{"id":30882,"date":"2008-03-24T11:03:38","date_gmt":"2008-03-24T11:03:38","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/03\/24\/mensagem-do-bispo-do-funchal-para-a-pascoa\/"},"modified":"2008-03-24T11:03:38","modified_gmt":"2008-03-24T11:03:38","slug":"mensagem-do-bispo-do-funchal-para-a-pascoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-do-bispo-do-funchal-para-a-pascoa\/","title":{"rendered":"Mensagem do Bispo do Funchal para a P\u00e1scoa"},"content":{"rendered":"<p>P\u00e1scoa de Cristo, Fonte de Esperan\u00e7a <!--more--> 1. \u201cRessuscitou Cristo, minha esperan\u00e7a\u201d \u2013 Com estas palavras, que a Igreja proclama na \u201cSequ\u00eancia Pascal\u201d do Domingo da Ressurrei\u00e7\u00e3o, quero dirigir-me a todos v\u00f3s, caros Diocesanos da Madeira e Porto Santo, por ocasi\u00e3o da solene celebra\u00e7\u00e3o do Mist\u00e9rio Pascal de Cristo, acontecimento culminante de todo o ano lit\u00fargico e centro da nossa F\u00e9 crist\u00e3.   A Ressurrei\u00e7\u00e3o gloriosa do Senhor Jesus, vencedor do pecado e da morte, \u00e9 certeza e garante de uma Vida plena e definitiva para toda a Humanidade, vida que, na F\u00e9, esperamos alcan\u00e7ar. E a F\u00e9, di-lo o papa Bento XVI, de uma forma quase po\u00e9tica, n\u00e3o \u00e9 algo que simplesmente pertence ao futuro, ao puro \u00abainda-n\u00e3o\u00bb; pelo contr\u00e1rio, ela possui a capacidade de \u00abatrair o futuro para dentro do presente\u00bb (Salvos na Esperan\u00e7a, n\u00ba7). Desta maneira, o tempo presente, o presente da Igreja, do Mundo e da Hist\u00f3ria, \u00e9 definitivamente transfigurado pela Esperan\u00e7a de uma realidade que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 simples futuro, pois \u00abo facto desse futuro existir muda o presente\u00bb (ibid.).   Testemunhar Cristo Ressuscitado  Celebrar a vit\u00f3ria pascal de Cristo sobre a morte e, gra\u00e7as a Ele, o nosso pr\u00f3prio triunfo sobre o mal e o pecado, n\u00e3o se confunde, portanto, com a atitude passiva de quem aguarda vagamente por algo que se espera encontrar num futuro distante e desconhecido; nem se pode identificar com qualquer recusa a agir no tempo presente e na hist\u00f3ria concreta da humanidade, pretensamente em nome de uma realidade exclusivamente futura, embora saibamos com verdade que a nossa p\u00e1tria definitiva \u00abse encontra nos c\u00e9us\u00bb.   Se \u00e9 tarefa da nossa F\u00e9 \u00abatrair o futuro para dentro do presente\u00bb, isso quer dizer que, para n\u00f3s, crist\u00e3os, celebrar a P\u00e1scoa de Cristo \u00e9 deixar que a nossa exist\u00eancia quotidiana seja tocada, mesmo que ao de leve, por uma Alegria e por um Esplendor j\u00e1 realmente presentes no cora\u00e7\u00e3o do mundo, ainda que o nosso limitado olhar humano n\u00e3o os consiga muitas vezes captar com nitidez e evid\u00eancia.  Queria, pois, convidar-vos a partilhar comigo da Esperan\u00e7a que me anima \u2013 e que, estou certo, vos anima igualmente a todos v\u00f3s, bem como a todos os crist\u00e3os e \u00e0 humanidade inteira \u2013, para que fa\u00e7amos dessa Esperan\u00e7a o testemunho eloquente e transbordante da Alegria pascal que inunda os nossos cora\u00e7\u00f5es. Na verdade, ao celebrar a P\u00e1scoa do Senhor, a nossa Igreja do Funchal, em uni\u00e3o com toda a Igreja, comemora o acontecimento fundador da sua F\u00e9 e como que ganha novo alento e novo \u00e2nimo no prop\u00f3sito de testemunhar Cristo Ressuscitado junto daqueles e daquelas a quem ela mesma \u00e9 enviada.  Testemunhar a Esperan\u00e7a  2. Na mensagem que vos dirigi, ao iniciarmos o tempo da Quaresma, recordei-vos, caros diocesanos, que aquele era um \u00abtempo de saborear e aprofundar o sentido do nosso Baptismo, nas suas m\u00faltiplas implica\u00e7\u00f5es; tempo de aceitar o desafio de caminharmos ao encontro do verdadeiro rosto de Cristo, em escuta atenta da Palavra, na ora\u00e7\u00e3o e no acolhimento da reconcilia\u00e7\u00e3o sacramental; tempo de voltar para o Senhor com todo o cora\u00e7\u00e3o, em convers\u00e3o de amor a Deus e aos irm\u00e3os\u00bb.  Hoje, na P\u00e1scoa da Ressurrei\u00e7\u00e3o, cheios de admira\u00e7\u00e3o e de contentamento diante do sepulcro vazio, recolhemos o fruto maduro dessa caminhada quaresmal, e, como Maria Madalena, como Sim\u00e3o Pedro e o \u00aboutro\u00bb Disc\u00edpulo, tamb\u00e9m n\u00f3s corremos a fim de podermos \u00abver e acreditar\u00bb, para nos tornarmos, como eles, testemunhas do Ressuscitado (cf. Jo 20,1-9).  Na verdade, a miss\u00e3o essencial da Igreja e a de cada um de n\u00f3s, n\u00e3o deve nem pode ser outra sen\u00e3o a de sermos, cada dia e cada momento, precisamente aquilo que o ap\u00f3stolo Pedro proclamava \u00e0 multid\u00e3o, conforme lemos na primeira leitura deste Domingo: \u00abn\u00f3s somos testemunhas de tudo o que Ele fez\u00bb (Act 10,39).  Tenhamos consci\u00eancia, irm\u00e3os e irm\u00e3s, de que, para al\u00e9m de todas as grandes e profundas muta\u00e7\u00f5es sociais, hist\u00f3ricas, pol\u00edticas, tecnol\u00f3gicas e culturais que marcam o tempo presente, de uma maneira tantas vezes avassaladora e inquietante, aquilo que o mundo de hoje espera de n\u00f3s, os crentes, \u00e9 que sejamos testemunhas cred\u00edveis da Esperan\u00e7a que nos habita: uma Esperan\u00e7a que, em raz\u00e3o do seu s\u00f3lido alicerce \u2013 a vit\u00f3ria de Cristo sobre a morte \u2013 se torna em verdadeiro, \u00fanico e inabal\u00e1vel fundamento do nosso viver, do nosso lutar, do nosso sofrer e, sobretudo, da nossa possibilidade de amar, como Ele, at\u00e9 os pr\u00f3prios inimigos.  Fundamentar a Esperan\u00e7a  3. Como t\u00e3o claramente o reconhece o Papa Bento XVI na recente Enc\u00edclica Salvos na Esperan\u00e7a, a que nos temos referido, percebemos hoje como o nosso mundo e o nosso tempo colhem agora os frutos, tantas vezes amargos, das grandes desilus\u00f5es que marcaram o \u00faltimo s\u00e9culo: a par das muitas conquistas formid\u00e1veis para a nossa humanidade, hoje constatamos como aquela esperan\u00e7a cega no poder da ci\u00eancia, da tecnologia e das grandes ideologias s\u00f3cio-pol\u00edticas, deu lugar, frequentemente, a uma imensa decep\u00e7\u00e3o, que deixou o ser humano de bra\u00e7os ca\u00eddos e sem a for\u00e7a nem o entusiasmo que verdadeiramente o motive para os grandes embates da vida.  Face a esta realidade, que a nossa experi\u00eancia quotidiana comprova, \u00e9 tempo de cada um de n\u00f3s, da Igreja inteira e da pr\u00f3pria humanidade, n\u00e3o se limitar a chorar sobre tais frustra\u00e7\u00f5es e desilus\u00f5es. Perguntemo-nos: onde encontrar uma Esperan\u00e7a que n\u00e3o se afunde com os fracassos e os insucessos pessoais e colectivos, sejam eles os da ci\u00eancia e da medicina diante da doen\u00e7a e da morte, ou os da pol\u00edtica e da economia confrontados com as persistentes desigualdades e as imensas injusti\u00e7as presentes no mundo?  Partindo da profunda e entusiasmante reflex\u00e3o que constitui a Enc\u00edclica Salvos na Esperan\u00e7a, convido-vos a que a leiamos todos com os olhos da f\u00e9 e da esperan\u00e7a, que nos deixemos guiar por ela, na procura de uma resposta iluminadora da nossa exist\u00eancia, seja a resposta pessoal, \u00fanica e irrepet\u00edvel que cada um de n\u00f3s deve encontrar, seja tamb\u00e9m a resposta \u00faltima e definitiva para todos, porque tocada por uma sabedoria e uma certeza que se fundam apenas na verdade de Cristo Ressuscitado.  A grande quest\u00e3o que hoje inquieta o cora\u00e7\u00e3o humano \u00e9 esta: ser\u00e1 poss\u00edvel e razo\u00e1vel continuar a ter esperan\u00e7a num mundo como o nosso \u2013 sabendo todos como este mundo \u00e9 marcado por enormes injusti\u00e7as e desigualdades, pelo sofrimento de tantos inocentes e pela inqualific\u00e1vel mis\u00e9ria de camadas inteiras da humanidade? E, em caso afirmativo, que argumentos e motivos temos para fundamentar essa esperan\u00e7a, onde a poderemos verdadeiramente alicer\u00e7ar?  Procurando uma luz que nos ajude a entrever uma resposta para estas interroga\u00e7\u00f5es, somos desde logo levados a constatar, at\u00e9 de maneira experiencial, a realidade das esperan\u00e7as quotidianas, aquelas pequenas esperan\u00e7as presentes na vida de todas as pessoas, sejam crentes ou n\u00e3o; \u00e9 que, de outra forma, a vida humana simplesmente n\u00e3o seria poss\u00edvel: \u00abA pessoa humana, na sucess\u00e3o dos dias, tem muitas esperan\u00e7as \u2013 menores ou maiores \u2013 distintas nos diversos per\u00edodos da sua vida. \u00c0s vezes pode parecer que uma destas esperan\u00e7as a satisfa\u00e7a totalmente, sem ter necessidade de outras. Na juventude, pode ser a esperan\u00e7a do grande e suave amor; a esperan\u00e7a de uma certa posi\u00e7\u00e3o na profiss\u00e3o, deste ou daquele sucesso determinante para o resto da vida. Mas quando estas esperan\u00e7as se realizam, resulta com clareza que na realidade, isso n\u00e3o era a totalidade. Torna-se evidente que o ser humano necessita de uma esperan\u00e7a que v\u00e1 mais al\u00e9m\u00bb (Salvos na Esperan\u00e7a, n\u00ba30).  A grande Esperan\u00e7a  4. A exist\u00eancia de \u00abpequenas esperan\u00e7as\u00bb \u00e9, portanto, um dado comprov\u00e1vel, que a nossa pr\u00f3pria experi\u00eancia pode testemunhar. Mas \u00e9 igualmente certo que elas n\u00e3o nos realizam na nossa \u00abtotalidade\u00bb humana, n\u00e3o s\u00e3o garantia de plena realiza\u00e7\u00e3o pessoal. Da\u00ed que sintamos o apelo e a necessidade \u00abde uma esperan\u00e7a que v\u00e1 mais al\u00e9m\u00bb. Isto n\u00e3o significa, por certo, que se deva menosprezar ou ignorar essas \u00abpequenas esperan\u00e7as\u00bb, as quais brotam do cora\u00e7\u00e3o humano e alimentam os sonhos, as expectativas e as decis\u00f5es de cada um de n\u00f3s; n\u00e3o devemos olh\u00e1-las como se constitu\u00edssem algo in\u00fatil ou indigno da nossa humanidade. Pelo contr\u00e1rio, continua o Santo Padre, \u00abprecisamos das esperan\u00e7as \u2013 menores ou maiores \u2013 que, dia ap\u00f3s dia, nos mant\u00eam a caminho\u00bb (Salvos na Esperan\u00e7a, n\u00ba31). Porventura, ao longo da hist\u00f3ria, com alguma frequ\u00eancia, os crist\u00e3os n\u00e3o ter\u00e3o valorizado o bastante essas \u00abpequeninas esperan\u00e7as\u00bb, como se uma vida infeliz neste mundo fosse, por si mesma, garante de uma felicidade no \u00aboutro\u00bb. Existiu, na verdade, uma certa maneira de falar do sofrimento e da doen\u00e7a que \u00e9 necess\u00e1rio superar, para sermos fi\u00e9is ao Evangelho e \u00e0 dignidade de todo o ser humano.   A quest\u00e3o aqui, por\u00e9m, \u00e9 outra: \u00e9 que, conforme diz o Papa, \u00absem a grande esperan\u00e7a que deve superar tudo o resto, aquelas (pequenas esperan\u00e7as) n\u00e3o bastam\u00bb (ibid.). E em que consiste para n\u00f3s crist\u00e3os essa \u00abgrande esperan\u00e7a\u00bb? De que esperan\u00e7a devemos n\u00f3s ser testemunhas? Na verdade, a nossa \u00abgrande esperan\u00e7a\u00bb n\u00e3o \u00e9 uma coisa, nem \u00e9 um bem perec\u00edvel, por mais precioso que ele seja \u2013 como a sa\u00fade, o conhecimento, a governa\u00e7\u00e3o justa e exemplar, a tecnologia ao servi\u00e7o do homem \u2013, mas \u00e9 Algu\u00e9m: \u00abEsta grande esperan\u00e7a s\u00f3 pode ser Deus, que abra\u00e7a o universo e nos pode propor e dar aquilo que, sozinhos, n\u00e3o podemos conseguir. Deus \u00e9 o fundamento da esperan\u00e7a\u00bb, conclui, claro e incisivo, o papa Bento XVI.  Um Deus de rosto humano  5. Chegados a este ponto, em que se torna claro que s\u00f3 Deus pode ser a raiz e o fundamento da Esperan\u00e7a que \u00abn\u00e3o engana\u00bb \u2013 aquela Esperan\u00e7a que verdadeiramente traz para o presente o Reino que Jesus anunciou e j\u00e1 viveu e pelo qual entregou como Dom a Sua vida \u2013 podemos legitimamente perguntar-nos: e que Deus \u00e9 esse, capaz de ser para o mundo \u00abfundamento da esperan\u00e7a\u00bb? Que imagem fazemos d\u2019Ele? Quest\u00e3o importante, sim, porque, como algu\u00e9m afirmou, \u00abuma imagem deturpada de Deus leva-nos a uma ideia errada do homem; e uma imagem deturpada do homem, tamb\u00e9m nos conduz a uma ideia errada de Deus\u00bb. Sim, irm\u00e3os, de que Deus falamos, quando usamos essa palavra t\u00e3o poderosa e, ainda assim, tamb\u00e9m incapaz de exprimir e desvendar o Mist\u00e9rio?  \u00c9 de novo o papa Bento XVI que vem em nossa ajuda, mostrando com palavras claras e preciosas, como \u00e9 o Deus que fundamenta a nossa Esperan\u00e7a: \u00abn\u00e3o \u00e9 um deus qualquer, mas aquele Deus que possui um rosto humano e que nos amou at\u00e9 ao fim: cada indiv\u00edduo e a humanidade no seu conjunto. E o seu reino n\u00e3o \u00e9 um al\u00e9m imagin\u00e1rio, colocado num futuro que nunca mais chega; o seu reino est\u00e1 presente onde Ele \u00e9 amado e onde o seu amor nos alcan\u00e7a\u00bb. (Ibid). Tenhamos bem presentes estas palavras do Santo Padre: n\u00e3o ser\u00e1 um deus qualquer que pode fundamentar a nossa esperan\u00e7a e a esperan\u00e7a do mundo! Ter\u00e1 de ser verdadeiramente um Deus \u00abde rosto humano\u00bb: um Deus que nos acolhe a cada um de n\u00f3s com Amor infinito, para al\u00e9m de todas as nossas fraquezas e fracassos; um Deus que torna poss\u00edvel que cada homem e cada mulher se sintam realmente amados e acolhidos, num mundo que apregoa a competi\u00e7\u00e3o e, por via dela, a exclus\u00e3o. Conseguiremos, n\u00f3s crist\u00e3os, testemunhar o verdadeiro rosto de Deus e, dessa forma, ser portadores de esperan\u00e7a aut\u00eantica para o nosso mundo?  Acolher o olhar de Jesus  6. Caros diocesanos da Madeira e Porto Santo: o que celebr\u00e1mos durante esta Semana Santa, em todas as nossas par\u00f3quias e comunidades, foi a comemora\u00e7\u00e3o da revela\u00e7\u00e3o plena deste Deus que \u00e9 Amor. O Deus de Jesus Cristo \u00e9 esse Deus que, nas palavras t\u00e3o belas do Santo Padre, \u00abpossui um rosto humano\u00bb e que, por esse motivo, n\u00f3s podemos apresentar ao mundo como fonte \u00faltima da Esperan\u00e7a que a todos pode iluminar e salvar.  Ao celebrarmos nestes dias o Tr\u00edduo Pascal, que culminou no feliz an\u00fancio \u00abCristo ressuscitou!\u00bb, vimos o rosto humano-divino de Jesus acolher com amizade os disc\u00edpulos na \u00daltima Ceia e verter l\u00e1grimas de sangue no Jardim das Oliveiras; vimos esse mesmo rosto olhar com ternura o Judas traidor, o Pedro arrependido e a M\u00e3e dolorosa; vimo-lo, por fim, ressuscitado e glorioso, fortalecer a f\u00e9 na Ressurrei\u00e7\u00e3o de uma Maria Madalena ainda incr\u00e9dula e fazer dela testemunha junto dos disc\u00edpulos.  \u00c9 este mesmo Rosto divino que, pleno de ternura e de Amor, nos olha a todos, na situa\u00e7\u00e3o concreta e \u00fanica em que cada um ou cada uma de n\u00f3s se encontra. Acolhamos, sem hesita\u00e7\u00e3o nem temor, esse olhar que fundamenta e fortalece a nossa Esperan\u00e7a. E saibamos encontrar esse mesmo rosto em cada irm\u00e3o e em cada irm\u00e3, de modo especial nos pequeninos do Reino, testemunhando junto deles a Esperan\u00e7a que nos habita: \u00e9 que, como no-lo recorda Bento XVI, \u00aba nossa esperan\u00e7a \u00e9 sempre essencialmente tamb\u00e9m esperan\u00e7a para os outros; s\u00f3 assim \u00e9 verdadeiramente esperan\u00e7a tamb\u00e9m para mim\u00bb (Salvos na Esperan\u00e7a, n\u00ba48.)  Para todos uma Santa P\u00e1scoa, na Alegria e na Esperan\u00e7a, em Cristo Ressuscitado! Aleluia!   Catedral do Funchal, 23 de Mar\u00e7o de 2008  <i>\u2020 Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Cavaco Carrilho, Bispo do Funchal <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>P\u00e1scoa de Cristo, Fonte de Esperan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,168,186,187,191,275,91,308],"class_list":["post-30882","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-do-funchal","tag-diocese-do-porto","tag-economia","tag-pascoa","tag-quaresma","tag-semana-santa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30882","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30882"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30882\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30882"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30882"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30882"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}