{"id":311184,"date":"2024-01-22T09:39:13","date_gmt":"2024-01-22T09:39:13","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=311184"},"modified":"2024-01-22T15:08:49","modified_gmt":"2024-01-22T15:08:49","slug":"lusofonias-ano-centenario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-ano-centenario\/","title":{"rendered":"Lusofonias &#8211; Ano Centen\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em S. Paulo &#8211; Brasil<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-311186 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Lusofonias-AnoCentenario-26-01-2024-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Lusofonias-AnoCentenario-26-01-2024-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Lusofonias-AnoCentenario-26-01-2024-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Lusofonias-AnoCentenario-26-01-2024-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Lusofonias-AnoCentenario-26-01-2024-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Lusofonias-AnoCentenario-26-01-2024.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>2024 \u00e9, para mim e meus irm\u00e3os, um ano muito especial que vamos celebrar com intensidade. Foi a 26 de Janeiro de 1924 (segundo o BI!) que nasceu a nossa M\u00e3e e a 24 de Agosto que chegou o nosso Pai. Por isso, vivemos um jubileu centen\u00e1rio. Os nossos pais s\u00e3o sempre as nossas ra\u00edzes mais profundas, geradoras de vida. Mas tamb\u00e9m s\u00e3o a fonte onde bebemos valores e o espelho onde, muitas vezes, revemos a nossa identidade e percebemos melhor certas convic\u00e7\u00f5es que transportamos e tentamos passar \u00e0 pr\u00e1tica na nossa vida quotidiana.<\/p>\n<p>Fazendo um pouco de hist\u00f3ria e de mem\u00f3ria, volto a imprimir o que escrevi, naquele j\u00e1 distante dia de S\u00e3o Tiago de 1998, quando o s\u00e9culo XX amea\u00e7ava terminar e j\u00e1 se vislumbrava e se cavavam os alicerces do Terceiro Mil\u00e9nio.<strong> \u2018Um Pai sem medo\u2019 <\/strong>traduz o sentido mais profundo do curto texto publicado por ocasi\u00e3o da morte do meu Pai: <strong>\u2018<\/strong><em>O meu Pai morreu a 25 de julho (1998). Ele estava mais do que eu preparado para o encontro com Deus. Toda a sua vida foi de entrega a Ele, atrav\u00e9s dos compromissos na fam\u00edlia, na sociedade e na Igreja. Dizia muitas vezes: \u2018De morrer, nem tenho medo nem tenho pressa!\u2019. A morte n\u00e3o o assustava, porque a F\u00e9 era um pilar forte demais para que a partida deste mundo fosse considerada uma trag\u00e9dia. Mas, por outro lado, ele amava demais os seus e, por isso, gostava de estar connosco\u2019. In \u2018Cr\u00f3nicas com Miss\u00e3o, <\/em>Ed. Par\u00f3quia da Foz do Sousa \/ Mission\u00e1rios do Esp\u00edrito Santo, 2005, p.15\u2019.<\/p>\n<p>A M\u00e3e ficou connosco ainda longos anos, partindo para a Casa do Pai em 2015. Escrevi, na ocasi\u00e3o, as palavras que me ocorreram nesse momento t\u00e3o marcante da vida de qualquer pessoa.<strong> \u2018Obrigado, M\u00e3e\u2019 <\/strong>foi o \u00b4t\u00edtulo da cr\u00f3nica escrita por ocasi\u00e3o da morte da M\u00e3e<strong>: \u2018<\/strong><em>Nasceu, cresceu, casou, viveu e morreu\u2026 na Foz do Sousa, terras agr\u00e1rias de Gondomar. Foi sempre mulher de Deus, vivendo numa fam\u00edlia profundamente marcada pelos valores crist\u00e3os. Ofereceu a sua juventude \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, sendo professora naqueles tempos de itiner\u00e2ncia (voltaram hoje!) em que, ap\u00f3s as nomea\u00e7\u00f5es, havia que fazer a mala e partir rumo a qualquer aldeia perdida entre campos e serras. Assim foi a vida da minha m\u00e3e at\u00e9 aos 35 anos, idade com que celebrou o Matrim\u00f3nio com o meu Pai. Depois, foram vindo os quatro filhos, e a eles se dedicou de alma e cora\u00e7\u00e3o, abandonando a Escola.<\/em><\/p>\n<p><em>Nunca lhe conheci f\u00e9rias, s\u00e1bados, domingos ou feriados. O seu dia come\u00e7ava sempre pelas cinco da manh\u00e3 e terminava quando calhava. Costurava as nossas roupas, fazia as compras, visitava a fam\u00edlia, acompanhava a sa\u00fade de todos. A doen\u00e7a prolongada que afetou o meu Pai (faleceu em 1998) complicou ainda mais a sua vida, pois teve que assumir tamb\u00e9m as r\u00e9deas da agricultura familiar.<\/em><\/p>\n<p><em>A educa\u00e7\u00e3o dos filhos foi sempre a grande prioridade e tinha como objetivo que estudassem o m\u00e1ximo. E assim foi. Colocou no Semin\u00e1rio os dois primeiros filhos, mas respeitou sempre as nossas decis\u00f5es, n\u00e3o abdicando nunca da exig\u00eancia de que fossemos s\u00e9rios e bons crist\u00e3os.<\/em><\/p>\n<p><em>Depois chegaram os netos que foram crescendo l\u00e1 por casa. Foi ela quem tomou conta dos mais velhos, quando as for\u00e7as o permitiram. Depois da morte do Pai, entrou em curva descendente de for\u00e7as (ou ascendente, para Deus). Nesta sua serenidade de fim de vida, conseguimos ver uma mulher de armas que deu tudo o que era e tinha para que a fam\u00edlia fosse unida, bem formada, assente em valores humanos e crist\u00e3os.<\/em><\/p>\n<p><em>A sua morte, a 10 de janeiro, aproximou do meu cora\u00e7\u00e3o e do cora\u00e7\u00e3o dos meus familiares milhares de pessoas que reagiram nas redes sociais (mais de 1500!) e participaram no vel\u00f3rio e funeral. D. Ant\u00f3nio Francisco, Bispo do Porto, tocou-nos o cora\u00e7\u00e3o ao falar com simpatia e ternura, de uma M\u00e3e cheia de Miss\u00e3o. Os cerca de 50 Padres, os Irm\u00e3os, Irm\u00e3s, Jovens em Forma\u00e7\u00e3o, Leigos Associados e Fraternidades, Familiares de Confrades, membros dos Movimentos da Fam\u00edlia Espiritana, Familiares, conterr\u00e2neos e amigos da fam\u00edlia\u2026encheram-nos de uma profunda alegria interior na hora de dar gra\u00e7as a Deus pela longa vida e Miss\u00e3o da nossa M\u00e3e\u2019. In \u2018Cr\u00f3nicas com Miss\u00e3o 2<\/em>, Ed. LIAM, Lisboa 2015, pp.235-236\u2019<em>.<\/em><\/p>\n<p>Os Pais partiram, mas ficaram. Essa \u00e9 sempre uma verdade dif\u00edcil de explicar. Os valores que viveram e testemunharam continuam gravados nos cora\u00e7\u00f5es dos filhos e de quantos com eles privaram. H\u00e1 raz\u00f5es de sobra para dar gra\u00e7as a Deus pelos Pais que me deram. Essa imensa gratid\u00e3o vir\u00e1 ao de cima durante o ano centen\u00e1rio do seu nascimento, mas h\u00e1-de acompanhar-me o resto da minha vida.<\/p>\n<p>26.01.2024. Centen\u00e1rio do M\u00e3e.<\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"Spotify Embed: Lusofonias - Ano Centen\u00e1rio\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/5SyjpEhPF8BplxnWKENcLH?si=hKHU9k70SMifM1gsakWmbQ&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, em S. 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