{"id":31060,"date":"2008-04-01T12:37:36","date_gmt":"2008-04-01T12:37:36","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/04\/01\/intencao-de-bento-xvi-para-o-mes-de-abril\/"},"modified":"2008-04-01T12:37:36","modified_gmt":"2008-04-01T12:37:36","slug":"intencao-de-bento-xvi-para-o-mes-de-abril","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/intencao-de-bento-xvi-para-o-mes-de-abril\/","title":{"rendered":"Inten\u00e7\u00e3o de Bento XVI para o m\u00eas de Abril"},"content":{"rendered":"<p>Viver a ressurrei\u00e7\u00e3o, agora <!--more--> <I>Que os crist\u00e3os, mesmo em situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis e complexas da sociedade actual, n\u00e3o se cansem de proclamar com a vida que a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo \u00e9 fonte de esperan\u00e7a e de paz<\/i> 1. \tA ressurrei\u00e7\u00e3o, agora  \tA ressurrei\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nem um acontecimento de um passado long\u00ednquo, quase dissolvido nas brumas da lenda e do mito, nem um sonho de futuro sem consist\u00eancia. A ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 de agora: a de Cristo e a dos crist\u00e3os. Quero com isto dizer que s\u00f3 faz sentido acreditar na ressurrei\u00e7\u00e3o se esta fizer parte do meu \u00abagora\u00bb e do \u00abagora\u00bb do mundo. Este \u00abagora\u00bb da ressurrei\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 evidente, sem d\u00favida. Evidente \u00e9 o poder da morte, nas suas manifesta\u00e7\u00f5es mais diversas, na minha vida e no quotidiano de todos. E, no entanto, a\u00ed est\u00e1 Bento XVI chamando \u00e0 esperan\u00e7a os crist\u00e3os e quem mais o queira escutar \u2013 porque \u00abfomos salvos na esperan\u00e7a\u00bb. Que fazer, pois, desta esperan\u00e7a, quando a morte se apresenta vestida com as roupas da moda? Ou cedemos ao poder da morte e recusamos a salva\u00e7\u00e3o \u2013 dada \u00abna esperan\u00e7a\u00bb \u2013 ou acolhemos o poder da ressurrei\u00e7\u00e3o agindo no mundo e, na esperan\u00e7a, somos salvos. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. H\u00e1 \u00absitua\u00e7\u00f5es dif\u00edceis e complexas da sociedade actual\u00bb que mais depressa empurram para uma desesperan\u00e7ada rendi\u00e7\u00e3o ao poder sedutor da morte do que para um alegre acolhimento da debilidade da ressurrei\u00e7\u00e3o.  2.\tAnunciar a ressurrei\u00e7\u00e3o na cidade dos homens \tComo escrevia um Autor dos primeiros s\u00e9culos do Cristianismo, n\u00f3s, crist\u00e3os, n\u00e3o vivemos em cidades separadas, n\u00e3o usamos roupas diferentes, n\u00e3o falamos uma l\u00edngua diferente, somos cidad\u00e3os de qualquer cidade&#8230; e em todas somos estrangeiros: vivemos j\u00e1 a ressurrei\u00e7\u00e3o que nos foi dada em Cristo e, por isso, n\u00e3o podemos deixar de ser estranhos \u2013 \u00abestrangeiros\u00bb \u2013 numa cidade onde impera o poder da morte. Mas, apesar da \u00abestranheza\u00bb que nos habita, a cidade dos homens \u00e9 a nossa cidade. N\u00e3o temos outra, e nesta cidade desejamos \u2013 esperamos \u2013  testemunhar a vit\u00f3ria da vida. N\u00e3o nos iludimos. Sabemos que, aqui e agora, reina o poder da morte. N\u00e3o desesperamos. Sabemos que a debilidade da ressurrei\u00e7\u00e3o acaba sempre por triunfar sobre o poder da morte \u2013 por maior que seja o seu poder, a morte n\u00e3o tem a \u00faltima palavra. Quem nos olha, nada sabendo da origem desta esperan\u00e7a, n\u00e3o pode deixar de nos considerar \u00abestrangeiros\u00bb no meio da cidade. Em alguns casos, cada vez mais frequentes, at\u00e9 pode querer expulsar-nos da cidade, porque incomodamos o poder estabelecido, reinando soberano nas pra\u00e7as da cidade. Podemos, dizem, se assim quisermos, acreditar em fadas, desde que nos remetamos ao segredo das nossas casas e das nossas igrejas. Mas n\u00e3o queiramos, com os nossos contos, confundir o discurso \u00fanico, oficial. Esta, por\u00e9m, \u00e9 a nossa cidade \u2013 por isso, n\u00e3o vamos a lado nenhum. As suas pra\u00e7as, s\u00e3o as nossas pra\u00e7as \u2013 por isso, tamb\u00e9m a\u00ed vivemos e testemunhamos o \u00abagora\u00bb da ressurrei\u00e7\u00e3o. E se o poder tem um discurso \u00fanico, o nosso testemunho e a nossa linguagem abrem espa\u00e7o para outros modos de vida, capazes de subverter o poder da morte com a debilidade da ressurrei\u00e7\u00e3o.  3.\tRessurrei\u00e7\u00e3o, fonte de esperan\u00e7a e de paz \tViver a ressurrei\u00e7\u00e3o \u00abagora\u00bb \u00e9 experimentar o poder de Deus exercido de modo admir\u00e1vel no Crucificado. Mas, aten\u00e7\u00e3o! N\u00e3o se confunda o poder de Deus com a nossa ideia de \u00abpoder\u00bb, t\u00e3o ligada ao poder da morte. No seu jogo \u2013 \u00f3dio, viol\u00eancia, desesperan\u00e7a, for\u00e7a, intriga, cal\u00fania, desprezo dos mais fracos \u2013 a morte \u00e9 soberana. O poder de Deus \u00e9 o poder do Amor. Portanto, n\u00e3o se imp\u00f5e, n\u00e3o se apropria da vontade alheia, n\u00e3o convence pelo espect\u00e1culo, nem vence pelo exerc\u00edcio da for\u00e7a. Pode o que pode o Amor: prop\u00f5e e prop\u00f5e-se, confia, despoja-se, vai at\u00e9 ao dom da pr\u00f3pria vida. Por ser um poder assim, venceu e vence continuamente a morte, pois esta n\u00e3o sabe jogar o jogo do Amor. Eis porque a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, vivida \u00abagora\u00bb, \u00e9 fonte de esperan\u00e7a e paz. Esperan\u00e7a para o presente, pois afirma que a debilidade do Amor \u00e9 capaz de anular as for\u00e7as poderosas e omnipresentes pelas quais a morte reina como soberana do mundo. Esperan\u00e7a para o futuro, porque revela que a nossa vida, naquilo que tem de dom gratuito, de disponibilidade, de servi\u00e7o, at\u00e9 mesmo de sofrimento acolhido, n\u00e3o se desperdi\u00e7ar\u00e1 no vazio, n\u00e3o mergulhar\u00e1 no nada, antes encontrar\u00e1 em Deus a sua realiza\u00e7\u00e3o plena. E paz, pois ningu\u00e9m pode viver a ressurrei\u00e7\u00e3o sem escutar a voz do Ressuscitado: \u00abA paz esteja convosco\u00bb. Gente assim, pacificada, \u00e9 um dom de Deus \u00e0 nossa cidade, ao nosso mundo. Saibamos n\u00f3s acolher este dom&#8230; <i> Elias Couto   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viver a ressurrei\u00e7\u00e3o, agora<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[120],"class_list":["post-31060","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-bento-xvi"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31060","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31060"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31060\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31060"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31060"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31060"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}