{"id":30792,"date":"2008-03-18T11:13:47","date_gmt":"2008-03-18T11:13:47","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/03\/18\/a-arvore-deu-o-seu-fruto\/"},"modified":"2008-03-18T11:13:47","modified_gmt":"2008-03-18T11:13:47","slug":"a-arvore-deu-o-seu-fruto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-arvore-deu-o-seu-fruto\/","title":{"rendered":"A \u00e1rvore deu o seu fruto"},"content":{"rendered":"<p>Os Padres da Igreja, desde os pri-mevos tempos, n\u00e3o se cansaram de revolver as Escrituras em escuta atenta da voz de Deus, ecoada pela for\u00e7a do Esp\u00edrito na hist\u00f3ria embrulhada dos homens e das mulheres at\u00e9 se fazer carne da nossa carne. Comunicaram aos contempor\u00e2neos e aos vindouros uma pessoal experi\u00eancia de Deus. E fizeram-no, muitas vezes, entretecendo o cora\u00e7\u00e3o e a raz\u00e3o, naquele lugar t\u00e3o \u00fanico que apenas a simb\u00f3lica conhece. Eis uma hist\u00f3ria que se forjou por a\u00ed!  Estando doente, Ad\u00e3o enviou o filho Set ao Jardim do Para\u00edso, em busca de rem\u00e9dio. Ao chegar ao destino da sua busca, o jovem informou o anjo que guardava a entrada da doen\u00e7a de seu pai. O anjo cortou, ent\u00e3o, um ramo da \u00e1rvore de cujo fruto comera Ad\u00e3o em acto de desobedi\u00eancia, entregou-o a Set e disse-lhe que quando o ramo desse o seu fruto seu pai estaria curado. Regressado, Set encontrou o pai morto e plantou o ramo \u00e0 cabeceira da sua sepultura. O ramo cresceu at\u00e9 dar a \u00e1rvore frondosa de que a rainha de Sab\u00e1 falaria a Salom\u00e3o, avisando-o de que tal madeiro seria causa de ruina para o seu povo. O s\u00e1bio rei mandou cortar a \u00e1rvore em quest\u00e3o e enterr\u00e1-la. No entanto, ao nascer Jesus a \u00e1rvore voltou \u00e0 face da terra. Quando Jesus foi condenado \u00e0 morte e morte de cruz, foi ela justamente a que deu a madeira do seu sacrif\u00edcio. E os Padres descobriram com renovado sabor a palavra das Escrituras: A \u00e1rvore deu o seu fruto.  N\u00e3o sem estupefac\u00e7\u00e3o &#8211; esc\u00e2ndalo, chamou-lhe o ap\u00f3stolo S\u00e3o Paulo -, a vida de Jesus, o seu exemplo, a sua entrega, tudo foi condensado num s\u00edmbolo t\u00e3o contradit\u00f3rio quanto simples e evocador, uma cruz. A transgress\u00e3o da cruz, onde a dor dos homens e das mulheres de todos os tempos \u00e9 excedida sem medida, tem a sua hora marcada na carne, aut\u00eantica &#8216;porta dourada&#8217; de um amor que n\u00e3o se cont\u00e9m, que tudo recria, que tudo plenifica, agarra por dentro e devolve \u00e0 vida. A &#8216;kenose&#8217; da cruz \u00e9 consuma\u00e7\u00e3o do amor encarnado na gruta betlemita, anunciado de h\u00e1 muito a um povo eleito, farol de na\u00e7\u00f5es, e tornado presente em cada assembleia de um povo novo, que realiza dia-a-dia o memorial de Jesus. Povo que confessa Jesus encarnado no seio de Maria pela for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo, Cristo morto numa cruz para salva\u00e7\u00e3o da inteira humanidade e Senhor ressuscitado do reino dos mortos para se sentar \u00e0 dextra do Pai. Que os dias desta Semana Santa tragam \u00e0 nossa vida os frutos de tal \u00e1rvore!  <i>Jo\u00e3o Soalheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Padres da Igreja, desde os pri-mevos tempos, n\u00e3o se cansaram de revolver as Escrituras em escuta atenta da voz de Deus, ecoada pela for\u00e7a do Esp\u00edrito na hist\u00f3ria embrulhada dos homens e das mulheres at\u00e9 se fazer carne da nossa carne. Comunicaram aos contempor\u00e2neos e aos vindouros uma pessoal experi\u00eancia de Deus. 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