{"id":309597,"date":"2024-01-07T09:31:12","date_gmt":"2024-01-07T09:31:12","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=309597"},"modified":"2024-01-07T18:03:33","modified_gmt":"2024-01-07T18:03:33","slug":"igreja-portugal-venham-fazer-missao-pais-mantenham-esta-chama-acesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-portugal-venham-fazer-missao-pais-mantenham-esta-chama-acesa\/","title":{"rendered":"Igreja\/Portugal: \u00abVenham fazer Miss\u00e3o Pa\u00eds, mantenham esta chama acesa\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><em>No arranque do novo ano \u00e9 nosso convidado Pedro Rodrigues, um dos chefes nacionais da edi\u00e7\u00e3o 2024 Miss\u00e3o Pa\u00eds<\/em><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_309556\" aria-describedby=\"caption-attachment-309556\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Pedro-Rodrigues-5.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-309556 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Pedro-Rodrigues-5.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Pedro-Rodrigues-5.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Pedro-Rodrigues-5-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Pedro-Rodrigues-5-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Pedro-Rodrigues-5-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Pedro-Rodrigues-5-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Pedro-Rodrigues-5-1536x1024.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-309556\" class=\"wp-caption-text\">Foto: RR\/Beatriz Pereira<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Entrevista conduzida por \u00c2ngela Roque (Renascen\u00e7a) e Paulo Rocha (Ecclesia)<\/em><\/p>\n<p><em>O Pedro tem 22 anos, \u00e9 estudante de mestrado em Engenharia e Ci\u00eancia de Dados, no Instituto Superior T\u00e9cnico, e esta \u00e9 j\u00e1 a quinta miss\u00e3o em que participa. O que \u00e9 que significa para um jovem como o Pedro estar envolvido num projeto como este? O que \u00e9 esta experi\u00eancia j\u00e1 fez mudar na sua vida?<\/em><\/p>\n<p>Desde o meu primeiro ano na faculdade que fa\u00e7o Miss\u00e3o Pa\u00eds, portanto, n\u00e3o conhe\u00e7o bem a realidade da faculdade sem fazer Miss\u00e3o Pa\u00eds. Foi algo que me foi apresentado, a in\u00edcio a receio. Imagino que muitas pessoas que come\u00e7am tamb\u00e9m tenham este receio, mas depois \u00e9 algo, de facto, muito reconfortante e bom de fazer, tanto que, como deu para perceber, nos cinco anos seguintes, incluindo este, vou fazer miss\u00e3o. O ano passado tamb\u00e9m estive na equipa nacional, fui chefe nacional da expans\u00e3o, que \u00e9 uma pasta respons\u00e1vel por todas as miss\u00f5es em universidades novas, em s\u00edtios mais remotos. Por exemplo, este ano vai abrir nos A\u00e7ores a primeira miss\u00e3o. A expans\u00e3o tem o papel e o cuidado de acompanhar essa miss\u00e3o de perto e de mostrar o que \u00e9 a cultura da Miss\u00e3o Pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Quer isto dizer que este \u00e9 um projeto que continua a crescer?<\/em><\/p>\n<p>Sim, felizmente sim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Quantas miss\u00f5es novas abrem este ano?<\/em><\/p>\n<p>Este ano abrimos cinco miss\u00f5es, a dos A\u00e7ores \u00e9 uma delas. Abrimos tamb\u00e9m em Beja, abriu uma na Cat\u00f3lica, em Medicina, na Nova SBE, e no Porto, em Direito, abriu uma segunda miss\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>H\u00e1 sempre essa preocupa\u00e7\u00e3o de escolher geografias ou locais e onde a Miss\u00e3o Pa\u00eds nunca esteve?<\/em><\/p>\n<p>Sim. Guardamos o registo de todos os s\u00edtios onde j\u00e1 estivemos e mission\u00e1mos. O objetivo \u00e9 podermos missionar sempre s\u00edtios novos, e garantir que conseguimos chegar ao m\u00e1ximo de pessoas poss\u00edvel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ao todo este ano, as miss\u00f5es envolvem quantos estudantes e v\u00e3o decorrer em quantas localidades do pa\u00eds?<\/em><\/p>\n<p>Somos 69 miss\u00f5es, cada miss\u00e3o tem uma localidade onde atua. Em termos de n\u00fameros e de mission\u00e1rios, fazendo as contas, este somos 4 mil e dois mission\u00e1rios, passamos assim a barreira dos 4 mil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Num projeto que come\u00e7ou h\u00e1 21 anos, com 20 mission\u00e1rios, isto j\u00e1 foi um crescimento brutal em duas d\u00e9cadas&#8230;<\/em><\/p>\n<p>Sim, \u00e9 verdade. Isto foi algo que come\u00e7ou um bocadinho a &#8216;pisar ovos&#8217;, mas depois foi crescendo ao longo dos anos, e h\u00e1 de ser por ser uma coisa boa, diria eu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O tema deste ano \u00e9 &#8216;Lan\u00e7a as redes e encontrar\u00e1s&#8217;, que d\u00e1 mote a todas as miss\u00f5es e v\u00e1rias iniciativas, ao hino, etc. Foi um tema escolhido por causa do p\u00f3s-Jornada Mundial da Juventude?<\/em><\/p>\n<p>N\u00f3s, quando a equipa nacional \u00e9 escolhida, os dois chefes nacionais mais os dois chefes de ora\u00e7\u00e3o nacionais, mais o nosso assessor espiritual que \u00e9 o padre Gon\u00e7alo Cravo, temos v\u00e1rias reuni\u00f5es &#8211; este ano foram quatro &#8211; e escolhemos qual vai ser o Evangelho. E teve gra\u00e7a, porque o Evangelho foi escolhido antes do Papa vir. S\u00f3 foi anunciado h\u00e1 pouco tempo, em novembro, at\u00e9 a\u00ed n\u00e3o foi anunciado a ningu\u00e9m, mas assim que fomos sabendo coisas que o Papa ia dizendo \u00edamos percebendo refer\u00eancias tamb\u00e9m ao nosso Evangelho, e ele ter falado tamb\u00e9m nisso, tudo se encaixava! Aqui tamb\u00e9m temos a certeza que, de facto, n\u00e3o somos n\u00f3s que escolhemos o Evangelho, n\u00e3o \u00e9 pelo gosto pessoal, h\u00e1 todo um processo por tr\u00e1s e acreditamos genuinamente que temos aqui uma m\u00e3ozinha especial que nos ajuda a liderar e a avan\u00e7ar com a Miss\u00e3o Pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E podemos falar exatamente no que \u00e9 que consiste a Miss\u00e3o Pa\u00eds? S\u00e3o semanas mission\u00e1rias? O que \u00e9 fazem? Como \u00e9 que tudo se organiza?<\/em><\/p>\n<p>A Miss\u00e3o Pa\u00eds \u00e9 um projeto de universit\u00e1rios para universit\u00e1rios, desde a equipa nacional ao p\u00fablico-alvo, tamb\u00e9m s\u00e3o universit\u00e1rios. A semana decorre na pausa entre semestres (letivos), em que todos os universit\u00e1rios s\u00e3o convidados a participar. Nesta semana somos divididos por v\u00e1rias comunidades, em que temos uma parte que vai at\u00e9 \u00e0 escola, tem atividades com os estudantes, o que pode passar por dar apoio, educa\u00e7\u00e3o moral, ou s\u00f3 brincarem nos recreios. \u00c9 engra\u00e7ado que j\u00e1 aconteceu rapazes e raparigas serem missionados e depois, mais tarde, quando chega a altura da faculdade, sentirem vontade de tamb\u00e9m querer fazer Miss\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Nestas duas d\u00e9cadas j\u00e1 d\u00e1 margem para isso, n\u00e3o \u00e9?<\/em><\/p>\n<p>Exatamente. Depois, tamb\u00e9m vamos aos lares, estar com os mais velhos, fazemos atividades. Depende muito de miss\u00e3o para miss\u00e3o, e das necessidades de cada localidade. Tamb\u00e9m podemos estar presentes nos centros de dia, e h\u00e1 miss\u00f5es onde vamos \u00e0s casas de acolhimento de jovens que n\u00e3o t\u00eam pais, ou que foram retirados das fam\u00edlias, e faz-se este acompanhamento tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Importante real\u00e7ar \u00e9 a comunidade do Teatro. \u00c0s vezes \u00e9 dif\u00edcil, porque estas val\u00eancias s\u00e3o escolhidas no in\u00edcio da semana. Ser escolhido para o teatro e ficar uma semana fechado, a ensaiar uma pe\u00e7a, \u00e0s vezes \u00e9 dif\u00edcil ver como isso \u00e9 importante. Falo por experi\u00eancia pr\u00f3pria, porque tamb\u00e9m j\u00e1 estive no teatro, e aguentar esta semana em que todos os outros t\u00eam hist\u00f3rias para contar todos os dias, e n\u00f3s estivemos o dia todo a decorar papel&#8230;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Mas tamb\u00e9m \u00e9 muito desafiante criar uma pe\u00e7a numa semana\u2026<\/em><\/p>\n<p>Sim, e somos privilegiados por podermos tamb\u00e9m rezar o Evangelho de uma forma diferente, atrav\u00e9s da arte, de uma forma mais concreta, e depois, no final, podermos apresentar para todos os mission\u00e1rios e para as pessoas da localidade, para os velhinhos com quem estivemos nessa semana. Podermos fazer teatro e fazer rir as pessoas \u00e9 mesmo, mesmo muito bom!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O que \u00e9 o \u2018porta a porta\u2019?<\/em><\/p>\n<p>Foi muito da\u00ed que surgiu a Miss\u00e3o Pa\u00eds, o querer levar o santu\u00e1rio de Schoenstatt \u00e0s pessoas. Vamos a um bocadinho de hist\u00f3ria aqui: a M\u00e3e Peregrina \u00e9 uma imagem pequenina, de forma semitriangular, que simboliza o santu\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Talvez convenha explicar que a primeira Miss\u00e3o Pa\u00eds nasceu ligada ao movimento Schoenstatt, que tem a imagem da M\u00e3e Peregrina como um dos seus s\u00edmbolos, e \u00e9 isso que marca sempre at\u00e9 hoje a Miss\u00e3o Pa\u00eds, embora participem jovens ligados a diversos movimentos, par\u00f3quias, a toda a Igreja, n\u00e3o \u00e9?<\/em><\/p>\n<p>Sim, e n\u00e3o crentes at\u00e9. A Miss\u00e3o Pa\u00eds \u00e9 um projeto que est\u00e1 aberto a &#8216;todos, todos, todos&#8217;, como diz o Papa, quer sejam crentes, ou n\u00e3o, quer tenham outras cren\u00e7as, todos s\u00e3o bem-vindos a vir de cora\u00e7\u00e3o aberto, para poderem viver esta semana e esta experi\u00eancia que propomos, e com toda a parte da ora\u00e7\u00e3o, que tem um peso importante tamb\u00e9m. Mas \u00e9 um projeto aberto e feiro a pensar em todos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Mas, estava a falar dessa val\u00eancia do \u2018porta a porta\u2019, que faz parte dessa semana mission\u00e1ria. V\u00e3o literalmente bater \u00e0 porta das pessoas?<\/em><\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 fazermo-nos pr\u00f3ximos de todos. Sa\u00edmos de manh\u00e3, normalmente vamos dois a dois, ou tr\u00eas a tr\u00eas, depende do \u00e0 vontade dos mission\u00e1rios. Vamos bater \u00e0 porta das pessoas, e passa muito por isto: se as pessoas quiserem s\u00f3 companhia, s\u00f3 estar e poder falar um bocadinho, estamos l\u00e1 para isso; se precisarem de ajuda com o jardim &#8211; tamb\u00e9m j\u00e1 aconteceu -, estamos l\u00e1 para ajudar: nem que seja para contar a hist\u00f3ria desta M\u00e3e Peregrina, ou para rezar um bocadinho, tamb\u00e9m estamos l\u00e1 para isso. No fundo, estamos para o que for e estamos para estar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Porque esta \u00e9 uma semana mission\u00e1ria, tem de ter essas dimens\u00f5es todas?<\/em><\/p>\n<p>Sim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Este formato de miss\u00e3o tem 21 anos, este modelo permanece ou h\u00e1 altera\u00e7\u00f5es substanciais?<\/em><\/p>\n<p>As miss\u00f5es t\u00eam todas a mesma estrutura. Tentamos manter a unidade ao n\u00edvel do pa\u00eds inteiro, da\u00ed o papel importante &#8211; e aqui volto a puxar o tema da expans\u00e3o -, quando h\u00e1 estas miss\u00f5es novas, haver este acompanhamento e este ensinar da cultura da Miss\u00e3o Pa\u00eds, para podermos manter esta unidade ao longo de todo o pa\u00eds e ter alguma coer\u00eancia entre todas as miss\u00f5es. Porque, assim, quando se fala na Miss\u00e3o Pa\u00eds, todos sabem o que \u00e9 e tem o mesmo molde para todos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>J\u00e1 fizemos essa refer\u00eancia h\u00e1 pouco, \u00e9 um projeto que continua a chegar a crentes e n\u00e3o crentes? H\u00e1 muitos estudantes que querem participar, mesmo sabendo que este \u00e9 um projeto de cariz cat\u00f3lico?<\/em><\/p>\n<p>Sim, sem d\u00favida. E de referir que este ano, tal como a JMJ que foi para todos, crentes e n\u00e3o crentes, notou-se um aumento, at\u00e9 relativamente grande, quando chegou o dia das inscri\u00e7\u00f5es e tivemos as candidaturas. Foi bom ver que h\u00e1 uma grande vontade e este chamamento \u00e0 a\u00e7\u00e3o, de podermos fazer a diferen\u00e7a enquanto jovens. Isso \u00e9, de facto, muito bom e deixa-nos muito contentes. Abrirem novas miss\u00f5es tamb\u00e9m mostra muito este querer fazer das pessoas, de nos mandarem mensagem &#8216;olhem, queremos abrir uma miss\u00e3o&#8217;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A Miss\u00e3o Pa\u00eds desenvolve-se nas universidades, que nem sempre \u00e9 um meio muito f\u00e1cil para quem \u00e9 cat\u00f3lico. Isto prova que \u00e9 poss\u00edvel os estudantes cat\u00f3licos afirmarem a sua f\u00e9 e chegarem aos outros com a sua mensagem?<\/em><\/p>\n<p>Sem d\u00favida. E esse acaba por ser um dos grandes objetivos. A Miss\u00e3o Pa\u00eds nasce tamb\u00e9m muito disso, do querermos ter alguma coisa na universidade que nos permita viver a f\u00e9 juntamente com os nossos colegas. E da\u00ed surge esta vontade de criar a Miss\u00e3o Pa\u00eds. Dou o meu exemplo: quando entrei para a universidade conhecia poucas pessoas, s\u00f3 conhecia alguns colegas que foram comigo para a universidade, e que nem eram cat\u00f3licos&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Estamos a falar do Instituto Superior T\u00e9cnico, que tem v\u00e1rias miss\u00f5es\u2026<\/em><\/p>\n<p>Tem quatro miss\u00f5es. \u00c9 muito bom ver que uma escola de engenharia, onde a ci\u00eancia assenta t\u00e3o forte, temos tantas miss\u00f5es e tanta gente com vontade de querer fazer miss\u00e3o. \u00c9 bom e deixo aqui o convite especial a todos os meus colegas do T\u00e9cnico, mas tamb\u00e9m para todos os outros&#8230;<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Para ver se ainda abrem mais miss\u00f5es noutros anos?<\/em><\/p>\n<p>Exato.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E os que n\u00e3o participam, como \u00e9 que olham para os que participam? \u00c9 um conv\u00edvio f\u00e1cil e uma presen\u00e7a reconhecida, aceite?<\/em><\/p>\n<p>A ess\u00eancia \u00e9 sempre boa, portanto h\u00e1 sempre uma certa tristeza quando n\u00e3o se \u00e9 colocado, mas todos os anos h\u00e1 miss\u00e3o e esta vontade pode sempre manter-se de p\u00e9. E \u00e9 importante dizer que se n\u00e3o se entrar na nossa faculdade, porque n\u00e3o fomos t\u00e3o r\u00e1pidos como os nossos colegas a inscrevermo-nos, mais no final das inscri\u00e7\u00f5es s\u00e3o sempre publicadas no nosso Instagram as miss\u00f5es que ainda n\u00e3o encheram, e deixo aqui este apelo a estarem atentos: \u00e9 muito bom fazermos miss\u00e3o na nossa universidade, porque conhecemos pessoas com quem passamos o nosso dia a dia, mas fazer miss\u00e3o s\u00f3 por si tamb\u00e9m \u00e9 bom, e mesmo que n\u00e3o seja na nossa faculdade, h\u00e1 outras que n\u00e3o enchem. Vejam isso e deem uma oportunidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Que impacto tem a Miss\u00e3o Pa\u00eds nas localidades que visitam? H\u00e1 depois uma liga\u00e7\u00e3o que permanece, dos mission\u00e1rios com essas localidades? A transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 vis\u00edvel nessas localidades?<\/em><\/p>\n<p>Essa transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 mesmo muito vis\u00edvel, e falo aqui das tr\u00eas gra\u00e7as e da raz\u00e3o destes tr\u00eas anos que passamos, que \u00e9 o acolhimento, a transforma\u00e7\u00e3o e o envio. No final, no terceiro ano, fica sempre aquela pena de termos de ir embora e seguir para outra localidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Cada miss\u00e3o fica tr\u00eas anos numa localidade?<\/em><\/p>\n<p>Exatamente. No primeiro ano com o objetivo do acolhimento, em que chegamos, n\u00e3o conhecemos a localidade, a localidade n\u00e3o nos conhece, o \u2019porta a porta\u2019 nem sempre funciona bem, h\u00e1 muitas portas fechadas, mas damo-nos a conhecer, ganhamos a confian\u00e7a das pessoas e deixamo-nos conquistar. No segundo ano, que gostamos de chamar o ano da transforma\u00e7\u00e3o, essa transforma\u00e7\u00e3o \u00e9, de facto, vis\u00edvel, at\u00e9 ao n\u00edvel do \u2018porta a porta\u2019, nota-se que as pessoas est\u00e3o muito mais predispostas a abrir, a querer falar, j\u00e1 conhecem, j\u00e1 sabem que vimos pelo bem. No terceiro ano, depois de termos estado a ser transformados e a transformar &#8211; porque acredito, por experi\u00eancia pr\u00f3pria, que h\u00e1 uma grande transforma\u00e7\u00e3o a n\u00edvel pessoal, que nos enriquece muito -, tentamos deixar essa tal semente na localidade, nas catequeses, nos lares, lan\u00e7\u00e1-los agora a eles em miss\u00e3o. Claro que n\u00e3o \u00e9 &#8211; poderia ser, fica aqui a dica &#8211; de irem tamb\u00e9m em miss\u00e3o para outros s\u00edtios. O objetivo \u00e9 que ali, onde vivem, fa\u00e7am miss\u00e3o tamb\u00e9m eles \u2013 porque, citando uma grande amiga, &#8216;a miss\u00e3o come\u00e7a em casa&#8217;, e \u00e9 esse convite que fica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Cada miss\u00e3o tem sempre a presen\u00e7a de um sacerdote. De que forma \u00e9 que escolhem os padres para fazerem miss\u00e3o convosco?<\/em><\/p>\n<p>As miss\u00f5es s\u00e3o muito independentes, e esse \u00e9 um papel que cabe aos chefes gerais. Eu, por exemplo, h\u00e1 tr\u00eas anos fui chefe geral de uma das miss\u00f5es do T\u00e9cnico, t\u00ednhamos um padre que nos acompanhou sempre, acompanhou todas as miss\u00f5es que eu fiz como mission\u00e1rio e ach\u00e1mos que fazia todo o sentido manter o sacerdote. Nas miss\u00f5es novas que abrem cabe tamb\u00e9m aos chefes gerais poderem escolher algum padre que conhecem ou, se n\u00e3o souberem, n\u00f3s enquanto equipa nacional temos sugest\u00f5es e conseguimos ter estes contactos de padres que at\u00e9 falam connosco e dizem que gostavam imenso de fazer miss\u00e3o. \u00c9 bom tamb\u00e9m ouvir isto do lado deles, e damos esta ajuda de juntar miss\u00f5es com padres e padres com miss\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E criam-se tamb\u00e9m rela\u00e7\u00f5es de amizade?<\/em><\/p>\n<p>Sim, sim. A presen\u00e7a de um padre nas miss\u00f5es \u00e9 muito importante e at\u00e9 quebra algumas barreiras. Ver &#8220;ah, o padre \u00e0 noite vem connosco beber uma cerveja? Isto acontece, eles podem fazer isto?&#8221;, perceber que os padres s\u00e3o pessoas normais que tiveram a sua vida como n\u00f3s, passaram pela universidade, estudaram, n\u00e3o eram padres na altura e depois encontraram o seu caminho. E acho que esta partilha de viv\u00eancias \u00e9 importante. E convidamos as miss\u00f5es a poderem ter, por exemplo, um seminarista, algu\u00e9m que est\u00e1 no caminho para o sacerd\u00f3cio&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A Faculdade de Teologia, onde estudam os futuros sacerdotes, n\u00e3o tem miss\u00f5es?<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o. Muitas das pessoas que estudam Teologia tamb\u00e9m est\u00e3o no semin\u00e1rio e quando participam \u00e9 como seminaristas, ou seja, s\u00e3o mais distribu\u00eddos pelas miss\u00f5es. Estes seminaristas est\u00e3o no caminho para o sacerd\u00f3cio, de descoberta da sua voca\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m \u00e9 bom podermos p\u00f4r a nossa vida em perspetiva e pensarmos nestes assuntos. Estas perguntas vocacionais podem passar ao lado e acho que as miss\u00f5es s\u00e3o um bom s\u00edtio para pensarmos nisto tamb\u00e9m com seriedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Isso em rela\u00e7\u00e3o aos sacerdotes, mas tamb\u00e9m \u00e0s religiosas?<\/em><\/p>\n<p>Sim, e deixo aqui mais um apelo a todos para que convidem irm\u00e3s e consagradas para as miss\u00f5es. Se calhar questiona-se mais quando somos rapazes &#8216;ser\u00e1 que o meu caminho \u00e9 pelo casamento? Ser\u00e1 que \u00e9 pelo sacerd\u00f3cio?&#8217;, mas para as raparigas tamb\u00e9m h\u00e1 este caminho religioso e esta entrega. Ter uma irm\u00e3 presente tamb\u00e9m desmistifica, quebra barreiras, e permite ver este caminho como alternativa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Durante a Jornada Mundial da Juventude o Papa referiu-se por duas vezes \u00e0 Miss\u00e3o Pa\u00eds considerando-o um &#8220;projeto imprescind\u00edvel&#8221; para os jovens e para a Igreja em Portugal. O que \u00e9 que este elogio significou para a Miss\u00e3o Pa\u00eds e para si?<\/em><\/p>\n<p>Bom, \u00e9 algo que nos tira o f\u00f4lego, e que nos d\u00e1 ainda mais vontade de querer melhorar e de continuar a missionar. Deixa-nos at\u00e9 um pouco desorientados&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>No momento, foi uma grande surpresa?<\/em><\/p>\n<p>Sim! Somos um projeto universit\u00e1rio, somos jovens e \u00e9 bom ter este reconhecimento, n\u00e3o pela fama, mas porque se calhar estamos a fazer alguma coisa bem. E temos esta vontade de continuar e demonstrar que, de facto, esta \u00e9 a Juventude do Papa!<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>E neste p\u00f3s-jornada, que papel \u00e9 que a Miss\u00e3o Pa\u00eds pode ter na mobiliza\u00e7\u00e3o dos jovens?<\/em><\/p>\n<p>Como disse h\u00e1 pouco, este ano na Miss\u00e3o Pa\u00eds notou-se um crescimento. O Papa veio acender esta chama nas pessoas e o nosso papel aqui \u00e9 o de garantir que a chama pode continuar acesa, e n\u00e3o temos de a ter vivido s\u00f3 nas jornadas. Venham fazer Miss\u00e3o Pa\u00eds, mantenham esta chama acesa e depois da Miss\u00e3o Pa\u00eds ficam os contactos dos vossos amigos, cat\u00f3licos e n\u00e3o cat\u00f3licos, que conhecem nas vossas faculdades e fica uma porta aberta para todos os movimentos, todo os N\u00facleos de Estudantes Cat\u00f3licos das faculdades, como rampa de lan\u00e7amento para poderem manter este fogo vivo dentro deles. Cada semana de miss\u00e3o encerra uma din\u00e2mica que seria bom replicar na Igreja, no dia a dia, ao longo do ano. Porque se concentra numa semana tudo o que \u00e9 importante os jovens fazerem, darem testemunho p\u00fablico da sua f\u00e9?<\/p>\n<p>A ideia do que se vive nesta semana \u00e9 mostrar que atrav\u00e9s de coisas t\u00e3o simples nos podemos sentir t\u00e3o bem, e o convite \u00e9 viver esta semana e levar isto para casa. Ou seja, o que vivemos nesta semana n\u00e3o tem de ser s\u00f3 esta semana, assim como o que foi vivido na JMJ n\u00e3o tem de ser s\u00f3 aquela semana. \u00c9 pegarmos no que aprendemos, no que pudemos experienciar e levar isso para casa, para as pessoas que est\u00e3o \u00e0 nossa volta e no nosso dia a dia. Podemos ser mission\u00e1rios durante o ano todo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Como jovem cat\u00f3lico, como \u00e9 que olha para o atual momento na Igreja, que est\u00e1 em processo sinodal? Que expectativas tem para este S\u00ednodo em curso e para a din\u00e2mica de participa\u00e7\u00e3o que se quer promover?<\/em><\/p>\n<p>Dar esta voz tamb\u00e9m aos jovens \u00e9 bom. Porque, de facto, os jovens s\u00e3o o futuro da Igreja. E o presente, porque o futuro come\u00e7a hoje! Mas, acho que \u00e9 bom para perceber o que os jovens sentem, o que vivem e rezam nos dias de hoje, e se se quer ter impacto no futuro tem de come\u00e7ar pelos mais novos e form\u00e1-los. Esta oportunidade d\u00e1 import\u00e2ncia e apela tamb\u00e9m \u00e0 responsabilidade dos jovens.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No arranque do novo ano \u00e9 nosso convidado Pedro Rodrigues, um dos chefes nacionais da edi\u00e7\u00e3o 2024 Miss\u00e3o Pa\u00eds<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":309556,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6,630],"tags":[914,283],"class_list":["post-309597","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","category-entrevistas-ecclesia-rr","tag-missao-pais","tag-pastoral-universitaria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/309597","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=309597"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/309597\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/309556"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=309597"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=309597"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=309597"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}