{"id":309298,"date":"2024-01-02T13:06:15","date_gmt":"2024-01-02T13:06:15","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=309298"},"modified":"2024-01-02T14:39:54","modified_gmt":"2024-01-02T14:39:54","slug":"lusofonias-acreano-boa-gente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-acreano-boa-gente\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; Acreano, boa gente!"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em Tarauac\u00e1 &#8211; Acre<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-309299 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/lusofonias-Acre-4-1-2024-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/lusofonias-Acre-4-1-2024-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/lusofonias-Acre-4-1-2024-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/lusofonias-Acre-4-1-2024-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/lusofonias-Acre-4-1-2024-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/lusofonias-Acre-4-1-2024.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>O Estado amazonense do Acre marcou-me. Dizem aqui que, quem bebe \u00e1gua do Rio Juru\u00e1, um dia h\u00e1-de voltar! Ora, as \u00e1guas est\u00e3o t\u00e3o turvas, nesta esta\u00e7\u00e3o de chuvas, que nem mergulhar apeteceu, quanto mais, beber! Mas a vontade de voltar, essa sim, ficou gravada na alma. Devo confessar que, nesta visita, entre as marcas mais visuais, guardei duas: o cartaz exposto em v\u00e1rias entradas da cidade do Cruzeiro do Sul que diz \u2018\u00c1lcool e dire\u00e7\u00e3o n\u00e3o combinam\u2019! (mais o menos o mesmo que \u2018se conduzir n\u00e3o beba!\u2019) e a estampa da t-shirt que me ofereceram no Natal \u2018Acreano, boa gente!\u2019. Ora, s\u00f3 estas frases davam para escrever v\u00e1rios livros, mas prefiro fazer a cr\u00f3nica contando o que vi e ouvi por estas terras de rio e florestas.<\/p>\n<p>Aparecida \u00e9 o nome da Par\u00f3quia junto ao quartel. Ali chegado, tive a honra de receber um convite para a mudan\u00e7a solene e protocolar do Comandante da Fronteira Juru\u00e1, Batalh\u00e3o de Infantaria da Selva. Chovia torrencialmente e multiplicavam-se as paradas e desfiles, diante de autoridades civis, militares e religiosas, incluindo o Bispo. Valeu por perceber que a assist\u00eancia religiosa \u00e0s For\u00e7as Armadas e de Seguran\u00e7a est\u00e1 a acontecer com qualidade em terras do Acre, marcadas pela urg\u00eancia de atacar os intensos tr\u00e1ficos, sobretudo de droga, uma vez que estamos perto das fronteiras de selva com a Bol\u00edvia e o Peru.<\/p>\n<p>A visita \u00e0 Catedral mostrou-me um edif\u00edcio enorme, dedicado a Nossa Senhora da Gl\u00f3ria, redondo, iniciado h\u00e1 94 anos, seguindo a arquitectura das casas tradicionais dos povos \u00edndios. No edif\u00edcio, est\u00e1 a funcionar a j\u00e1 veterana R\u00e1dio Verdes Florestas, que presta um servi\u00e7o grande \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de programas de informa\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o e entretenimento. Uma visita nocturna \u00e0s ruas e pra\u00e7as que ladeiam a catedral, mostraram-me como o calor faz sair o povo \u00e0 rua e como o Acre valoriza o Natal e investe muito em ilumina\u00e7\u00e3o nesta quadra festiva.<\/p>\n<p>Atravessei a nova Ponte do Rio Juru\u00e1 v\u00e1rias vezes, uma delas a p\u00e9. \u00c9 impressionante ver o contraste entre as belas vivendas da cidade e as casas pali\u00e7adas de madeira, muito pobres, constru\u00eddas junto ao rio, l\u00e1 onde as enchentes entram e destroem. Riqueza e pobreza andam sempre de m\u00e3os dadas.<\/p>\n<p>O P. Stephen, gan\u00eas, celebra semanalmente no Hospital Regional do Juru\u00e1, que acolhe doentes de todo o Acre e ainda alguns do vizinho Estado do Amazonas. Pude ali celebrar a Eucaristia de Natal e perceber os investimentos que s\u00e3o feitos na Pastoral da Sa\u00fade. Tamb\u00e9m estive na Festa dos Professores da Escola das Dominicanas, uma estrutura educativa enorme, liderada pelas Irm\u00e3s, com centenas largas de alunos e, por isso, com um grupo numeroso de professores e colaboradores.<\/p>\n<p>A Capela de S. Luzia, j\u00e1 bem longe da cidade, acolheu a celebra\u00e7\u00e3o de dois Casamentos. Fiquei marcado pela beleza da cerim\u00f3nia, t\u00e3o bem preparada e t\u00e3o participada por numerosos familiares e amigos destes novos casais.<\/p>\n<p>A v\u00e9spera de Natal foi domingo. Vieram buscar-me de uma Comunidade do interior e tive a alegria de celebrar na Capela do Divino Pai Eterno. Marcou-me o equil\u00edbrio entre pessoas adultas, jovens e crian\u00e7as, bem como a anima\u00e7\u00e3o dos c\u00e2nticos. No fim, houve um \u2018caf\u00e9 da manh\u00e3\u2019 para todos, momento de confraterniza\u00e7\u00e3o habitual quando ali h\u00e1 Missa. O senhor que me veio buscar e trazer confidenciou-me, pelo caminho, que acabava de perder um filho com 18 anos\u2026<\/p>\n<p>A noite de Natal devia ter-me levado com o P. Stephen a duas comunidades nos confins da Par\u00f3quia, S. Francisco e S. In\u00e1cio. Sob chuva torrencial, ainda fizemos 90 minutos mas o jeep j\u00e1 dan\u00e7ava nas lamas e tivemos de voltar a casa. No regresso, paramos na Capela de S. Br\u00e1s, onde a comunidade se preparava para a Celebra\u00e7\u00e3o da Palavra. Ali celebramos Eucaristia mostrando ao mundo, como eu disse na homilia, que \u2018a ra\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 para quem se talha, mas para quem a come!\u2019. Foi um grande momento, iniciado com uma encena\u00e7\u00e3o do Natal feita pelos jovens.<\/p>\n<p>A tarde de Natal foi marcada pela Missa na Igreja Paroquial de Aparecida com uma participa\u00e7\u00e3o massiva de povo e muita anima\u00e7\u00e3o lit\u00fargica.<\/p>\n<p>O Bispo e os Padres juntaram-se, a 26, num quinta de uma vivenda, fora da cidade, para a confraterniza\u00e7\u00e3o do Natal. Foi bom encontrar o clero reunido e, sobretudo, conversar e cantar \u00e0 volta da mesa. \u00c0 noite, de novo na Matriz, houve Missa em que nove \u2018Coroinhas\u2019 (Ac\u00f3litos) fizeram o seu compromisso de servir ao Altar.<\/p>\n<p>Tive direito a visita guiada, na quarta-feira, \u00e0 \u00c1rea Mission\u00e1ria que o P. In\u00e1cio Sangueve acompanha e anima. Parti, no dia seguinte, para Tarauac\u00e1, a 222 kms do Cruzeiro do Sul, pela famosa BR 364, uma rodovia diagonal do Brasil que liga a fronteira com o Peru e o Estado de S. Paulo. Sobre estas visitas e o que aconteceu no fim do ano e in\u00edcio de 2024, falar\u00e1 a pr\u00f3xima cr\u00f3nica.<\/p>\n<p>Desejo a todos\/as um novo ano com mais paz, justi\u00e7a e solidariedade.<\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"Spotify Embed: LUSOFONIAS - Acreano, boa gente!\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/7gypIkFC63ywUPvnIVfGSO?si=U4aKLJ8yQJ-0ha9Tphe_2g&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, em Tarauac\u00e1 &#8211; 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