{"id":314488,"date":"2024-02-19T10:50:36","date_gmt":"2024-02-19T10:50:36","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=314488"},"modified":"2024-02-19T11:07:55","modified_gmt":"2024-02-19T11:07:55","slug":"lusofonias-25-anos-a-lusofoniar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-25-anos-a-lusofoniar\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; 25 anos a \u2018lusofoniar\u2019"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em Roma<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/LUSOFONIAS-25anosno-ar-23-2-2024.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-314489 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/LUSOFONIAS-25anosno-ar-23-2-2024-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/LUSOFONIAS-25anosno-ar-23-2-2024-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/LUSOFONIAS-25anosno-ar-23-2-2024-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/LUSOFONIAS-25anosno-ar-23-2-2024-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/LUSOFONIAS-25anosno-ar-23-2-2024-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/LUSOFONIAS-25anosno-ar-23-2-2024.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>H\u00e1 aventuras de que se conhece o in\u00edcio, mas n\u00e3o se imagina quando ser\u00e1 o fim. E ainda bem que assim \u00e9. \u00c9 o caso deste projeto \u2018Lusofonias\u2019. Tudo come\u00e7ou a 23 de fevereiro de 1999, ou seja, h\u00e1 25 anos certinhos! O desafio foi lan\u00e7ado pela FEC (hoje Funda\u00e7\u00e3o F\u00e9 e Coopera\u00e7\u00e3o) e nasceu como programa de R\u00e1dio, produzido pela FEC e realizado pela R\u00e1dio Renascen\u00e7a, chegando a dezenas de R\u00e1dios Cat\u00f3licas Lus\u00f3fonas espalhadas pelo mundo. A abertura desse programa era um coment\u00e1rio que assinei desde o primeiro dia. A partir de 27 de fevereiro de 2014, esta cr\u00f3nica passou a ser publicada tamb\u00e9m na Ag\u00eancia Ecclesia, o que ainda acontece hoje. O Programa acabaria com a morte da R\u00e1dio Sim (RR \u2013 janeiro de 2020, ap\u00f3s mais de mil programas!), mas \u2013 a pedido de diversas R\u00e1dios Lus\u00f3fonas \u2013 continuei a escrever e a gravar esta cr\u00f3nica, sempre com o nome de \u2018Lusofonias\u2019. A\u00ed est\u00e1, em tra\u00e7os muitos largos, a hist\u00f3ria deste projeto que anda no ar h\u00e1 duas d\u00e9cadas e meia e, por isso celebra as bodas de prata do seu nascimento e dez anos de presen\u00e7a semanal na Ag\u00eancia Ecclesia.<\/p>\n<p>Este projeto nasceu \u2013 h\u00e1 que diz\u00ea-lo \u2013 quando as Igrejas Lus\u00f3fonas decidiram reunir-se com regularidade, o que acontece ainda hoje. L\u00edderes da Igreja Cat\u00f3lica de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau, Macau, Mo\u00e7ambique, Portugal, S. Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe e Timor encontram-se para partilhar, refletir, celebrar, confraternizar, aprofundar la\u00e7os, tomar algumas decis\u00f5es de a\u00e7\u00e3o. O Programa radiof\u00f3nico, a emitir por R\u00e1dios cat\u00f3licas Lus\u00f3fonas, queria amplificar esta comunh\u00e3o, dar a conhecer iniciativas e hist\u00f3rias, promover mais e melhor solidariedade entre todos, aprofundar os la\u00e7os que nos unem enquanto \u2018falantes\u2019 da mesma l\u00edngua. Tentando explicar as raz\u00f5es de ser mais profundas deste programa, escrevi h\u00e1 anos: \u2018num tempo em que pol\u00edticos e militares continuam a levantar muros, n\u00f3s achamos mais \u00fatil, mais humano e mais crist\u00e3o, construir uma ponte entre as Igrejas onde o portugu\u00eas \u00e9 l\u00edngua oficial\u2019.<\/p>\n<p>Por mais e melhor que j\u00e1 se tenha feito, haver\u00e1 sempre um longo caminho ainda a percorrer. E isso n\u00e3o nos deprime, pelo contr\u00e1rio, constitui um enorme est\u00edmulo.<\/p>\n<p>Neste percurso \u2013 confesso \u2013 encontrei gente muito grande. Poderia citar dezenas de pessoas que deixaram ( e ainda deixam) uma marca profunda na minha vida e na minha miss\u00e3o. Mas queria prestar uma homenagem muito especial a quem sempre me apoiou, foi uma inspira\u00e7\u00e3o para mim e j\u00e1 est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o de Deus: o P. Jo\u00e3o Aguiar Campos. Padre-Jornalista, liderou a RR e escreveu um dos Pref\u00e1cios ao livro \u2018Lusofonias com Miss\u00e3o\u2019, publicado em 2016, chamando-me um \u2018agitador de ondas!\u2019. O que ele escreveu ainda hoje me \u2018incomoda\u2019 porque constituiu um mapa de estrada para tudo quanto eu escrevo. Dizia ele: \u2018a escrita \u00e9 amena, mas apenas falsamente inofensiva\u2026de facto, as afirma\u00e7\u00f5es surgem, aqui e ali, cortantes. Cito ao correr do teclado: deixar morrer algu\u00e9m \u00e0 fome \u00e9 crime contra a humanidade; o Evangelho deve ser anunciado como libertador de todas as opress\u00f5es; o bem estar das popula\u00e7\u00f5es deve ser o grande objetivo das pol\u00edticas; o cristianismo \u00e9 um projeto de felicidade; h\u00e1 que viver com dignidade e morrer com sentido e serenidade; as pessoas s\u00e3o, acima de tudo, pessoas. E isto \u00e9 que \u00e9 importante. O resto depende de adjetivos\u2019. Um obrigado especial ao P. Jo\u00e3o. Que descanse em Paz.<\/p>\n<p>Agrade\u00e7o a confian\u00e7a, a disponibilidade, o incentivo \u00e0 Ecclesia, \u00e0s R\u00e1dios, ao Espiritanos.pt e outros websites que publicam e divulgam, a quem me ouve e l\u00ea, dando raz\u00e3o de ser \u00e0 minha escrita. E, claro, uma palavra especial de gratid\u00e3o ao Tiago Tavares que, semana ap\u00f3s semana, envia as minhas cr\u00f3nicas \u00e0s R\u00e1dios lus\u00f3fonas.<\/p>\n<p>\u00c9 muito interessante ler os sinais dos tempos e tentar perceber como os meios s\u00e3o importantes. O Projeto come\u00e7ou por ser cem por cento r\u00e1dio. Depois passou para o mundo da escrita online. Nos \u00faltimos anos, devo confessar, a grande divulga\u00e7\u00e3o faz-se atrav\u00e9s das redes sociais, sobretudo as mais cl\u00e1ssicas e populares \u2013 o Facebook e o WhatsApp. Quem diria h\u00e1 25 anos que seria este o caminho a seguir?!<\/p>\n<p>Que mais posso dizer ou, pelo menos, tentar garantir: sinto-me bem na pele de quem est\u00e1 atento ao mundo, \u00e0 Igreja e \u00e0 Miss\u00e3o e que, por isso, acha que ainda h\u00e1 muito caminho a percorrer, muitas \u2018boas not\u00edcias\u2019 a anunciar, muita solidariedade a construir, muitas desgra\u00e7as a denunciar, muitos abra\u00e7os a dar. Arranco, ent\u00e3o, com o acelerador a fundo, para mais 25 anos e irei t\u00e3o longe quanto Deus e os outros me deixarem e acharem oportuno.<\/p>\n<p>Obrigado. Estive na Bas\u00edlica de Santa Maria Maior a agradecer \u00e0 M\u00e3e e a confiar-lhe os pr\u00f3ximos tempos. Contem comigo, sempre disposto a dar-me e a oferecer o corpo \u00e0s balas\u2026 Conto com todos!<\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"Spotify Embed: LUSOFONIAS - 25 anos a \u2018lusofoniar\u2019\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/7jmqr85m6es5h4M03IyRiM?si=WUzCV9Z4S8WI44RQAioI2w&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, em Roma<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":299394,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-314488","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/314488","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=314488"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/314488\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/299394"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=314488"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=314488"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=314488"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}