{"id":310814,"date":"2024-01-17T09:34:13","date_gmt":"2024-01-17T09:34:13","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=310814"},"modified":"2024-01-16T09:35:49","modified_gmt":"2024-01-16T09:35:49","slug":"quo-vadis-aonde-vais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/quo-vadis-aonde-vais\/","title":{"rendered":"\u201cQuo vadis?\u201d (Aonde vais?)"},"content":{"rendered":"<p><em>Padre Hugo Gon\u00e7alves, Diocese de Beja<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-266299 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/>A poucos metros da Porta San Sebastiano, localizada na Via Appia Antica (Roma), ergue-se a igreja de Santa Maria \u2018<em>in Palmis<\/em>\u2019, mais conhecida por \u2018<em>Domine quo vadis<\/em>\u2019? (Senhor, para onde vais?). Reza a tradi\u00e7\u00e3o que ali se cruzou o Ap\u00f3stolo S\u00e3o Pedro com Jesus; Pedro fugia da cidade, da persegui\u00e7\u00e3o, para evitar o mart\u00edrio e encontra-se com Jesus que se dirige para l\u00e1. Nesse encontro, Pedro pergunta a Jesus: \u2018<em>Domine quo vadis<\/em>\u2019? Ao que Jesus responde: \u2018<em>Venio Romam iterum crucifigi<\/em>\u2019 (Venho a Roma para ser novamente crucificado). Nesse momento o Ap\u00f3stolo Pedro regressa a Roma para ser martirizado, crucificado. Estas palavras foram depois eternizadas num filme dos anos cinquenta e que todos certamente nos recordamos \u2013 o \u201c<em>Quo vadis<\/em>\u201d \u2013 e que, no final nos apresenta este acontecimento.<\/p>\n<p>Permiti-me apropriar destas palavras, atribu\u00eddas ao Ap\u00f3stolo S. Pedro, para as colocar a n\u00f3s Igreja:<em> Quo vadis?\/ Para onde vais<\/em>? Julgo ser uma quest\u00e3o leg\u00edtima, dadas as circunst\u00e2ncias que hoje vivemos e que exige, a meu ver, uma reflex\u00e3o por parte de todo n\u00f3s cat\u00f3licos, especialmente os pastores e agentes da pastoral. Proponho esta pergunta, essencialmente pela an\u00e1lise que pude fazer ao ler a Declara\u00e7\u00e3o <em>\u201cFiducia supplicna<\/em>\u201d e as consequ\u00eancias que pode ter na sua concretiza\u00e7\u00e3o pastoral. Tenho consci\u00eancia que este \u00e9 um tema fraturante, pois fraturante \u00e9 tamb\u00e9m as situa\u00e7\u00f5es de que s\u00e3o alvo deste documento \u2013 as uni\u00f5es de pessoas do mesmo sexo e as uni\u00f5es de pessoas divorciadas ou divorciados recasados. Contudo, questionar o conte\u00fado desta Declara\u00e7\u00e3o, e mesmo o comunicado sobre a rece\u00e7\u00e3o da mesma, \u00a0n\u00e3o significa que se esteja contra o Santo Padre. Questionar um documento que, como o pr\u00f3prio afirma, \u00e9 \u201c<em>uma <strong>contribui\u00e7\u00e3o espec\u00edfica<\/strong> e <strong>inovadora<\/strong> ao significado pastoral das b\u00ean\u00e7\u00e3os<\/em>\u201d, e que rompe com o conceito universal e tradicional de b\u00ean\u00e7\u00e3o, fundado na Sagrada Escritura e na Tradi\u00e7\u00e3o da Igreja, ao mesmo tempo que contradiz o Magist\u00e9rio, incluindo o mais recente do Papa Francisco, n\u00e3o pode ser visto como uma afronta, um cisma, mas deve ser visto com naturalidade.<\/p>\n<p>Da an\u00e1lise que pude fazer notei que, embora encontre nele algumas breves cita\u00e7\u00f5es b\u00edblicas, a verdade \u00e9 que elas n\u00e3o incidem sobre a situa\u00e7\u00e3o daqueles a quem se destinam estas b\u00ean\u00e7\u00e3os informais, mas cingem-se apenas ao significado de b\u00ean\u00e7\u00e3o e mesmo assim de uma forma muito insuficiente. Pergunto: e porque n\u00e3o incidem sobre a situa\u00e7\u00e3o daqueles a quem se destinam a b\u00ean\u00e7\u00e3o? Porque efetivamente n\u00e3o encontramos na Sagrada Escritura qualquer valida\u00e7\u00e3o deste tipo de uni\u00f5es, n\u00e3o vemos nenhum tipo de b\u00ean\u00e7\u00e3o formal ou informal para estas realidades, muito pelo contr\u00e1rio e basta recordar o 6\u00ba e 9\u00ba Mandamentos ou o pr\u00f3prio ensinamento de Jesus a respeito da mesma mat\u00e9ria ou S\u00e3o Paulo. Na leitura que fiz tamb\u00e9m notei a quase aus\u00eancia de cita\u00e7\u00f5es ou refer\u00eancias ao Magist\u00e9rio anterior ao Papa Francisco (por exemplo: Vaticano II, Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, Paulo VI, Jo\u00e3o Paulo II, Bento XVI) e mesmo esse pouco parece-me descontextualizado ou mesmo for\u00e7ado o seu uso, se tivermos em conta os referidos documentos na totalidade e at\u00e9, a referida Declara\u00e7\u00e3o \u00e9 contradit\u00f3ria com o Magist\u00e9rio recente do Papa Francisco, como j\u00e1 pude referir. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 quaisquer refer\u00eancias a Padres e Doutores da Igreja, que possam sustentar o que \u00e9 apresentado na Declara\u00e7\u00e3o. \u00a0A Declara\u00e7\u00e3o \u201c<em>Fiducia supplicans<\/em>\u201d tem tamb\u00e9m implica\u00e7\u00f5es na antropologia crist\u00e3, na sua defini\u00e7\u00e3o de casal \u2013 no que se refere \u00e0s uni\u00f5es de pessoas do mesmo sexo \u2013 e, obviamente de fam\u00edlia, quando faz uso do termo \u201c<em>casais do mesmo sexo<\/em>\u201d e, embora o diga expressamente e claramente que a doutrina sobre o Matrim\u00f3nio se mantem, a verdade \u00e9 que esta b\u00ean\u00e7\u00e3o \u00e9 geradora de confus\u00e3o entre os cat\u00f3licos, que passam a ver este tipo de ritual como um matrim\u00f3nio de segunda classe, pois n\u00e3o se trata de dar uma b\u00ean\u00e7\u00e3o a cada pessoa individualmente, mas ao \u201c<em>casal<\/em>\u201d. Em suma, a \u201c<em>Fiducia supplicans<\/em>\u201d \u00e9 uma verdadeira inova\u00e7\u00e3o eclesial ou talvez, como dizem os ingleses, \u2018a big mess\u2019 (uma grande trapalhada).<\/p>\n<p>Mas centremo-nos naquilo a que visa esta Declara\u00e7\u00e3o: acolher e ajudar as parelhas do mesmo sexo e os casais divorciados recasados. E que caminho pretendemos fazer com eles? Um caminho de convers\u00e3o ou de manuten\u00e7\u00e3o da sua situa\u00e7\u00e3o? Quando olho para a globalidade do documento, sugere-me que se trata de manter a sua situa\u00e7\u00e3o, pois a pr\u00f3pria b\u00ean\u00e7\u00e3o informal sugere isso \u2013 \u201c<em>b\u00ean\u00e7\u00e3o de casais<\/em>\u201d. E estar\u00e1 a Igreja a ser m\u00e3e quando aben\u00e7oa o que est\u00e1 errado, o que est\u00e1 mal, o que \u00e9 pecado? Aqui n\u00e3o se trata de aben\u00e7oar uma pessoa que quer fazer o caminho de convers\u00e3o, mas de duas pessoas que vivem uma situa\u00e7\u00e3o que contraria a Sagrada Revela\u00e7\u00e3o, contida na B\u00edblia e, consequentemente, a doutrina da Igreja. Julgo que uma m\u00e3e e um pai que amam um filho, quando este est\u00e1 numa situa\u00e7\u00e3o de erro, n\u00e3o o aben\u00e7oa, n\u00e3o bendiz aquilo que est\u00e1 nele errado, mas corrigi-o, ajuda-o nesse caminho.<\/p>\n<p>Ao ler a Declara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m, enquanto p\u00e1roco, n\u00e3o deixei de me interrogar: Como pode um p\u00e1roco \u2013 que s\u00e3o aqueles que ir\u00e3o conviver mais de perto com esta realidade \u2013 dar uma b\u00ean\u00e7\u00e3o a este tipo de uni\u00f5es quando a mesma \u00e9 contrariada com um documento do mesmo Dicast\u00e9rio, de n\u00e3o h\u00e1 muito tempo? \u00a0Como pode um p\u00e1roco aben\u00e7oar este tipo de uni\u00f5es sem que isto n\u00e3o se assemelhe ao Sacramento do Matrim\u00f3nio ou a um sacramental? Como pode um p\u00e1roco aben\u00e7oar este tipo de uni\u00f5es que colidem claramente com as Escrituras? Que efeitos tem esta b\u00ean\u00e7\u00e3o (falo da gra\u00e7a), dada aos dois em simult\u00e2neo, quando vivem e querem manter essa rela\u00e7\u00e3o de pecado? Como ficam, por exemplo, os cat\u00f3licos que vivem numa situa\u00e7\u00e3o de poligamia? Ficam exclu\u00eddos? \u00c9 a sua situa\u00e7\u00e3o mais pecaminosa que a das duas realidades a quem se destina esta b\u00ean\u00e7\u00e3o informal? Porque n\u00e3o s\u00e3o inclu\u00eddos os que vivem em uni\u00e3o de facto? E o que dizemos \u00e0queles casais divorciados recasados que come\u00e7aram a viver como irm\u00e3os, seguindo aquilo que a Igreja lhes prop\u00f4s?<\/p>\n<p>Temo que esta situa\u00e7\u00e3o, ainda que n\u00e3o crie um cisma dentro da Igreja, traga profundas divis\u00f5es, como sucedeu na Igreja Anglicana e que abordei em anterior artigo publicado na Ecclesia. A pr\u00f3pria manifesta\u00e7\u00e3o publica de in\u00fameras confer\u00eancias episcopais sobre o conte\u00fado desta Declara\u00e7\u00e3o, mostra, no m\u00ednimo, desconforto e perplexidade. Quando o Prefeito do Dicast\u00e9rio para a Doutrina da F\u00e9, no Comunicado explicativo, afirma que estas posi\u00e7\u00f5es, das Confer\u00eancias Episcopais, se devem a \u201c<em>quest\u00f5es culturais e at\u00e9 mesmo legais<\/em>\u201d, esquece-se que n\u00e3o \u00e9 essa a base com que as mesmas apresentam a sua oposi\u00e7\u00e3o a estas b\u00ean\u00e7\u00e3os, mas fundamentam-nas na Sagrada Escritura, na Tradi\u00e7\u00e3o e no Magist\u00e9rio. Obviamente que nenhum destes Bispos se est\u00e1 colocar numa situa\u00e7\u00e3o de oposi\u00e7\u00e3o ao Santo Padre, mas, a meu ver, numa posi\u00e7\u00e3o de fraterna corre\u00e7\u00e3o a um documento que, n\u00e3o obstante o esp\u00edrito de acolhimento \u00e0s pessoas visadas, podem conduzir \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do erro nas quais as pessoas que se querem acolher vivem, deixando-as entender que n\u00e3o necessitam de convers\u00e3o das suas vidas e de mudan\u00e7a do seu estado; a n\u00e3o ser que se queira erradicar dos pecados estas situa\u00e7\u00f5es, normalizando-as, aben\u00e7oando-as e equiparando-as ao Matrim\u00f3nio?! Evidentemente que n\u00e3o \u00e9 isso que se pretende, e a pr\u00f3pria Declara\u00e7\u00e3o o afirma. Julgo que o mais conveniente seria um acompanhamento destas pessoas em vista a uma convers\u00e3o \u2013 afinal \u00e9 isso que Jesus a todos nos pede \u2013 sabendo que a mesma implica carregar a cruz, mas que as levar\u00e1 a sair da situa\u00e7\u00e3o de pecado para viver na gra\u00e7a. A b\u00ean\u00e7\u00e3o, essa ficaria aquela que todos podem receber no final de cada Eucaristia.<\/p>\n<p>Termino pedindo que rezemos pelo nosso Santo Padre, o Papa Francisco, pelos seus mais diretos colaboradores e tamb\u00e9m por aqueles que vivem estas situa\u00e7\u00f5es que a Declara\u00e7\u00e3o \u201c<em>Fiducia supplicans<\/em>\u201d aborda, para que Deus os possa ajudar no seu caminho de convers\u00e3o \u00e0 Verdade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pe. Hugo Gon\u00e7alves<\/p>\n<p>Diocese de Beja<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Hugo Gon\u00e7alves, Diocese de Beja<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":266299,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-310814","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/310814","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=310814"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/310814\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/266299"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=310814"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=310814"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=310814"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}