{"id":30648,"date":"2008-03-12T18:15:37","date_gmt":"2008-03-12T18:15:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/03\/12\/vaticano-sem-lista-de-novos-pecados\/"},"modified":"2008-03-12T18:15:37","modified_gmt":"2008-03-12T18:15:37","slug":"vaticano-sem-lista-de-novos-pecados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vaticano-sem-lista-de-novos-pecados\/","title":{"rendered":"Vaticano: Sem \u00ablista\u00bb de novos pecados"},"content":{"rendered":"<p>Texto integral da entrevista ao Bispo Gianfranco Girotti publicada no jornal L\u2019Osservatore Romano <!--more--> A not\u00edcia que correu mundo nos \u00faltimos dias, sobre uma &#8220;nova lista&#8221; de pecados mortais\/capitais baseia-se numa entrevista do Bispo regente do Tribunal da Penitenciaria Apost\u00f3lica, D. Gianfranco Girotti, ao jornal do Vaticano L\u2019Osservatore Romano. N\u00e3o se trata, como foi noticiado, de um decreto do Vaticano, mas de uma pe\u00e7a do jornalista Nicola Gori, que leva como t\u00edtulo \u201cAs novas formas do pecado social\u201d.  <b>Entrevista na \u00edntegra<\/b>  <i>L\u2019Osservatore Romano (OR) \u2013 A Penitenciaria Apost\u00f3lica parece um objecto misterioso para opini\u00e3o p\u00fablica, bem como para uma boa parte dos fi\u00e9is. D. Gianfranco Girotti (GG) &#8211; <\/i> O que afirma vai, de facto, ao encontro da realidade. Apesar de ser, hoje em dia, o organismo mais antigo da C\u00faria Romana \u2013 ap\u00f3s a supress\u00e3o da Dataria, em 1967, e da Chancelaria, em 1973 \u2013 \u00e9 pouco conhecido, mesmo por grande parte do clero. O motivo talvez se possa encontrar no facto de a sua actividade fugir da visibilidade que est\u00e1 mais ligada \u00e0s miss\u00f5es dos outros dicast\u00e9rios. A Penitenciaria Apost\u00f3lica, entre os dicast\u00e9rios da C\u00faria Romana, \u00e9 aquela que desenvolve, de maneira directa, uma actividade propriamente espiritual, mais consoante com a miss\u00e3o fundamental da Igreja que consistes na <i>salus animarum<\/i>. \u00c9 o \u00f3rg\u00e3o universal e exclusivo do Pont\u00edfice em mat\u00e9ria de foro interno. Recorre-se ao foro interno n\u00e3o s\u00f3 para os pecados, as censuras e irregularidades, mas de forma geral para situa\u00e7\u00f5es ocultas, como por exemplo dispensas, sana\u00e7\u00f5es, convalida\u00e7\u00f5es de actos nulos que derivam de circunst\u00e2ncias ocultas. Examina e resolve, por outro lado, os casos de consci\u00eancia que lhe s\u00e3o propostos. Resolve d\u00favidas em mat\u00e9ria moral ou jur\u00eddica, quando se trata de circunst\u00e2ncias ocultas ou de factos individuais concretos.  <i>OR \u2013 Qual \u00e9 o valor das vossas respostas? GG &#8211; <\/i> Trata-se de um valor propriamente de autoridade \u2013 segundos os casos, de preceito ou de libera\u00e7\u00e3o \u2013 apenas para circunst\u00e2ncias reais e singulares que s\u00e3o propostas e n\u00e3o para os outros casos, mas que pode estender-se \u00e0s outras respostas como crit\u00e9rio de prud\u00eancia. Isto \u00e9, as orienta\u00e7\u00f5es doutrinais e disciplinares inclu\u00eddas nas pr\u00f3prias solu\u00e7\u00f5es podem ser aplicadas com prud\u00eancia pelo sacerdote que fez o recurso, por analogia, num \u00e2mbito mais alargado, mas em nenhum caso \u00e9 permitido divulgar estas respostas.  <i>OR \u2013 Ainda tem sentido um organismo como a Penitenciaria a partir do momento em que parece criar problemas a n\u00edvel ecum\u00e9nico? GG &#8211; <\/i> Parece-me dif\u00edcil perceber as raz\u00f5es e os motivos objectivos deste suposto mal-estar que a Penitenciaria Apost\u00f3lica criaria no plano ecum\u00e9nico. Se se quer fazer refer\u00eancia ao erro historiogr\u00e1fico a respeito do perd\u00e3o, que no Renaescimento n\u00e3o facilitou, por certo, a correcta discuss\u00e3o ecum\u00e9nica, bastaria confrontar-se com a recente e rica documenta\u00e7\u00e3o de estudiosos acima de qualquer suspeita, que fazem emergir muito honestamente as fun\u00e7\u00f5es deste dicast\u00e9rio, tido como a verdadeira \u201cfonte de gra\u00e7a\u201d, privado de qualquer interesse.  <i>OR \u2013 A aten\u00e7\u00e3o ao pecado parte de uma sensibilidade \u00e0s exig\u00eancias da sociedade moderna ou move-se na base das refer\u00eancias ao tempo passado? GG &#8211; <\/i> A refer\u00eancia \u00e9 sempre a viola\u00e7\u00e3o da alian\u00e7a com Deus e com os irm\u00e3os e os reflexos sociais do pecado. Se ontem o pecado tinha uma dimens\u00e3o sobretudo individualista, hoje ele tem uma val\u00eancia, uma resson\u00e2ncia, mais do que individual, sobretudo social, por causa do grande fen\u00f3meno da globaliza\u00e7\u00e3o. Com efeito, a aten\u00e7\u00e3o ao pecado apresenta-se hoje com mais urg\u00eancia do que ontem, at\u00e9 porque os seus reflexos s\u00e3o cada vez mais amplos e mais destrutivos.  <i>OR \u2013 A Penitenciaria ainda tem utilidade? GG &#8211; <\/i> Sem d\u00favida. Numa \u00e9poca caracterizada pelas imagens e pela publicidade, na qual tudo se torna p\u00fablico, um dicast\u00e9rio como a Penitenciaria Apost\u00f3lica, atento ao mundo interior, na sua vertente mais delicada e menos vis\u00edvel, \u00e9, penso, um instrumento muito precioso no quadro articulado da vida da Ireja.  <i>OR \u2013 Que quest\u00f5es chamam mais a vossa aten\u00e7\u00e3o? GG &#8211; <\/i> S\u00e3o aquelas que, pela sua gravidade, t\u00eam uma absolvi\u00e7\u00e3o reservada para a Santa S\u00e9: a absolvi\u00e7\u00e3o do c\u00famplice em pecado contra o VI mandamento (c\u00e2none 1378); a profana\u00e7\u00e3o sacr\u00edlega do Sant\u00edssimo Sacramento da Eucaristia (c\u00e2none 1367); a viola\u00e7\u00e3o directa do segredo sacramental (c\u00e2none 1388, 1); a dispensa da irregularidade <i>ad recipiendos Ordines<\/i> contra\u00edda por ter procurado um aborto (c\u00e2none 1041, 4); a dispensa da irregularidade <i>ad exercendos Ordines<\/i> (c\u00e2none 1044 1).   <i>OR \u2013 Como interpreta o espanto que a opini\u00e3o p\u00fablica sente perante tantas situa\u00e7\u00f5es de esc\u00e2ndalo e pecado na Igreja? GG &#8211; <\/i> N\u00e3o se deve desvalorizar a gravidade objectiva de  uma s\u00e9rie de fen\u00f3menos que foram recentemente denunciados e que levam consigo as implica\u00e7\u00f5es da fragilidade humana e institucional da Igreja. A esse respeito, contudo, n\u00e3o se pode deixar de constatar como a Igreja, preocupada pelo grave dano infligido, reagiu e continua a reagir com interven\u00e7\u00f5es rigorosas e iniciativas para tutelar a imagem da pr\u00f3pria Igreja e o bem do povo de Deus. N\u00e3o obstante, \u00e9 preciso denunciar a enfatiza\u00e7\u00e3o que lhes foi dada pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, que num quadro de mundaniza\u00e7\u00e3o, lan\u00e7am o descr\u00e9dito sobre a Igreja.  <i>OR \u2013 Muitas vezes a indulg\u00eancia da Igreja e o perd\u00e3o crist\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o compreendidos pelas pessoas. Porqu\u00ea? GG &#8211; <\/i> Hoje parece que a penit\u00eancia \u00e9 acolhida como abertura de si ao outro na solu\u00e7\u00e3o dos problemas que se imp\u00f5em \u00e0 aten\u00e7\u00e3o dentro de uma faixa social, na qual se exprime a pr\u00f3pria exist\u00eancia, oferecendo o seu contributo de esclarecimento, de apoio a quem est\u00e1 em dificuldade. A penit\u00eancia, assim, vem hoje acolhida sobretudo numa dimens\u00e3o social, a partir do momento que as rela\u00e7\u00f5es sociais se enfraqueceram e complicaram, ao mesmo tempo, por causa da globaliza\u00e7\u00e3o.  <i>OR \u2013 Quais s\u00e3o, para si, os novos pecados? GG &#8211; <\/i> H\u00e1 muitas \u00e1reas dentro das quais, hoje em dia, vemos atitudes pecaminosas a respeito dos direitos individuais e sociais. Acima de tudo na \u00e1rea da bio\u00e9tica, dentro da qual n\u00e3o podemos deixar de denunciar algumas viola\u00e7\u00f5es dos direitos fundamentais da natureza humana, atrav\u00e9s de experi\u00eancias, manipula\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas, cujo \u00eaxito \u00e9 dif\u00edcil vislumbrar e ter sob controlo. Uma outra \u00e1rea, propriamente social, \u00e9 a \u00e1rea da droga, atrav\u00e9s da qual se enfraquece a psique e se obscurecer a intelig\u00eancia, deixando muitos jovens fora do circuito eclesial. Mais ainda: a \u00e1rea das desigualdades sociais e econ\u00f3micas, nas quais os mais pobres ficam cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos, alimentando uma insustent\u00e1vel injusti\u00e7a social; a \u00e1rea da ecologia, que se reveste hoje de um interesse relevante.  <i>OR \u2013 O recurso frequente \u00e0s indulg\u00eancias n\u00e3o incentiva a uma mentalidade m\u00e1gica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 culpa e \u00e0 pena? GG &#8211; <\/i> Para n\u00e3o cair numa tal vis\u00e3o perigosa e falseada, considero antes de tudo que seja absolutamente necess\u00e1rio conhecer e compreender a recta doutrina da pr\u00e1tica das indulg\u00eancias, entendida pela Igreja como express\u00e3o significativa da miseric\u00f3rdia de Deus, que vem ao encontro dos seus filhos para ajud\u00e1-los a satisfazer penas devidas pelos seus pecados, \u201cmas tamb\u00e9m e sobretudo para lev\u00e1-los a uma maior fervor de caridade\u201d. A Igreja \u00e9 movida, em primeiro lugar, pelo desejo de educar, mais do que pela repeti\u00e7\u00e3o de f\u00f3rmulas e de pr\u00e1ticas, no esp\u00edrito de ora\u00e7\u00e3o e de penit\u00eancia e no exerc\u00edcio das virtudes teologais. A reforma do servo de Deus Paulo VI, levada a cabo com a Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica <i>Indulgentiarum doctrina<\/i> de 1 de Janeiro de 1967, elimina, de algum modo,aquilo que poderia induzir os fi\u00e9is para uma mentalidade m\u00e1gica. Tal doutrina exp\u00f5e claramente os pressupostos teol\u00f3gicos das indulg\u00eancias, trata da solidariedade em vigor entre os homens em Ad\u00e3o e em Cristo, da comunh\u00e3o dos santos, do tesouro da Igreja, que consiste nas expia\u00e7\u00f5es e nos m\u00e9ritos de Cristo, da Bem-Aventurada Virgem Maria e dos Santos, que est\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is. As indulg\u00eancias, de facto \u2013 \u00e9 sublinhado \u2013 n\u00e3o podem ser adquiridas sem uma sincera convers\u00e3o e sem a uni\u00e3o com Deus, ao que se acrescenta a realiza\u00e7\u00e3o das obras prescritas.  <i>OR \u2013 N\u00e3o lhe parece que as condi\u00e7\u00f5es para obter a indulg\u00eancia sejam leves? GG &#8211; <\/i> Se, juntamente com as condi\u00e7\u00f5es impostas habitualmente \u2013 confiss\u00e3o sacramental n\u00e3o al\u00e9m de 15 ou 20 dias antes ou depois, comunh\u00e3o eucar\u00edstica e ora\u00e7\u00e3o segundo as inten\u00e7\u00f5es do Santo Padre \u2013 se pensa que para obter a indulg\u00eancia \u00e9 pedido um grau de m\u00e1xima pureza e sinais de ardente caridade, cujo sucesso \u00e9 dif\u00edcil para a nossa fragilidade, ent\u00e3o considero que quanto \u00e9 estabelecido n\u00e3o se deva minimizar.  <i>OR \u2013 Existem pecados que v\u00f3s n\u00e3o podeis absolver? GG &#8211; <\/i> A Penitenciaria \u00e9 a <i>longa manus<\/i> do Papa no exerc\u00edcio do poder das chaves. Portanto, para realizar as fun\u00e7\u00f5es que lhe est\u00e3o confiadas no foro interno, possui todas as faculdades necess\u00e1rias, tendo como \u00fanica excep\u00e7\u00e3o aquelas que o Pont\u00edfice tenha declarado explicitamente ao Cardeal Penitenci\u00e1rio querer reservar para si. Pode, por conseguinte, realizar, no \u00e2mbito do foro interno, todos os actos de compet\u00eancia dos restantes dicast\u00e9rios da C\u00faria Romana.  <i>OR \u2013 Sobre o aborto h\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o difusa de que a Igreja n\u00e3o tenha em considera\u00e7\u00e3o a dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o das mulheres. GG &#8211; <\/i> Parece-me que uma tal preocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha em considera\u00e7\u00e3o a atitude que a Igreja, ao contr\u00e1rio, constantemente manifesta em salvaguardar e tutelar a dignidade e os direitos da mulher. S\u00e3o, de facto, m\u00faltiplas as iniciativas que organismos cat\u00f3licos e movimentos eclesiais, com empenho corajoso e inteligente, n\u00e3o cessam de promover, com o fim de contrariar as actuais tend\u00eancias culturais e sociais contra a mulher, ajudando, de maneira eficaz, as gr\u00e1vidas, trabalhando para a educa\u00e7\u00e3o dos seus filhos lan\u00e7ados ao mundo pela imprevid\u00eancia e facilitando mesmo a adop\u00e7\u00e3o.   <i>(\u00a9 L&#8217;Osservatore Romano &#8211; 9 Marzo 2008) TRADU\u00c7\u00c3O: Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto integral da entrevista ao Bispo Gianfranco Girotti publicada no jornal L\u2019Osservatore Romano<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[93,168,193,261,297,314],"class_list":["post-30648","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-aborto","tag-diocese-da-guarda","tag-educacao","tag-missoes","tag-santa-se","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30648","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30648"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30648\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30648"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30648"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30648"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}