{"id":31071,"date":"2008-04-01T13:28:58","date_gmt":"2008-04-01T13:28:58","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/04\/01\/d-joaquim-goncalves-regressa-ao-trabalho\/"},"modified":"2008-04-01T13:28:58","modified_gmt":"2008-04-01T13:28:58","slug":"d-joaquim-goncalves-regressa-ao-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/d-joaquim-goncalves-regressa-ao-trabalho\/","title":{"rendered":"D. Joaquim Gon\u00e7alves regressa ao trabalho"},"content":{"rendered":"<p>Bispo de Vila Real encerrou  aus\u00eancia de um ano das actividades da CEP. Transplante card\u00edaco ainda gera cautelas <!--more--> D. Joaquim Gon\u00e7alves, Bispo de Vila Real, encerrou ontem a aus\u00eancia de um ano das actividades da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa.  Sob autoriza\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, o bispo que realizou um transplante card\u00edaco a 13 de Janeiro, encontra-se em F\u00e1tima, a participar da Assembleia Plen\u00e1ria da CEP.  Com vis\u00edvel boa disposi\u00e7\u00e3o, D. Joaquim Gon\u00e7alves sublinhou que apenas o m\u00e9dico lhe lembra que est\u00e1 doente e o obriga a um regime alimentar e algumas cautelas. \u201cPor mim, ia jogar futebol e comia o que os outros comem\u201d, afirmou \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.  O transplante de cora\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o d\u00f3i. N\u00e3o me sinto doente\u201d, acrescenta.   <b>O regresso \u00e0 diocese&#8230;<\/b> As restri\u00e7\u00f5es continuam, nomeadamente no que se refere a contactos f\u00edsicos pr\u00f3ximos por causa da transmiss\u00e3o de alguns v\u00edrus que s\u00e3o nocivos. Mas o Bispo de Vila Real deslocou-se \u00e0 sua diocese para celebrar a missa crismal, no passado dia 20.   Os sacerdotes diocesanos estavam ao corrente da sua desloca\u00e7\u00e3o. Mas \u201cquando entrei na S\u00e9, notei que olhavam para mim como se eu viesse do outro mundo\u201d, afirmou.   \u201cHouve algu\u00e9m que no meio da multid\u00e3o disse \u00abn\u00e3o precisa de dizer mais nada, j\u00e1 vimos que est\u00e1 bom\u00bb, lembra o Bispo mas acrescenta que \u201ca dada altura, n\u00e3o sabia se as pessoas estavam a ver o meu comportamento ou a ouvir-me\u201d.  Os irm\u00e3os que o foram visitar ao hospital e sabiam \u201cque estava bem\u201d, \u201cquando me viram no meio deles, olhavam duas vezes para se certificar se era verdade\u201d, explica o Bispo de Vila Real.  No Domingo de P\u00e1scoa, D. Joaquim Gon\u00e7alves celebrou tamb\u00e9m a eucaristia. \u201cE a sensa\u00e7\u00e3o das pessoas foi a mesma\u201d, lembra.  Quando passava, as pessoas espreitavam, \u201centre o espanto e o j\u00fabilo\u201d. O Bispo de Vila Real percebeu a \u201calegria contida e surpreendida\u201d das pessoas.  O contacto com os seus diocesanos foi restrito, mas suficiente para perceber \u201cas saudades\u201d. D. Joaquim Gon\u00e7alves guarda testemunhos escritos e contactos telef\u00f3nicos \u201cde toda a parte a desejar o meu regresso\u201d, inclusivamente \u201cde pessoas que eu achava que andavam alheias\u201d.  O transplante completa tr\u00eas meses no dia 13 de Abril. S\u00f3 por esta altura, o Bispo de Vila Real saber\u00e1 quando regressa. Por essa altura, a medica\u00e7\u00e3o \u00e9 reduzida e ganha-se \u201calguma liberdade de movimentos\u201d.  Os exames semanais a que est\u00e1 sujeito, passar\u00e3o agora a ter intervalos de 10 dias, e por isso \u201cj\u00e1 se justifica que regresse a Vila Real ou para outra resid\u00eancia\u201d.  Mas o regresso ao trabalho pastoral imp\u00f5e ainda algumas regras. \u201cResist\u00eancia e alegria por o fazer n\u00e3o falta, mas esta reserva de n\u00e3o contactar com multid\u00f5es, sobretudo em recintos fechados mant\u00e9m-se ainda algum tempo\u201d, explica.  <b>&#8230;e o regresso \u00e0 CEP<\/b> De regresso \u00e0s actividades da CEP, D. Joaquim Gon\u00e7alves aponta a experi\u00eancia \u201criqu\u00edssima\u201d que se adquire com a colegialidade e o prazer que sente com o regresso.  Ausente h\u00e1 um ano, o bispo de Vila Real mantinha contactos atrav\u00e9s dos textos e outras informa\u00e7\u00f5es. \u201cMas \u00e9 diferente\u201d, traduz.  D. Joaquim Gon\u00e7alves aponta que a vida de rela\u00e7\u00e3o esmorece \u201cse n\u00e3o estivermos presentes. Fazer equipa pela mem\u00f3ria ou por documentos n\u00e3o gera calor e sensibilidade\u201d.  A aus\u00eancia e a actual situa\u00e7\u00e3o de convalescen\u00e7a f\u00ea-lo perceber o que \u00e9 a colegialidade episcopal, mas tamb\u00e9m \u201co que sente o imigrante, o cat\u00f3lico n\u00e3o praticante que n\u00e3o vai ao grupo, o drama do preso, o drama do homem internado no hospital por muito tempo\u201d.  Os telefonemas, os emails e as cartas que recebeu ajudaram um pouco, mas n\u00e3o substituem o calor humano. \u201cO n\u00e3o ver, o n\u00e3o estar presente e n\u00e3o ouvir, perde densidade e calor. A pessoa fica teoricamente veiculada mas afectivamente fica distante\u201d.   \u201cEsta experi\u00eancia ajudou-me a sentir pela vida o que eu sabia pela teoria\u201d, traduz.   Sobre a sua participa\u00e7\u00e3o na Assembleia plen\u00e1ria afirma que vai ouvir mais do que intervir. No entanto, o facto de ser o bispo h\u00e1 mais anos numa diocese &#8211;  est\u00e1 h\u00e1 quase 21 anos ao servi\u00e7o da Igreja de Vila Real \u2013 \u201cconfere-me \u00e0-vontade\u201d.   <b>O \u00abfantasma\u00bb do transplante<\/b> O Bispo de Vila Real reconhece \u201cum certo fantasma \u00e0 volta da ideia de um transplante\u201d.  \u201cO transplante tem uma novidade. S\u00f3 sabemos que tivemos um transplante porque o m\u00e9dico o diz. De resto, n\u00e3o sentimos nenhuma mudan\u00e7a. O centro das emo\u00e7\u00f5es e da vida mental \u00e9 o c\u00e9rebro e esse \u00e9 o mesmo\u201d.   D. Joaquim Gon\u00e7alves brinca que \u201cn\u00e3o \u00e9 como a pr\u00f3tese nos dentes ou nos p\u00e9s, pois essas sentem-se. Esta n\u00e3o, apenas pega ou n\u00e3o pega. Se pegou ficou bem\u201d.  No entanto, afirma estar consciente que o cora\u00e7\u00e3o que recebeu \u201cn\u00e3o veio de uma f\u00e1brica, \u00e9 j\u00e1 usado e hipoteticamente com algumas limita\u00e7\u00f5es\u201d.   Os medicamentos, a que est\u00e1 sujeito para que o organismo n\u00e3o rejeite o novo \u00f3rg\u00e3o, criam algumas limita\u00e7\u00f5es. \u201cO cora\u00e7\u00e3o \u00e9 um novo jogador que entrou numa equipa que j\u00e1 estava. Esta integra\u00e7\u00e3o exige algum compasso e vigil\u00e2ncia\u201d.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bispo de Vila Real encerrou aus\u00eancia de um ano das actividades da CEP. 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