{"id":30856,"date":"2008-03-21T08:47:40","date_gmt":"2008-03-21T08:47:40","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/03\/21\/homilia-do-cardeal-patriarca-na-missa-da-ceia-do-senhor\/"},"modified":"2008-03-21T08:47:40","modified_gmt":"2008-03-21T08:47:40","slug":"homilia-do-cardeal-patriarca-na-missa-da-ceia-do-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-cardeal-patriarca-na-missa-da-ceia-do-senhor\/","title":{"rendered":"Homilia do Cardeal-Patriarca na Missa da Ceia do Senhor"},"content":{"rendered":"<p><i>A minha carne \u00e9, verdadeiramente, um alimento<\/i> (Jo. 6,55) <!--more--> 1. Nesta celebra\u00e7\u00e3o da Ceia do Senhor em que Ele instituiu o sacramento da Eucaristia, que se tornar\u00e1 a fonte, simples e ao alcance de todos, de que a Igreja se alimentar\u00e1, isto \u00e9, receber\u00e1 a for\u00e7a para ser o Corpo de Cristo, o Seu Povo, e inaugurar no mundo o Reino dos C\u00e9us que Ele iniciou, decidi meditar convosco sobre a Eucaristia como alimento. O pr\u00f3prio Jesus, ao anunci\u00e1-la, apresentou-a assim: \u201cA Minha carne \u00e9 verdadeiramente um alimento e o Meu sangue \u00e9 verdadeiramente uma bebida. Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue, permanece em Mim e Eu nele\u201d (Jo. 6,55-56). O alimento \u00e9 a fonte da energia, da for\u00e7a, de que o homem precisa para viver. Se lhe faltar essa energia, a vida definha, morre. Isto \u00e9 verdade, antes de mais, para o nosso corpo, cuja sa\u00fade \u00e9 importante para todas as outras dimens\u00f5es da vida humana, pois a vida \u00e9 uma harmonia, na complexa variedade dos seus aspectos e express\u00f5es. O p\u00e3o, base universal do alimento de ricos e pobres, tornou-se o s\u00edmbolo universalmente reconhecido desse alimento corporal. N\u00e3o admira que se tenha tornado s\u00edmbolo sacramental de Cristo, nosso alimento.  2. O p\u00e3o que alimenta o corpo tamb\u00e9m \u00e9 um dom de Deus. Ao criar o homem, Deus garantiu-lhe o alimento que lhe permitir\u00e1 viver. Depois de criar o homem, Deus disse-lhe: \u201cdou-vos todas as ervas que d\u00e3o semente, que se encontram em toda a superf\u00edcie da terra, e todas as \u00e1rvores que t\u00eam frutos com sementes: isso ser\u00e1 o vosso alimento\u201d (Gen. 1,29). \u201cO Senhor Deus fez brotar do solo toda a esp\u00e9cie de \u00e1rvores, belas \u00e0 vista e boas para comer\u201d (Gen. 2,9). Por causa do pecado, esta terra generosa tornou-se in\u00f3spita e agressiva e o homem tem de fazer da busca de alimento uma luta cont\u00ednua. A Ad\u00e3o, depois do pecado, Deus disse: \u201cmaldito seja o solo por causa de ti. Ser\u00e1 com sofrimento que tirar\u00e1s dele a tua subsist\u00eancia, todos os dias da tua vida\u201d (Gen. 3,17). Apesar desta maldi\u00e7\u00e3o, Deus n\u00e3o esqueceu que tem de providenciar ao homem o alimento do corpo, porque quer que ele viva. Jesus diz aos disc\u00edpulos: \u201cN\u00e3o vos inquieteis, dizendo, que vamos comer, que vamos beber? (\u2026) O vosso Pai Celeste sabe que tendes necessidade de tudo isso\u201d (Mt. 6,31-32). E na ora\u00e7\u00e3o que ensinou aos disc\u00edpulos ensinou-os a pedir ao Pai: \u201cd\u00e1-nos, hoje, o nosso p\u00e3o quotidiano\u201d (Mt. 6,11). Deste alimento de que precisam os que t\u00eam fome, Jesus tornou-se o grande intercessor atrav\u00e9s da Igreja, Seu corpo, convidando-a a repartir, os que t\u00eam com os que n\u00e3o t\u00eam.  3. Na hist\u00f3ria de Israel, h\u00e1 v\u00e1rios momentos em que Deus se preocupa e providencia o alimento necess\u00e1rio ao corpo. \u00c9 o caso do man\u00e1 e das codornizes no deserto, que Deus envia para alimentar o Povo de Israel (cf. Ex. 16,1ss); e das duas multiplica\u00e7\u00f5es dos p\u00e3es e dos peixes, realizadas por Jesus para alimentar a multid\u00e3o que O seguia (cf. Jo. 6,1ss; Mt. 14,13-21). Em ambos os casos, este alimento miraculoso, fruto da interven\u00e7\u00e3o de Deus para alimentar, p\u00e3o vindo do C\u00e9u, preparam para a compreens\u00e3o do novo alimento que Cristo \u00e9. No caso da narra\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o isso \u00e9 claro, pois \u00e9 na sequ\u00eancia da multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es que Jesus fala do Seu corpo como alimento, preparando para o mist\u00e9rio da Eucaristia. Nestes milagres h\u00e1 a abertura a um outro tipo de alimento complementar do p\u00e3o que alimenta o corpo. A prop\u00f3sito do man\u00e1, Mois\u00e9s diz ao Povo: \u201cRecorda-te de toda essa travessia de quarenta anos que o Senhor, teu Deus, te fez sofrer no deserto, a fim de te experimentar\u2026 e conhecer profundamente o teu cora\u00e7\u00e3o\u2026 alimentou-te com esse man\u00e1 que n\u00e3o conhecias e que os teus pais tamb\u00e9m n\u00e3o conheceram, para te ensinar que o homem n\u00e3o vive somente de p\u00e3o, mas de tudo o que sai da boca do Senhor\u201d (Deut. 8,2-3). Esta \u00e9 a resposta de Jesus a uma das tenta\u00e7\u00f5es do dem\u00f3nio: \u201cEst\u00e1 escrito, o homem n\u00e3o vive s\u00f3 de p\u00e3o, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus\u201d (Mt. 4,4). Jesus disse \u00e0 multid\u00e3o: \u201cEm verdade, em verdade vos digo, n\u00e3o foi Mois\u00e9s que vos deu o p\u00e3o do C\u00e9u; \u00e9 o Meu Pai que vos d\u00e1 o verdadeiro p\u00e3o do C\u00e9u e que d\u00e1 a vida ao mundo\u2026 Eu Sou o p\u00e3o da vida\u201d (Jo. 6,32-34). Est\u00e1 assim claro que o alimento que Deus d\u00e1, o alimento que Cristo \u00e9, se concretiza na Palavra de Deus e no Corpo do Senhor. A Palavra e a Eucaristia s\u00e3o o alimento que Deus d\u00e1. Afirmar que o homem n\u00e3o vive s\u00f3 de p\u00e3o, significa que a vida do homem n\u00e3o se esgota na sua vida f\u00edsica.  4. Este \u00e9 o horizonte da vida crist\u00e3: caminhar para a plenitude da vida, participando na vida de Cristo ressuscitado. \u201cEu vim para que as ovelhas tenham vida e a tenham em abund\u00e2ncia\u201d (Jo. 10). O Senhor veio para que todo aquele que acredita n\u2019Ele tenha a vida eterna (cf. Jo. 2,2). Ele pr\u00f3prio diz que \u00e9 a vida: \u201cEu sou o caminho, a verdade e a vida\u201d (Jo. 14,6). \u00c9 esta vida nova em Cristo que precisa de alimento para n\u00e3o morrer e crescer at\u00e9 \u00e0 plenitude. E Cristo \u00e9 a fonte da vida e o seu alimento. A Eucaristia s\u00f3 \u00e9 alimento, porque nela est\u00e1 Cristo, com um realismo e uma totalidade inultrapass\u00e1veis e proporciona-nos uma comunh\u00e3o \u00edntima com Ele, no seio da qual O podemos escutar e amar: \u201cquem come a Minha carne e bebe o Meu sangue, permanece em Mim e Eu nele, do mesmo modo que Eu, enviado pelo Pai, que \u00e9 vivo, Eu vivo pelo Pai, assim aquele que Me come, viver\u00e1, tamb\u00e9m ele, por Mim\u201d (Jo. 6,56-57). A vida que Cristo nos d\u00e1 exprime-se nesta comunh\u00e3o de amor, cresce com ela e nela nos abre \u00e0 caridade, ao amor dos irm\u00e3os. Essa comunh\u00e3o de vida \u00e9 o novo contexto da escuta da Palavra do Senhor. Em Cristo, a Palavra e a Eucaristia encontram-se como alimento da vida nova que Ele nos d\u00e1. Toda a vida \u00e9, simultaneamente, experi\u00eancia, anseio e projecto. \u00c9 para que a experi\u00eancia se aprofunde, o anseio se realize e o projecto se concretize, que esta vida precisa de ser alimentada. Situemos, agora, a Eucaristia perante as principais concretiza\u00e7\u00f5es do dinamismo dessa vida nova.  5. O anseio de uma vida eterna. A experi\u00eancia mostra-nos que o anseio da vida eterna, espont\u00e2neo no homem, s\u00f3 em Cristo se torna esperan\u00e7a. S\u00f3 com as for\u00e7as humanas, rapidamente esmorece e se torna incapaz de definir o verdadeiro horizonte da vida. \u00c9 um anseio de vida que precisa, para n\u00e3o morrer, desse poderoso alimento que \u00e9 Cristo eucar\u00edstico. \u201cEm verdade, em verdade vos digo, aquele que acredita tem a vida eterna. Eu Sou o p\u00e3o da vida. Os vossos pais comeram o man\u00e1 no deserto e morreram; este p\u00e3o \u00e9 aquele que desce do C\u00e9u para que o comamos e n\u00e3o morramos\u201d (Jo. 6,48-50). \u201cQuem comer deste p\u00e3o viver\u00e1 para sempre\u201d (Jo. 6,51). A Eucaristia \u00e9 sempre um mergulhar na vida eterna, alimenta a esperan\u00e7a, come\u00e7a a delinear-lhe o horizonte, fundamenta aquela certeza fundamental que marca o ritmo da nossa exist\u00eancia.  6. O anseio de comunh\u00e3o de amor. \u00c9 o mais fundamental anseio do cora\u00e7\u00e3o humano. O homem precisa de amor e s\u00f3 no amor salva a vida. Este anseio da comunh\u00e3o de amor atravessa toda a realidade humana, o corpo e o esp\u00edrito, cujo sentido est\u00e1 nessa busca da comunh\u00e3o de amor e tem a sua express\u00e3o mais radical no anseio da comunh\u00e3o com Deus: \u201cQuem come a minha carne e bebe o meu sangue, permanece em Mim e eu nele\u201d (Jo. 6,56). O alimento de que este anseio precisa tem de vencer os obst\u00e1culos da nossa fragilidade: o ego\u00edsmo, a incapacidade de se dar para se encontrar, o fazer dos dinamismos da natureza, como a atrac\u00e7\u00e3o dos sexos, for\u00e7as de comunh\u00e3o. Os Padres da Igreja insistiram na for\u00e7a da Eucaristia para a viv\u00eancia do amor casto, que consiste em viver a for\u00e7a da complementaridade sexual como dinamismo de comunh\u00e3o. A Eucaristia \u00e9 decisiva, hoje mais do que nunca, para a viv\u00eancia do matrim\u00f3nio. Que os casais crist\u00e3os ou\u00e7am a palavra de Jesus: \u201cSem Mim nada podeis\u201d. \u00c9 que a Eucaristia entra na nossa vida como for\u00e7a de amor. Igualmente para aqueles que escolheram o caminho do amor virginal, acreditando e desejando exprimir toda a sua for\u00e7a de amor, na comunh\u00e3o com Cristo e com a Igreja, a Eucaristia \u00e9 o sacramento da sua fidelidade. A sua escolha foi o fruto de uma forte atrac\u00e7\u00e3o de Deus. E \u00e9 no discurso sobre a Eucaristia que o Senhor afirma: \u201cNingu\u00e9m pode vir a Mim, se o Pai n\u00e3o o atrair\u201d (Jo. 6,44). A Eucaristia \u00e9 a fonte permanente dessa atrac\u00e7\u00e3o do amor de Deus.  7. O anseio do conhecimento de Deus. Quem ama deseja conhecer e o conhecimento leva \u00e0 adora\u00e7\u00e3o, express\u00e3o m\u00e1xima da comunh\u00e3o de amor com Deus. Este conhecimento brota da intimidade. Jesus prometeu \u00e0queles que o Pai atraiu, que acreditam e se alimentam d\u2019Ele, o p\u00e3o vivo: \u201cSer\u00e3o todos ensinados por Deus. Quem ouve os ensinamentos do Pai e com eles se instrui, vem a Mim\u201d (Jo. 6,45). Experi\u00eancia de intimidade, a Eucaristia \u00e9 escola de aprendizagem: nela se escuta o Senhor de forma mais simples e verdadeira, e se abre o cora\u00e7\u00e3o \u00e0quela revela\u00e7\u00e3o pessoal que Deus nunca nega aos que O desejam e O procuram. A ignor\u00e2ncia da f\u00e9 tem a sua origem tamb\u00e9m na aus\u00eancia da Eucaristia.  8. A mem\u00f3ria de Quinfa-Feira Santa tem uma forte carga de amor. No dom total de Si mesmo, Cristo amou, o Pai e os seus at\u00e9 ao fim, isto \u00e9, at\u00e9 ao m\u00e1ximo. Ele percebeu que redimir o homem \u00e9 libert\u00e1-lo para o amor e que esse caminho s\u00f3 pode ser percorrido por n\u00f3s, tendo a for\u00e7a do Seu amor, tendo-o a Ele como alimento. Tornou-se presente no p\u00e3o e no vinho para que, de forma simples, nos possamos alimentar e ter for\u00e7a para percorrer com Ele o caminho da P\u00e1scoa, da morte e da ressurrei\u00e7\u00e3o. S\u00e9 Patriarcal, 20 de Mar\u00e7o de 2008   <i>\u2020 JOS\u00c9, Cardeal-Patriarca  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A minha carne \u00e9, verdadeiramente, um alimento (Jo. 6,55)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[275],"class_list":["post-30856","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-pascoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30856","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30856"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30856\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30856"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30856"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30856"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}