mercado, a justa satisfa\u00e7\u00e3o de exig\u00eancias materiais pr\u00f3prias e alheias, o agir econ\u00f3mico insere-se num quadro antropol\u00f3gico completo, endere\u00e7ando as pr\u00f3prias capacidades para o constante respeito e valoriza\u00e7\u00e3o da dignidade da pessoa, seja dos operadores internos das empresas e redes de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de bens, seja dos seus destinat\u00e1rios.  A economia de comunh\u00e3o opera para estimular a passagem da economia e da inteira sociedade, da cultura do ter para a cultura do dar.  <b>Empres\u00e1rios, trabalhadores e empresa<\/b>  Os empres\u00e1rios que aderem \u00e0 Economia de Comunh\u00e3o formulam estrat\u00e9gias, objectivos e planos empresariais, tendo em conta os crit\u00e9rios t\u00edpicos de uma correcta gest\u00e3o e envolvendo nesta actividade os membros da empresa. Tomam decis\u00f5es de investimento com prud\u00eancia, mas com particular aten\u00e7\u00e3o \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de novas actividades e postos de trabalho produtivos.  A pessoa humana, e n\u00e3o o capital, est\u00e1 no centro da empresa. Os respons\u00e1veis da empresa procuram utilizar, o melhor poss\u00edvel, os talentos de cada trabalhador, favorecendo a sua criatividade, a assun\u00e7\u00e3o de responsabilidades e a participa\u00e7\u00e3o na defini\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o dos objectivos empresariais: adoptam medidas particulares de ajuda aos que se encontram em situa\u00e7\u00e3o de necessidade.  A empresa \u00e9 gerida de modo a promover o aumento dos lucros, destinados de igual modo: ao crescimento da empresa; a pessoas em situa\u00e7\u00e3o de car\u00eancia econ\u00f3mica, a come\u00e7ar por quem optou pela \u201ccultura do dar\u201d; para a difus\u00e3o desta cultura.  <b>A rela\u00e7\u00e3o com os clientes, os fornecedores, a sociedade civil e os sujeitos externos<\/b>  A empresa p\u00f5e em ac\u00e7\u00e3o todos os meios oportunos para oferecer bens e servi\u00e7os \u00fateis e de qualidade, a pre\u00e7os justos.  Os membros da empresa trabalham com profissionalismo para construir e refor\u00e7ar rela\u00e7\u00f5es boas e sinceras com os clientes, os fornecedores e a comunidade, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qual se sentem orgulhosos de poderem ser \u00fateis.    Relacionam-se de modo leal com os concorrentes, apresentando o valor efectivo dos seus produtos ou servi\u00e7os e abstendo-se de dar uma imagem negativa dos produtos ou servi\u00e7os de outros.  Tudo isto permite enriquecer a empresa de um capital imaterial constitu\u00eddo por rela\u00e7\u00f5es de estima e de confian\u00e7a com respons\u00e1veis de empresas fornecedoras ou clientes, ou da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, dando origem a um desenvolvimento econ\u00f3mico menos sujeito \u00e0 variabilidade da situa\u00e7\u00e3o do mercado.    <b>\u00c9tica<\/b>  O trabalho da empresa \u00e9 um meio de crescimento interior para todos os seus membros.  A empresa respeita as leis e mant\u00e9m um comportamento eticamente correcto nas rela\u00e7\u00f5es com as autoridades fiscais, com os \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o, os sindicatos e os \u00f3rg\u00e3os institucionais.  Do mesmo modo age em rela\u00e7\u00e3o aos pr\u00f3prios dependentes, dos quais se espera o mesmo comportamento.  Na defini\u00e7\u00e3o da qualidade dos pr\u00f3prios produtos e servi\u00e7os, a empresa sente-se impulsionada, n\u00e3o apenas a respeitar as pr\u00f3prias obriga\u00e7\u00f5es contratuais, mas tamb\u00e9m a avaliar os reflexos objectivos da qualidade dos mesmos no bem-estar das pessoas a que se destinam.  <b>Qualidade da vida e da produ\u00e7\u00e3o<\/b>  Um dos primeiros objectivos dos empres\u00e1rios de economia de comunh\u00e3o \u00e9 o de transformar a empresa numa verdadeira comunidade. Encontram-se regularmente com os respons\u00e1veis pela gest\u00e3o para verificarem a qualidade das rela\u00e7\u00f5es interpessoais, esfor\u00e7ando-se por resolver as situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis, conscientes de que o esfor\u00e7o de resolu\u00e7\u00e3o destas dificuldades pode gerar efeitos positivos nos membros da empresa, estimulando a inova\u00e7\u00e3o e o crescimento de maturidade e produtividade.  A sa\u00fade e o bem-estar de cada membro da empresa s\u00e3o objecto de aten\u00e7\u00e3o, com um especial cuidado por quem tem necessidades particulares. As condi\u00e7\u00f5es de trabalho s\u00e3o adequadas ao tipo de actividade: garante-se o respeito pelas normas de seguran\u00e7a, a ventila\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, n\u00edveis toler\u00e1veis de ru\u00eddo, ilumina\u00e7\u00e3o adequada, etc. Procura-se evitar um hor\u00e1rio de trabalho excessivo, de modo a que ningu\u00e9m esteja sobrecarregado, prevendo-se f\u00e9rias adequadas.  O ambiente de trabalho \u00e9 descontra\u00eddo e amig\u00e1vel, nele reinando, reciprocamente, respeito, confian\u00e7a e estima.  A empresa produz bens e servi\u00e7os seguros, prestando aten\u00e7\u00e3o aos efeitos sobre o ambiente e \u00e0 poupan\u00e7a de energia e de recursos naturais, ao longo de todo o ciclo de vida do produto.   <b>Harmonia no ambiente de trabalho<\/b>  A empresa adopta sistemas de gest\u00e3o e estruturas organizacionais que promovam quer o trabalho de grupo, quer o crescimento individual.  Os membros fazem com que os locais da empresa estejam o mais poss\u00edvel limpos, ordenados e agrad\u00e1veis, de modo que, na harmonia deste ambiente, entidades patronais, trabalhadores, fornecedores e clientes se sintam comodamente e possam assumir e difundir este estilo.  <b>Forma\u00e7\u00e3o e instru\u00e7\u00e3o<\/b>  A empresa favorece, entre os seus membros, a instaura\u00e7\u00e3o de um clima de apoio rec\u00edproco, de respeito e de confian\u00e7a, em que seja natural colocar livremente \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o os pr\u00f3prios talentos, ideias e compet\u00eancias, em favor do crescimento profissional dos colegas e do progresso da empresa. O empres\u00e1rio adoptar\u00e1 crit\u00e9rios de selec\u00e7\u00e3o do pessoal, e de programa\u00e7\u00e3o do desenvolvimento profissional para os trabalhadores, de modo a facilitar a instaura\u00e7\u00e3o desse clima.  Para permitir que cada um possa alcan\u00e7ar objectivos, quer de interesse para a empresa, quer pessoais, a empresa oferecer\u00e1 oportunidades de aggiornamento e de forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua.  <b>Comunica\u00e7\u00e3o<\/b>  A empresa que adere \u00e0 economia de comunh\u00e3o cria um clima de comunica\u00e7\u00e3o aberta e sincera que favorece a troca de ideias entre dirigentes e trabalhadores.  Est\u00e1 tamb\u00e9m aberta a todos os que, apreciando a sua val\u00eancia social, se oferecem para contribuir para o seu desenvolvimento e aos que, interessados pela cultura do dar, desejam aprofundar os v\u00e1rios aspectos da sua experi\u00eancia concreta.  As empresas que aderem \u00e0 economia de comunh\u00e3o, tamb\u00e9m com a inten\u00e7\u00e3o de desenvolver rela\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas reciprocamente \u00fateis e produtivas, utilizam os mais modernos meios de comunica\u00e7\u00e3o para se manterem ligadas entre si, quer a n\u00edvel local, quer internacional, congratulando-se com os sucessos e acolhendo como pr\u00f3prias as dificuldades, provas ou insucessos das outras, num esp\u00edrito de apoio rec\u00edproco e de solidariedade. <i>Luis Filipe Coelho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Princ\u00edpios da Economia de Comunh\u00e3o formulados por empres\u00e1rios de todos os continentes<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[191,201,211,314],"class_list":["post-31472","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-economia","tag-etica","tag-ferias","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31472","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31472"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31472\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31472"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31472"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31472"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}