{"id":30875,"date":"2008-03-23T14:43:06","date_gmt":"2008-03-23T14:43:06","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/03\/23\/homilia-do-cardeal-patriarca-na-vigilia-pascal-2\/"},"modified":"2008-03-23T14:43:06","modified_gmt":"2008-03-23T14:43:06","slug":"homilia-do-cardeal-patriarca-na-vigilia-pascal-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-cardeal-patriarca-na-vigilia-pascal-2\/","title":{"rendered":"Homilia do Cardeal-Patriarca na Vig\u00edlia Pascal"},"content":{"rendered":"<p>\u201cEstar em Vig\u00edlia \u00e9 viver da Esperan\u00e7a\u201d <!--more--> 1. Estar em vig\u00edlia \u00e9 viver da esperan\u00e7a. Esta \u00e9 o dinamismo que melhor define a vida do homem neste mundo. Nenhum momento da vida e da hist\u00f3ria pode ser considerado definitivo; a vida \u00e9 uma busca e um caminho em ordem a um futuro que se deseja feliz e definitivo. Renunciar a esse futuro \u00e9 desistir da vida. Viver \u00e9, necessariamente, estar na expectativa, construindo esse futuro na maneira como se vive o presente. Viver \u00e9 desejar, escutar, acreditar, alimentar a esperan\u00e7a. Esta vig\u00edlia, porque nos prepara para viver o ponto culminante e decisivo do homem e da hist\u00f3ria, em que o tempo atingiu a sua plenitude na morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, \u00e9 a s\u00edntese de todas as vig\u00edlias da humanidade, na rela\u00e7\u00e3o do homem com o universo criado, na ades\u00e3o a Deus e a um projecto de alian\u00e7a na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, na identifica\u00e7\u00e3o progressiva com Cristo morto e ressuscitado, at\u00e9 \u00e0 plenitude escatol\u00f3gica. S\u00e3o tr\u00eas \u00e1reas da vida humana, cen\u00e1rio de uma longa caminhada na esperan\u00e7a, em que as atitudes fundamentais s\u00e3o sempre as mesmas, e s\u00e3o decisivas: desejar ir mais longe na conquista da vida; escutar, porque o homem caminha em comunidade, escutar sobretudo aqueles que nos falam em nome de Deus, porque a Palavra conduz a hist\u00f3ria; acreditar nessa Palavra, porque a confian\u00e7a da f\u00e9 \u00e9 o fundamento da esperan\u00e7a.  2. O primeiro cen\u00e1rio desta longa vig\u00edlia da humanidade, situa-se no campo da rela\u00e7\u00e3o do homem com o universo criado. Se escutarmos a Palavra, ela diz-nos que Deus criou o homem e o universo que ele habita. O dogma da cria\u00e7\u00e3o \u00e9 a primeira verdade da nossa f\u00e9. N\u00e3o ver na beleza e na harmonia do universo a marca do poder e da sabedoria de Deus \u00e9 inverter totalmente a base da compreens\u00e3o que o homem pode ter de si mesmo e da sabedoria que o guia na constru\u00e7\u00e3o da sua exist\u00eancia. A prop\u00f3sito dos 150 anos de Darwin, o autor da teoria da evolu\u00e7\u00e3o como explica\u00e7\u00e3o do surgir do universo, est\u00e1 a procurar p\u00f4r de novo a ci\u00eancia em confronto radical com a f\u00e9 na cria\u00e7\u00e3o, ressuscitando uma oposi\u00e7\u00e3o, j\u00e1 completamente superada pela Teologia, entre evolucionismo e criacionismo. O campo da ci\u00eancia \u00e9, a partir da realidade conhecida e dos elementos que ela fornece, avan\u00e7ar na compreens\u00e3o da forma como se foi formando o universo; a f\u00e9, baseada na Palavra revelada, acredita que o dinamismo que originou e presidiu a essa maravilhosa harmonia do universo, \u00e9 a sabedoria criadora de Deus. Ali\u00e1s a f\u00e9 na cria\u00e7\u00e3o muito recebeu da ci\u00eancia, que ajudou os crentes a n\u00e3o fazerem leituras simplistas dos textos sagrados. O que \u00e9 que estes nos dizem? Que a forma\u00e7\u00e3o do universo \u00e9 um longo processo, a partir de um dinamismo original, que os textos identificam com a Palavra criadora; que o homem, \u00fanico ser espiritual, \u00e9 querido por Deus desde o in\u00edcio do processo e que todo o universo surgiu para ele e por causa dele. Como ser espiritual, o homem \u00e9 imagem de Deus; como ser corp\u00f3reo, faz parte do universo c\u00f3smico. A viv\u00eancia do esp\u00edrito no corpo \u00e9 o segredo do universo e anuncia a Encarna\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Verbo eterno de Deus que se fez homem. Depois de ter criado o homem e a mulher, \u201cDeus disse-lhes: sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do C\u00e9u e sobre todos os animais que se movem na terra\u201d (G\u00e9n. 1,28). A rela\u00e7\u00e3o do homem com o universo para o transformar na casa da fam\u00edlia humana \u00e9 uma longa vig\u00edlia, que tanto \u00e9 contempla\u00e7\u00e3o da beleza, como exalta\u00e7\u00e3o da epopeia e consci\u00eancia do drama. \u00c9 que toda a cria\u00e7\u00e3o, no dizer de S\u00e3o Paulo, foi reduzida \u00e0 escravid\u00e3o pelo pecado do homem e anseia pela liberta\u00e7\u00e3o (cf. Rom. 8). Nessa longa caminhada da esperan\u00e7a, os avan\u00e7os positivos da ci\u00eancia, os progressos da civiliza\u00e7\u00e3o que ensinaram o homem a fruir da beleza da cria\u00e7\u00e3o, conviveram com ego\u00edsmos ferozes, que continuam a p\u00f4r em risco a pr\u00f3pria harmonia do universo. Cristo, plenitude da cria\u00e7\u00e3o, ajuda-nos a percorrer este caminho, iluminados pela esperan\u00e7a de que um dia surgir\u00e3o \u201cnovos c\u00e9us e uma nova terra\u201d. A Liturgia desta noite faz-nos perceber que esta longa marcha em busca da harmonia definitiva do homem com o universo onde habita, se insere na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o. Ali\u00e1s o texto do G\u00e9nesis sugere que, na medida em que a humanidade se insere num ritmo de salva\u00e7\u00e3o, deve fazer da cria\u00e7\u00e3o e do ritmo em que foi formada, conduzida pela sabedoria de Deus, um hino de louvor. Toda a cria\u00e7\u00e3o se torna linguagem da Liturgia do Povo de Deus.  3. A Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o \u00e9 o segundo cen\u00e1rio da longa vig\u00edlia da humanidade, que a Liturgia desta noite celebra \u00e0 luz do ponto \u00d3mega de toda a evolu\u00e7\u00e3o, Jesus Cristo ressuscitado. A caminhada da humanidade torna-se hist\u00f3ria, pois a sua verdade e o seu destino decidem-se, n\u00e3o apenas ao n\u00edvel de cada indiv\u00edduo, mas ao ritmo da comunidade. \u00c9 marcada, logo no in\u00edcio, pela rebeldia do homem, que se recusa a escutar a Palavra de Deus e escolhe o caminho da autonomia da sua liberdade. Essa ruptura marcar\u00e1 a hist\u00f3ria e a harmonia do homem com a cria\u00e7\u00e3o. O Universo torna-se agreste: grandes cat\u00e1strofes, como o dil\u00favio e a destrui\u00e7\u00e3o de Sodoma e Gomorra, tornaram-se s\u00edmbolos da desarmonia da natureza. Ao n\u00edvel da comunidade humana, os principais problemas que simbolizam o drama da humanidade, s\u00e3o a viol\u00eancia, j\u00e1 patente quando Ca\u00edm matou Abel, e a dificuldade de di\u00e1logo e de entendimento, expressa na confus\u00e3o das l\u00ednguas em Babel. Vencer o pecado, transformar a viol\u00eancia em amor e o desentendimento em comunh\u00e3o, s\u00f3 Deus o pode fazer. Trata-se de voltar ao in\u00edcio, come\u00e7ar de novo, em que a verdade do homem brota da obedi\u00eancia a Deus que o criou. Come\u00e7ar de novo: Deus tentou-o com No\u00e9, ap\u00f3s o dil\u00favio; vai tent\u00e1-lo com Abra\u00e3o, a quem prop\u00f5e uma humanidade nova, um Povo novo, baseado na f\u00e9 e na fidelidade a uma Alian\u00e7a; h\u00e1-de tent\u00e1-lo radicalmente em Jesus Cristo, com o novo Povo de Deus, depois de ter destru\u00eddo, na Sua morte, toda a desobedi\u00eancia. \u00c9 a longa caminhada da Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o. As atitudes fundamentais continuam a ser as mesmas: desejar, escutar, acreditar, esperar. Escutar \u00e9 agora, n\u00e3o apenas ouvir as palavras dos Profetas, mas reconhecer a interven\u00e7\u00e3o de Deus na hist\u00f3ria, as ac\u00e7\u00f5es de Deus em favor do Seu Povo. Essa ser\u00e1, at\u00e9 aos nossos tempos, uma linha de clivagem entre a humanidade: ou se acredita ou n\u00e3o se acredita que Deus \u00e9 um Deus connosco, interv\u00e9m na nossa vida, actua na nossa hist\u00f3ria. A grande exig\u00eancia deste per\u00edodo da caminhada \u00e9 a exig\u00eancia da f\u00e9. Ela n\u00e3o \u00e9 arbitr\u00e1ria, baseia-se solidamente na Palavra escutada e na experi\u00eancia da salva\u00e7\u00e3o. Mas exige a humildade da raz\u00e3o, a ren\u00fancia \u00e0 autonomia da liberdade, a coragem da confian\u00e7a. \u00c9 um caminho de pecado e de gra\u00e7a, de voltar \u00e0 rebeldia do \u00c9den e de persist\u00eancia de Deus na Alian\u00e7a e na miseric\u00f3rdia. O desejo \u00e9 alimentado pela Palavra; a Palavra encarna no acontecimento; a f\u00e9 \u00e9 inspirada pela fidelidade de Deus; a esperan\u00e7a \u00e9 a expectativa que Deus visite o Seu Povo. Tudo isso se orienta para a encarna\u00e7\u00e3o do Verbo de Deus, que na Sua P\u00e1scoa sela a alian\u00e7a definitiva e inicia um novo Povo, um Povo de disc\u00edpulos, que estando no tempo e na hist\u00f3ria, inaugura a plenitude do tempo definitivo. \u00c9 essa passagem que celebramos esta noite.  4. Mas tamb\u00e9m esta etapa definitiva \u00e9 uma vig\u00edlia, uma longa caminhada de fidelidade a Jesus Cristo, conduzidos pelo Esp\u00edrito. \u00c9 um caminho de purifica\u00e7\u00e3o e de reden\u00e7\u00e3o, \u00e9 como nascer de novo, um refazer da rela\u00e7\u00e3o do homem com a cria\u00e7\u00e3o, uma correc\u00e7\u00e3o da autonomia da liberdade, o desafio de deixar morrer, para que a vida triunfe. A nova e definitiva alian\u00e7a, este Povo de disc\u00edpulos pode ratific\u00e1-la, sempre de novo, em cada Eucaristia que celebra. A Igreja, nem \u00e9 ainda a harmonia definitiva, nem envolve toda a humanidade. \u00c9 miss\u00e3o sua dar testemunho da liberta\u00e7\u00e3o e atrair progressivamente a humanidade para a contempla\u00e7\u00e3o da Cruz de Cristo e do amor de Deus que ela exprime. Esta \u00faltima etapa da vig\u00edlia est\u00e1 bem significada na caminhada baptismal. Desejar e acreditar, \u00e9 o in\u00edcio dessa caminhada, \u00e9 for\u00e7a no caminho, \u00e9 fundamento da esperan\u00e7a na vida em plenitude. Acreditar \u00e9, agora, mergulhar todo o nosso ser na fonte da vida, que \u00e9 a P\u00e1scoa de Jesus, simbolizada no banho baptismal. Este mergulhar em Cristo \u00e9 a aceita\u00e7\u00e3o sem limites que s\u00f3 podemos superar as feridas do pecado com a for\u00e7a criadora do Esp\u00edrito de Deus. Quem mergulhar em Cristo aceita radicalmente que Deus interv\u00e9m na nossa vida e na nossa hist\u00f3ria, e reconhece os modos e os momentos dessa interven\u00e7\u00e3o de Deus. \u00c9 por isso que o sacramento do Baptismo \u00e9 a abertura a todos os outros sacramentos, momentos da ac\u00e7\u00e3o de Deus na nossa vida, de que precisamos para sermos fi\u00e9is, para vencer a viol\u00eancia, a desuni\u00e3o e construirmos a fraternidade na comunh\u00e3o. Neste caminho de fidelidade continua a ser decisivo desejar, escutar, acreditar, esperar. \u00c9 por isso que toda a vida crist\u00e3 \u00e9 caminhada baptismal continuada, a \u00faltima vig\u00edlia da nossa vida e da hist\u00f3ria da humanidade, at\u00e9 que Deus volte a ser Deus para todos os homens, volte a \u201cser tudo em todos\u201d, na express\u00e3o de Paulo e o Cordeiro Imaculado possa exclamar: \u201ceis que fiz de novo todas as coisas\u201d, inaugurando os \u201cnovos c\u00e9us e a nova terra\u201d. \u00c9 esta \u00faltima vig\u00edlia da humanidade que estamos a viver e a celebrar nesta Noite Santa.  5. A humanidade percorreu todas estas etapas da sua longa vig\u00edlia, iluminada pela luz, realidade da cria\u00e7\u00e3o que melhor simboliza a beleza desta rela\u00e7\u00e3o fontal da humanidade com Deus. Logo no in\u00edcio Deus disse: \u201cfa\u00e7a-se a luz\u201d e a luz venceu as trevas. O Povo de Israel, na sua caminhada no deserto \u00e9 iluminado pela coluna de fogo e o Messias prometido \u00e9 anunciado como luz das na\u00e7\u00f5es. Come\u00e7\u00e1mos esta celebra\u00e7\u00e3o com a proclama\u00e7\u00e3o da luz, cuja fonte \u00e9 Cristo ressuscitado, como grande protagonista da Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o. N\u00f3s sabemos que ela pode iluminar a nossa vida: \u00e9 luz da f\u00e9, \u00e9 sentido da vida que irradia do amor, \u00e9 fonte de sentido e princ\u00edpio de discernimento e de interpreta\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria. \u201cDeus \u00e9 luz e n\u2019Ele n\u00e3o h\u00e1 trevas\u201d. O termo desta longa vig\u00edlia ser\u00e1, certamente, a epifania da Luz. Abramos todo o nosso ser \u00e0 luz de Cristo, nesta P\u00e1scoa. Teremos a certeza de que, mesmo quando caminhamos na obscuridade, n\u00e3o caminhamos \u00e0s escuras. E que para todos n\u00f3s, quando terminarmos a nossa vig\u00edlia terrena, brilhe a luz definitiva da eterna claridade, a luz de Deus. <i> \u2020 JOS\u00c9, Cardeal-Patriarca <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEstar em Vig\u00edlia \u00e9 viver da Esperan\u00e7a\u201d<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[206,246,275,294],"class_list":["post-30875","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-familia","tag-liturgia","tag-pascoa","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30875","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30875"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30875\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30875"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30875"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30875"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}