{"id":31018,"date":"2008-03-29T12:04:17","date_gmt":"2008-03-29T12:04:17","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/03\/29\/brasil-14-milhoes-de-criancas-entre-5-e-13-anos-trabalham\/"},"modified":"2008-03-29T12:04:17","modified_gmt":"2008-03-29T12:04:17","slug":"brasil-14-milhoes-de-criancas-entre-5-e-13-anos-trabalham","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/brasil-14-milhoes-de-criancas-entre-5-e-13-anos-trabalham\/","title":{"rendered":"Brasil: 1,4 milh\u00f5es de crian\u00e7as entre 5 e 13 anos trabalham"},"content":{"rendered":"<p>Em 2006, 5,1 milh\u00f5es de crian\u00e7as e adolescentes, entre 5 e 17 anos, trabalharam.  O n\u00famero foi apresentado pelo estudo &#8220;Aspectos Complementares de Educa\u00e7\u00e3o, Afazeres Dom\u00e9sticos e Trabalho Infantil&#8221; realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).  Este indicador apresenta uma diminui\u00e7\u00e3o pouco significativa, de 0,3%, em rela\u00e7\u00e3o a 2004.   Entre as crian\u00e7as de 5 a 13 anos, no entanto, n\u00e3o houve nenhuma altera\u00e7\u00e3o: 1,4 milh\u00f5es delas continuam a trabalhar.   No Brasil, o trabalho s\u00f3 \u00e9 permitido a partir dos 14 anos e na condi\u00e7\u00e3o de aprendiz. O trabalho ilegal, de crian\u00e7as entre 5 e 13 anos, \u00e9 praticado na sua maioria, 95,1%, em actividades agr\u00edcolas e n\u00e3o-remuneradas. Essa propor\u00e7\u00e3o diminui de acordo com o aumento da faixa et\u00e1ria.   Na faixa et\u00e1ria de 5 a 9 anos de idade, 237 mil crian\u00e7as trabalham, e na de 10 a 13 anos de idade o estudo aponta para 1,2 milh\u00e3o de pessoas. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) 2006, o trabalho infantil &#8220;est\u00e1 associado a indicadores de escolariza\u00e7\u00e3o menos favor\u00e1veis e ao baixo rendimento dos domic\u00edlios onde que vivem&#8221;.   Na faixa et\u00e1ria total, de 5 a 17 anos, o trabalho dom\u00e9stico \u00e9 a ocupa\u00e7\u00e3o de 49,4% dos inquiridos e as meninas s\u00e3o as que mais o exercem. Segundo o estudo, 24,8% dos adolescentes entre 15 a 17 anos deixaram de frequentar a escola para ajudar nos trabalhos dom\u00e9sticos, trabalhar ou procurar trabalho.   &#8220;Apesar desse quadro de trabalho infantil e da dedica\u00e7\u00e3o aos trabalhos dom\u00e9sticos, 75,8% das crian\u00e7as e adolescentes de 0 a 17 anos frequentavam um infant\u00e1rio ou a escola em 2006, e 92,4% delas tinham acesso a lanche ou a uma refei\u00e7\u00e3o gratuita na rede p\u00fablica&#8221;, acrescentou o IBGE.   A partir dos 14, a legisla\u00e7\u00e3o brasileira permite que a crian\u00e7a trabalhe em actividades relacionadas \u00e0 qualifica\u00e7\u00e3o profissional. Em 2006, eram cerca de 1,3 milh\u00e3o de pessoas, nessa faixa et\u00e1ria, ocupadas. Entre os adolescentes com mais de 16 anos &#8211; que podem trabalhar desde que n\u00e3o seja em actividades nocturnas, o n\u00famero de trabalhadores \u00e9 de 2,4 milh\u00f5es.  Segundo o estudo do IBGE, &#8220;a n\u00e3o exist\u00eancia do trabalho infantil a partir de 14 anos de idade estava directamente relacionada com as maiores taxas de frequ\u00eancia \u00e0 escola&#8221;.   Cerca de 28% das crian\u00e7as e adolescentes de 5 a 17 anos de idade que trabalham, n\u00e3o t\u00eam instru\u00e7\u00e3o ou t\u00eam menos de um ano de estudo. Na mesma faixa et\u00e1ria, o n\u00famero de pessoas sem escolaridade ou com um ano de estudo \u00e9 de 15,7%.  Quase metade, 47,3%, das crian\u00e7as e adolescentes, n\u00e3o recebem pelo trabalho que fazem. Das que recebem, mais de 14% ganham menos de \u00bc do sal\u00e1rio m\u00ednimo. De acordo com o IBGE, a renda m\u00e9dia das crian\u00e7as e dos adolescentes em 2006 foi de 210 reais. No Sul a m\u00e9dia foi de 268 reais e no Nordeste de 126 reais. Em todas as regi\u00f5es, o rendimento das mulheres era inferior ao dos homens. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2006, 5,1 milh\u00f5es de crian\u00e7as e adolescentes, entre 5 e 17 anos, trabalharam. O n\u00famero foi apresentado pelo estudo &#8220;Aspectos Complementares de Educa\u00e7\u00e3o, Afazeres Dom\u00e9sticos e Trabalho Infantil&#8221; realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Este indicador apresenta uma diminui\u00e7\u00e3o pouco significativa, de 0,3%, em rela\u00e7\u00e3o a 2004. 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