{"id":31148,"date":"2008-04-05T11:32:38","date_gmt":"2008-04-05T11:32:38","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/04\/05\/igreja-pede-ajuda-as-autoridades-para-travar-vaga-de-assaltos\/"},"modified":"2008-04-05T11:32:38","modified_gmt":"2008-04-05T11:32:38","slug":"igreja-pede-ajuda-as-autoridades-para-travar-vaga-de-assaltos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-pede-ajuda-as-autoridades-para-travar-vaga-de-assaltos\/","title":{"rendered":"Igreja pede ajuda \u00e0s autoridades para travar vaga de assaltos"},"content":{"rendered":"<p>Perante uma s\u00e9rie de assaltos que t\u00eam varrido v\u00e1rias igrejas das dioceses de Viana do Castelo e de Braga, dos quais o Sameiro \u00e9 apenas o \u00faltimo exemplo, o vig\u00e1rio-geral respons\u00e1vel pela \u00e1rea do Patrim\u00f3nio, c\u00f3nego Jos\u00e9 Paulo Abreu, lan\u00e7a um apelo \u00e0s autoridades para uma uni\u00e3o de esfor\u00e7os com vista a estancar esta onda de atentados ao patrim\u00f3nio da Igreja. O tamb\u00e9m director do Instituto de Hist\u00f3ria e Arte Crist\u00e3s apela \u00e0 sensibilidade das pessoas para a defesa constante de um patrim\u00f3nio que \u00e9 de todos e aos respons\u00e1veis directos para o uso dos meios adequados de preven\u00e7\u00e3o.  <b>Di\u00e1rio do Minho (DM) &#8211; Perante estes \u00faltimos assaltos, que medidas devem ser tomadas pelas autoridades?<\/b> Jos\u00e9 Paulo Abreu (JPA) \u2013 Para se conseguir prevenir este fen\u00f3meno creio que tem que haver a conjuga\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios esfor\u00e7os. H\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o social que pode potenciar estes casos, mas penso que tem que haver uma maior vigil\u00e2ncia por parte da autoridades a quem essa tarefa est\u00e1 confiada. Se calhar \u00e9 necess\u00e1rio o aumento do n\u00famero de efectivos, rondas mais ass\u00edduas, vigil\u00e2ncia mais apertada. Depois, da parte dos respons\u00e1veis directos pelas institui\u00e7\u00f5es, igrejas e santu\u00e1rios tem que haver continuamente uma atitude de vigil\u00e2ncia e nunca baixar a guarda, de prefer\u00eancia com recurso a todos os meios dispon\u00edveis, sejam sinais sonoros, alarmes ou outros, para que se dificulte o mais poss\u00edvel a ac\u00e7\u00e3o aos amigos do alheio. Precisar\u00edamos de uma colabora\u00e7\u00e3o estreita com as for\u00e7as de seguran\u00e7a, Pol\u00edcia Judici\u00e1ria, PSP e GNR para detectar quem anda a fazer isto e evitar que estas coisas se repitam. Alguns destes casos d\u00e3o a entender que h\u00e1 falta de efectivos, nomeadamente durante a noite, para manter a seguran\u00e7a constante. <b>DM \u2013 O que \u00e9 que mais preocupa? Os danos materiais ou o patrim\u00f3nio hist\u00f3rico?<\/b> JPA\u2013 Muitas vezes nem s\u00e3o as esmolas o mais significativo, mas sim os estragos que ficam em muitos edif\u00edcios. S\u00e3o vitrais que agora n\u00e3o se reconstroem ou, ent\u00e3o, os custos da reconstru\u00e7\u00e3o s\u00e3o enormes, depois h\u00e1 tamb\u00e9m um estragar por estragar. H\u00e1 esculturas, pinturas, lampad\u00e1rios alvo de vandalismo e destrui\u00e7\u00e3o. H\u00e1 tamb\u00e9m patrim\u00f3nio m\u00f3vel que desaparece e que n\u00e3o se sabe se vir\u00e1 a ser recuperado. Nestes casos, o que pretendem \u00e9 essencialmente o dinheiro e parece que, muitas vezes, por n\u00e3o encontrarem a verba que entendiam, depois descarregam a sua frustra\u00e7\u00e3o em actos de vandalismo. <b>DM \u2013 Quais s\u00e3o os casos que considera mais graves?<\/b> JPA \u2013 As pessoas t\u00eam muito gosto nos edif\u00edcios, nas esculturas, pois s\u00e3o representativos da devo\u00e7\u00e3o e mexem com a emo\u00e7\u00e3o das pessoas, pelo que \u00e9 dif\u00edcil distinguir o que \u00e9 que provoca mais dano e o que provoca menos. Claro que, no caso presente, estamos a falar do S\u00e3o Bento, do Sameiro, do Bom Jesus, que s\u00e3o \u00edcones da nossa devo\u00e7\u00e3o e locais de grande peregrina\u00e7\u00e3o. Mas qualquer uma das outras igrejas s\u00e3o importantes. Foram tamb\u00e9m as igrejas de Rio Caldo, de Forj\u00e3es, de Marinhas, de S\u00e3o Bartolomeu do Mar, de Nogueira, num per\u00edodo cronol\u00f3gico bastante curto. As pessoas ficam desoladas e, no fundo, \u00e9 a Igreja que se sente dorida, por ver o modo como tratam o que lhe pertence e que \u00e9 de todos. <b>DM \u2013 No imediato, que medidas vai tomar a Arquidiocese?<\/b> JPA\u2013 J\u00e1 contactamos o Governo Civil e o senhor Arcebispo e eu vamos reunir com o Governador na pr\u00f3xima segunda-feira, pelas 15h00. Tivemos tamb\u00e9m conhecimento que estar\u00e1 presente o comandante da GNR. \u00c9 uma reuni\u00e3o em que pretendemos obter a m\u00e1xima colabora\u00e7\u00e3o poss\u00edvel das for\u00e7as de seguran\u00e7a e que haja um esfor\u00e7o conjunto para pormos cobro a isto e recuperar de alguma forma o que se perdeu. <b>DM\u2013 O que \u00e9 que a Igreja pode fazer mais para prevenir estes actos?<\/b> \u2013 N\u00f3s temos uma campanha em duas linhas: a inventaria\u00e7\u00e3o e a vigil\u00e2ncia e protec\u00e7\u00e3o. No caso de haver furtos, naturalmente havendo a identifica\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a a recupera\u00e7\u00e3o torna-se mais vi\u00e1vel, por isso temos tentado que o patrim\u00f3nio esteja devidamente identificado e que se saiba a quem pertence o qu\u00ea. Na linha da protec\u00e7\u00e3o, h\u00e1 sistemas de alarme, refor\u00e7o de portas, de janelas de fechaduras, das grades, cuidado com as pessoas que tenham acesso \u00e0s chaves, aten\u00e7\u00e3o quando h\u00e1 maior movimenta\u00e7\u00e3o, de obras, festas. Curiosamente estes assaltos n\u00e3o t\u00eam acontecido em circunst\u00e2ncias destas, alguns ocorreram em plena luz do dia. <b>DM\u2013 Qual \u00e9 a sensibilidade dos p\u00e1rocos e dos respons\u00e1veis das institui\u00e7\u00f5es para a seguran\u00e7a?<\/b> \u2013 Penso que v\u00e3o estando sensibilizados. A dificuldade est\u00e1 em encontrar meios, quer pessoais quer t\u00e9cnicos, pelos custos que isso acarreta para se poder fazer uma vigil\u00e2ncia mais efectiva. Mas tudo tem os seus custos e, por vezes, simplifica-se pelo custo menor, porque tamb\u00e9m n\u00e3o abundam as posses. <b>DM\u2013 Os ladr\u00f5es t\u00eam mais meios que os assaltados?<\/b> \u2013 Pois, quem quer roubar tenta ser ardiloso e socorrer-se \u00e0s vezes at\u00e9 de meios profissionais para poder levar a cabo os seus intentos. Por isso, chamamos a aten\u00e7\u00e3o para o facto da seguran\u00e7a ter que ser feita por todos os que se movimentam perto dos templos. Damos a entender que, em parte, \u00e9 um grupo j\u00e1 bastante profissionalizado, que usa meios algo sofisticados e mostram-se capazes de remover grandes pesos e estruturas. <b>DM\u2013 Acha que esta maior frequ\u00eancia tem a ver com quest\u00f5es sociais e marginalidade ou s\u00e3o profissionais?<\/b> \u2013 \u00c9 uma pan\u00f3plia de coisas e, neste momento, ainda n\u00e3o est\u00e1 identificado o figurino destes assaltantes e do seu modus faciendi. Naturalmente h\u00e1 aqui o reflexo social da delinqu\u00eancia que vai grassando, eventualmente de fen\u00f3menos marginais que fazem com que algumas pessoas tenham que encontrar dinheiro \u00e0 viva for\u00e7a. Claro que h\u00e1 patrim\u00f3nio da Igreja que \u00e9 precioso e quem precisa, procura ir onde sabe que pode encontrar alguma coisa que tenha valia e sabem que no m\u00ednimo t\u00eam caixas de esmolas, depois podem ter materiais nobres, depois h\u00e1 pe\u00e7as de pintura e escultura que tamb\u00e9m t\u00eam valor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Perante uma s\u00e9rie de assaltos que t\u00eam varrido v\u00e1rias igrejas das dioceses de Viana do Castelo e de Braga, dos quais o Sameiro \u00e9 apenas o \u00faltimo exemplo, o vig\u00e1rio-geral respons\u00e1vel pela \u00e1rea do Patrim\u00f3nio, c\u00f3nego Jos\u00e9 Paulo Abreu, lan\u00e7a um apelo \u00e0s autoridades para uma uni\u00e3o de esfor\u00e7os com vista a estancar esta onda 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