{"id":312511,"date":"2024-01-31T09:27:07","date_gmt":"2024-01-31T09:27:07","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=312511"},"modified":"2024-01-31T09:28:40","modified_gmt":"2024-01-31T09:28:40","slug":"vai-ser-um-31-forca-camaradas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vai-ser-um-31-forca-camaradas\/","title":{"rendered":"\u00abVai ser um 31\u00bb: For\u00e7a camaradas"},"content":{"rendered":"<p><em>Carlos Borges, Ag\u00eancia Ecclesia<\/em><!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/opiniao-carlos-borges.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-312508\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/opiniao-carlos-borges-751x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"545\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/opiniao-carlos-borges-751x1024.jpg 751w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/opiniao-carlos-borges-191x260.jpg 191w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/opiniao-carlos-borges-768x1047.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/opiniao-carlos-borges.jpg 1100w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a>\u00abTodos come\u00e7amos como desconhecidos\u00bb. Estamos no \u00faltimo dia do primeiro m\u00eas de 2024 e parece tudo muito igual, um papel qu\u00edmico, ao ano passado: Guerras, infla\u00e7\u00e3o, manifesta\u00e7\u00f5es, campanha eleitoral fora de tempo, casos de corrup\u00e7\u00e3o, sede de poder e ataques. O bem e o belo, a solidariedade e a bondade, t\u00eam cada vez menos voz e vez.<\/p>\n<p>Mas vamos ao t\u00edtulo, gosto da palavra \u201ccamarada\u201d, sempre gostei, diria at\u00e9 que tenho dela, da palavra camarada, um imagin\u00e1rio bastante antigo. Talvez por ser filho de militar. Temos outras palavras que, hoje, s\u00e3o mais \u201csuaves\u201d, mais f\u00e1ceis de expressar, de verbalizar, como companheiro, colega. Mas, camarada, camarada tem qualquer coisa que vai para al\u00e9m disso, como que enche os pulm\u00f5es. N\u00e3o, n\u00e3o sou sindicalizado, n\u00e3o, nunca pertenci a nenhum partido pol\u00edtico. Nada contra, n\u00e3o aconteceu.<\/p>\n<p>A minha pena \u00e9 que, por c\u00e1, \u201ccamarada\u201d v\u00e1 perdendo significado e for\u00e7a, caindo em desuso, para as outras palavras. Talvez por causa dessas conota\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, do politicamente correto. As \u201cgera\u00e7\u00f5es mais novas\u201d, algumas pessoas, pelo menos, n\u00e3o entendem o seu uso no jornalismo.<\/p>\n<p>De 18 a 21 de janeiro realizou-se o Congresso de Jornalistas. Foi o meu primeiro congresso, pode tamb\u00e9m ter sido o \u00faltimo, n\u00e3o se sabe a data do pr\u00f3ximo, nem eu sei o meu futuro. N\u00e3o participei no congresso anterior, em 2017, mas nesta 5.\u00aa edi\u00e7\u00e3o, certamente como nas outras, refletiu-se sobre a profiss\u00e3o \u2013 o passado, especialmente no contexto dos 50 anos do 25 de abril de 1974, e como \u00e9 bom ainda ter aquelas mem\u00f3rias todas entre n\u00f3s; o presente e o futuro: Os desafios, problemas, bom jornalismo e mau, as audi\u00eancias e os \u201ccliques\u201d, a sa\u00fade dos camaradas, formas de financiamento, novos projetos, o acesso h\u00e1 profiss\u00e3o, a Intelig\u00eancia Artificial, e muito mais.<\/p>\n<p>Os camaradas jornalistas no congresso uniram-se e aprovaram uma greve geral e uma manifesta\u00e7\u00e3o nacional, num futuro pr\u00f3ximo. Porque, \u201co atual estado de emerg\u00eancia do jornalismo nacional convoca todos\u201d: \u201cConvoca todos a empenharem-se na busca de solu\u00e7\u00f5es e na uni\u00e3o em torno dos princ\u00edpios e valores que regem a profiss\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Fui para o curso de Comunica\u00e7\u00e3o Social para tirar jornalismo. Nunca tive muita esperan\u00e7a de exercer a profiss\u00e3o. Desde os primeiros dias de curso ouvi dizer que a profiss\u00e3o estava em crise, que os jornalistas eram cada vez menos, saiam muitos estudantes da faculdade mas poucos ficavam na \u00e1rea, a profiss\u00e3o \u00e9 prec\u00e1ria, os sal\u00e1rios s\u00e3o baixos, etc, etc, etc.<\/p>\n<p>Se a crise no Global Media Group\u00a0(GMG), propriet\u00e1ria do Jornal de Not\u00edcias &#8211; JN, o Di\u00e1rio de Not\u00edcias &#8211; DN, a r\u00e1dio TSF, o desportivo O Jogo, e muitos mais, \u00e9 o caso mais conhecido e badalado, que colocou os jornalistas a serem not\u00edcia, e espero que tenha acordado a sociedade, existem muitos outros \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o em crise, com menos visibilidade, menos destaque. Tamb\u00e9m existem mais not\u00edcias de camaradas agredidos, insultados, e impedidos de trabalhar. For\u00e7a camaradas, avante!!<\/p>\n<p>\u00c9 com sentimento de perda que vejo mais um jornal centen\u00e1rio, com base e \u201cpron\u00fancia do norte\u201d (regionalismos \u00e0 parte), em risco de se calar. Vivi uns anos no Porto, nos finais dos anos 90 e no final da primeira d\u00e9cada deste mil\u00e9nio\u2026 Tive a oportunidade de ser leitor do \u2018Com\u00e9rcio do Porto\u2019, depois do \u2018Primeiro de Janeiro\u2019, onde trabalhei em publirreportagem e ficaram sal\u00e1rios, e, nestes per\u00edodos, sempre do JN, que \u00e9 ainda companhia nas f\u00e9rias de ver\u00e3o.<\/p>\n<p>Voltando \u00e0 fotografia, \u00abtodos come\u00e7amos como desconhecidos\u00bb: N\u00e3o sei o que est\u00e1 a achar deste primeiro m\u00eas de 2024. Ser\u00e1 mesmo um ano novo, desconhecido?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Borges, Ag\u00eancia Ecclesia<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":269507,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-312511","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/312511","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=312511"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/312511\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/269507"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=312511"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=312511"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=312511"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}