{"id":31108,"date":"2008-04-02T18:16:39","date_gmt":"2008-04-02T18:16:39","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/04\/02\/novo-reitor-de-fatima-admite-apreensao-perante-dimensao-do-cargo\/"},"modified":"2008-04-02T18:16:39","modified_gmt":"2008-04-02T18:16:39","slug":"novo-reitor-de-fatima-admite-apreensao-perante-dimensao-do-cargo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/novo-reitor-de-fatima-admite-apreensao-perante-dimensao-do-cargo\/","title":{"rendered":"Novo reitor de F\u00e1tima admite \u00abapreens\u00e3o\u00bb perante dimens\u00e3o do cargo"},"content":{"rendered":"<p>Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Sala de Imprensa do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, logo ap\u00f3s o an\u00fancio do seu nome para novo respons\u00e1vel pela institui\u00e7\u00e3o, o Padre Virg\u00edlio Antunes fala sobre o convite para este novo cargo e sobre a sua liga\u00e7\u00e3o a F\u00e1tima e a Nossa Senhora.   <b>1. Com que sentimentos acolheu o convite do Senhor D. Ant\u00f3nio Marto para ser Reitor do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima?<\/b> Padre Virg\u00edlio Antunes &#8211; Em primeiro lugar, com alguma apreens\u00e3o. \u00c9 um trabalho novo, com uma carga de responsabilidade alargada e que me reserva, com certeza, um conjunto de surpresas. Em segundo lugar, com serenidade. Mais do que um convite tratou-se de o Bispo Diocesano pedir a realiza\u00e7\u00e3o de uma miss\u00e3o, como s\u00e3o todos os trabalhos a que nos dedicamos na Igreja. Sei que ele reflectiu, fez consultas na Diocese e tomou a decis\u00e3o que, de facto, me pediu para aceitar. N\u00e3o tinha outra palavra a dizer, sen\u00e3o acolher o pedido, como fiz em outras circunst\u00e2ncias com os anteriores bispos. Finalmente, devo dizer que acolhi com alegria, pois n\u00e3o concebo trabalhar na Igreja como sacerdote de outra forma.  <b>2. Como diocesano de Leiria-F\u00e1tima e natural de uma par\u00f3quia vizinha deste Santu\u00e1rio, qual \u00e9 a sua liga\u00e7\u00e3o pessoal e em termos de devo\u00e7\u00e3o a este santu\u00e1rio mariano?<\/b> Padre Virg\u00edlio Antunes &#8211; Desde a inf\u00e2ncia que F\u00e1tima faz parte da minha vida. Habituei-me a ver o Santu\u00e1rio como uma parte natural da Igreja e da Diocese. Faz parte daquelas realidades cuja exist\u00eancia n\u00e3o se questiona nem se discute. Comecei a vir ao Santu\u00e1rio particularmente no contexto da catequese infantil: v\u00ednhamos a p\u00e9, percorr\u00edamos todos os lugares, visit\u00e1vamos a Capelinha, os Valinhos; rez\u00e1vamos o ter\u00e7o e faz\u00edamos a Via Sacra; com\u00edamos a merenda e volt\u00e1vamos para casa tamb\u00e9m a p\u00e9. Em termos de devo\u00e7\u00e3o pessoal, tive a gra\u00e7a de ela me ser transmitida desde cedo e de o Semin\u00e1rio ter continuado a foment\u00e1-la. Tenho dificuldade de me imaginar doutra forma e sem esta dimens\u00e3o mariana da f\u00e9 crist\u00e3, que, de modo muit\u00edssimo humano nos aproxima de Cristo.   <b>3. \u00c9 capel\u00e3o do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima desde 2005. Qual foi a primeira impress\u00e3o \u00e0 chegada a este local em termos de funcionamento, de servi\u00e7os, de organiza\u00e7\u00e3o? J\u00e1 tinha trabalhado no Santu\u00e1rio antes de aqui ser capel\u00e3o e director do Servi\u00e7o de Alojamentos e do Servi\u00e7o de Peregrinos?<\/b> Padre Virg\u00edlio Antunes &#8211; Antes de c\u00e1 chegar, em Setembro de 2005, conhecia pouco do funcionamento do Santu\u00e1rio. Era um conhecimento exterior: as multid\u00f5es das peregrina\u00e7\u00f5es anivers\u00e1rias, a tranquilidade e calma de alguns lugares nas visitas regulares que fazia\u2026 Do ponto de vista organizativo, quase nada, com excep\u00e7\u00e3o de um ou outro pormenor ocasional, por participar num encontro, num congresso ou num retiro espiritual. A pedido do Reitor, h\u00e1 alguns anos estava a colaborar nas peregrina\u00e7\u00f5es anivers\u00e1rias, como comentador das celebra\u00e7\u00f5es. Quando cheguei fiquei surpreendido com a complexidade existente, mas sobretudo com o rigor e a responsabilidade com que cada um dos sectores executa as tarefas que lhe competem.  <b>4. Como foi trabalhar com Mons. Luciano Guerra e qual a impress\u00e3o que tem dele\/do trabalho por ele desenvolvido?<\/b> Padre Virg\u00edlio Antunes &#8211; Penso que foi a melhor escola e a melhor introdu\u00e7\u00e3o ao trabalho que agora a\u00ed vem. Admiro muito a sua capacidade de trabalho, com m\u00e9todo, pondera\u00e7\u00e3o e rigor. Como sabemos, o Santu\u00e1rio de F\u00e1tima nasce de uma iniciativa divina em favor da humanidade, mas, grande parte daquilo que \u00e9 hoje, deve-se \u00e0 iniciativa de Mons. Luciano Guerra, \u00e0 sua persist\u00eancia e capacidade de ultrapassar ventos e mar\u00e9s. Deixa o Santu\u00e1rio dotado das infraestruturas necess\u00e1rias \u00e0 sua miss\u00e3o, capazes de acolher os peregrinos de Nossa Senhora em \u00f3ptimas condi\u00e7\u00f5es, deixa uma estrutura organizativa adequada e funcional e ainda um ambiente orante e celebrativo, que cativa multid\u00f5es em Portugal e no mundo.   <b>5. Assim que tome posse do cargo e uma vez que j\u00e1 conhece o trabalho pastoral e a organiza\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o, apostar\u00e1 em qu\u00ea, isto \u00e9, ser\u00e1 um trabalho em ordem \u00e0 continuidade com aquilo que agora aqui \u00e9 feito ou haver\u00e1 novas propostas a desenvolver?<\/b> Padre Virg\u00edlio Antunes &#8211; O Santu\u00e1rio comemorou o ano passado o nonag\u00e9simo anivers\u00e1rio das apari\u00e7\u00f5es de Nossa Senhora e, portanto, das suas origens. A hist\u00f3ria n\u00e3o come\u00e7a, por isso, com a mudan\u00e7a do reitor. Por sua vez, a Igreja e as suas institui\u00e7\u00f5es t\u00eam um ritmo frequentemente diferente das institui\u00e7\u00f5es da sociedade civil. A nossa primeira tarefa \u00e9 procurar estar atentos aos sinais dos tempos e a Deus que fala neles e atrav\u00e9s deles, na perspectiva da fidelidade.  A primeira preocupa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 sempre a de conhecer e amar mais Nossa Senhora e a sua mensagem de convers\u00e3o, dirigida \u00e0 humanidade do nosso tempo. Isso exige que nos centremos no essencial e que tudo em F\u00e1tima esteja ao servi\u00e7o desse objectivo. \u00c9, por isso, claro, que a perspectiva \u00e9 de continuidade, na fidelidade ao dom que Deus aqui nos entregou pelas m\u00e3os de Maria. Isso n\u00e3o significa, naturalmente, que n\u00e3o tenha de haver constantemente uma reflex\u00e3o alargada sobre os caminhos a percorrer. Nesta altura, pe\u00e7o a Nossa Senhora de F\u00e1tima que vele sobre n\u00f3s, sobre e sobre este seu santu\u00e1rio, para que cumpramos sempre os objectivos da sua mensagem. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Sala de Imprensa do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, logo ap\u00f3s o an\u00fancio do seu nome para novo respons\u00e1vel pela institui\u00e7\u00e3o, o Padre Virg\u00edlio Antunes fala sobre o convite para este novo cargo e sobre a sua liga\u00e7\u00e3o a F\u00e1tima e a Nossa Senhora. 1. Com que sentimentos acolheu o convite do Senhor D. 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