{"id":31346,"date":"2008-04-15T10:52:00","date_gmt":"2008-04-15T10:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/04\/15\/arte-da-igreja-e-cidades-do-futuro\/"},"modified":"2008-04-15T10:52:00","modified_gmt":"2008-04-15T10:52:00","slug":"arte-da-igreja-e-cidades-do-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/arte-da-igreja-e-cidades-do-futuro\/","title":{"rendered":"Arte da Igreja e cidades do futuro"},"content":{"rendered":"<p>Reflex\u00e3o no Dia Internacional dos Monumentos e S\u00edtios de 2008  <!--more--> O lugar do religioso, no processo da seculariza\u00e7\u00e3o que deslocou as refer\u00eancias fundamentais da humanidade para outras dimens\u00f5es, tem de se conquistar, cada vez mais, em concorr\u00eancia com outras media\u00e7\u00f5es sedentas de ocupar um lugar de destaque no horizonte da vida humana. Neste contexto, torna-se pertinente perceber qual o espa\u00e7o das manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e arquitect\u00f3nicas pr\u00f3prias da igreja, verdadeiros paradoxos na cidade utilitarista. As igrejas, em especial, passaram de monumento central da cidade a \u2018equipamentos p\u00fablicos\u2019 entre tantos outros: renunciaram a certos prest\u00edgios exteriores, lado a lado com edif\u00edcios e grandes constru\u00e7\u00f5es industriais, n\u00e3o se impuseram pela impon\u00eancia do volume, dando-se a entender em rela\u00e7\u00e3o com os demais equipamentos p\u00fablicos que se t\u00eam por indispens\u00e1veis nos tempos que correm. As novas igrejas devem trazer \u00e0 cidade moderna a sua mensagem particular, incorporando-se de maneira franca, como um espa\u00e7o de sil\u00eancio, de gratuidade, um espa\u00e7o improdutivo, se olhado com os olhos da t\u00e9cnica e da economia. \u00c0 Igreja compete, com a sua arquitectura, compreender a psicosociologia da sociedade urbana, o processo de seculariza\u00e7\u00e3o e o entendimento da laicidade, como surgimento de novos protagonismos e entidades portadoras de sentido para a vida do homem da cidade de hoje, onde a Igreja \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o especializada ao lado de outras institui\u00e7\u00f5es especializadas que estruturam toda a vida.  N\u00e3o surpreende, por isso, que muitas igrejas estejam inseridas num espa\u00e7o polifuncional, respondendo a um programas c\u00edvico-religiosos muito elaborado, que incluem centros culturais ou sociais, audit\u00f3rios ou mesmo parques de estacionamento. A express\u00e3o art\u00edstica, ao longo da hist\u00f3ria da humanidade, tendeu a encarcerar o sacro, fazer dele tabu, afastar dele os que n\u00e3o foram iniciados. A miss\u00e3o da Igreja, hoje e no futuro, passar\u00e1 seguramente por olhar mais de perto a arte religiosa e perceber que tal como um rio, longe de separar, ela est\u00e1 entre duas margens para ser cruzada e unir.  <i>Novas igrejas<\/i> A novidade das igrejas contempor\u00e2neas, que choca muitas vezes com defini\u00e7\u00f5es preconcebidas do que seja uma constru\u00e7\u00e3o religiosa, explica-se pelas tend\u00eancias da pr\u00f3pria arquitectura dos nossos dias, em particular pela utiliza\u00e7\u00e3o de novos materiais como o cimento ou o vidro, com primazia para o aspecto funcional. \u00c9 evidente que neste campo \u00e9 muito dif\u00edcil delimitar fronteiras, saber o que \u00e9 adaptar-se a novas circunst\u00e2ncias sem ter de abdicar da fun\u00e7\u00e3o especifica de uma igreja. A resist\u00eancia a uma adapta\u00e7\u00e3o a novas necessidades e circunst\u00e2ncias revela-nos o car\u00e1cter delicado da quest\u00e3o \u201cigreja moderna\u201d, por assim dizer. Pode tornar-se complicado inserir a especificidade de uma igreja numa cidade cada vez mais alheia aos valores que o edif\u00edcio religioso encerra e transmite, seja nas suas formas tradicionais, seja em novas formas e materiais.  A constru\u00e7\u00e3o de uma igreja revela-nos elementos capazes de traduzir a nossa aspira\u00e7\u00e3o de infinito (escala sobre &#8211; humana, verticalidade, horizontalidade, luz, cor, vazio). A pr\u00f3pria hist\u00f3ria da arquitectura revela esta propens\u00e3o para o desprendimento, o ultrapassar da realidade terrena, deslocando-se para o sentido da desmaterializa\u00e7\u00e3o e, portanto, da eleva\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito. Do ponto de vista decorativo, \u00e9 a simplicidade e o despojamento que dominam as igrejas de hoje: encontramos poucas imagens e mesmo pinturas n\u00e3o-figurativas. A luz \u00e9 mesmo o elemento decorativo dominante, o \u00fanico luxo que estes arquitectos n\u00e3o recusam. <B>Dossier AE<\/B> <a href=\"dossier.asp?dossierid=60\">\u2022 Patrim\u00f3nio &#8211; Dia Internacional dos Monumentos e S\u00edtios<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reflex\u00e3o no Dia Internacional dos Monumentos e S\u00edtios de 2008<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[191,285],"class_list":["post-31346","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-economia","tag-patrimonio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31346","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31346"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31346\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31346"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31346"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31346"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}