{"id":30844,"date":"2008-03-20T16:09:23","date_gmt":"2008-03-20T16:09:23","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/03\/20\/servidores-da-ternura-e-da-consolacao-de-deus\/"},"modified":"2008-03-20T16:09:23","modified_gmt":"2008-03-20T16:09:23","slug":"servidores-da-ternura-e-da-consolacao-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/servidores-da-ternura-e-da-consolacao-de-deus\/","title":{"rendered":"Servidores da Ternura e da Consola\u00e7\u00e3o de Deus"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 uma hora de gra\u00e7a esta que nos \u00e9 dado viver, juntos, na celebra\u00e7\u00e3o da missa crismal, verdadeira festa da unidade da Igreja diocesana recolhida \u00e0 volta do seu pastor. \u00c9 um acontecimento de beleza e de ternura, de consola\u00e7\u00e3o e de alegria em que nos sentimos amados por Deus com um amor particular: aquele amor que nos alcan\u00e7ou e mudou as nossas vidas, fazendo de n\u00f3s testemunhas humildes e enamoradas do Ressuscitado, ao servi\u00e7o do nosso povo e de toda a fam\u00edlia humana. Neste clima de beleza, de comunh\u00e3o e alegria sa\u00fado-vos, caros padres, com fraterna estima e sincera gratid\u00e3o. Convosco sa\u00fado jubilosamente e com gratid\u00e3o o nosso estimado Vig\u00e1rio Geral, Pe. Jorge Guarda, que este ano celebra o dom de 25 anos de sacerd\u00f3cio. Na Comunh\u00e3o dos Santos recordo junto do Senhor os tr\u00eas irm\u00e3os sacerdotes que partiram para a casa eterna do Pai. E quero tamb\u00e9m enviar uma mensagem de afecto \u00e0queles que deixaram de exercer o minist\u00e9rio. <b>Uma hora hist\u00f3rica \u00fanica, decisiva e preciosa<\/b> Desejaria come\u00e7ar esta nossa reflex\u00e3o confidenciando-vos as primeiras impress\u00f5es da Visita Pastoral que inici\u00e1mos. Tive assim a oportunidade de entrar no interior das comunidades onde fui acolhido como irm\u00e3o. Procurei sentir o pulsar da viv\u00eancia da f\u00e9 e da vida espiritual de cada comunidade que visitei. Constatei uma boa reserva de muitas energias ao servi\u00e7o do an\u00fancio e da constru\u00e7\u00e3o do Reino de Deus. Recolhi entusiasmos, alegrias, expectativas e esperan\u00e7as, como tamb\u00e9m cansa\u00e7os, desalentos, temores, e at\u00e9 sofrimentos interiores relativos \u00e0 indiferen\u00e7a ou \u00e0 apostasia silenciosa de muitos. Mas, sobretudo, verifiquei em todos, sacerdotes e leigos, um enorme desejo de um salto de qualidade: na vitalidade da f\u00e9 e da vida espiritual, no servi\u00e7o comum de evangeliza\u00e7\u00e3o, na reconfigura\u00e7\u00e3o das comunidades crist\u00e3s em ordem a uma maior participa\u00e7\u00e3o e corresponsabilidade, no desejo de ser uma Igreja viva de comunh\u00e3o e miss\u00e3o, que n\u00e3o se quer deixar envelhecer e acomodar. H\u00e1 um desejo de \u201ctransfigura\u00e7\u00e3o\u201d do rosto da Igreja a fim de que a beleza e a ternura do rosto de Cristo resplande\u00e7am em cada comunidade, nos modos e nos m\u00e9todos que somos chamados a seguir para viver, testemunhar e comunicar a f\u00e9 no novo contexto social e cultural. \u00c9 preciso um caminho que nos envolva a todos, ministros e todo o povo de Deus, e leve ao centro e fundamento da experi\u00eancia crist\u00e3. \u00c9 preciso um regresso \u00e0s fontes origin\u00e1rias de todo o impulso e ardor apost\u00f3licos, que nos leve a sair da rotina, da repetitividade mon\u00f3tona, do uso banal e consumista do tempo, conscientes de que \u201cn\u00e3o h\u00e1 duas horas iguais: cada hora \u00e9 \u00fanica, a \u00fanica concedida naquele tempo, exclusiva e infinitamente preciosa\u201d (Abraam Heschel). Tamb\u00e9m a hora hist\u00f3rica que nos \u00e9 dado viver e em que somos chamados a exercer a nossa miss\u00e3o \u00e9 \u00fanica, decisiva e preciosa. \u00c9 uma hora de \u201ccrise epocal\u201d, um tempo de grave crise espiritual, moral e civil de fragmenta\u00e7\u00e3o, de desencanto e desola\u00e7\u00e3o existencial que nos pode contagiar e abater o nosso \u00e2nimo. Mas Deus vem ao nosso encontro com o dom da consola\u00e7\u00e3o, que \u00e9 outra face da ternura de Deus, como podemos verificar em toda a liturgia desta Missa Crismal. <b>O \u00f3leo e o perfume da consola\u00e7\u00e3o<\/b> O texto do profeta Isa\u00edas (61) \u00e9 um verdadeiro canto da consola\u00e7\u00e3o e da esperan\u00e7a para o povo no tempo do ex\u00edlio. Juntamente com o texto do Evangelho (Lc 4) \u00e9 um comp\u00eandio de teologia do dom e da miss\u00e3o de consola\u00e7\u00e3o. O Servo, o Consagrado do Senhor \u00e9 ungido \u201cpara anunciar a boa nova aos infelizes, curar os cora\u00e7\u00f5es atribulados, consolar os tristes, levar aos aflitos de Si\u00e3o uma coroa em vez de cinza, o \u00f3leo da alegria em vez do trajo de luto, c\u00e2nticos de louvor em vez de um esp\u00edrito abatido\u201d. O Servo de Deus \u00e9 o consolador que leva a confian\u00e7a de Deus a um povo abatido que vive a experi\u00eancia da desola\u00e7\u00e3o e do abandono. E Jesus, no Evangelho, identificando-se com este Servo, anuncia e torna presente a consola\u00e7\u00e3o divina aos pobres, prisioneiros, cegos, oprimidos e escravos. Ele \u00e9 a Luz e a Consola\u00e7\u00e3o; \u00e9 a presen\u00e7a da consola\u00e7\u00e3o no meio do seu povo; \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o vis\u00edvel, pessoal do eterno rosto consolador de Deus! O profeta Isa\u00edas para anunciar esta realidade superior \u00e0s for\u00e7as humanas serve-se de s\u00edmbolos e imagens entre os quais se destaca o \u00f3leo. \u00c9 uma imagem carregada de sentidos. Mas as suas v\u00e1rias significa\u00e7\u00f5es (medicina, vigor, paz, alegria, consagra\u00e7\u00e3o) podem sintetizar-se na consola\u00e7\u00e3o. \u00c9 o perfume deste \u00f3leo da consola\u00e7\u00e3o que enche de solenidade a liturgia de hoje e dela parte para consolar, confortar in\u00fameras hist\u00f3rias de f\u00e9, de amor, de sofrimento, de entrega, de esperan\u00e7a e de vida, atrav\u00e9s dos sacramentos marcados pela un\u00e7\u00e3o: o baptismo, o crisma, a ordem e a un\u00e7\u00e3o dos enfermos. Portanto, a partir de Jesus consagrado com o \u201c\u00f3leo do Esp\u00edrito\u201d, atrav\u00e9s de n\u00f3s, bispos e presb\u00edteros \u201cparticipantes do minist\u00e9rio da salva\u00e7\u00e3o\u201d, at\u00e9 todo o povo sacerdotal dos fi\u00e9is, o mist\u00e9rio da un\u00e7\u00e3o unido \u00e0 Palavra, difunde um b\u00e1lsamo de consola\u00e7\u00e3o, de conforto, de suavidade e ternura sobre toda a Igreja de Deus. <b>A consola\u00e7\u00e3o da mente, do cora\u00e7\u00e3o e da vida<\/b> O nosso Deus \u00e9 \u201cPai misericordioso e Deus de toda a consola\u00e7\u00e3o\u201d. \u00c9 seu atributo espec\u00edfico ser Consolador (cf. Is 52,1). A sua ac\u00e7\u00e3o em n\u00f3s \u00e9 principalmente a de nos consolar e confortar. Ele quer a nossa paz, a nossa alegria, a nossa felicidade. Mas surge a interroga\u00e7\u00e3o: como \u00e9 que o nosso Deus nos consola, nos assiste e infunde coragem? Pensamos imediatamente no bel\u00edssimo hino de S. Paulo que podemos fazer nosso: \u201cBendito seja Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das miseric\u00f3rdias e o Deus de toda a consola\u00e7\u00e3o! Ele nos consola em toda a nossa tribula\u00e7\u00e3o, para que tamb\u00e9m n\u00f3s possamos consolar aqueles que est\u00e3o em qualquer tribula\u00e7\u00e3o, mediante a consola\u00e7\u00e3o que n\u00f3s mesmos recebemos de Deus.\u201d (2 Cor1,3-4). \u00c9 uma passagem muito bela e tocante. O ap\u00f3stolo sente-se consolado, vive fortes experi\u00eancias de consola\u00e7\u00e3o no meio das tribula\u00e7\u00f5es e afli\u00e7\u00f5es da sua vida apost\u00f3lica. Isto vale tamb\u00e9m para a nossa ac\u00e7\u00e3o pastoral. A situa\u00e7\u00e3o de ser consolado por Deus \u00e9, na verdade, t\u00edpica da vida crist\u00e3. Se o Senhor nos deixa passar atrav\u00e9s de prova\u00e7\u00f5es, n\u00e3o deixa por\u00e9m que nos falte consola\u00e7\u00e3o e conforto. A consola\u00e7\u00e3o divina \u00e9 como uma mola poderosa para o nosso caminhar, para \u201cvoar\u201d nos caminhos da santidade e da pastoral porque \u201cd\u00e1 asas aos p\u00e9s\u201d, segundo a express\u00e3o de Santo In\u00e1cio de Loyola. Em que consiste esta consola\u00e7\u00e3o? Na linha da espiritualidade inaciana desejaria exprimir tr\u00eas modos t\u00edpicos &#8211; que s\u00e3o tr\u00eas gra\u00e7as -, com que o Senhor nos consola no nosso tempo: 1- A consola\u00e7\u00e3o da mente, hoje t\u00e3o fragmentada e dispersa, sem pontos de refer\u00eancia  \u00c9 uma esp\u00e9cie de luz (ilumina\u00e7\u00e3o) que nos oferece uma vis\u00e3o sint\u00e9tica, unit\u00e1ria e m\u00edstica do admir\u00e1vel des\u00edgnio de Deus e da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, tal como aos disc\u00edpulos de Ema\u00fas; um conhecimento \u00edntimo que nos permite intuir, num \u00fanico olhar, a riqueza, a harmonia, a coer\u00eancia e a beleza dos conte\u00fados da f\u00e9; que nos concede ver com claridade, a certeza, a confian\u00e7a absoluta e a beleza da voca\u00e7\u00e3o, do carisma e da miss\u00e3o que nos s\u00e3o confiadas; que nos d\u00e1 a capacidade de ver e julgar, \u00e0 luz de Deus, as realidades humanas e divinas e os sinais dos tempos.  Quem recebe este dom compreende com que imenso amor Deus abra\u00e7a o mundo e como a pequena hist\u00f3ria de cada um, com os seus acontecimentos mesmo dolorosos, tem significado e valor dentro da grande hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o. Isto \u00e9 de grande import\u00e2ncia para quem tem responsabilidades na Igreja, porque o ajuda a pensar em grande e a pensar positivo mesmo no meio de circunst\u00e2ncias pequenas e mesquinhas. Por vezes, ainda sentimos a dificuldade em pensar numa vis\u00e3o grande e positiva. Sentimos que \u00e9 mais c\u00f3modo encerrar-se em horizontes estreitos e mesquinhos e viver neles com amargura e lamenta\u00e7\u00f5es. A consola\u00e7\u00e3o da mente mostra-nos que n\u00e3o \u00e9 este o des\u00edgnio de Deus. 2. A consola\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o, hoje t\u00e3o ferido, dividido e insatisfeito \u00c9 a inclina\u00e7\u00e3o afectiva a crer no Evangelho, a confiar e a confiar-se ao mist\u00e9rio do infinito amor de Deus por cada um de n\u00f3s, porque \u00e9 bom e belo, d\u00e1 paz interior e alegria. \u201c\u00c9 como um raio de felicidade de Cristo ressuscitado e glorioso que ilumina e aquece o cora\u00e7\u00e3o\u201d (C. Martini). \u00c9 Deus que chega com a sua consola\u00e7\u00e3o \u00e0 intimidade mais profunda da pessoa, ao seu cora\u00e7\u00e3o, lugar dos sentimentos, dos afectos e das decis\u00f5es profundas. E purifica o cora\u00e7\u00e3o e a mem\u00f3ria, reconcilia o pr\u00f3prio consigo mesmo e os seus limites, com os outros e com Deus; abre-o ao amor verdadeiro, puro e casto; liberta-o da impaci\u00eancia, da frustra\u00e7\u00e3o, da solid\u00e3o, da desola\u00e7\u00e3o, do desespero. D\u00e1 serenidade e abre-o \u00e0 esperan\u00e7a que n\u00e3o defrauda, mesmo nas circunst\u00e2ncias mais dif\u00edceis. \u201cQuem tem f\u00e9, nunca est\u00e1 s\u00f3\u201d (Bento XVI). 3.Consola\u00e7\u00e3o da vida, hoje t\u00e3o amea\u00e7ada pelo medo e pela inseguran\u00e7a \u00c9 uma for\u00e7a interior que nos ajuda a prosseguir, com coragem e perseveran\u00e7a, no aut\u00eantico caminho da vida, mesmo quando est\u00e1 semeado de obst\u00e1culos ou quando tudo parece confuso e perdido. Sim, a presen\u00e7a do Senhor, a Sua companhia d\u00e1-nos uma for\u00e7a superior, humanamente inexplic\u00e1vel, que nos permite resistir nos dias mais dif\u00edceis, como t\u00e3o bem expressa o salmista: \u201cO Senhor est\u00e1 comigo; com Ele a meu lado, n\u00e3o vacilarei\u201d! Ou ent\u00e3o com o hino de Completas: \u201cSe me envolve a noite escura e caminho sobre abismos de amargura, nada temo, porque a Luz est\u00e1 comigo\u201d! Penso tamb\u00e9m na famosa par\u00e1bola das \u201cPegadas na areia\u201d t\u00e3o elucidativa. No in\u00edcio, s\u00e3o quatro pegadas (as de Jesus e do amigo a seu lado). A um certo ponto ficam s\u00f3 as duas pegadas do amigo. Mas quando o amigo pergunta a Jesus onde estava nos momentos mais dif\u00edceis, ouve a resposta surpreendente: nessa altura, levava-te eu nos bra\u00e7os. Mesmo quando parece que somos abandonados por Deus, Ele continua a caminhar connosco, a levar-nos nos seus bra\u00e7os. Como \u00e9 importante esta confian\u00e7a no caminho da Igreja e na vida pastoral nos tempos mais dif\u00edceis! Esta consola\u00e7\u00e3o da vida traduz-se hoje na confian\u00e7a na vida, na bondade e na beleza da vida, de que tanto precisa a nossa sociedade e a nossa cultura. <b>Sede servidores da ternura e da consola\u00e7\u00e3o de Deus<\/b> Neste tempo dif\u00edcil que vivemos, considero muito importantes estes tr\u00eas tipos de consola\u00e7\u00e3o para o nosso minist\u00e9rio e para as nossas comunidades. Hoje, o mundo est\u00e1 cheio de motivos que levam ao temor, ao medo, ao desencanto, \u00e0 confus\u00e3o e desorienta\u00e7\u00e3o, \u00e0 desola\u00e7\u00e3o, \u00e0 ang\u00fastia e \u00e0 depress\u00e3o. E as pessoas esperam, avidamente, dos sacerdotes o testemunho da consola\u00e7\u00e3o, do conforto. A pr\u00f3pria vida crist\u00e3 e pastoral est\u00e1 sob o signo da consola\u00e7\u00e3o e da ternura, porque est\u00e1 sob o signo do Amor eterno, santo e compassivo de Deus e do desejo de comunic\u00e1-lo aos outros. O Senhor, Pai de miseric\u00f3rdia, faz cair a consola\u00e7\u00e3o como b\u00e1lsamo gota a gota. Tamb\u00e9m n\u00f3s, com Ele, podemos fazer do mesmo modo, sem qualquer presun\u00e7\u00e3o. A nossa sincera participa\u00e7\u00e3o nas fadigas e cansa\u00e7os do nosso povo, nos sofrimentos da gente \u00e9 garantia de que estamos com o Senhor; de que podemos servir o \u00f3leo da consola\u00e7\u00e3o porque, em primeiro lugar temos necessidade dele e o invocamos de Deus, particularmente neste dia, pedindo-lhe que reavive o dom que est\u00e1 em n\u00f3s. A Sagrada Escritura apresenta-nos figuras de curadores feridos, de consoladores aflitos, de m\u00e9dicos carregados com as doen\u00e7as dos outros, de curadores de chagas chagados. \u00c0 semelhan\u00e7a de S. Paulo que se considera consolado para consolar, sede servidores da ternura e da consola\u00e7\u00e3o de Deus! \u00c9 o vosso servi\u00e7o aos irm\u00e3os: ser aquele que acompanha, apoia, estimula, consola, d\u00e1 motiva\u00e7\u00f5es, indica metas justas, abre horizontes para infundir for\u00e7a e conduzir a Cristo, mostrando que a gra\u00e7a de Deus, a m\u00e3o do Senhor nos acompanha. Significa tamb\u00e9m que devemos semear calma, sentido de objectividade, capacidade de olhar as coisas a partir do Alto e ao longe, promover em toda a situa\u00e7\u00e3o a reconcilia\u00e7\u00e3o, a convers\u00e3o dos cora\u00e7\u00f5es, o bem comum. Trata-se de uma sementeira paciente, perseverante e capaz de esperar os frutos quando Deus quiser. Vacklav Havel, grande escritor e homem pol\u00edtico, exprimiu assim os sentimentos que nos devem animar no tempo da prova\u00e7\u00e3o: \u201cEu queria fazer progredir a hist\u00f3ria \u00e0 maneira de uma crian\u00e7a que puxa uma planta para a fazer crescer mais depressa. Creio que \u00e9 preciso aprender a esperar&#8230; Semear pacientemente o gr\u00e3o, regar assiduamente a terra que o cobre e conceder \u00e0s plantas os seus tempos. Se os pol\u00edticos e os cidad\u00e3os compreendessem que cada coisa, neste mundo, tem os seus tempos e que, para al\u00e9m do que se espera do mundo e da hist\u00f3ria, \u00e9 importante saber o que o mundo e a hist\u00f3ria esperam, ent\u00e3o a humanidade n\u00e3o acabaria t\u00e3o mal como \u00e0s vezes imaginamos&#8230; N\u00e3o h\u00e1 nenhuma raz\u00e3o para ser impacientes, se se semeou e regou bem. Basta compreender que a nossa actividade n\u00e3o est\u00e1 privada de sentido. \u00c9 uma actividade que tem sentido porque nasce da esperan\u00e7a e n\u00e3o do desespero, da f\u00e9 e n\u00e3o da desconfian\u00e7a, da humildade perante os tempos deste mundo e n\u00e3o do medo\u201d. \u00d3 Maria, M\u00e3e da ternura e da consola\u00e7\u00e3o, intercede por n\u00f3s para que nunca nos falte a consola\u00e7\u00e3o da mente, do cora\u00e7\u00e3o e da vida, que sustenta a nossa f\u00e9, a nossa esperan\u00e7a, o nosso amor e o nosso minist\u00e9rio. \u00c1men! <i>Leiria, 20 de Mar\u00e7o de 2008 D. Ant\u00f3nio Marto, Bispo de Leiria-F\u00e1tima<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 uma hora de gra\u00e7a esta que nos \u00e9 dado viver, juntos, na celebra\u00e7\u00e3o da missa crismal, verdadeira festa da unidade da Igreja diocesana recolhida \u00e0 volta do seu pastor. \u00c9 um acontecimento de beleza e de ternura, de consola\u00e7\u00e3o e de alegria em que nos sentimos amados por Deus com um amor particular: aquele [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,295,154,168,177,199,206,207,246,294],"class_list":["post-30844","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-biblia","tag-crianca","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-leiria-fatima","tag-espiritualidade","tag-familia","tag-fatima","tag-liturgia","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30844","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30844"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30844\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30844"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30844"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30844"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}