{"id":314659,"date":"2024-02-21T15:45:35","date_gmt":"2024-02-21T15:45:35","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=314659"},"modified":"2024-02-20T17:11:23","modified_gmt":"2024-02-20T17:11:23","slug":"celebrar-o-padroeiro-sao-teotonio-nao-apenas-para-cumprir-o-calendario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/celebrar-o-padroeiro-sao-teotonio-nao-apenas-para-cumprir-o-calendario\/","title":{"rendered":"Celebrar o padroeiro, S\u00e3o Teot\u00f3nio\u2026 n\u00e3o apenas para cumprir o calend\u00e1rio\u2026"},"content":{"rendered":"<p><em>Maria de F\u00e1tima Eus\u00e9bio, Diocese de Viseu<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_310070\" aria-describedby=\"caption-attachment-310070\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-310070\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/fatima-eusebio-2024a-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/fatima-eusebio-2024a-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/fatima-eusebio-2024a-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/fatima-eusebio-2024a-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/fatima-eusebio-2024a-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/fatima-eusebio-2024a.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-310070\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ag\u00eancia ECCLESIA\/MC<\/figcaption><\/figure>\n<p>No dia 18 de fevereiro a Diocese e a cidade de Viseu celebraram o seu padroeiro, S\u00e3o Teot\u00f3nio, o primeiro Santo de Portugal, cuja a\u00e7\u00e3o se revestiu de reconhecida influ\u00eancia enquanto prior da Catedral e administrador apost\u00f3lico de Viseu, como peregrino \u00e0 Terra Santa em tempos de instabilidade e avultados perigos, no contexto fundacional e primeiro administrador do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, bem como no processo de funda\u00e7\u00e3o do Reino de Portugal, assumindo consider\u00e1vel ascendente sobre D. Afonso Henriques, de quem foi orientador espiritual e conselheiro na tomada de decis\u00f5es. Em todos estes contornos se evidenciaram o seu ideal de espiritualidade, os seus valores e virtudes, a sua a\u00e7\u00e3o evangelizadora e formativa, a sua capacidade de lutar e intervir por uma sociedade mais justa e humana.<\/p>\n<p>O reconhecimento coevo da sua santidade determinou a sua canoniza\u00e7\u00e3o em 1163, apenas volvido um ano ap\u00f3s a sua morte, perpetuando-se ao longo dos s\u00e9culos o seu testemunho de fidelidade e de amor a Deus, os seus valores humanos e crist\u00e3os, pelo que em 1602 foi o escolhido para padroeiro da cidade e da diocese de Viseu. Assumiu, assim, o estatuto de especial protetor ou intercessor junto de Deus da comunidade de Viseu.<\/p>\n<p>Contudo, apesar da relev\u00e2ncia deste homem de Deus para a Igreja de Viseu, nunca assumiu significativa representatividade entre as devo\u00e7\u00f5es das comunidades paroquiais da Diocese, nem especial reconhecimento entre os habitantes de Viseu. N\u00e3o obstante as comemora\u00e7\u00f5es realizadas a prop\u00f3sito dos 850 anos da sua morte, em 2012, continua pouco conhecido, perpetuando-se para muitos a identifica\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Mateus como padroeiro da cidade, por correla\u00e7\u00e3o com o feriado municipal, que tem lugar a 21 de Setembro, dia em que a Igreja celebra o Evangelista, e pela relev\u00e2ncia da Feira de que \u00e9 patrono.<\/p>\n<p>\u00c9 particularmente identificado com o Hospital de Viseu, que tem o seu nome, mas sem que se questione essa atribui\u00e7\u00e3o, a que n\u00e3o ter\u00e1 sido alheio o reconhecimento da atua\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Teot\u00f3nio de visitar e dar apoio constante aos doentes, lembrando-os nas suas ora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Celebrar o padroeiro da cidade e da diocese n\u00e3o se circunscreve ao simples cumprir do calend\u00e1rio, tem de ser muito mais do que a express\u00e3o de uma efem\u00e9ride lit\u00fargica. Deve ser um convite \u00e0 participa\u00e7\u00e3o de todos os que se identificam com a sua a\u00e7\u00e3o inspiradora, com os seus valores intemporais de humildade, caridade, fraternidade e humanidade e dos que est\u00e3o empenhados na constru\u00e7\u00e3o da Igreja de Viseu: sacerdotes, religiosos e leigos.<\/p>\n<p>\u00c9 uma oportunidade para revisitar as alus\u00f5es mais significativas da sua biografia, da sua forma de ser e de estar no mundo, da sua a\u00e7\u00e3o no cuidar das pessoas, indo ao encontro das pessoas, abrindo a sua casa a todos, da sua miss\u00e3o evangelizadora, deixando sementes do amor de Deus no cora\u00e7\u00e3o de todos, dos mais ricos aos mais pobres. Trazer \u00e0 mem\u00f3ria estas virtudes de S\u00e3o Teot\u00f3nio \u00e9 um convite \u00e0 reflex\u00e3o e ao acolhimento das mesmas, servindo de inspira\u00e7\u00e3o para o caminho de cada um por si e na rela\u00e7\u00e3o com os outros.<\/p>\n<p>Fazer a festa ao padroeiro \u00e9 vivermos e participarmos do Seu caminho de santidade com alegria, em comunh\u00e3o, no presente da Igreja.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da celebra\u00e7\u00e3o solene da Eucaristia na Catedral de Viseu, as comemora\u00e7\u00f5es do S\u00e3o Teot\u00f3nio compreenderam este ano a apresenta\u00e7\u00e3o de um livro na Igreja do Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, um concerto com o Coro Diocesano de S\u00e3o Teot\u00f3nio e a Banda Filarm\u00f3nica de Ribafeita, uma visita orientada tendo como refer\u00eancia as presen\u00e7as iconogr\u00e1ficas do Santo na S\u00e9 e a inaugura\u00e7\u00e3o de uma obra de arte ef\u00e9mera, com as 14 Esta\u00e7\u00f5es da Via-Sacra. Um programa diversificado, onde \u00e0 ora\u00e7\u00e3o se associou a cultura e a arte. Uma festa que podia ser vivida com mais alegria com uma participa\u00e7\u00e3o mais alargada da comunidade.<\/p>\n<p>Como fazer chegar esta for\u00e7a inspiradora \u00e0s comunidades, aos mais jovens? Como comunicar o enquadramento e a actualidade dos seus ensinamentos, valores e virtudes na realidade presente? Como promover com maior assertividade o conhecimento e a estima da cidade e da diocese para com o seu padroeiro?<\/p>\n<p>Maria de F\u00e1tima Eus\u00e9bio<br \/>\nDiocese de Viseu<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria de F\u00e1tima Eus\u00e9bio, Diocese de Viseu<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":310070,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-314659","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/314659","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=314659"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/314659\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/310070"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=314659"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=314659"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=314659"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}