{"id":30835,"date":"2008-03-19T22:59:13","date_gmt":"2008-03-19T22:59:13","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/03\/19\/o-canto-no-triduo-pascal\/"},"modified":"2008-03-19T22:59:13","modified_gmt":"2008-03-19T22:59:13","slug":"o-canto-no-triduo-pascal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-canto-no-triduo-pascal\/","title":{"rendered":"O Canto no Tr\u00edduo pascal"},"content":{"rendered":"<p>A m\u00fasica, particularmente o canto, \u00e9 parte integrante da ac\u00e7\u00e3o lit\u00fargica. Como dizem os documentos do magist\u00e9rio da Igreja, a forma t\u00edpica da celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica \u00e9 aquela que se realiza com canto, em que interv\u00eam os ministros e a assembleia participa activamente, exterior e interiormente (cf. S.C. 113; M.S. 5; I.G.M.R. 39-40). O Tr\u00edduo Pascal (que come\u00e7a com a Missa Vespertina de 5\u00aa-Feira Santa e termina com as 2\u00aas V\u00e9speras do Domingo de P\u00e1scoa) \u00e9 a grande celebra\u00e7\u00e3o anual da Igreja. Cada par\u00f3quia deve prepar\u00e1-la com todo o empenho, lan\u00e7ando m\u00e3o dos melhores meios e recursos humanos que possui. Toda a comunidade deve ser convocada para esta celebra\u00e7\u00e3o \u00fanica. Por isso, permitimo-nos fazer algumas observa\u00e7\u00f5es e oferecer sugest\u00f5es oportunas. A Carta Circular de 1988, da Congrega\u00e7\u00e3o para o Culto Divino, lembra: \u201cO canto do povo, dos ministros e do sacerdote celebrante tem particular import\u00e2ncia nas celebra\u00e7\u00f5es da Semana Santa e, especialmente, durante o Tr\u00edduo Pascal&#8230;\u201d (n\u00ba 42).  <b>Canto do Povo<\/b>  \u00c9 sabido que os di\u00e1logos e as aclama\u00e7\u00f5es s\u00e3o elementos estruturantes da participa\u00e7\u00e3o e, por isso, conv\u00e9m que sejam cantados. O di\u00e1logo do Pref\u00e1cio e as aclama\u00e7\u00f5es da An\u00e1fora surgem em primeiro lugar (cf. Missal Romano [=MR], p. 576-585, 668-689). Onde n\u00e3o for h\u00e1bito esta participa\u00e7\u00e3o cantada, introduza-se agora na celebra\u00e7\u00e3o das Missas do Tr\u00edduo (5\u00aa feira, Vig\u00edlia e Domingo de P\u00e1scoa). Mas importa lembrar outras: o convite do di\u00e1cono ou a aclama\u00e7\u00e3o \u00e0 ora\u00e7\u00e3o universal em 6\u00aa feira (cf. MR p. 253-264); a aclama\u00e7\u00e3o \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o da cruz (cf. MR p. 271); a aclama\u00e7\u00e3o ao C\u00edrio pascal (cf. MR, p. 284) e, porventura, ao Prec\u00f3nio Pascal (cf. BML. 16, p. 8), o Aleluia pascal (MR p. 308), as ladainhas (cf. NCT. 157) a aclama\u00e7\u00e3o \u00e0 b\u00ean\u00e7\u00e3o da \u00e1gua na vig\u00edlia (NCT. 158 e 159), a despedida solene na Vig\u00edlia e Domingo de P\u00e1scoa (MR p. 324). E, como habitualmente, as aclama\u00e7\u00f5es aos Evangelhos (NCT. 126, 136 e 187) e o hino\/aclama\u00e7\u00e3o Santo (cf. NCT. 201 e 84). Mas, progressivamente, deve introduzir-se o povo no canto de alguns refr\u00e3es, ant\u00edfonas e hinos. Por exemplo, as ant\u00edfonas dos Salmos responsoriais de 5\u00aa, 6\u00aa, Vig\u00edlia e Domingo de P\u00e1scoa (cf. NCT 125, 135, 149 a 155, 181) e, ainda, o hino do ofert\u00f3rio da Missa da Ceia do Senhor (NCT. 129), o hino para a prociss\u00e3o com o Sant\u00edssimo Sacramento (NCT. 134), o hino para a aspers\u00e3o da \u00e1gua na Vig\u00edlia Pascal (cf. NCT. 160 e 161). H\u00e1, evidentemente, muitos outros momentos em que o povo pode participar atrav\u00e9s do canto, como seja \u00e0 entrada (salvo em 6\u00aa feira, em que o sil\u00eancio \u00e9 ouro), \u00e0 comunh\u00e3o, durante a adora\u00e7\u00e3o da cruz, etc. &#8230; (dentro das possibilidades, com a ajuda do Coro).   <b>Canto do Coro<\/b>  No Tr\u00edduo Pascal \u00e9 indispens\u00e1vel o minist\u00e9rio do Coro. \u00c9 ele que orienta e apoia o canto da assembleia, que canta as partes mais dif\u00edceis dos hinos, que interpreta, com arte e com alma, muitos dos c\u00e2nticos, possivelmente \u00e0 entrada e \u00e0 comunh\u00e3o, mas principalmente durante a adora\u00e7\u00e3o da cruz (6\u00aa feira) ou durante os baptismos, na Vig\u00edlia Pascal, no lava-p\u00e9s, na Missa da Ceia do Senhor. Como estas celebra\u00e7\u00f5es s\u00e3o \u00fanicas, conv\u00e9m que os diversos grupos corais de uma par\u00f3quia constituam, na celebra\u00e7\u00e3o do Tr\u00edduo Pascal, um \u00fanico coro paroquial. Este minist\u00e9rio (n\u00e3o exibi\u00e7\u00e3o!) do Coro \u00e9 verdadeiramente importante, digamos, indispens\u00e1vel.  <b>Canto do Presidente e dos ministros<\/b>  Tanto se insistiu, ap\u00f3s o Conc\u00edlio, no canto da assembleia, que passou para segundo plano ou quase desapareceu a interven\u00e7\u00e3o cantada do Presidente e dos ministros. E, todavia, este constitui o elemento mais relevante na celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica. Evidentemente que se requer um m\u00ednimo de qualidade (n\u00e3o a de um artista de concerto) por parte dos executantes e, sobretudo, uma prepara\u00e7\u00e3o cuidada. Os Salmos ocupam um lugar de destaque na Vig\u00edlia Pascal. H\u00e1 que preparar bem os salmistas para a 5\u00aa, para a 6\u00aa, para a Vig\u00edlia e para o Domingo da Ressurrei\u00e7\u00e3o. O canto do Prec\u00f3nio Pascal (MR p. 286) \u00e9, de tal forma relevante que a norma permite, para tal, possa ser escolhido, para al\u00e9m do di\u00e1cono (o ministro do prec\u00f3nio), um presb\u00edtero (at\u00e9 o Presidente da assembleia lit\u00fargica) ou ent\u00e3o um cantor leigo, se de outro modo n\u00e3o for poss\u00edvel. O Presidente deveria cantar o tr\u00edplice Aleluia da Vig\u00edlia (MR p. 308). Noutro caso, pode ser substitu\u00eddo por um cantor. Tamb\u00e9m deveria cantar-se o texto da b\u00ean\u00e7\u00e3o da \u00e1gua na Vig\u00edlia (cf. MR, p. 312 ou 317). O canto da an\u00e1fora, n\u00e3o deveria faltar, ao menos na Vig\u00edlia; no m\u00ednimo, os Pref\u00e1cios na 5\u00aa feira, na Vig\u00edlia e no Domingo (cf. MR. p. 658 e 602). Finalmente, a referida Carta Circular chama a aten\u00e7\u00e3o para o canto da Paix\u00e3o (6\u00aa feira). Invistamos, pois, os melhores recursos musicais das nossas comunidades na celebra\u00e7\u00e3o do Tr\u00edduo Pascal. Que o canto n\u00e3o substitua o sil\u00eancio, mas o recrie e amplifique: doutro modo n\u00e3o passar\u00e1 de ru\u00eddo ef\u00e9mero! <i>Secretariado Diocesano de Liturgia do Porto  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A m\u00fasica, particularmente o canto, \u00e9 parte integrante da ac\u00e7\u00e3o lit\u00fargica. Como dizem os documentos do magist\u00e9rio da Igreja, a forma t\u00edpica da celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica \u00e9 aquela que se realiza com canto, em que interv\u00eam os ministros e a assembleia participa activamente, exterior e interiormente (cf. S.C. 113; M.S. 5; I.G.M.R. 39-40). 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