{"id":31056,"date":"2008-04-01T11:20:47","date_gmt":"2008-04-01T11:20:47","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/04\/01\/discurso-do-presidente-da-cep-na-abertura-dos-trabalhos-da-168a-assembleia-plenaria\/"},"modified":"2008-04-01T11:20:47","modified_gmt":"2008-04-01T11:20:47","slug":"discurso-do-presidente-da-cep-na-abertura-dos-trabalhos-da-168a-assembleia-plenaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/discurso-do-presidente-da-cep-na-abertura-dos-trabalhos-da-168a-assembleia-plenaria\/","title":{"rendered":"Discurso do Presidente da CEP na abertura dos trabalhos da 168\u00aa Assembleia Plen\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p>\u00abA Inicia\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 continua a ser prioridade\u00ab <!--more--> Com esta Assembleia Plen\u00e1ria encerramos um tri\u00e9nio durante o qual procuramos reflectir sobre a conjuntura que nos toca viver, consciencializando-nos da mudan\u00e7a cultural  a suscitar novas op\u00e7\u00f5es pastorais. A responsabilidade de transmitir a f\u00e9 acompanhou-nos e o Santo Padre veio confirmar as nossas inten\u00e7\u00f5es aconselhando uma verifica\u00e7\u00e3o da \u201cefic\u00e1cia dos percursos de inicia\u00e7\u00e3o actuais\u201d e recordando que \u201ca palavra de ordem era, e \u00e9, construir caminhos de comunh\u00e3o\u201d. \tCom o vasto programa, reservado para esta Assembleia, queremos intensificar a comunh\u00e3o entre n\u00f3s, como dom ao Santo Padre e express\u00e1-la, particularmente, ao D. Joaquim Augusto da Silva Mendes, no in\u00edcio do seu minist\u00e9rio episcopal, ao D. Jos\u00e9 Francisco Sanches Alves e D. Am\u00e2ndio Jos\u00e9 Tom\u00e1s pelos novos encargos que lhes foram confiados, como Arcebispo de \u00c9vora e Bispo Coadjutor de Vila Real. N\u00e3o esquecemos os Bispos Em\u00e9ritos e os doentes, assegurando-lhes que continuam presentes nas nossas ora\u00e7\u00f5es. Aos crist\u00e3os das nossas Dioceses oferecemos, iniciando os nossos trabalhos, a alegria duma entrega incondicional \u00e0 Boa Nova de Cristo. A todos os portugueses asseguramos uma partilha efectiva das suas alegrias e sofrimentos. Conscientes duma evolu\u00e7\u00e3o da pobreza em Portugal e atentos \u00e0s interpela\u00e7\u00f5es que a Escola e outras inst\u00e2ncias lan\u00e7am \u00e0 sociedade, reafirmamos o compromisso de ser peregrinos duma mesma viagem e colocamos o que temos e somos ao servi\u00e7o do Bem Comum.  1. Apaixonar-se pela sociedade, relativizar o Estado  A caminhada eclesial pode e deve, na actualidade, confrontar-se com realidades estat\u00edsticas ou com resultados de sondagens. Fixar-se, por\u00e9m, nesta atitude, levar-nos-ia a exultar, com os resultados positivos, em determinados sectores, ou a provocar sentimentos de culpa, por causa da pouca ousadia na ac\u00e7\u00e3o evangelizadora ou por raz\u00f5es estranhas e atribu\u00eddas a factores ex\u00f3genos. Mais do que alvo de estat\u00edsticas \u2013 que servem sempre como alerta \u2013 teremos de situar-nos no \u201cmist\u00e9rio\u201d que a Igreja encerra. Vivemos numa contextualiza\u00e7\u00e3o peculiar, mas como Povo Peregrino nascido da Trindade e orientado para horizontes que nos transcendem. Nesta convic\u00e7\u00e3o, que anima a nossa esperan\u00e7a, n\u00e3o poderemos ignorar a responsabilidade hist\u00f3rica de quem, na identifica\u00e7\u00e3o com a realidade humana, assume a alegria de lutar pela edifica\u00e7\u00e3o dum Reino, propondo um pensamento capaz de suscitar op\u00e7\u00f5es congruentes com a f\u00e9 que professamos e queremos propor. Mergulhados na actualidade, deparamos com um desafio in\u00e9dito, que pode motivar-nos ou refugiar-nos em saudosismos. Para que a paix\u00e3o e encanto, no momento presente, aconte\u00e7a, h\u00e1 uma mentalidade a adquirir ou confirmar. A Igreja tem de viver em rela\u00e7\u00e3o permanente e respons\u00e1vel com a Sociedade e relativizar o Estado que, sabemo-lo bem, pode proteger ou hostilizar e faz\u00ea-lo de um modo claro ou camuflado. Todos conhecemos o que dever\u00edamos poder esperar duma autoridade legitimamente constitu\u00edda: sublinhar a liberdade de culto e de consci\u00eancia e ao mesmo tempo proporcionar todas as condi\u00e7\u00f5es para que ela seja exercida em esp\u00edrito de igualdade e toler\u00e2ncia.  Cristo enviou-nos para o mundo mas nunca prometeu que este nos compreenderia. A Igreja passou por momentos que parecem contradit\u00f3rios, desde um cesaro-papismo n\u00edtido a uma teocracia clara, desde uma proposta de separa\u00e7\u00e3o colaborante a um clima de hostilidade e persegui\u00e7\u00e3o. Hoje sentimo-nos no seio da sociedade e a responsabilidade de ser semente, que para dar vida morre, \u00e9 o paradigma que nos acompanhar\u00e1 sempre. Advogando uma laicidade inclusiva n\u00e3o podemos aceitar ser exclu\u00eddos dum processo de humaniza\u00e7\u00e3o integral. O Estado democr\u00e1tico n\u00e3o pode ser militantemente ateu e deixar de reconhecer, respeitar e procurar satisfazer a op\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os a quem proporciona as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para viver a sua religi\u00e3o, respeitando as outras cren\u00e7as. Se isto acontecer, a miss\u00e3o de colocar o Evangelho nos meandros da sociedade ser\u00e1 mais f\u00e1cil; se n\u00e3o se der, resta-nos o caminho do servi\u00e7o a todos e, preferencialmente, aos mais pobres.  2. Proposi\u00e7\u00e3o serena e consciente do Evangelho  Cientes de que a Igreja \u201cvem do alto\u201d, \u00e9 chegada a hora de apostarmos numa intelig\u00eancia criativa capaz de propor raz\u00f5es cred\u00edveis para a f\u00e9 que professamos. N\u00e3o temos uma doutrina r\u00edgida e monoc\u00f3rdica a transmitir. H\u00e1 o amor a uma Pessoa que devemos colocar no cora\u00e7\u00e3o da humanidade para, a partir desta experi\u00eancia original, responder a quest\u00f5es existenciais, n\u00e3o nos contentando em insistir em c\u00f3digos de vida alheios ao quotidiano e que, por isso, s\u00e3o inintelig\u00edveis. Em di\u00e1logo persistente com a sociedade, teremos de ser capazes de mostrar que o catolicismo, como fen\u00f3meno religioso, n\u00e3o pertence apenas \u00e0 hist\u00f3ria da humanidade mas orgulha-se do passado, vive apaixonadamente o presente e acredita num futuro marcado pelos valores que professa.  \tToca-nos demonstrar que o cristianismo n\u00e3o \u00e9 um passado amargo e contradit\u00f3rio da felicidade humana mas encerra uma possibilidade infinita de promo\u00e7\u00e3o de vida em todas as suas dimens\u00f5es. \u00c9 uma heran\u00e7a a tornar fecunda (1). \tUrge passar da heran\u00e7a \u00e0 proposi\u00e7\u00e3o, da transmiss\u00e3o como dado estruturado \u00e0 proposi\u00e7\u00e3o inovadora, delineando uma pastoral de itiner\u00e2ncia, que sai dos espa\u00e7os habituais, entra na aventura do encontro com o quotidiano de todos (crist\u00e3os praticantes, indiferentes ou ateus) e oferece a arte dum viver comunit\u00e1rio como alternativo \u00e0 conviv\u00eancia social que, perante a fragmenta\u00e7\u00e3o e interesses, pessoais ou partid\u00e1rios, levar\u00e1, mais cedo ou mais tarde, os nossos concidad\u00e3os a perguntar: \u201cMas quem \u00e9 este homem de quem ou\u00e7o tanto falar?\u201d (Lc 9, 9).  3. O passado como fidelidade  Ao propor somos acompanhados pela riqueza hist\u00f3rica e perspectivamos novos caminhos. Aprendemos com o passado e interpret\u00e1mo-lo como li\u00e7\u00e3o eloquente.  \t3.1  Presen\u00e7a e interven\u00e7\u00e3o \t Nesta perspectiva a Igreja nunca poder\u00e1 prescindir de dar o seu contributo \u00e0 edifica\u00e7\u00e3o dum pa\u00eds mais justo. A interven\u00e7\u00e3o na vida social \u00e9 estruturante do cristianismo. S\u00f3 que parece imergir uma singular contradi\u00e7\u00e3o. Por um lado, verificamos a toler\u00e2ncia como base duma sociedade pluralista onde todas as posi\u00e7\u00f5es culturais, ideol\u00f3gicas, \u00e9ticas devem ser consideradas legitimas e igualmente dignas de considera\u00e7\u00e3o; por outro lado, presenciamos uma incr\u00edvel exclus\u00e3o da presen\u00e7a cat\u00f3lica dos ambientes p\u00fablicos e pol\u00edticos quase que pretendendo refugiar-nos no simples \u00e2mbito privado. \tEstas atitudes s\u00e3o contr\u00e1rias ao principio da liberdade, da simples toler\u00e2ncia  e duma efectiva democracia onde todos, na diversidade de pensamento, s\u00e3o chamados a participar na constru\u00e7\u00e3o do bem comum. Os crist\u00e3os portugueses devem, por isso, manifestar que nunca abdicar\u00e3o, em princ\u00edpios e ac\u00e7\u00f5es, dos seus direitos e das responsabilidades inerentes que derivam da simples cidadania (2). Da\u00ed que os crist\u00e3os, como exig\u00eancia da f\u00e9, devem acordar para uma maior responsabilidade s\u00f3cio-pol\u00edtica e, neste contexto de post-modernidade, afirmar a sua capacidade de interven\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tendo medo de congregar ideias, suscitar iniciativas e delinear uma cultura. (3)\t  3.2  O Comunit\u00e1rio como paradigma \t Iremos delinear um programa para recordar a implanta\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica. N\u00e3o nos preparando para celebrar um centen\u00e1rio, queremos evocar para reconhecer que os acontecimentos adversos suscitaram coer\u00eancia e fidelidade. Importante foi o testemunho que  classifico de comunit\u00e1rio, ou seja, de interpreta\u00e7\u00e3o conjunta duma resposta de todos e de cada um perante uma nova situa\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m ignora as dificuldades que os Bispos Portugueses tiveram para redigir uma Carta Colectiva (5) e da aventura audaz que diversos sacerdotes atravessaram, indo contra as proibi\u00e7\u00f5es, de a ler e de explicar aos seus fi\u00e9is. \tTamb\u00e9m, hoje, teremos de \u201ctransbordar para os outros, a vida que Cristo faz irromper em n\u00f3s\u201d e entre n\u00f3s, para que a Igreja n\u00e3o se distraia da sua verdadeira miss\u00e3o que \u201cn\u00e3o deve falar primeiramente de si mesma, mas de Deus\u201d (Discurso do Santo Padre em 10-11-07). Para isso necessitamos de descobrir o essencial crist\u00e3o sintetizado por S. Paulo como \u201cf\u00e9 operante pelo amor\u201d (Gal 5, 6). N\u00e3o basta proclamar a exist\u00eancia de Deus. O grande desafio reside na coragem de O aceitar como um \u201cDeus que fala\u201d, que interpela, que interv\u00e9m na hist\u00f3ria, o que exige capacidade de O ouvir, para construir uma rede duma solidariedade activa e interventiva. \u00c9 esta Igreja onde acontece o Primado da F\u00e9, como compromisso social, que resistir\u00e1 ao mundo das rivalidades e dos conflitos, impondo-se n\u00e3o pela l\u00f3gica dos comportamentos agressivos ou da ambi\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios mas pela diferen\u00e7a do amor por Cristo e a partir de Cristo (4) \t \t3.3  Ano Paulino como experi\u00eancia de an\u00fancio  O Ano Paulino, na autonomia e programa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de cada Diocese, ser\u00e1 um momento para consolidar um conjunto de dinamismos pastorais que proporcionar\u00e3o um rosto renovado \u00e0s nossas comunidades. Tudo deve partir do p\u00f4r em quest\u00e3o o processo evangelizador que estamos a protagonizar, regressando \u00e0s fontes e mudando crit\u00e9rios e op\u00e7\u00f5es. A figura de S. Paulo ser\u00e1 sempre emblem\u00e1tica e aparece na hist\u00f3ria da cristandade como o apaixonado por uma Boa Nova que comunicou, fugindo aos esquemas que estavam a ganhar corpo e consist\u00eancia. Tudo se inicia por um processo de reformula\u00e7\u00e3o doutrinal onde muitas \u201cescamas\u201d ca\u00edram para uma vis\u00e3o nova dos acontecimentos. N\u00e3o despreza o juda\u00edsmo, orgulha-se dele mas rejubila pelo facto de poder dizer \u201c para mim viver \u00e9 Cristo\u201d.  A Igreja, como comunidade de crentes, tem de recuperar a alegria do an\u00fancio centralizado em Cristo, e n\u00e3o em meros moralismos e tradi\u00e7\u00f5es, e faz\u00ea-lo como ac\u00e7\u00e3o de todo o povo de Deus, a acontecer dentro e fora da comunidade. (6) S. Paulo ousou olhar \u201cpara fora\u201d da Igreja que nascia. Hoje sabemos que a Igreja deve estar onde o humano acontece e da\u00ed que a arte, a literatura, a m\u00fasica, os diversos \u00e2mbitos da ci\u00eancia, os desafios do ambiente e da natureza s\u00e3o ou continuam a ser \u201care\u00f3pagos\u201d a usar.  4. Conclus\u00e3o  Neste contexto de mudan\u00e7a cultural, talvez n\u00e3o seja inadequado recordar que, a Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Pos-Sinodal \u201cEcclesia in Europa\u201d sobre \u201cJesus Cristo, vivo na Sua Igreja, fonte de esperan\u00e7a para a Europa\u201d continua repleta de actualidade e orienta\u00e7\u00f5es. A Europa \u00e9 um velho continente e uma nova realidade. Oferece-nos novas potencialidades e coloca-nos novas quest\u00f5es. Aqui e agora, acompanham-nos as palavras de S. Pedro: \u201cN\u00e3o temais (\u2026), nem vos deixeis perturbar. Mas venerai Cristo Senhor nos vossos cora\u00e7\u00f5es e estai prontos a responder (\u2026) a todo aquele que vos perguntar a raz\u00e3o da vossa esperan\u00e7a\u201d (1\u00aa Pedro, 3, 14-15). Nesta Assembleia Plen\u00e1ria que pretende abrir-se \u00e0 continuidade, depois da Visita ad Limina que avaliaremos e para que o nosso an\u00fancio seja \u201calegria\u201d para a Europa, rezo, por mim e por todos, a Maria: \u201cAurora dum mundo novo, mostrai-Vos M\u00e3e da esperan\u00e7a e velai por n\u00f3s! Velai pela Igreja na Europa (e em Portugal), que ela seja transpar\u00eancia do Evangelho; seja aut\u00eantico espa\u00e7o de comunh\u00e3o; viva a sua miss\u00e3o de anunciar, celebrar e viver o Evangelho da esperan\u00e7a para a paz e a alegria de todos.\u201d (Ecl. in Eur. 125).   F\u00e1tima, 31 de Mar\u00e7o de 2008  <i> + Jorge Ortiga, Ar. Primaz e Presidente da CEP<\/i>  <u>NOTAS<\/u> 1 &#8211; Os Bispos Franceses j\u00e1 em 1966 afirmavam: \u201cN\u00e3o podemos mais contentar-nos somente com uma heran\u00e7a por mais rica que ela seja. Temos de acolher o dom de Deus em condi\u00e7\u00f5es novas e encontrar ao mesmo tempo o gesto inicial da evangeliza\u00e7\u00e3o: o da proposi\u00e7\u00e3o simples e decidida do Evangelho de Cristo\u201d (Conf. Epis. Franc. Cerf, Paris 1966). 2 &#8211; O Papa Jo\u00e3o Paulo II na Christifideles laici \u00e9 muito claro: \u201cos fi\u00e9is leigos n\u00e3o podem de modo nenhum abdicar da participa\u00e7\u00e3o na \u201c politica\u201d, ou seja, na m\u00faltipla e variada ac\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, social, legislativa, administrativa e cultural, destinada a promover org\u00e2nica e institucionalmente o bem comum\u201d (n. 42). 3 -Acordando desta apatia nunca nos resignaremos a uma simples declara\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios mas reconhecemos que urge uma prepara\u00e7\u00e3o adequada para responder aos novos desafios que nos esperam. (\u201c A Igreja n\u00e3o pode nem deve tomar nas suas pr\u00f3prias m\u00e3os a batalha pol\u00edtica para realizar a sociedade mais justa poss\u00edvel. N\u00e3o pode nem deve colocar-se no lugar do Estado. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o pode nem deve ficar \u00e0 margem na luta pela justi\u00e7a. Deve inserir-se nela pela vida da argumenta\u00e7\u00e3o racional e deve despertar as for\u00e7as espirituais, sem as quais a justi\u00e7a, que sempre requer ren\u00fancias tamb\u00e9m, n\u00e3o poder\u00e1 afirmar-se nem prosperar. A sociedade justa n\u00e3o pode ser obra da Igreja; deve ser realizada pela pol\u00edtica. Mas toca \u00e0 Igreja, e profundamente, o empenhar-se pela justi\u00e7a trabalhando para a abertura de intelig\u00eancia e da vontade \u00e0s exig\u00eancias do bem\u201d Cf. n\u00ba 28 &#8211; Deus Caritas Est.) 4 &#8211; A Pastoral Colectiva do Episcopado Portugu\u00eas, 24 de Dezembro de 1910, mostra que n\u00e3o havia motivo para atacar a Religi\u00e3o Cat\u00f3lica professada pela maioria dos Portugueses. Mas, perante o conjunto de medidas de fei\u00e7\u00e3o anti-cat\u00f3lica decretadas pelo Governo depois da implanta\u00e7\u00e3o do novo Regime, os Bispos enumeraram os preju\u00edzos que delas poderiam advir para a Igreja e sociedade civil e deram aos crist\u00e3os os conselhos que consideraram mais oportunos e necess\u00e1rios. 5 &#8211; Um an\u00f3nimo no long\u00ednquo s\u00e9culo XIV referia: \u201cS\u00f3 a Igreja \u00e9 a B\u00edblia que, hoje, a gente l\u00ea, ela \u00e9 a \u00faltima mensagem de Deus, escrita nos comportamentos e nas palavras dos seus membros\u201d. 6- -\u201cMiss\u00e3o prim\u00e1ria e imediata (dos leigos) n\u00e3o \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento da comunidade eclesial \u2013 que \u00e9 o papel espec\u00edfico dos pastores -, mas \u00e9 o colocar em movimento todas as possibilidades crist\u00e3s e evang\u00e9licas escondidas, mas j\u00e1 presentes e operantes na realidade do mundo. O campo pr\u00f3prio da sua actividade \u00e9 o mundo vasto e complicado da pol\u00edtica (Conf. Evangelii Muntiandi, n. 70).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abA Inicia\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 continua a ser prioridade\u00ab<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[113,175,183,203,207,237,314,327],"class_list":["post-31056","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-ano-paulino","tag-diocese-de-evora","tag-diocese-de-vila-real","tag-europa","tag-fatima","tag-joao-paulo-ii","tag-solidariedade","tag-visita-ad-limina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31056","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31056"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31056\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31056"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31056"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31056"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}