{"id":308842,"date":"2023-12-27T13:14:27","date_gmt":"2023-12-27T13:14:27","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=308842"},"modified":"2023-12-27T13:14:27","modified_gmt":"2023-12-27T13:14:27","slug":"a-cruz-escondida-255","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-255\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Em Damasco, na S\u00edria, h\u00e1 uma par\u00f3quia onde ningu\u00e9m fica para tr\u00e1s<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-308845 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/ACN-20171006-62342-1024x680.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"680\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/ACN-20171006-62342-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/ACN-20171006-62342-392x260.jpg 392w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/ACN-20171006-62342-768x510.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/ACN-20171006-62342-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/ACN-20171006-62342-1536x1020.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/ACN-20171006-62342.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Milagre da divis\u00e3o do p\u00e3o<\/h4>\n<p><em>\u00c9 um projecto solid\u00e1rio que est\u00e1 a resgatar da mis\u00e9ria mais absoluta cerca de 300 pessoas que vivem no bairro de Tabbaleh, um dos mais pobres de Damasco. Com a ajuda da Funda\u00e7\u00e3o AIS, a par\u00f3quia local preparou uma cozinha para oferecer todos os dias refei\u00e7\u00f5es quentes a quem j\u00e1 nem consegue ter sequer p\u00e3o na mesa. <\/em><\/p>\n<p>Em Damasco, como na maior parte das cidades, n\u00e3o \u00e9 preciso falar na guerra que continua ao fim de 12 anos a fustigar a S\u00edria. Mesmo sem combates, mesmo que n\u00e3o se escutem j\u00e1 tiros ou bombardeamentos, em Damasco a guerra est\u00e1 presente em todo o lado. \u00c9 como um fantasma que n\u00e3o desaparece. Est\u00e1 presente no rosto, no olhar desalentado das pessoas, est\u00e1 presente nas conversas, na ang\u00fastia das fam\u00edlias, nos pais que n\u00e3o conseguem j\u00e1 alimentar os seus filhos. Est\u00e1 presente nas casas geladas deste Inverno, num pa\u00eds onde falta tudo, a come\u00e7ar na comida e a acabar nos combust\u00edveis para o aquecimento. Sobreviver \u00e9 cada vez mais dif\u00edcil nos dias de hoje na S\u00edria. Mas h\u00e1 alguns lugares onde a pobreza das pessoas ainda sobressai mais. \u00c9 o caso de Tabbaleh, um bairro de Damasco. Mesmo um forasteiro percebe isso ao cruzar-se nas suas ruas com as pessoas que j\u00e1 n\u00e3o conseguem esconder as imensas dificuldades em que vivem. Tabbaleh fica situado no sudoeste de Damasco. Por l\u00e1 parece que se escutam ainda batalhas encarni\u00e7adas nas ru\u00ednas dos pr\u00e9dios que entulham as ruas e que lembram s\u00f3 sofrimento e morte. \u00c9 uma mem\u00f3ria que perdura e que n\u00e3o poupa ningu\u00e9m. A Par\u00f3quia de S\u00e3o Youssef fica em Tabbaleh. Tem tr\u00eas sacerdotes e cerca de 1600 fam\u00edlias. A maior parte pertence ao sector p\u00fablico, trabalha para o Estado. Mas isso n\u00e3o significa nada. Um professor, por exemplo, ganha apenas cerca de 18 euros por m\u00eas, o pre\u00e7o de 1 kg de leite em p\u00f3. A situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica e social \u00e9 t\u00e3o grave que mesmo os que trabalham, mesmo os que t\u00eam emprego est\u00e3o na mis\u00e9ria.<\/p>\n<h4>Refei\u00e7\u00f5es solid\u00e1rias na par\u00f3quia<\/h4>\n<p>A Par\u00f3quia de S\u00e3o Youssef \u00e9 muito activa. Os tr\u00eas padres lan\u00e7aram-se em v\u00e1rias iniciativas procurando minorar o sofrimento das pessoas, especialmente os idosos, os doentes, as crian\u00e7as. Comprar carne ou \u00f3leo ou o \u201cmazout\u201d para o aquecimento \u00e9 quase imposs\u00edvel. Os frequentes cortes de energia tornam ainda mais complicada a vida destas pessoas, impedindo, por exemplo, o armazenamento de produtos frescos. \u00c9 neste contexto, extremamente duro, que nasceu o projecto \u201crefei\u00e7\u00f5es solid\u00e1rias\u201d, uma iniciativa local que tem o apoio da Funda\u00e7\u00e3o AIS. Entre os mais pobres foram detectadas cerca de 300 pessoas. Agora, durante um ano, na Par\u00f3quia de S\u00e3o Youssef, ningu\u00e9m vai ficar sem comida. Por ali pratica-se todos os dias o milagre da divis\u00e3o do p\u00e3o. O pouco que se tem vai sendo distribu\u00eddo para que ningu\u00e9m fique com o prato vazio. Para preparar as refei\u00e7\u00f5es quentes para estas centenas de pessoas, foi criado um refeit\u00f3rio a que se chamou muito apropriadamente de \u2018Beital eileh\u2019, ou seja, Casa de fam\u00edlia. Mas h\u00e1 muitos outros projectos que fazem parte tamb\u00e9m da Campanha de Natal deste ano de ajuda \u00e0 S\u00edria, uma campanha que se estende tamb\u00e9m ao L\u00edbano e aos Crist\u00e3os da Terra Santa. Esta \u00e9 uma campanha essencial, n\u00e3o s\u00f3 pela ajuda humanit\u00e1ria de emerg\u00eancia que proporciona, mas tamb\u00e9m por permitir dar alguma esperan\u00e7a \u00e0s fam\u00edlias crist\u00e3s. Antes da guerra, h\u00e1 12 anos, havia na S\u00edria cerca de 2 milh\u00f5es de Crist\u00e3os. Agora, ser\u00e3o apenas 300 a 400 mil. J\u00e1 n\u00e3o se trata apenas da sobreviv\u00eancia de pessoas. \u00c9 mesmo a perman\u00eancia da comunidade crist\u00e3 que est\u00e1 em causa nesta terra onde se deu a convers\u00e3o de S\u00e3o Paulo, quando o ap\u00f3stolo ia a caminho de Damasco, a cidade onde agora, na Par\u00f3quia de S\u00e3o Youssef, se tenta desesperadamente que ningu\u00e9m fique com o prato vazio\u2026 Por ali, nesta par\u00f3quia, todos os dias acontece um milagre. O da divis\u00e3o do p\u00e3o, um milagre s\u00f3 poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 solidariedade de in\u00fameros benfeitores da Funda\u00e7\u00e3o AIS que alimentam com a sua generosidade esta ideia\u2026<\/p>\n<p>Paulo Aido | <a href=\"www.fundacao-ais.pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.fundacao-ais.pt<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Damasco, na S\u00edria, h\u00e1 uma par\u00f3quia onde ningu\u00e9m fica para tr\u00e1s<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-308842","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/308842","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=308842"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/308842\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=308842"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=308842"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=308842"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}