{"id":30877,"date":"2008-03-23T14:49:58","date_gmt":"2008-03-23T14:49:58","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/03\/23\/fe-e-uma-forca-de-paz-e-reconciliacao\/"},"modified":"2008-03-23T14:49:58","modified_gmt":"2008-03-23T14:49:58","slug":"fe-e-uma-forca-de-paz-e-reconciliacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/fe-e-uma-forca-de-paz-e-reconciliacao\/","title":{"rendered":"F\u00e9 \u00e9 uma for\u00e7a de paz e reconcilia\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Bento XVI diz que com a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus fica superada a dist\u00e2ncia e todos se tornam pr\u00f3ximos <!--more--> <B>Homilia de Bento XVI na Vig\u00edlia Pascal<\/b> Amados irm\u00e3os e irm\u00e3s,  No seu discurso de despedida, Jesus anunciou aos disc\u00edpulos sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o iminentes, com uma frase misteriosa: \u00abVou partir, mas voltarei para junto de v\u00f3s\u00bb (Jo 14, 28). Morrer \u00e9 partir. Embora fique ainda o corpo do morto \u2013 este pessoalmente partiu para o desconhecido e n\u00e3o podemos segui-lo (cf. Jo 13, 36). Mas, no caso de Jesus, h\u00e1 uma novidade \u00fanica que muda o mundo. Na nossa morte, a partida \u00e9 uma realidade definitiva, n\u00e3o h\u00e1 regresso. Pelo contr\u00e1rio Jesus, falando da sua morte, diz: \u00abVou partir, mas voltarei para junto de v\u00f3s\u00bb. \u00c9 precisamente partindo que Ele vem. A sua partida inaugura um modo totalmente novo e maior da sua presen\u00e7a. Com a sua morte, Jesus entra no amor do Pai. A sua morte \u00e9 um acto de amor. O amor, por\u00e9m, \u00e9 imortal. Por isso, a sua partida transforma-se numa nova vinda, numa forma de presen\u00e7a mais profunda que n\u00e3o acaba mais. Na sua vida terrena, Jesus, como todos n\u00f3s, estava ligado \u00e0s condi\u00e7\u00f5es externas da exist\u00eancia corp\u00f3rea: a um certo lugar e a um determinado tempo. A corporeidade coloca limites \u00e0 nossa exist\u00eancia. N\u00e3o podemos estar contemporaneamente em dois lugares diferentes. O nosso tempo tende a acabar. E entre o &#8220;eu&#8221; e o &#8220;tu&#8221; existe o muro da alteridade. Certamente, no amor, podemos de algum modo entrar na exist\u00eancia do outro. Mas permanece a barreira intranspon\u00edvel de sermos diversos. Pelo contr\u00e1rio, Jesus, que agora fica totalmente transformado por meio do acto de amor, est\u00e1 livre de tais barreiras e limites. \u00c9 capaz n\u00e3o s\u00f3 de passar atrav\u00e9s das portas externas fechadas, como narram os Evangelhos (cf. Jo 20, 19), mas pode tamb\u00e9m passar atrav\u00e9s da porta interna entre o &#8220;eu&#8221; e o &#8220;tu&#8221;, a porta fechada entre o ontem e o hoje, entre o passado e o amanh\u00e3. No dia da sua entrada triunfal em Jerusal\u00e9m, quando um grupo de Gregos veio pedir para O ver, Jesus respondeu com a par\u00e1bola do gr\u00e3o de trigo que, para dar muito fruto, deve passar atrav\u00e9s da morte. Predissera assim o seu pr\u00f3prio destino: Ele n\u00e3o queria simplesmente falar ent\u00e3o com este ou aquele Grego durante alguns minutos. Atrav\u00e9s da sua cruz, mediante a sua partida, por meio da sua morte como o gr\u00e3o de trigo chegaria verdadeiramente at\u00e9 junto dos Gregos, de tal modo que estes pudessem v\u00ea-Lo e toc\u00e1-Lo na f\u00e9. A sua partida torna-se uma vinda no modo universal da presen\u00e7a do Ressuscitado, no qual Ele est\u00e1 presente ontem, hoje e para sempre; em que abra\u00e7a todos os tempos e lugares. Agora pode ultrapassar tamb\u00e9m o muro da alteridade que separa o &#8220;eu&#8221; do &#8220;tu&#8221;. Assim aconteceu com Paulo, que descreve o processo da sua convers\u00e3o e do seu Baptismo com estas palavras: \u00abJ\u00e1 n\u00e3o sou eu que vivo, \u00e9 Cristo que vive em mim\u00bb (Gal 2, 20). Por meio da vinda do Ressuscitado, Paulo obteve uma identidade nova. O seu &#8220;eu&#8221; fechado abriu-se. Agora vive em comunh\u00e3o com Jesus Cristo, no grande &#8220;eu&#8221; dos crentes que se tornaram \u2013 segundo defini\u00e7\u00e3o dele \u2013 \u00abum em Cristo\u00bb (Gal 3, 28).  Queridos amigos, deste modo resulta evidente que as palavras misteriosas de Jesus, no Cen\u00e1culo, agora \u2013 por meio do Baptismo \u2013 se tornam de novo presentes para v\u00f3s. No Baptismo, o Senhor entra na vossa vida pela porta do vosso cora\u00e7\u00e3o. J\u00e1 n\u00e3o estamos um ao lado do outro ou um contra o outro. Ele atravessa todas estas portas. A realidade do Baptismo consiste nisto: Ele, o Ressuscitado, vem; vem at\u00e9 v\u00f3s e une a sua vida com a vossa conservando-vos dentro do fogo vivo do seu amor. Passais a ser uma unidade: sim, um s\u00f3 com Ele e, deste modo, um s\u00f3 entre v\u00f3s. Num primeiro momento, isto pode parecer bastante te\u00f3rico e pouco realista. Mas quanto mais viverdes a vida de baptizados, tanto mais podereis experimentar a verdade desta palavra. As pessoas baptizadas e crentes nunca s\u00e3o verdadeiramente estranhas uma \u00e0 outra. Podem separar-nos continentes, culturas, estruturas sociais ou mesmo dist\u00e2ncias hist\u00f3ricas. Mas, quando nos encontramos, reconhecemo-nos com base no mesmo Senhor, na mesma f\u00e9, na mesma esperan\u00e7a e no mesmo amor, que nos formam. Ent\u00e3o experimentamos que o fundamento das nossas vidas \u00e9 o mesmo. Experimentamos que, no mais fundo do nosso \u00edntimo, estamos ancorados \u00e0 mesma identidade, a partir da qual todas as diferen\u00e7as exteriores, por maiores que sejam, resultam secund\u00e1rias. Os crentes nunca s\u00e3o totalmente estranhos um ao outro. Estamos em comunh\u00e3o por causa da nossa identidade mais profunda: Cristo em n\u00f3s. Deste modo, a f\u00e9 \u00e9 uma for\u00e7a de paz e reconcilia\u00e7\u00e3o no mundo: fica superada a dist\u00e2ncia, no Senhor tornamo-nos pr\u00f3ximos (cf. Ef 2, 13).  Esta natureza \u00edntima do Baptismo como dom de uma nova identidade \u00e9 representada pela Igreja atrav\u00e9s de elementos sens\u00edveis. O elemento fundamental do Baptismo \u00e9 a \u00e1gua; ao lado desta e em segundo lugar, temos a luz, que, na liturgia da Vig\u00edlia Pascal, sobressai com grande vigor. Lancemos apenas um olhar sobre estes dois elementos. No cap\u00edtulo conclusivo da Carta aos Hebreus, encontra-se uma afirma\u00e7\u00e3o sobre Cristo, na qual n\u00e3o aparece directamente a \u00e1gua, mas, vista na sua liga\u00e7\u00e3o com o Antigo Testamento, deixa transparecer o mist\u00e9rio da \u00e1gua e o seu significado simb\u00f3lico. Diz o texto: \u00abO Deus da paz fez voltar dos mortos o Pastor grande das ovelhas em virtude do sangue de uma alian\u00e7a eterna\u00bb (cf. 13, 20). Ecoa, nesta frase, um trecho do Livro de Isa\u00edas, onde Mois\u00e9s \u00e9 designado como o pastor que o Senhor fez sair da \u00e1gua, do mar (cf. 63, 11). Jesus aparece como o novo e definitivo Pastor que leva a cumprimento o que Mois\u00e9s tinha feito: Ele conduz-nos fora das \u00e1guas mort\u00edferas do mar, fora das \u00e1guas da morte. Neste contexto, conv\u00e9m recordar que Mois\u00e9s tinha sido colocado pela m\u00e3e num cesto e deposto no Nilo. Depois, pela provid\u00eancia de Deus, fora tirado para fora da \u00e1gua, trazido da morte \u00e0 vida, e assim \u2013 salvo ele pr\u00f3prio das \u00e1guas da morte \u2013 podia conduzir os outros fazendo-os passar atrav\u00e9s do mar da morte. Por n\u00f3s, Jesus desceu \u00e0s \u00e1guas obscuras da morte. Mas, em virtude do seu sangue \u2013 diz-nos a Carta aos Hebreus \u2013 foi feito voltar da morte: o seu amor uniu-se ao do Pai e, assim, da profundidade da morte Ele p\u00f4de subir para a vida. Agora eleva-nos a n\u00f3s da morte para a vida verdadeira. Sim, isto mesmo acontece no Baptismo: Jesus levanta-nos para Ele, atrai-nos para dentro da verdadeira vida. Conduz-nos atrav\u00e9s do mar frequentemente t\u00e3o obscuro da hist\u00f3ria, em cujas confus\u00f5es e perigos n\u00e3o \u00e9 raro sentirmo-nos amea\u00e7ados de afundar. No Baptismo como que nos toma pela m\u00e3o, conduz-nos pelo caminho que passa atrav\u00e9s do Mar Vermelho deste tempo e introduz-nos na vida duradoura, na vida verdadeira e justa. Agarremos bem a sua m\u00e3o! Suceda o que suceder e implicando mais ou menos connosco, n\u00e3o larguemos a sua m\u00e3o! Caminharemos ent\u00e3o pela via que conduz \u00e0 vida.  Em segundo lugar, temos o s\u00edmbolo da luz e do fogo. Greg\u00f3rio de Tours refere o costume, que em diversos lugares se conservou durante muito tempo, de tomar o fogo novo, para a celebra\u00e7\u00e3o da Vig\u00edlia Pascal, directamente do sol por meio de um cristal: luz e fogo recebiam-se novamente, por assim dizer, do c\u00e9u para depois, a partir deles, se acenderem todas as luzes e fogos do ano. Isto \u00e9 um s\u00edmbolo do que celebramos na Vig\u00edlia Pascal. Com a radicalidade do seu amor, no qual se tocaram o cora\u00e7\u00e3o de Deus e o cora\u00e7\u00e3o do homem, Jesus tomou verdadeiramente a luz do c\u00e9u e trouxe-a \u00e0 terra \u2013 a luz da verdade e o fogo do amor que transformam o ser do homem. Ele trouxe a luz, e agora sabemos quem e como \u00e9 Deus. De igual modo sabemos tamb\u00e9m como est\u00e3o as coisas a respeito do homem: o que somos n\u00f3s e para que fim existimos. Ser baptizados significa que o fogo desta luz desce ao nosso \u00edntimo. Por isso, na Igreja Antiga, o Baptismo era chamado tamb\u00e9m o Sacramento da Ilumina\u00e7\u00e3o: a luz de Deus entra em n\u00f3s; assim nos tornamos n\u00f3s pr\u00f3prios filhos da luz. Esta luz da verdade que nos aponta o caminho, n\u00e3o deixemos que se apague. Protejamo-la contra todas as for\u00e7as que pretendem extingui-la para nos lan\u00e7ar novamente na escurid\u00e3o de Deus e de n\u00f3s mesmos. De vez em quando a escurid\u00e3o pode-nos parecer c\u00f3moda. Posso esconder-me e passar a minha vida dormindo. N\u00f3s, por\u00e9m, n\u00e3o somos chamados a viver nas trevas, mas na luz. Nas promessas baptismais, por assim dizer acendemos novamente, ano ap\u00f3s ano, esta luz: sim, creio que o mundo e a minha vida n\u00e3o prov\u00eam do acaso, mas da Raz\u00e3o eterna e do Amor eterno, s\u00e3o criados por Deus omnipotente. Sim, creio que em Jesus Cristo, na sua encarna\u00e7\u00e3o, na sua cruz e ressurrei\u00e7\u00e3o, se manifestou o Rosto de Deus; que, n\u2019Ele, Deus est\u00e1 presente no meio de n\u00f3s, nos une e conduz para a nossa meta, para o Amor eterno. Sim, creio que o Esp\u00edrito Santo nos d\u00e1 a Palavra da verdade e ilumina o nosso cora\u00e7\u00e3o; creio que, na comunh\u00e3o da Igreja, nos tornamos todos um s\u00f3 Corpo com o Senhor e, deste modo, vamos ao encontro da ressurrei\u00e7\u00e3o e da vida eterna. O Senhor deu-nos a luz da verdade. Esta luz \u00e9 ao mesmo tempo tamb\u00e9m fogo, for\u00e7a que nos vem de Deus: uma for\u00e7a que n\u00e3o destr\u00f3i, mas quer transformar os nossos cora\u00e7\u00f5es, para nos tornarmos verdadeiramente homens de Deus e para que a sua paz se torne operativa neste mundo.  Na Igreja Antiga, havia o costume de o Bispo ou o sacerdote, ap\u00f3s a homilia, exortar os crentes exclamando: &#8220;Conversi ad Dominum \u2013 agora voltai-vos para o Senhor&#8221;. Isto significava, antes de mais, que eles se viravam para o Oriente \u2013 na direc\u00e7\u00e3o donde nasce o sol como sinal de Cristo que volta, saindo ao seu encontro na celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia. Nos lugares onde isso, por qualquer raz\u00e3o, n\u00e3o era poss\u00edvel fazer-se, os crentes voltavam-se para a imagem de Cristo na \u00e1bside ou para a cruz, a fim de se orientarem interiormente para o Senhor. Com efeito, em \u00faltima an\u00e1lise era deste facto interior que se tratava: da conversio, de voltar a nossa alma para Jesus Cristo e, n\u2019Ele, para o Deus vivo, para a luz verdadeira. Com isto estava ligada tamb\u00e9m a outra exclama\u00e7\u00e3o, que ainda hoje \u00e9 dirigida \u00e0 comunidade crist\u00e3, antes do C\u00e2none: &#8220;Sursum corda \u2013 cora\u00e7\u00f5es ao alto&#8221;, fora de todos os enredos das nossas preocupa\u00e7\u00f5es, dos nossos desejos, das nossas ang\u00fastias, do nosso alheamento \u2013 ao alto, os vossos cora\u00e7\u00f5es, o vosso \u00edntimo! Nas duas exclama\u00e7\u00f5es, somos de algum modo exortados a uma renova\u00e7\u00e3o do nosso Baptismo: Conversi ad Dominum \u2013 sempre de novo nos devemos afastar das direc\u00e7\u00f5es erradas, em que t\u00e3o frequentemente nos movemos com o nosso pensar e agir. Sempre de novo nos devemos voltar para Ele, que \u00e9 o Caminho, a Verdade e a Vida. Sempre de novo nos devemos tornar &#8220;convertidos&#8221;, com toda a vida voltada para o Senhor. E sempre de novo devemos deixar que o nosso cora\u00e7\u00e3o seja subtra\u00eddo \u00e0 for\u00e7a da gravidade, que o puxa para baixo, e levant\u00e1-lo interiormente para o alto: para a verdade e o amor. Nesta hora, agrade\u00e7amos ao Senhor, porque Ele, com a for\u00e7a da sua palavra e dos sacramentos sagrados, nos orienta na justa direc\u00e7\u00e3o e atrai para o alto o nosso cora\u00e7\u00e3o. E rezemos-Lhe deste modo: Sim, Senhor, fazei que nos tornemos pessoas pascais, homens e mulheres da luz, repletos do fogo do teu amor. Amen.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bento XVI diz que com a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus fica superada a dist\u00e2ncia e todos se tornam pr\u00f3ximos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[120,246,294],"class_list":["post-30877","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-bento-xvi","tag-liturgia","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30877","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30877"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30877\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30877"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30877"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30877"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}