{"id":30865,"date":"2008-03-22T16:28:59","date_gmt":"2008-03-22T16:28:59","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/03\/22\/homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-da-ceia-do-senhor\/"},"modified":"2008-03-22T16:28:59","modified_gmt":"2008-03-22T16:28:59","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-da-ceia-do-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-da-ceia-do-senhor\/","title":{"rendered":"Homilia do Bispo do Porto na Missa da Ceia do Senhor"},"content":{"rendered":"<p>Amados irm\u00e3os, aqui reunidos em eterna Ceia  \u201cAntes da festa da P\u00e1scoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os at\u00e9 ao fim\u2026\u201d. \u00c9 esta verdade que faz eterna a Sant\u00edssima Ceia, porque totalmente preenchida pela caridade de Cristo, que jamais acabar\u00e1. Nada h\u00e1, nada houve e nada haver\u00e1 que fique fora deste amor completo. Da sua parte, do cora\u00e7\u00e3o de Cristo, n\u00e3o restou nada que n\u00e3o fosse dado, oferecido, at\u00e9 ao fim. Sabemo-lo bem, ou n\u00e3o estar\u00edamos aqui como estamos.  Na verdade, n\u00e3o bastaria uma tradi\u00e7\u00e3o, no sentido fraco do termo, para nos trazer aqui, nesta hora vespertina em que a paix\u00e3o de Cristo de algum modo come\u00e7a. \u00c9 a caridade de Cristo que nos envolve e chama, e nos faz conhec\u00ea-lo vivo, porque nos atrai e seduz, com a constante actualidade do seu dom. Sim, Cristo amou-nos como nos ama agora, at\u00e9 ao fim. Traduzindo em servi\u00e7o absoluto e humilde o seu sentimento por n\u00f3s. Esse mesmo que partilha com o Pai e transborda em Esp\u00edrito para nos envolver, recuperar e ultimar a todos, finalmente, felizmente! Tamb\u00e9m o percebemos por contraste\u2026 Por contraste com tanto propalado \u201camor\u201d que nunca vai at\u00e9 ao fim, nem sequer come\u00e7ando por vezes. Na nossa pr\u00f3pria incapacidade o percebemos, urgindo uma ora\u00e7\u00e3o mais insistente, para acedermos por gra\u00e7a a um amor aut\u00eantico, que n\u00e3o conseguimos s\u00f3 por n\u00f3s. Gritava-o Paulo \u2013 o grande Paulo! -, quase lancinante: \u201cem mim, que quero fazer o bem, s\u00f3 o mal est\u00e1 ao meu alcance. [\u2026] Que homem miser\u00e1vel sou eu!\u201d (Rm 7, 21 ss). Mas para dizer, pouco depois: \u201ca lei do Esp\u00edrito que d\u00e1 a vida libertou-te, em Cristo Jesus, da lei do pecado e da morte\u201d (Rm 8, 2). Amar at\u00e9 ao fim, n\u00e3o ser sen\u00e3o amor, tanto nas atitudes pr\u00e1ticas como nas motiva\u00e7\u00f5es profundas. Amar at\u00e9 ao fim, n\u00e3o deixando de fora nenhum recesso do pensamento e da vontade, da sensibilidade e do afecto; amar at\u00e9 ao fim, sem escolha de espa\u00e7o nem redu\u00e7\u00e3o do tempo\u2026 Amar assim, como Jesus nos amou primeiro e ama sempre, aceitando o amor com a altura que Cristo lhe deu. Com a altura que Cristo lhe deu, naquela \u201cmedida alta\u201d que Jo\u00e3o Paulo II t\u00e3o sugestivamente indicou. Sabendo, no entanto, que \u00e0 luz do Evangelho escutado, a altura se traduz em humildade, abaixamento e servi\u00e7o. Jesus \u201ctirou o manto e tomou uma toalha, que p\u00f4s \u00e1 cintura. Depois deitou \u00e1gua numa bacia e come\u00e7ou a lavar os p\u00e9s aos disc\u00edpulos e a enxug\u00e1-los com a toalha que pusera \u00e0 cintura\u201d. Sabemos a continua\u00e7\u00e3o: Pedro que se espanta, protesta e se insurge. Numa atitude muito compreens\u00edvel, ali\u00e1s, perante um senhor que assim se fazia escravo, com gestos de escravo e servi\u00e7o hum\u00edlimo. E era perempt\u00f3rio, o pescador da Galileia: \u201cNunca consentirei que me laves os p\u00e9s!\u201d. Mais perempt\u00f3rio foi, por\u00e9m o senhor feito escravo: \u201cSe n\u00e3o tos lavar, n\u00e3o ter\u00e1s parte comigo\u201d. Pois bem, irm\u00e3os e amigos: se naturalmente compreendemos Pedro e a sua atitude, sobrenaturalmente \u2013 por gra\u00e7a divina &#8211; temos agora de compreender Cristo, a sua palavra e o seu gesto. \u00c9 certo que a revela\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o original e inaudita que, dois mil\u00e9nios depois, ainda \u00e9 hoje custosamente aceite e ainda mais custosamente assumida e correspondida na pr\u00e1tica. Mas a revela\u00e7\u00e3o e a gra\u00e7a desta celebra\u00e7\u00e3o vespertina e do Evangelho que a ilustra est\u00e1 precisamente aqui: toma parte com Cristo e participa da sua vida e destino apenas quem deveras aceita a quantidade e a qualidade da sua caridade. Quantidade total e qualidade humilde. Diante de cada um de n\u00f3s, como da humanidade inteira, Cristo continua como possibilidade absoluta, Cristo manifesta-se nos gestos mais simples do seu corpo eclesial e de todos quantos o Seu Esp\u00edrito impele. Aos crist\u00e3os de Filipos Paulo apontou um dia essa mesma qualidade do amor de Cristo, para ser convivido em Igreja, do mesmo modo tamb\u00e9m. Conhecemos o trecho, qual paralelo formal da cena movimentada que seguimos com o Evangelho de Jo\u00e3o. Ou seja, Paulo esclarece o absoluto porqu\u00ea do que Jo\u00e3o descreve, soando assim: \u201cTende entre v\u00f3s os mesmos sentimentos, que est\u00e3o em Cristo Jesus: Ele, que \u00e9 de condi\u00e7\u00e3o divina, n\u00e3o considerou como uma usurpa\u00e7\u00e3o ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-se a si mesmo, tomando a condi\u00e7\u00e3o de servo. Tornando-se semelhante aos homens, [\u2026] rebaixou-se a si mesmo, tornando-se obediente at\u00e9 \u00e0 morte e morte de cruz. Por isso mesmo \u00e9 que Deus o elevou acima de tudo e lhe concedeu o nome que est\u00e1 acima de todo o nome\u2026\u201d (Fl 2, 5 ss). \u201cTende entre v\u00f3s os mesmos sentimentos, que est\u00e3o em Cristo Jesus\u2026\u201d. Isto dizia Paulo, remontando \u00e0 origem a motiva\u00e7\u00e3o de Cristo, que Jo\u00e3o concretizou e descreveu no lava-p\u00e9s que ouvimos. Sentimentos de Cristo, compromisso nosso certamente. Tamb\u00e9m ordem sua: \u201cSe Eu, que sou Mestre e Senhor, vos lavei os p\u00e9s, tamb\u00e9m v\u00f3s deveis lavar os p\u00e9s uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, v\u00f3s fa\u00e7ais tamb\u00e9m\u201d.  Pela sant\u00edssima Eucaristia e o servi\u00e7o apost\u00f3lico que, em nome de Cristo, a celebrar\u00e1 at\u00e9 ao fim dos tempos, a caridade de Deus humanado vai-se alargando no mundo e aprofundando nos cora\u00e7\u00f5es. O \u201ccorpo de Cristo\u201d, nascido de Maria, estende-se agora no sacramento e na Igreja.  Lembrou-o Bento XVI, como verdade antiga e actual, na exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica p\u00f3s-sinodal  Sacramentum Caritatis, n\u00ba 15: \u201ca antiguidade crist\u00e3 designava com as mesmas palavras \u2013 corpus Christi \u2013 o corpo nascido da Virgem Maria, o corpo eucar\u00edstico e o corpo eclesial de Cristo\u201d. N\u00e3o deixando de tirar depois as consequ\u00eancias pr\u00e1ticas: \u201cCada celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica actualiza sacramentalmente a doa\u00e7\u00e3o que Jesus fez da sua pr\u00f3pria vida na cruz por n\u00f3s e pelo mundo inteiro. Ao mesmo tempo, na Eucaristia, Jesus faz de n\u00f3s testemunhas da compaix\u00e3o de Deus por cada irm\u00e3o e irm\u00e3; nasce assim, \u00e0 volta do mist\u00e9rio eucar\u00edstico, o servi\u00e7o da caridade para com o pr\u00f3ximo\u201d (ibidem, n\u00ba 88). E ainda mais pr\u00e1ticas, uma vez que a verifica\u00e7\u00e3o e a celebra\u00e7\u00e3o do amor de Deus por cada ser humano, nos far\u00e1 insurgir contra qualquer aviltamento deste: \u201cPrecisamente, em virtude do mist\u00e9rio que celebramos, \u00e9 preciso denunciar as circunst\u00e2ncias que est\u00e3o em contraste com a dignidade do ser humano, pelo qual Cristo derramou o seu sangue, afirmando assim o alto valor de cada pessoa\u201d (ibidem, n\u00ba 89). Quando se fala \u2013 e n\u00e3o desistiremos nunca de falar! \u2013 em \u201cciviliza\u00e7\u00e3o do amor\u201d, falamos afinal na consequ\u00eancia social e no \u201cprograma\u201d irradiante da pr\u00f3pria Eucaristia, como sacramento e activa\u00e7\u00e3o do amor de Deus, revelado em Cristo e realizado pelo seu Esp\u00edrito. Quem celebra e vive a Eucaristia de Cristo, sabe que, da Igreja para o mundo, flui um rio de gra\u00e7a, caridade e justi\u00e7a, que, garantido em Deus, ser\u00e1 certo na terra. De novo, Bento XVI: \u201cO alimento da verdade leva-nos a denunciar as situa\u00e7\u00f5es indignas do ser humano, nas quais se morre \u00e0 m\u00edngua de alimento por causa da injusti\u00e7a e da explora\u00e7\u00e3o, e d\u00e1-nos nova for\u00e7a e coragem para trabalhar sem descanso na edifica\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o do amor\u201d (ibidem, n\u00ba 90). Sim, irm\u00e3os, n\u00e3o deixaremos de anunciar e levar por diante a \u201cciviliza\u00e7\u00e3o do amor\u201d, radicados na Eucaristia que perpetua a entrega de Cristo; maior, muito maior do que toda a resist\u00eancia que se lhe oponha. \u00c9 o Ressuscitado que nela se oferece, com a vit\u00f3ria certa da caridade, em que at\u00e9 a morte significa vida. Lembrava-o Paulo aos cor\u00edntios e a n\u00f3s: \u201ctodas as vezes que comerdes deste p\u00e3o e beberdes deste c\u00e1lice, anunciareis a morte do Senhor, at\u00e9 que Ele venha\u201d. Na primeira leitura desta celebra\u00e7\u00e3o, ouvimos um texto antigo, muito adequado para come\u00e7ar. Tirado do Livro do \u00caxodo, lembrava o cordeiro comido na noite da sa\u00edda do Egipto e o seu sangue espalhado nos umbrais e na padieira das casas dos israelitas, para os proteger do exterm\u00ednio. Isso mesmo havia de ser recordado, em lembran\u00e7a de tal P\u00e1scoa e liberta\u00e7\u00e3o: \u201cEsse dia ser\u00e1 para v\u00f3s uma data memor\u00e1vel, que haveis de celebrar com uma festa em honra do Senhor. Festej\u00e1-lo-eis de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, como institui\u00e7\u00e3o perp\u00e9tua\u201d. Com Cristo, verdadeiro cordeiro pascal, o que se lembrava do passado tornou-se realidade presente e futura, P\u00e1scoa garantida e dispon\u00edvel na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica para cada situa\u00e7\u00e3o existencial de agora. Neste sentido se diz que a Igreja vive da Eucaristia. Sempre com a li\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica que concentra a atitude de Cristo, entregue e humilde, em qualquer momento da sua vida, entre n\u00f3s e para n\u00f3s.  Creio poder inclui aqui uma breve resposta \u00e0 pergunta tantas vezes ouvida, com duas modela\u00e7\u00f5es diferentes: &#8211; O que faz a Igreja, ou porque \u00e9 que a Igreja n\u00e3o publicita mais o que faz? Estranha pergunta, num pa\u00eds onde a grande maioria das iniciativas sociais n\u00e3o p\u00fablicas \u00e9 protagonizada por institui\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas \u2013 e isto sem falar da ac\u00e7\u00e3o dos cat\u00f3licos que trabalham nas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Mas, por outro lado, n\u00e3o se estranhe nunca que a Igreja seja discreta no que faz, precisamente nesta \u00e1rea. Quem se inclina para \u201clavar os p\u00e9s\u201d de quem sofre, n\u00e3o se empertiga para dar nas vistas. Os crist\u00e3os, o que teriam a ganhar, j\u00e1 ganharam, na caridade de Cristo, que nunca acabar\u00e1 e \u201cpaga a cem por um\u201d. Por isso mesmo est\u00e3o absolutamente livres e dispon\u00edveis para continuar. E a Eucaristia que celebram \u00e9, sobretudo e sempre, ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as!  Aqui estamos pois, amados irm\u00e3os e irm\u00e3s, na Missa Vespertina da Ceia do Senhor. Est\u00e1 Ele, antes de mais, no eco da Palavra proclamada, na gra\u00e7a do sacramento celebrado, no minist\u00e9rio sacerdotal que O manifesta, qual Esposo da Igreja e Pastor do seu povo. Est\u00e1 Ele, no corpo eclesial de todos os baptizados presentes. Estar\u00e1 tamb\u00e9m \u2013 e j\u00e1 de seguida \u2013 no gesto do lava-p\u00e9s, que ilustra a caridade com que nos continua a amar e a servir. E estar\u00e1 Ele no mundo e para o mundo, no testemunho de quantos reconhecidamente O celebram, na caridade de quantos verdadeiramente O comungam!  S\u00e9 do Porto, 20 de Mar\u00e7o de 2008  + Manuel Clemente, Bispo do Porto  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amados irm\u00e3os, aqui reunidos em eterna Ceia \u201cAntes da festa da P\u00e1scoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os at\u00e9 ao fim\u2026\u201d. \u00c9 esta verdade que faz eterna a Sant\u00edssima Ceia, porque totalmente preenchida pela caridade de Cristo, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,187,237,275],"class_list":["post-30865","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-diocese-do-porto","tag-joao-paulo-ii","tag-pascoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30865","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30865"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30865\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30865"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30865"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30865"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}