{"id":30889,"date":"2008-03-24T12:17:14","date_gmt":"2008-03-24T12:17:14","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/03\/24\/concerto-do-coro-gulbenkian-da-a-conhecer-grandes-compositores-portugueses-da-epoca-barroca\/"},"modified":"2008-03-24T12:17:14","modified_gmt":"2008-03-24T12:17:14","slug":"concerto-do-coro-gulbenkian-da-a-conhecer-grandes-compositores-portugueses-da-epoca-barroca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/concerto-do-coro-gulbenkian-da-a-conhecer-grandes-compositores-portugueses-da-epoca-barroca\/","title":{"rendered":"Concerto do Coro Gulbenkian d\u00e1 a conhecer grandes compositores portugueses da \u00e9poca barroca"},"content":{"rendered":"<p>\u00abV\u00e9speras: A Devo\u00e7\u00e3o Mariana na M\u00fasica Portuguesa no Tempo de D. Jo\u00e3o V\u00bb \u00e9 o tema escolhido para o encerramento da 4.\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival Terras sem Sombra. A interven\u00e7\u00e3o do Coro Gulbenkian, sob a direc\u00e7\u00e3o do Maestro Jorge Matta, fecha com chave de ouro, na igreja matriz de Santiago do Cac\u00e9m, famosa pelas suas condi\u00e7\u00f5es ac\u00fasticas, uma iniciativa que se tem vindo a impor no panorama musical do pa\u00eds n\u00e3o s\u00f3 pelo alto n\u00edvel dos repert\u00f3rios e dos int\u00e9rpretes mas tamb\u00e9m pela liga\u00e7\u00e3o ao patrim\u00f3nio arquitect\u00f3nico e pela capta\u00e7\u00e3o dos novos p\u00fablicos.  Aquilo que em 2003 parecia ser uma experi\u00eancia arriscada e de desfecho imprevis\u00edvel \u2013 promover periodicamente um festival de m\u00fasica sacra no Alentejo, regi\u00e3o ainda com escassos \u00edndices de h\u00e1bitos culturais \u2013 tem vindo a revelar-se uma aposta certa. Ao concluir a sua quarta edi\u00e7\u00e3o, o Terras sem Sombra atingiu a maioridade e, al\u00e9m de trazer espect\u00e1culos de grande qualidade ao interior do pa\u00eds, sempre com casa cheia, j\u00e1 criou uma tradi\u00e7\u00e3o. Prova disso s\u00e3o, al\u00e9m das cr\u00edticas sa\u00eddas em publica\u00e7\u00f5es da especialidade, a exist\u00eancia de um p\u00fablico fidelizado (h\u00e1 quem se desloque de Coimbra, Lisboa, Sevilha e Huelva de prop\u00f3sito, m\u00eas ap\u00f3s m\u00eas) e a franca ades\u00e3o das comunidades locais. Afinal, existe um espa\u00e7o para iniciativas de qualidade, que valorizem igrejas hist\u00f3ricas e ponham em destaque as nossas tradi\u00e7\u00f5es musicais, a come\u00e7ar pelos grandes compositores portugueses. O Festival Terras sem Sombra \u00e9 uma iniciativa do Departamento do Patrim\u00f3nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico da Diocese de Beja e da Arte das Musas que prop\u00f5e, todos os anos, um ciclo de concertos e confer\u00eancias com car\u00e1cter itinerante, tendo sempre como alvo monumentos religiosos de especial interesse cultural e art\u00edstico. Em 2007-2008, a quarta edi\u00e7\u00e3o do Festival distribuiu-se pelas igrejas matrizes de M\u00e9rtola, Almod\u00f4var e Alvito, registando ainda dois momentos de grande relevo nessa j\u00f3ia do Barroco nacional que \u00e9 a igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, em pleno cora\u00e7\u00e3o da cidade de Beja. O programa deste ano, dedicado \u00e0 evoca\u00e7\u00e3o dos la\u00e7os entre a m\u00fasica do Oriente e do Ocidente, um tema muito adequado \u00e0 problem\u00e1tica do di\u00e1logo intercultural, hoje sobre a mesa, conclui com um espect\u00e1culo do Coro Gulbankian na igreja matriz de Santiago do Cac\u00e9m, edif\u00edcio do s\u00e9culo XIV que \u00e9 muito apreciado pela sua ac\u00fastica, especialmente adaptada \u00e0s caracter\u00edsticas sonoras de massas corais.  Francisco Ant\u00f3nio de Almeida, Jo\u00e3o Rodrigues Esteves, Domenico Scarlatti, Francisco Ant\u00f3nio de Almeida, Jo\u00e3o Rodrigues Esteves e Francisco Ant\u00f3nio de Almeida, nomes mais marcantes da vida musical do tempo de D. Jo\u00e3o V, emprestam especial vigor a uma escolha organizada ao redor do culto e da liturgia de Nossa Senhora. Evoca-se aqui, sob a orienta\u00e7\u00e3o de um especialista, o Maestro Jorge Matta, a magnific\u00eancia e o equil\u00edbrio da grande linhagem da m\u00fasica barroca do s\u00e9culo XVIII, coincidente com um dos per\u00edodos mais diversificados da hist\u00f3ria cultural portuguesa.   <b>Um coro de renome internacional<\/b> Fundado em 1964, o Coro Gulbenkian conta presentemente com uma forma\u00e7\u00e3o sinf\u00f3nica de cerca de 100 cantores, actuando igualmente em grupos vocais reduzidos, conforme a natureza das obras a executar. Assim, o Coro Gulbenkian tanto pode apresentar-se como grupo a cappella, o que tem acontecido regularmente para a interpreta\u00e7\u00e3o de polifonia portuguesa dos s\u00e9culos XVI e XVII, como colaborar com a Orquestra Gulbenkian para a execu\u00e7\u00e3o de obras coral-sinf\u00f3nicas do repert\u00f3rio cl\u00e1ssico e rom\u00e2ntico. Na m\u00fasica do s\u00e9culo XX, campo em que \u00e9 particularmente conhecido, tem interpretado \u2013 e frequentemente estreado \u2013 in\u00fameras obras contempor\u00e2neas de compositores portugueses e estrangeiros. Tem sido igualmente convidado a colaborar com as mais prestigiadas orquestras mundiais para execu\u00e7\u00e3o de grandes obras como A Cria\u00e7\u00e3o do Mundo, de Haydn e a Nona Sinfonia, de Beethoven (Orquestra do S\u00e9culo XVIII\/Frans Br\u00fcggen), a Missa Solemnis, de Beethoven (Orquestra Sinf\u00f3nica de Baden-Baden\/Michael Gielen), as Segunda, Terceira e Oitava Sinfonias, de Mahler (Filarm\u00f3nica de Berlim\/Claudio Abbado; Filarm\u00f3nica de Londres\/Franz Welser-M\u00f6st; Sinf\u00f3nica de Viena\/Rafael Fr\u00fcbeck de Burgos; Filarm\u00f3nica Checa\/Gerd Albrecht), A Dana\u00e7\u00e3o de Fausto, de Berlioz (Filarm\u00f3nica de Estrasburgo\/Theodor Guschlbauer e Concertgebouw de Amesterd\u00e3o\/Colin Davis), ou Daphnis et Chloe\u00e9, de Ravel (Filarm\u00f3nica de Montecarlo\/Emmanuel Krivine).  Para al\u00e9m da sua apresenta\u00e7\u00e3o na temporada de concertos da Funda\u00e7\u00e3o, em Lisboa, e das suas digress\u00f5es pelo pa\u00eds, o Coro Gulbenkian tem actuado em Espanha, Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Hungria, Canad\u00e1, Iraque, \u00cdndia, Macau e Jap\u00e3o. Em 1991 apresentou-se em v\u00e1rios pontos da B\u00e9lgica, no quadro do Festival Europalia, e deslocou-se a Israel para uma s\u00e9rie de actua\u00e7\u00f5es com a Orquestra de C\u00e2mara de Israel. Em 1992, uma digress\u00e3o em v\u00e1rias cidades da Holanda e da Alemanha, com a Orquestra do S\u00e9culo XVIII, deu origem \u00e0 grava\u00e7\u00e3o ao vivo da Nona Sinfonia de Beethoven. Em 1993 teve a honra de acompanhar o ent\u00e3o Presidente da Rep\u00fablica, Doutor M\u00e1rio Soares, numa visita oficial ao Reino Unido. Deslocou-se em seguida ao Brasil e recebeu o convite de S. A. R. o Pr\u00edncipe Rainier do M\u00f3naco para a realiza\u00e7\u00e3o de um concerto com a Filarm\u00f3nica de Montecarlo. Nesse mesmo ano, actuou ainda em Lyon, Estrasburgo e Mulhouse, com a Orquestra Nacional de Lyon.  Em 1994 deslocou-se a Budapeste com a Orquestra Gulbenkian e efectuou uma segunda digress\u00e3o com Frans Br\u00fcggen e a Orquestra do S\u00e9culo XVIII, actuando em It\u00e1lia, Fran\u00e7a, Holanda e Portugal. No ano seguinte, apresentou-se na \u00cdndia em quatro concertos a cappella, realizando uma digress\u00e3o ao Brasil, Argentina e Uruguai, com a Orquestra Gulbenkian, sob a direc\u00e7\u00e3o de Michel Corboz. Ainda em 1995, nove concertos com a Orquestra do S\u00e9culo XVIII  levaram o Coro Gulbenkian ao Jap\u00e3o. Em Junho de 1997 apresentou-se com esta orquestra em concertos realizados em cidades europeias, incluindo uma participa\u00e7\u00e3o no Festival Eurotop de Amesterd\u00e3o. Em Novembro do mesmo ano teve o privil\u00e9gio de acompanhar o Presidente da Rep\u00fablica, Dr. Jorge Sampaio, na visita oficial \u00e0 Holanda, a convite de S. M. a Rainha Beatriz, tendo actuado em Leiden.  Na temporada de 1998-1999 apresentou-se, entre outros, no Festival Veneto em P\u00e1dua e em Verona. Em 2000 realizou uma digress\u00e3o com a Orquestra do S\u00e9culo XVIII e Frans Br\u00fcggen, actuando em Londres e em v\u00e1rias cidades da Holanda, da Alemanha e do Jap\u00e3o. No ano seguinte, colaborou com a Orquestra Sinf\u00f3nica do Norte da Alemanha na apresenta\u00e7\u00e3o da Missa Solemnis, de Beethoven. J\u00e1 em 2002, a actividade internacional compreendeu concertos na Dinamarca, Malta, Jap\u00e3o (de novo com a Orquestra do S\u00e9culo Dezoito) e Espanha (Festival Internacional de M\u00fasica de Granada).  O Coro Gulbenkian tem gravado para as editoras Philips, Archiv-Deutsche Grammophon, Erato, Cascavelle, Musifrance, FNAC-Music e Aria-Music, interpretando um repert\u00f3rio diversificado que inclui m\u00fasica portuguesa do s\u00e9culo XVI ao s\u00e9culo XX. Algumas destas grava\u00e7\u00f5es receberam pr\u00e9mios internacionais, tais como o Pr\u00e9mio Berlioz, da Academia Nacional Francesa do Disco L\u00edrico, o Grande Pr\u00e9mio Internacional do Disco, da Academia Charles Cros, ou o Orfeu de Ouro.   <b>Jorge Matta, figura de refer\u00eancia da pedagogia musical<\/b> Maestro assistente do Coro Gulbenkian, desde 1976, \u00e9 doutorado em Musicologia Hist\u00f3rica pela Universidade Nova de Lisboa, onde ensina no Departamento de Ci\u00eancias Musicais. Destacado investigador, editor e int\u00e9rprete de m\u00fasica portuguesa, tem realizado in\u00fameras primeiras audi\u00e7\u00f5es modernas e estreias absolutas de obras vocais e instrumentais de compositores portugueses. Gravou v\u00e1rias s\u00e9ries de programas de televis\u00e3o e representou Portugal na Eurovis\u00e3o e na Mundovis\u00e3o, em 1986. Dirigiu a Orquestra Sinf\u00f3nica da RDP, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orquestra de C\u00e2mara de Macau, a Orquestra de C\u00e2mara de Lisboa, a Orquestra de C\u00e2mara Sousa Carvalho, a Orquestra Musicatl\u00e2ntico, a Orquestra de C\u00e2mara de Cascais e Oeiras, o Collegium Instrumentale de Bruges, o Coro da Radiodifus\u00e3o da Baviera, e participou nos Festivais Internacionais de Pamplona, Pal\u00eancia e Badajoz (Espanha), Rotemburgo e Munique (Alemanha), Bruxelas (Europ\u00e1lia 91) e Israel (1998). A sua discografia inclui discos com o Coro Gulbenkian, com o grupo Cantus Firmus e com a Orquestra de C\u00e2mara de Lisboa \u2013 \u201cM\u00fasica Portuguesa do S\u00e9culo XVIII\u201d, que mereceu, entre outros, um pr\u00e9mio da Academia Francesa do Disco. Em 2000\/2001 foi director do Teatro Nacional de S\u00e3o Carlos. \u00c9, desde 2001, presidente da Comiss\u00e3o de Acompanhamento das Orquestras Regionais.  <i>Departamento do Patrim\u00f3nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico da Diocese de Beja<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abV\u00e9speras: A Devo\u00e7\u00e3o Mariana na M\u00fasica Portuguesa no Tempo de D. Jo\u00e3o V\u00bb \u00e9 o tema escolhido para o encerramento da 4.\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival Terras sem Sombra. 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