{"id":30628,"date":"2008-03-12T11:20:28","date_gmt":"2008-03-12T11:20:28","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/03\/12\/o-mundo-pos-moderno-regressa-ao-religioso\/"},"modified":"2008-03-12T11:20:28","modified_gmt":"2008-03-12T11:20:28","slug":"o-mundo-pos-moderno-regressa-ao-religioso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-mundo-pos-moderno-regressa-ao-religioso\/","title":{"rendered":"O mundo p\u00f3s-moderno regressa ao religioso?"},"content":{"rendered":"<p>conversa com Gianni Vattimo, estudioso de pensadores como Arist\u00f3teles, Nietzsche e Hedegger, escreveu recentemente o livro Credere di credere <!--more--> Esta interroga\u00e7\u00e3o proposta por Alfredo Teixeira pode ser um bom resumo do questionamento formulado de muitas formas nas Jornadas de Teologia do Porto, que decorreram de 3 a 6 de Mar\u00e7o. A formula\u00e7\u00e3o do tema proposto \u201cO regresso do religioso e o religioso como regresso\u201d sugere mais problemas e questionamentos do que certezas ou defini\u00e7\u00f5es dogm\u00e1ticas. A principal figura convidada foi o fil\u00f3sofo e te\u00f3logo italiano Gianni Vattimo. Apresentou dois temas: \u201cO religioso em contexto p\u00f3s-metaf\u00edsico\u201d e \u201cCredere di credere: filosofia e confiss\u00e3o\u201d. Na comunica\u00e7\u00e3o introdut\u00f3ria, Arnaldo Pinho centrou a problem\u00e1tica do religioso no contexto p\u00f3s-moderno, no plano filos\u00f3fico e no plano teol\u00f3gico, partindo do nihilismo e do conceito da \u201cmorte de Deus\u201d, propondo a retoma do religioso, a redescoberta do mito e o retorno do universo religioso ao \u00e2mbito do pensamento filos\u00f3fico. Citou autores recentes, como Eugenio Tr\u00edas, que superando os conceitos de Nitzsche e Heidegger, prop\u00f5e tamb\u00e9m uma supera\u00e7\u00e3o do estruturalismo, substituindo-o por uma \u201crecionalidade fronteiri\u00e7a\u201d entre o sagrado e o profano: \u201co sagrado n\u00e3o desapareceu nem se destr\u00f3i\u201d, citou. Outros autores do pensamento moderno sugerem conceitos como a mediatiza\u00e7\u00e3o da palavra, da linguagem, questionando o relacionamento entre raz\u00e3o e f\u00e9, recuperando o antigo conceito da f\u00e9 que busca o entendimento.  Outras comunica\u00e7\u00f5es propuseram quest\u00f5es como \u201cRegresso a que religioso\u201d (Alfredo Teixeira), os limites da raz\u00e3o, segundo Kant\u201d (Manuela Brito Martins), a f\u00e9 crist\u00e3 depois da morte simb\u00f3lica de Deus (Jo\u00e3o Duque). Tivemos oportunidade de manter uma conversa com Gianni Vattimo, Professor da Universidade de Turim, ali\u00e1s sua terra natal. Estudioso de pensadores como Arist\u00f3teles, Nietzsche e Hedegger, escreveu recentemente um livro \u201cprovocador\u201d com o t\u00edtulo Credere di credere, traduzido em portugu\u00eas como Acreditar em acreditar (com alguma imprecis\u00e3o e talvez trai\u00e7\u00e3o, no dizer de Jorge Cunha). Homem de grande simplicidade humana e de grande simpatia e proximidade, acedeu a um di\u00e1logo coloquial. Ressalve-se, por isso, a coloquialidade da apresenta\u00e7\u00e3o das ideias.  <b>Crer e saber<\/b> <i>VP &#8211; O t\u00edtulo ou tema da sua confer\u00eancia questiona o religioso em contexto p\u00f3s-metaf\u00edsico&#8230; Gianni Vattimo (G. V.) \u2013<\/i> O tema surge porque depois de uma confer\u00eancia:  falando com um professor da Universidade de Mil\u00e3o ele me perguntou: Mas tu cr\u00eas ainda em Deus?, eu lhe respondi: Bem, eu creio que creio&#8230; Esta f\u00f3rmula parece-me significativa no sentido em que muitas vezes se pensa que crer \u00e9 mais certo que saber. Apesar de na tradi\u00e7\u00e3o alguns autores como Pascal pensaram que Crer \u00e9 menos seguro que o saber: uma aposta, um risco. Pretendo assim no quadro do meu trabalho filos\u00f3fico, sublinhar esta ideia que acreditar cont\u00e9m sempre um risco. A doutrina crist\u00e3 apresenta-se demasiado como um saber seguro. Quando eu repito o Credo n\u00e3o afirmo qualquer experi\u00eancia cient\u00edfica mas a esperan\u00e7a da vida eterna.  <i>VP \u2013 Na sua confer\u00eancia problematizou o religioso como p\u00f3s-metaf\u00edsico. Considera a metaf\u00edsica como um pensamento ultrapassado? G. V. \u2013<\/i> A metaf\u00edsica pode ter um sentido amplo (todo o pensamento \u00e9 metaf\u00edsica), mas o sentido em que a tomo segue na esteira de M. Heidegger que contestou a metaf\u00edsica como pretens\u00e3o de conceber o ser como algo de objectivamente dado, eternamente dispon\u00edvel, com estruturas eternas, que \u00e9 a metaf\u00edsica cl\u00e1ssica, t\u00edpica das ideias de Plat\u00e3o, n\u00e3o sujeitas ao devir de tempo, ou das ess\u00eancias aristot\u00e9licas, como algo que se concretiza historicamente, que existem ou subsistem para al\u00e9m do tempo, dadas ao esp\u00edrito. Na tradi\u00e7\u00e3o do pensamento europeu a metaf\u00edsica poderia chegar aos primeiros princ\u00edpios, de que tudo derivaria, como a \u00e9tica ou a moral. Isto supunha que a metaf\u00edsica poderia chegar ao ser como princ\u00edpio. Mas quando o europeu se encontra com novas civiliza\u00e7\u00f5es, verifica que h\u00e1 concep\u00e7\u00f5es do mundo diferentes, mas afirma as suas concep\u00e7\u00f5es de uma maneira autorit\u00e1ria. Depois que esta estrutura do euro-centrismo caiu, e que os \u201cprimitivos\u201d j\u00e1 n\u00e3o aceitavam ser assim considerados, surgem d\u00favidas sobre a possibilidade de identificar uma filosofia, uma cultura determinada com o ser objectivamente considerado. Descobre-se ent\u00e3o, com o pensamento de autores como Heidegger, que o que chamamos \u201cobjectividade do ser\u201d prova-se no interior de um sistema de princ\u00edpios, mas pode n\u00e3o ser entendida noutro. Para se compreender as provas da f\u00edsica at\u00f3mica \u00e9 preciso ser f\u00edsicos at\u00f3micos. Ora n\u00e3o h\u00e1 quase nada nas nossas \u201cverdades\u201d que n\u00e3o seja inclu\u00eddo num horizonte hist\u00f3rico. Isto \u00e9 mais ou menos que \u201ca verdade\u201d? Implica uma verdade que reconhecemos como finita, como humana, n\u00e3o divina. Eu escrevi recentemente uma autobiografia que vou enviar a Jorge [Teixeira da Cunha], que de chama N\u00e3o ser Deus. Quero dizer que eu sei que sei algumas coisas, mas n\u00e3o estou seguro de tudo. Num mundo como o nosso, em que encontramos tantas diferen\u00e7as culturais, \u00e9 fundamental, inclusivamente para o cristianismo, compreender que as nossas concep\u00e7\u00f5es se incluem num mundo s\u00f3cio-cultural que temos vivido no mundo ocidental. Podemos propor o cristianismo como caminho de salva\u00e7\u00e3o mesmo para os primitivos, os orientais com outras concep\u00e7\u00f5es, mas sempre com o risco de encontrar formas diversas de compreens\u00e3o. Por exemplo: hoje j\u00e1 n\u00e3o se prop\u00f5e como absoluto o axioma \u201cextra ecclesia nulla salus\u201d [fora da Igreja n\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o]. Imagine que quando o Papa recebe o Dalai Lama, conversam sobre problemas do mundo, o Papa ter\u00e1 que recolher-se para rezar por este homem que est\u00e1 \u201cfora da Igreja\u201d? Temos que entender a express\u00e3o numa realidade salv\u00edfica muito mais ampla: que o Dalai Lama pode pertencer a uma Igreja muito mais alargada, marcada pela caridade de Cristo. \u00c9 neste contexto que a atitude de \u201ccrer que se cr\u00ea\u201d, mais que a de \u201csaber que se sabe\u201d \u00e9 muito mais razo\u00e1vel e mesmo crist\u00e3 no sentido da abertura \u00e0s convic\u00e7\u00f5es de outros.  <i>Ci\u00eancia, fundamentalismo, ate\u00edsmo<\/i>  <i>VP \u2013 Exprimiu-se tamb\u00e9m contra o \u201cfundamentalismo\u201d de normas e concep\u00e7\u00f5es, interpreta\u00e7\u00e3o de dogmas, cren\u00e7as tradicionais&#8230;  C. V. \u2013<\/i> Para mim o contraste ou conflito entre a f\u00e9 crist\u00e3 e os que n\u00e3o cr\u00eaem, n\u00e3o \u00e9 que os ateus n\u00e3o gostem de Jesus, mas n\u00e3o gostam da pretens\u00e3o da Igreja de apresentar uma verdade objectivamente imut\u00e1vel. A isto se chama fundamentalismo. Por exemplo, h\u00e1 pontos de disc\u00f3rdia entre as propostas da Igreja e concep\u00e7\u00f5es sociais, como acontece em It\u00e1lia. \u00c9 o que acontece com a Bio\u00e9tica: a Igreja pretende fund\u00e1-la sobre a sua concep\u00e7\u00e3o do conhecimento da natureza, do mundo e do homem, falando de Deus como criador. Mas  daqui a dizer que a B\u00edblia \u00e9 a verdade sobre a cria\u00e7\u00e3o material de um mundo material, os homens, os animais, etc., isto \u00e9 que perturba os ateus, este querer sobrepor as teorias b\u00edblicas aos conceitos das ci\u00eancias positivas. Hoje pouca gente pensa que o darwinismo \u00e9 a verdade, mas propor os sete dias da cria\u00e7\u00e3o ser\u00e1 um pouco absurdo: \u00e9 o que eu chamo fundamentalismo.  <i>VP &#8211; Tamb\u00e9m na sua comunica\u00e7\u00e3o falava de um cristianismo p\u00f3s-cient\u00edfico. Ser\u00e1 no sentido de adaptar o dogma e as concep\u00e7\u00f5es crist\u00e3s \u00e0s posi\u00e7\u00f5es modernas da ci\u00eancia? G.V. \u2013<\/i> Para mim, a pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o da filosofia contempor\u00e2nea parece-me ter destru\u00eddo a pretens\u00e3o metaf\u00edsica de conhecer a verdade, a realidade. \u00c9 por isto que tradicionalmente os fil\u00f3sofos eram ateus, porque pensavam que havia um conhecimento verdadeiro da realidade. Mas situa\u00e7\u00e3o p\u00f3s-moderna, nenhuma filosofia pretende descrever objectivamente a realidade. N\u00e3o temos mais possibilidade de ser ateus racionalmente. Afirmam-se ateus, ou porque  Deus n\u00e3o se v\u00ea nas experi\u00eancias cient\u00edficas; ou porque \u00e9 algo do nosso passado, que apresentamos desde o mito \u00e0 racionalidade&#8230; S\u00e3o duas vis\u00f5es do mundo: a cientista ou a historicista. Um cristianismo p\u00f3s-metaf\u00edsico \u00e9 uma concep\u00e7\u00e3o que pode tornar-se aceit\u00e1vel depois de perdidas as raz\u00f5es metaf\u00edsicas para ser ateus. N\u00e3o h\u00e1 mais raz\u00f5es para ser ateus. Podem ouvir-se as Escrituras, sobretudo o Novo Testamento como o car\u00e1cter unificador da nossa civiliza\u00e7\u00e3o crist\u00e3. Quando mais pretendemos estar num ponto de observa\u00e7\u00e3o absoluto, tanto mais dependemos da nossa historicidade. Por isso dizia que falava de um ponto de vista historicamente dado, porque n\u00e3o posso falar como Deus, mas apenas como identidade hist\u00f3rica em contacto com a sua pr\u00f3pria historicidade.  <i>F\u00e9 e concep\u00e7\u00f5es do mundo<\/i>  <i>VP \u2013 Pareceu-me que na sua apresenta\u00e7\u00e3o se poderia propor uma autonomia da realidade f\u00edsica, das realidades temporais em contraposi\u00e7\u00e3o com a f\u00e9 e a cren\u00e7a&#8230; G. V. \u2013<\/i> Quero dizer que eu n\u00e3o tenho uma teoria sobre o nascimento do mundo. Mas ver a B\u00edblia como um manual de verdades cosmol\u00f3gicas, antropol\u00f3gicas, naturalistas, parece-me um erro. O erro cometido no tempo de Galileo sobre as concep\u00e7\u00f5es cosmol\u00f3gicas do mundo de ent\u00e3o. Hoje os te\u00f3logos falam menos do para\u00edso e do inferno, salientando sobretudo que \u201co reino de Deus est\u00e1 no meio de v\u00f3s\u201d. O que h\u00e1 depois da morte  eu n\u00e3o o sei, mas espero que h\u00e1 alguma coisa, como um outro tempo, uma outra realidade. N\u00e3o podemos comprovar nada. Trata-se de um problema de esperan\u00e7a.  V<i>P &#8211; A sua formula\u00e7\u00e3o \u201cCredere di credere\u201d prop\u00f5e uma atitude diferente em rela\u00e7\u00e3o ao mundo moderno&#8230; G. V. \u2013<\/i> A oposi\u00e7\u00e3o entre Igreja e mundo moderno que existe em muitos documentos funda-se neste equ\u00edvoco, neste erro: de uma lado h\u00e1 a vis\u00e3o crist\u00e3 do mundo e do homem, e do outro a vis\u00e3o cient\u00edfica. Ora a vis\u00e3o crist\u00e3 do mundo ser\u00e1 algo que se pode contrapor objectivamente \u00e0 vis\u00e3o cient\u00edfica? N\u00e3o. Os ateus de hoje pretendem ser cient\u00edficos, porque sabem e n\u00e3o precisam de acreditar. Ora a mim n\u00e3o me escandaliza falar do \u201cBig-Bang\u201d, por exemplo. Que tem isso a ver com a minha f\u00e9 em Deus? N\u00e3o diria uma autonomia do material em rela\u00e7\u00e3o a Deus. Eu isso n\u00e3o o sei. O que sei \u00e9 que algo se passou h\u00e1 dois mil anos na Palestina com Jesus que pregou, n\u00e3o as ci\u00eancias positivas do mundo, mas o sentido universal da Caridade.  Nesta situa\u00e7\u00e3o at\u00e9 me parece providencial (que se descubram os dados cient\u00edficos). Eu admito que os homens medievais tenham acreditado como Dante no sistema do mundo. Hoje n\u00e3o posso crer assim. Hoje h\u00e1 as ci\u00eancias que interpretam a realidade. Hoje o conhecimento cient\u00edfico n\u00e3o tem que ter um relacionamento conflitivo com a f\u00e9 crist\u00e3, porque esta n\u00e3o \u00e9 um conhecimento das estruturas do mundo, \u00e9 uma forma de as encarar e viver.  <i>VP \u2013 E cr\u00ea que o mundo cient\u00edfico, o universo dos cientistas  ser\u00e1 um mundo anti-religioso? G. V. \u2013<\/i> A mim parece-me que n\u00e3o o \u00e9 necessariamente.  Mas os cient\u00edficos foram educados num mundo de luta de pretens\u00f5es absolutistas. Quero dizer que quando a Igreja dizia que as coisas eram de uma maneira, eles afirmavam que eram de outra. Hoje por\u00e9m s\u00e3o muito menos agressivos. Porqu\u00ea? Porque conhecem o conte\u00fado probabil\u00edstico das sua ci\u00eancia, onde se verifica um sistema de pressupostos que n\u00e3o necessariamente conduzem sempre aos mesmos resultados nem \u00e0 verdade absoluta. O que importa \u00e9 que quer o cientismo quer o cristianismo, ambos renunciam a concep\u00e7\u00f5es fundamentalistas do seu conhecimento.  <i>VP \u2013 Uma esp\u00e9cie de colabora\u00e7\u00e3o criativa? G.V. \u2013<\/i> Sim, porque a organiza\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria e da vida \u00e9 um dado pr\u00e1tico que tem que ser entendido n\u00e3o diria sob o conceito da salva\u00e7\u00e3o da alma, mas sob o conceito da Caridade que estabelece o seu relacionamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>conversa com Gianni Vattimo, estudioso de pensadores como Arist\u00f3teles, Nietzsche e Hedegger, escreveu recentemente o livro Credere di credere<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[187,267],"class_list":["post-30628","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-diocese-do-porto","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30628","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30628"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30628\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30628"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30628"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30628"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}