{"id":308691,"date":"2023-12-25T17:58:19","date_gmt":"2023-12-25T17:58:19","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=308691"},"modified":"2023-12-26T08:55:25","modified_gmt":"2023-12-26T08:55:25","slug":"mensagem-de-natal-do-bispo-de-angra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-de-natal-do-bispo-de-angra\/","title":{"rendered":"Mensagem de Natal do bispo de Angra"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nasceu Cristo, a nossa Esperan\u00e7a!<\/strong><!--more--><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/D-Armando-Esteves-Domingues-4.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-306920 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/D-Armando-Esteves-Domingues-4-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/D-Armando-Esteves-Domingues-4-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/D-Armando-Esteves-Domingues-4-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/D-Armando-Esteves-Domingues-4-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/D-Armando-Esteves-Domingues-4-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/D-Armando-Esteves-Domingues-4.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>1. Completam-se, este ano, 800 anos do primeiro pres\u00e9pio feito por S. Francisco<\/strong> numa gruta, em Greccio, na It\u00e1lia. Queria contemplar a pobreza e a ternura do Filho de Deus, o Menino Jesus.<br \/>\nO Filho de Deus, criador de todas as coisas com o Pai e o Esp\u00edrito Santo, escolhe uma gruta e faz-se carne na fragilidade desconcertante de um beb\u00e9. Naquele dia, o C\u00e9u e a terra ficam do mesmo lado, como hoje.<\/p>\n<p>Um Menino nos foi dado, veio habitar no meio de n\u00f3s, mas, antes, habitou um ventre de mulher, Maria e uma casa de fam\u00edlia com Jos\u00e9. Uma fam\u00edlia que tamb\u00e9m foi gruta de acolhimento para Jesus. Que bela a fam\u00edlia crist\u00e3! Imitando Jesus, Maria e Jos\u00e9, cada fam\u00edlia pode ser t\u00e3o divina quanto humana! Penso e pe\u00e7o por todas, todas, todas as fam\u00edlias. Pe\u00e7o que Jesus possa ser o seu encanto e lhes traga, como prenda, os dons da alegria, da paz, da ternura e do amor que gera unidade. Lembro tamb\u00e9m quem n\u00e3o tem fam\u00edlia e os que a perderam.<\/p>\n<p>2. <strong>Ele \u00e9 o \u201cDeus connosco\u201d!<\/strong> Deixemo-nos mover pela f\u00e9, contemplemo-Lo e a celebremo-Lo juntos! Veio para os Seus, mas, o pior que se poder\u00e1 dizer \u00e9 que n\u00e3o O receberam.<br \/>\nDiz o Evangelho que muitos vieram adorar o Menino. Ter\u00e3o vindo porventura alguns curiosos para verem esta fam\u00edlia sem casa nem lugar na hospedaria! Por\u00e9m de quem se fala \u00e9 dos humildes pastores avisados pelo Anjo e dos abastados reis. Os primeiros eram incultos, sem vida religiosa, marginalizados e muitas vezes desprezados, sem casa para habitar, dormiam mesmo com os rebanhos! Os Reis Magos eram de outra cultura, representavam todos os povos da terra, seriam de outra religi\u00e3o, mas que, seguindo os sinais no c\u00e9u, O encontraram e adoraram. Deus n\u00e3o deixa ningu\u00e9m sem sinais de pista para se fazer encontrar.<\/p>\n<p>3. A <strong>gruta de Bel\u00e9m<\/strong>, na sua simplicidade, ajuda-nos a compreender o essencial: Cristo nasceu e veio para todos, todos, todos. N\u00e3o permite que deixemos algu\u00e9m para tr\u00e1s, marginalizado, abandonado, descartado.<\/p>\n<p>Celebramos este Natal num tempo dif\u00edcil. As noites escuras do mundo continuam a fazer-nos sofrer com os gritos da humanidade: a guerra, a fome, a falta de habita\u00e7\u00e3o, as dificuldades financeiras de tantas fam\u00edlias, a doen\u00e7a, a exclus\u00e3o, a priva\u00e7\u00e3o da liberdade, s\u00e3o experi\u00eancias duras que nos convocam a redescobrir a esperan\u00e7a crist\u00e3 e a plant\u00e1-la no cora\u00e7\u00e3o de quem vive estes problemas mais de perto.<\/p>\n<p>O Natal crist\u00e3o n\u00e3o pode ser apenas feito de bonecos de barro no pres\u00e9pio ou ser reduzido a uma festa social. Tem que ser festa marcada pela Esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>No cuidado ao outro, como Maria e Jos\u00e9 cuidaram de Jesus naquela noite em que todas as portas foram fechadas; no amor confiante, de nos sabermos filhos acolhidos nos bra\u00e7os amorosos de Deus Pai; na ajuda ao pr\u00f3ximo, com a coragem de nos abrirmos a uma solidariedade concreta, na certeza de que a Estrela de Bel\u00e9m, do Natal de Jesus, irradiam luzes de amor e confian\u00e7a que continuam a ser mais poderosas que as trevas.<\/p>\n<p>N\u00e3o haver\u00e1 crise pol\u00edtica que sempre dure, pobreza que sempre exclua, dignidade humana que seja sempre roubada, abuso que seja sempre tolerado&#8230;<\/p>\n<p>A esperan\u00e7a crist\u00e3 abre sempre caminho a outra vida: a gestos gratuitos de amor, de ternura e de compaix\u00e3o, que alimentam uma cultura do cuidado.<\/p>\n<p>4. A <strong>esperan\u00e7a<\/strong>, a segunda das virtudes teologais, \u00e9 o tema central do pr\u00f3ximo bi\u00e9nio na nossa diocese: \u201cTodos, todos, todos: Caminhar na esperan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Neste Natal, pe\u00e7o-vos que nos disponibilizemos todos, todos, todos para darmos continuidade ao caminho que j\u00e1 iniciamos e que iremos trilhar at\u00e9 2025, participando e refletindo, a partir da Igreja que somos. Podemos ser sementes de uma esperan\u00e7a renovada para o mundo.<\/p>\n<p>As maiores esperan\u00e7as nascem nos contextos mais sombrios, como nos recorda S\u00e3o Paulo: \u201cA tribula\u00e7\u00e3o produz a paci\u00eancia; a paci\u00eancia, a firmeza; e a firmeza, a esperan\u00e7a\u00bb (Rm 5, 3-4). Que a nossa esperan\u00e7a seja, assim, animada pela aud\u00e1cia a que o tempo presente nos convoca, enraizada na hist\u00f3ria que nos orgulha e marcada pelo inconformismo dos jovens que nos desinstalam e nos abrem horizontes.<\/p>\n<p>Neste Natal, olhemos para a nossa pr\u00f3pria exist\u00eancia, com os mesmos olhos de Jesus, o verdadeiro autor da nossa esperan\u00e7a, como nos lembra o Papa Francisco, ao ponto de ter convocado um Jubileu da Esperan\u00e7a, em 2025.<\/p>\n<p>Sabemos que a esperan\u00e7a \u00e9 uma virtude que nunca desilude, porque opera em n\u00f3s a mudan\u00e7a necess\u00e1ria para transformar o mundo. N\u00e3o se trata de uma po\u00e7\u00e3o m\u00e1gica, mas da ess\u00eancia da vida que nos \u00e9 dada por Cristo.<\/p>\n<p>5. Oxal\u00e1 <strong>todos os dias sejam dias de Natal<\/strong>, porque dias de uma esperan\u00e7a. Depende de todos, porque todos contamos. Deus est\u00e1 e caminhar\u00e1 connosco.<\/p>\n<p>Desejo que cada fam\u00edlia, cada comunidade eclesial, cada hospital, Estabelecimento Prisional, Institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou privada onde as pessoas est\u00e3o no centro , sejam, neste Natal, uma gruta acolhedora para todos os irm\u00e3os, a come\u00e7ar pelos mais fr\u00e1geis e necessitados. A\u00ed nascer\u00e1 Deus, porque os espa\u00e7os onde vence o amor torna-se gruta onde Deus se faz presente!<\/p>\n<p>Tenho presente, sobretudo cada doente, cada esquecido e s\u00f3, mas tamb\u00e9m cada diocesano, cada colaborador- padre, religioso ou religiosa, leigo ou leiga- a todos e a cada um, desejo a luz e a for\u00e7a para serem testemunhas do Natal do Senhor.<\/p>\n<p>Um santo Natal para todos, um Natal pleno de alegria e um ano de 2024 com todos, todos, todos, sempre animados pela esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>D. Armando Esteves Domingues, bispo de Angra<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nasceu Cristo, a nossa Esperan\u00e7a!<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":241737,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[169,267],"class_list":["post-308691","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-angra","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/308691","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=308691"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/308691\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/241737"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=308691"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=308691"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=308691"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}