{"id":31470,"date":"2008-04-22T10:24:49","date_gmt":"2008-04-22T10:24:49","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/04\/22\/o-desemprego-uma-responsabilidade-de-todos\/"},"modified":"2008-04-22T10:24:49","modified_gmt":"2008-04-22T10:24:49","slug":"o-desemprego-uma-responsabilidade-de-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-desemprego-uma-responsabilidade-de-todos\/","title":{"rendered":"O desemprego: uma responsabilidade de todos"},"content":{"rendered":"<p>Manuel Porto diz que o papel do Estado \u00abn\u00e3o \u00e9 fazer tudo, com sacrif\u00edcio para os destinat\u00e1rios dos servi\u00e7os\u00bb <!--more--> O problema do desemprego assume propor\u00e7\u00f5es alarmantes, tendo-se chegado no ano de 2007 ao n\u00edvel \u201chist\u00f3rico\u201d de 8% e havendo o receio de que se agrave, designadamente como consequ\u00eancia da crise internacional. Temos assim uma responsabilidade que cabe sem d\u00favida em grande parte ao Estado, mas n\u00e3o apenas ao Estado, n\u00e3o podendo fugir \u00e0s suas responsabilidades todos os que, com projectos mais ou menos ambiciosos, possam criar nem que seja um emprego mais. N\u00e3o \u00e9 s\u00e9rio, face a quem tanto sofre por n\u00e3o conseguir trabalhar, sossegar as nossas consci\u00eancias fugindo \u00e0s responsabilidades que nos cabem. Neste quadro, a exig\u00eancia a fazer ao Estado \u00e9 ali\u00e1s muito diferente da que se julgava que devia ser feita algumas d\u00e9cadas atr\u00e1s. Os exemplos s\u00e3o mais do que conhecidos, mostrando a mis\u00e9ria, \u201cescondida\u201d durante algumas d\u00e9cadas, dos regimes em que o Estado era omnipresente. Al\u00e9m de estar em causa a aus\u00eancia de possibilidade de realiza\u00e7\u00e3o das pessoas, com afirma\u00e7\u00f5es e iniciativas pr\u00f3prias, na linha do que a Doutrina Social da Igreja sempre tem ensinado, s\u00e3o bem claros os resultados econ\u00f3micos a que se chegou.  \u00c9 hoje inequ\u00edvoco para toda a gente que o papel do Estado n\u00e3o \u00e9 fazer tudo, muitas vezes pior, com sacrif\u00edcio para os destinat\u00e1rios dos servi\u00e7os e para os contribuintes. Cabe-lhe antes, o que \u00e9 sem d\u00favida mais dif\u00edcil e exigente, exercer uma fun\u00e7\u00e3o reguladora correcta, que n\u00e3o pode limitar-se a fixar e a assegurar o cumprimento das regras do jogo: no interesse de todos, exige-se dele tamb\u00e9m um papel promocional, criando as condi\u00e7\u00f5es indispens\u00e1veis \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o plena das pessoas (numa linha refor\u00e7ada j\u00e1 por Bento XVI, na Enc\u00edclica Deus \u00e9 Amor. \u00c9 altura de ultrapassar de vez preconceitos e ideias feitas, de acordo com as quais o que \u00e9 p\u00fablico \u00e9 \u201cvirtuoso\u201d e o que \u00e9 privado \u00e9 \u201cpecaminoso\u201d, paradoxalmente sendo considerado privado o que \u00e9 da Igreja\u2026Com toda a clareza, importa que se sublinhe que \u00e9 \u201cpecaminoso\u201d tudo o que seja  ineficiente, mesmo sendo p\u00fablico ( especialmente sendo p\u00fablico ! ), e \u201cvirtuoso\u201d tudo o que promova um aproveitamento mais eficiente dos recursos de que se disp\u00f5e, criando oportunidades de emprego  e levando \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o das pessoas . Os resultados a que pode chegar-se ficaram bem ilustrados na \u00faltima realiza\u00e7\u00e3o das Semanas Sociais Portuguesas, que teve lugar em Braga, de 9 a 12 de Mar\u00e7o de 2006, sobre Uma Sociedade Criadora de Emprego ( tendo os textos respectivos sido publicados, em edi\u00e7\u00e3o actualizada de 2007, da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa ) Em particular, importa que o Estado promova um desenvolvimento espacialmente mais equilibrado, onde \u00e9 mais f\u00e1cil que essas iniciativas apare\u00e7am. Estar\u00e1 aqui a raz\u00e3o para que a Regi\u00e3o Centro do pa\u00eds, n\u00e3o tendo favores p\u00fablicos mas dispondo de um tecido urbano com maior equil\u00edbrio, continue a ser um campo f\u00e9rtil de pequenas e m\u00e9dias iniciativas, s\u00f3 assim se explicando que continue a ter a taxa de desemprego mais baixa do continente portugu\u00eas (5,6 % em 2007, quando era de 8,9 % em Lisboa). Em vez de se apostar em magalopoles, al\u00e9m do mais com tremendos problemas sociais e um disp\u00eandio enorme de recursos p\u00fablicos, \u00e9 bom que se caminhe para um tecido urbano em que seja mais f\u00e1cil a afirma\u00e7\u00e3o de iniciativas criadoras de emprego. Os exemplos dos outros pa\u00edses da Europa apontam igualmente neste sentido. <i>Manuel Porto, Coordenador das Semanas Sociais <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manuel Porto diz que o papel do Estado \u00abn\u00e3o \u00e9 fazer tudo, com sacrif\u00edcio para os destinat\u00e1rios dos servi\u00e7os\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[120,147,172,187,203],"class_list":["post-31470","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-bento-xvi","tag-conferencia-episcopal-portuguesa","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-do-porto","tag-europa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31470","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31470"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31470\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31470"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31470"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31470"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}