{"id":311154,"date":"2024-01-18T23:22:49","date_gmt":"2024-01-18T23:22:49","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=311154"},"modified":"2024-01-22T17:05:39","modified_gmt":"2024-01-22T17:05:39","slug":"criancas-institucionalizadas-o-desconhecimento-e-uma-barreira-muito-grande-para-o-funcionamento-do-sistema-e-do-desenvolvimento-das-respostas-presidente-da-candeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/criancas-institucionalizadas-o-desconhecimento-e-uma-barreira-muito-grande-para-o-funcionamento-do-sistema-e-do-desenvolvimento-das-respostas-presidente-da-candeia\/","title":{"rendered":"Crian\u00e7as institucionalizadas: \u00abO desconhecimento \u00e9 uma barreira muito grande para o funcionamento do sistema e do desenvolvimento das respostas\u00bb &#8211; Presidente da \u00abCandeia\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><em>Portugal \u00e9 o pa\u00eds, entre 42 da Europa e \u00c1sia Central, onde h\u00e1 mais crian\u00e7as em acolhimento residencial, revela relat\u00f3rio do Unicef<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/children-4894710_1920_Dia-dos-Irmaos-2021.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-208929 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/children-4894710_1920_Dia-dos-Irmaos-2021.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1080\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/children-4894710_1920_Dia-dos-Irmaos-2021.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/children-4894710_1920_Dia-dos-Irmaos-2021-400x225.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/children-4894710_1920_Dia-dos-Irmaos-2021-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/children-4894710_1920_Dia-dos-Irmaos-2021-768x432.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/children-4894710_1920_Dia-dos-Irmaos-2021-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/children-4894710_1920_Dia-dos-Irmaos-2021-1080x608.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/children-4894710_1920_Dia-dos-Irmaos-2021-1280x720.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/children-4894710_1920_Dia-dos-Irmaos-2021-980x551.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/children-4894710_1920_Dia-dos-Irmaos-2021-480x270.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a>Lisboa, 18 jan 2024 &#8211; O presidente da dire\u00e7\u00e3o da \u2018Candeia &#8211; Associa\u00e7\u00e3o para a anima\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e jovens\u2019 considera que existe \u201cum grande desconhecimento\u201d face \u00e0s alternativas e solu\u00e7\u00f5es que se colocam \u00e0 institucionaliza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e jovens, uma realidade com grande express\u00e3o em Portugal.<\/p>\n<p>De acordo com um relat\u00f3rio do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef), divulgado esta quinta-feira, Portugal \u00e9 o pa\u00eds, entre 42 da Europa e da \u00c1sia Central, onde h\u00e1 mais crian\u00e7as em acolhimento residencial, isto \u00e9, em institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cCaminhos para uma melhor prote\u00e7\u00e3o: Balan\u00e7o da situa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as em estruturas de acolhimento na Europa e \u00c1sia Central\u201d \u00e9 o nome do relat\u00f3rio que conclui que 95% das crian\u00e7as acolhidas em Portugal, no \u00e2mbito do Sistema de Promo\u00e7\u00e3o e Prote\u00e7\u00e3o, est\u00e3o em acolhimento residencial.<\/p>\n<p>\u201cO desconhecimento \u00e9 uma barreira muito grande para o funcionamento do sistema e do desenvolvimento das respostas que serviriam melhor \u00e0s crian\u00e7as e jovens\u201d, defende Miguel Sim\u00f5es Correia, que reconhece que \u201cas pessoas n\u00e3o agem, n\u00e3o se envolvem, porque n\u00e3o conhecem a realidade\u201d.<\/p>\n<p>O presidente da dire\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/www.candeia.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u2018Candeia\u2019<\/a> aponta a \u201cado\u00e7\u00e3o\u201d e o \u201capadrinhamento civil\u201d como formas de sair do acolhimento residencial, sendo esta \u00faltima uma medida que as pessoas \u201cn\u00e3o sabem\u201d que existe, n\u00e3o tem \u201cqualquer tipo de apoios\u201d e, consequentemente, muitos acabam por n\u00e3o seguir por essa via.<\/p>\n<p>O apadrinhamento civil consiste numa rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica do tipo familiar que se constitui entre uma crian\u00e7a e jovem com menos de 18 anos e uma pessoa familiar ou fam\u00edlia, a quem s\u00e3o atribu\u00eddas as responsabilidades parentais, e entre quem se estabelecem v\u00ednculos afetivos.<\/p>\n<p>Os pais mant\u00eam o direito de visitar e manter o relacionamento com a crian\u00e7a ou jovem e acompanh\u00e1-lo durante o desenvolvimento.<\/p>\n<p>Qualquer crian\u00e7a ou jovem com menos de 18 anos pode ser apadrinhada, desde que n\u00e3o possa ser adotada.<\/p>\n<p>\u201cA ado\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m acaba por ser muito lenta, os processos de ado\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito morosos, mas isso \u00e9 uma quest\u00e3o ligada ao funcionamento da justi\u00e7a em Portugal, n\u00e3o \u00e9 exclusivo \u00e0s ado\u00e7\u00f5es. No fundo, n\u00f3s temos um bocado esta cultura que permite, que aceita, que convive, na ignor\u00e2ncia ou n\u00e3o, com uma popula\u00e7\u00e3o em acolhimento residencial muito expressiva e muito mais expressiva do que noutros pa\u00edses\u201d, destaca.<\/p>\n<p>Miguel Sim\u00f5es Correia fala do projeto \u201cAmigos p\u2019ra Vida\u201d, ligado \u00e0 Institui\u00e7\u00e3o Particular de Solidariedade Social, que \u201cprocura estabelecer rela\u00e7\u00f5es entre volunt\u00e1rios\u201d e crian\u00e7as e jovens que s\u00e3o sinalizados pelas casas de acolhimento.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cSendo a rela\u00e7\u00e3o positiva para a crian\u00e7a, em situa\u00e7\u00f5es em que obviamente a fam\u00edlia biol\u00f3gica n\u00e3o se encontra na possibilidade de voltar a receber a sua crian\u00e7a, n\u00f3s defendemos muito que seja aplicada uma medida de apadrinhamento civil, e temos v\u00e1rios casos de sucesso\u201d, explica.<\/p><\/blockquote>\n<p>\u201cMas depois sentimos que \u00e0s vezes estamos um bocadinho a remar contra a mar\u00e9, porque h\u00e1 muita gente que desconhece a medida, ou os ju\u00edzes que ainda n\u00e3o confiam o suficiente por n\u00e3o terem visto os casos suficientes, mas a \u00fanica forma de ver casos suficientes de sucesso \u00e9 de facto aplicar a medida\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>O presidente da \u2018Candeia\u2019 salienta ainda a presen\u00e7a de Centros de Apoio \u00e0 Fam\u00edlia em Portugal, \u201cque s\u00f3 trabalham de forma praticamente reativa e nunca preventiva\u201d, \u201ct\u00eam uma legisla\u00e7\u00e3o r\u00edgida\u201d e \u201cpoucos meios\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito dif\u00edcil trabalhar a parentalidade numa vertente preventiva para evitar o acolhimento. E, portanto, n\u00f3s vemos que a n\u00edvel tamb\u00e9m de proveni\u00eancia social, muitas vezes as crian\u00e7as e jovens que s\u00e3o acolhidos v\u00eam dos mesmos meios, que s\u00e3o os meios em que as pessoas t\u00eam menos fatores de resili\u00eancia, e, portanto, n\u00e3o conseguem ter redes, n\u00e3o conseguem trabalhar essas redes, e, portanto, o exerc\u00edcio da parentalidade \u00e9 mais deficit\u00e1rio\u201d, denuncia.<\/p>\n<p>Sobre as crian\u00e7as com defici\u00eancia, o relat\u00f3rio do Unicef informa que apresentam uma \u201cmaior probabilidade de serem colocadas em unidades de acolhimento residencial em compara\u00e7\u00e3o com crian\u00e7as sem defici\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Em Portugal, 14% das crian\u00e7as institucionalizadas t\u00eam uma defici\u00eancia f\u00edsica ou mental, segundo os dados do relat\u00f3rio CASA (Caracteriza\u00e7\u00e3o Anual da Situa\u00e7\u00e3o de Acolhimento das Crian\u00e7as e Jovens) 2022.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 mais dif\u00edcil, no meio de uma institui\u00e7\u00e3o, uma casa de acolhimento, que acolhe muitos mi\u00fados, muitos deles com problemas de comportamento, muitos deles que precisam de muita aten\u00e7\u00e3o, \u00e9 dif\u00edcil trabalhar a autonomia e capacitar as crian\u00e7as com defici\u00eancia e dar uma resposta que seja adequada\u201d, adverte Miguel Sim\u00f5es Correia.<\/p>\n<p>Esta sexta-feira decorre o congresso \u201cAcolhimento em Portugal\u201d, na Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa, com o objetivo de ouvir e juntar os v\u00e1rios intervenientes do sistema de acolhimento para encontrar solu\u00e7\u00f5es para o problema em Portugal.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cN\u00f3s cri\u00e1mos este congresso por sentirmos que era importante debater certos temas com os quais nos depar\u00e1mos na nossa interven\u00e7\u00e3o, no fundo, e, portanto, das fam\u00edlias que acompanhamos, as crian\u00e7as que nos est\u00e3o sinalizadas. Acab\u00e1mos por nos deparar com cinco temas, que s\u00e3o os temas dos cinco pain\u00e9is\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Miguel Sim\u00f5es Correia vai moderar um deles, relativo \u00e0 defini\u00e7\u00e3o do projeto de vida.<\/p>\n<p>A ades\u00e3o ao projeto n\u00e3o podia ser melhor, o n\u00famero de inscri\u00e7\u00f5es j\u00e1 atingiu o limite do anfiteatro, no enanto o evento vai ser transmitido online, via zoom.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"4r1AvWynWd\"><p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/solidariedade-criancas-em-situacao-de-fragilidade-estao-no-coracao-da-associacao-candeia-c-video\/\">Solidariedade: Crian\u00e7as em situa\u00e7\u00e3o de fragilidade est\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o \u00abCandeia\u00bb (c\/v\u00eddeo)<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Solidariedade: Crian\u00e7as em situa\u00e7\u00e3o de fragilidade est\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o \u00abCandeia\u00bb (c\/v\u00eddeo)&#8221; &#8212; Ag\u00eancia ECCLESIA\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/solidariedade-criancas-em-situacao-de-fragilidade-estao-no-coracao-da-associacao-candeia-c-video\/embed\/#?secret=g29DyKITmO#?secret=4r1AvWynWd\" data-secret=\"4r1AvWynWd\" width=\"500\" height=\"282\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<p><em>LJ<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Portugal \u00e9 o pa\u00eds, entre 42 da Europa e \u00c1sia Central, onde h\u00e1 mais crian\u00e7as em acolhimento residencial, revela relat\u00f3rio do Unicef<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":208929,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[89,3],"tags":[154,383,314],"class_list":["post-311154","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque2","category-nacional","tag-crianca","tag-jovens","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/311154","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=311154"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/311154\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/208929"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=311154"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=311154"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=311154"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}