{"id":30606,"date":"2008-03-11T12:42:35","date_gmt":"2008-03-11T12:42:35","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/03\/11\/cardeal-antonio-ribeiro-10-anos-depois\/"},"modified":"2025-09-08T16:21:13","modified_gmt":"2025-09-08T15:21:13","slug":"cardeal-antonio-ribeiro-10-anos-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cardeal-antonio-ribeiro-10-anos-depois\/","title":{"rendered":"Cardeal Ant\u00f3nio Ribeiro, 10 anos depois"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s prolongado sofrimento, no dia 24 de Mar\u00e7o de 1998, falecia em Lisboa o 15.\u00ba Patriarca da capital portuguesa <!--more--> A morte do Cardeal Ant\u00f3nio Ribeiro \u201cveio roubar \u00e0 Igreja em Portugal uma das suas figuras mais carism\u00e1ticas nestas tr\u00eas \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX\u201d &#8211; escreveu o Pe. A. Jesus Ramos, director do Correio de Coimbra, a 26 de Mar\u00e7o de 1998, naquele jornal diocesano. A not\u00edcia era esperada h\u00e1 tempos, mas nem por isso deixou de ser triste e surpreendente. Ap\u00f3s prolongado sofrimento, no dia 24 de Mar\u00e7o de 1998, faleceu, em Lisboa, este homem nascido em S. Clemente de Basto, na diocese de Braga, a 21 de Maio de 1928.<\/p>\n<p>Depois de frequentar os semin\u00e1rios daquela diocese foi ordenado a 5 de Julho de 1953. O ent\u00e3o arcebispo de Braga, D. Ant\u00f3nio Bento Martins J\u00fanior, mandou-o estudar para Roma onde se doutorou na Pontif\u00edcia Universidade Gregoriana com a tese \u00abA Doutrina do Evo em S. Tom\u00e1s de Aquino. Ensaio sobre a dura\u00e7\u00e3o da alma separa\u00bb.<\/p>\n<p><b>Na comunica\u00e7\u00e3o social<\/b><\/p>\n<p>Depois de uma s\u00e9ria forma\u00e7\u00e3o human\u00edstica, filos\u00f3fica e teol\u00f3gica, o doutor Ant\u00f3nio Ribeiro cedo foi lan\u00e7ado para a ribalta da Comunica\u00e7\u00e3o Social. De 1959 a 1964 apresenta, aos s\u00e1bados, na RTP, o programa \u00abEncruzilhadas da Vida\u00bb, em que debate temas de actualidade, frequentemente sugeridos pelos pr\u00f3prios telespectadores. Nos tr\u00eas anos seguintes (1964\/67) \u00e9 o rosto do programa, no mesmo canal televisivo, \u00abDia do Senhor\u00bb. \u201cDemonstrou as suas qualidades de comunicador, aliadas a um apurado sentido cr\u00edtico e a uma rara capacidade de leitura crist\u00e3 dos acontecimentos\u201d \u2013 referiu o director daquele seman\u00e1rio de Coimbra.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m de trabalhar na \u00e1rea da Comunica\u00e7\u00e3o Social, o futuro bispo auxiliar de Braga (eleito a 3 de Julho de 1967) foi assistente nacional e diocesano da Liga Universit\u00e1ria Cat\u00f3lica e ainda das associa\u00e7\u00f5es profissionais de m\u00e9dicos, farmac\u00eauticos, juristas, engenheiros e professores. Nos tr\u00eas anos antes que antecederam a sua nomea\u00e7\u00e3o episcopal foi professor de Filosofia Social, Filosofia Moral e Psicologia Social e director do Instituto de Cultura Superior Cat\u00f3lica. \u201cNingu\u00e9m estranhou, deste modo, que o jovem sacerdote fosse chamado a assumir o m\u00fanus episcopal aos trinta e nove anos de idade. A Igreja escolhera-o para suceder, na diocese mo\u00e7ambicana da Beira, ao carism\u00e1tico D. Sebasti\u00e3o Soares de Resende. Era uma tarefa dif\u00edcil, o que demonstra bem a confian\u00e7a que a Santa S\u00e9 nele depositava. S\u00f3 que Deus escreve direito por linhas tortas.<\/p>\n<p>A sua figura ao mesmo tempo aberta e tranquila, a serenidade da sua postura perante os problemas mais dif\u00edceis e a prud\u00eancia firme das suas posi\u00e7\u00f5es eram necess\u00e1rias em Portugal num per\u00edodo que, naquele final dos anos sessenta, se adivinhava conturbado a diversos n\u00edveis\u201d \u2013 redigiu o Pe. A. Jesus Ramos no \u00abCorreio de Coimbra\u00bb de 26 de Mar\u00e7o de 1998. E acrescenta: \u201cO regime de ent\u00e3o, embora come\u00e7ando a dar sinais de alguma abertura, mesmo em mat\u00e9ria religiosa, n\u00e3o permitiu que o novo bispo fosse para Mo\u00e7ambique, sendo nomeado auxiliar de Braga, onde foi ordenado em Setembro de 1967.<\/p>\n<p><b>Cultura e verticalidade<\/b><\/p>\n<p>O actual bispo de Vila Real, D. Joaquim Gon\u00e7alves, foi colega de D. Ant\u00f3nio Ribeiro no Semin\u00e1rio de Braga. \u201cComo aluno principiante do Semin\u00e1rio de Braga, acompanhei-o j\u00e1 nos anos finais\u201d. Ap\u00f3s saber da morte deste escreveu no jornal \u00abA Voz de Tr\u00e1s-os Montes\u00bb de 26 de Mar\u00e7o de 1998 que \u201cfosse no contacto pessoal, fosse nas festas da casa, festas de cultura ou de recreio, Ant\u00f3nio Ribeiro era sempre uma coluna levantada\u201d. Oriundo da montanha, via o mundo das alturas, \u201ca partir de cima, e com perspectivas alongadas\u201d \u2013 completou o bispo de Vila Real. Como via claro, \u00e0s vezes parecia \u201cdemasiado discreto\u201d, mas, na verdade, o que podia dizer \u201cnuma frase n\u00e3o gastava um discurso, se bastava uma palavra n\u00e3o completava a frase, e, se fosse suficiente o gesto, nem proferia palavras\u201d \u2013 sublinhou D. Joaquim Gon\u00e7alves. Era um homem \u201csolene como uma catedral e simples com os simples, como uma capela de aldeia\u201d \u2013 completou.<\/p>\n<p>Colaborador pr\u00f3ximo, durante 27 anos, de D. Ant\u00f3nio Ribeiro, o actual Patriarca de Lisboa, D. Jos\u00e9 Policarpo, recordou, a 18 de Maio de 2001, em Celorico de Basto, que o seu antecessor era uma homem \u201cinteligente e culto\u201d que \u201cguardou at\u00e9 ao fim o h\u00e1bito de ler\u201d. Na homenagem p\u00f3stuma prestada pela C\u00e2mara Municipal de Celorico de Basto a D. Ant\u00f3nio Ribeiro, o Patriarca de Lisboa real\u00e7ou que \u201ccoisa rara na biblioteca de um eclesi\u00e1stico, os seus livros estavas lidos e sublinhados\u201d. O leque dos seus interesses de leitura era variado e aberto. Sobre \u201ca mesa de cabeceira da cl\u00ednica onde faleceu, espreitava, indiscreto e revelador, o livro de Manuel Alegre, \u00abNossa Senhora das Tempestades\u00bb\u201d \u2013 confidenciou D. Jos\u00e9 Policarpo. Na sua biblioteca tinha uma colec\u00e7\u00e3o impressionante de livros sobre Lisboa, a sua hist\u00f3ria, arte e perfil cultural e sociol\u00f3gico. \u201cN\u00e3o sendo um lisboeta de origem, conheceu e amou como poucos, a cidade que serviu como bispo\u201d \u2013 disse o actual Patriarca de Lisboa.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Ribeiro era especialmente dotado na reflex\u00e3o teol\u00f3gica e pastoral das rela\u00e7\u00f5es Igreja\/mundo. Homem de \u201cpensamento robusto\u201d tinha um apurado sentido de Igreja e dos sinais dos tempos, \u201cem sintonia com o II Conc\u00edlio do Vaticano\u201d \u2013 escreveu o bispo de Vila Real. Na Homilia da Missa Crismal de 12 de Abril 1979, D. Ant\u00f3nio Ribeiro \u00e9 bem expl\u00edcito: \u201cquando um padre come\u00e7a a sequestrar algo ou algu\u00e9m para si pr\u00f3prio, quando, sem motivo pastoral honesto, divide o seu tempo entre minist\u00e9rio e o exerc\u00edcio de uma profiss\u00e3o profana, quando resolve fazer-se em tudo igual aos outros homens, diz-nos ent\u00e3o a experi\u00eancia, diversas vezes repetida, que j\u00e1 entrou pelo caminho da infidelidade\u201d. A fidelidade do sacerdote implica o esfor\u00e7o cont\u00ednuo de \u201caperfei\u00e7oamento pastoral. Obriga-nos a cultivar, como melhor pudermos, essa maravilhosa arte das artes, que \u00e9 ser guia de almas\u201d.<\/p>\n<p><b>Intelig\u00eancia pastoral<\/b><\/p>\n<p>O aperfei\u00e7oamento da arte pastoral exige \u201cinser\u00e7\u00e3o no mundo e conhecimento vivo dos problemas e dificuldades dos homens\u201d \u2013 disse nessa Quinta-Feira Santa. Construir Igreja era o lema. Nesta l\u00f3gica de caminho de comunh\u00e3o, D. Ant\u00f3nio Ribeiro escreve \u2013 numa Carta aos Crist\u00e3os do Patriarcado, no Domingo de Pentecostes de 1980 \u2013 que \u201cqualquer comunidade crist\u00e3 menor (par\u00f3quia, instituto apost\u00f3lico, obra ou movimento de apostolado) s\u00f3 pode ser Igreja, se estiver inserida na diocese e assumir a\u00ed a corresponsabilidade de um projecto plural comum e o encargo da miss\u00e3o espec\u00edfica pr\u00f3pria\u201d.<\/p>\n<p>Para que cres\u00e7a a consci\u00eancia de Igreja diocesana enraizada \u201cno esp\u00edrito do II Conc\u00edlio do Vaticano\u201d, D. Ant\u00f3nio Ribeiro n\u00e3o poupou esfor\u00e7os. \u201cTemos de apreciar melhor a not\u00e1vel tradi\u00e7\u00e3o religiosa da nossa Igreja de Lisboa, bem como os muitos valores humanos e divinos que hoje a enobrecem. Temos de conhecer, mais de perto, as enormes car\u00eancias de meios e estruturas pastorais, que n\u00e3o lhes permitem dar resposta pronta e eficaz \u00e0s necessidades emergentes. Temos, sobretudo, de comprometer-nos comunitariamente nas tarefas da evangeliza\u00e7\u00e3o do nosso mundo urbano e rural\u201d \u2013 refere a carta. \u00abEX FIDE IN FIDEM\u00bb era a sua divisa episcopal. Tirada da Carta de S. Paulo aos Romanos exprime o firme prop\u00f3sito de ajudar o Povo de Deus a crescer na f\u00e9, em ordem a um cristianismo cada vez mais consciente e adulto. Passados dez anos sobre a sua morte, D. Ant\u00f3nio Ribeiro ainda \u00e9 recordado pelo seu grande amor \u00e0 Igreja, pela sua f\u00e9 apost\u00f3lica, pela sua \u201cabertura dialogante ao mundo, pela firmeza de princ\u00edpios doutrinais e humanos, e pela serenidade e prud\u00eancia demonstradas perante os acontecimentos\u201d \u2013 afirmou o Pe. A. Jesus Ramos.<\/p>\n<p>Esta firmeza doutrinal condizia com um outro tra\u00e7o do seu car\u00e1cter. \u201cEra um t\u00edmido que revelava uma firmeza inabal\u00e1vel em certos momentos decisivos\u201d \u2013 disse D. Jos\u00e9 Policarpo em Celorico de Basto. E estes surgiram, quer no interior da vida da Igreja, quer nas rela\u00e7\u00f5es da Igreja com a sociedade. Neste contexto, o Patriarca de Lisboa exemplificou: \u201ccomo aquela vez em que se apresentou na sede da DGS, na c\u00e9lebre Ant\u00f3nio Maria Cardoso, a saber de um sacerdote jovem detido na Capela do Rato, s\u00f3 saindo de l\u00e1 noite avan\u00e7ada trazendo-o na sua companhia\u201d. Atento aos problemas da Igreja e da sociedade, D. Ant\u00f3nio Ribeiro \u201cn\u00e3o dava largas ao cora\u00e7\u00e3o\u201d, mas era incisivo e solid\u00e1rio nas suas atitudes. \u201cNaquela noite, em tempos agitados de revolu\u00e7\u00e3o, que acolheu no Patriarcado uma centenas de pessoas, para n\u00e3o serem esmagadas pela manifesta\u00e7\u00e3o agressiva de uma multid\u00e3o de cabe\u00e7a perdida\u201d \u2013 referiu D. Jos\u00e9 Policarpo.<\/p>\n<p><b>Confian\u00e7a dos Papas<\/b><\/p>\n<p>Os talentos de D. Ant\u00f3nio Ribeiro n\u00e3o renderam apenas em rela\u00e7\u00e3o a Portugal e ao Patriarcado de Lisboa. O Papa Paulo VI nutria uma grande estima pelo Cardeal Ribeiro. Entre outras miss\u00f5es, confiou-lhe a \u201cpresid\u00eancia do \u00faltimo S\u00ednodo dos Bispos convocado por aquele Papa\u201d \u2013 escreveu o director do \u00abCorreio de Coimbra\u00bb. Se o Papa Paulo VI tinha uma enorme confian\u00e7a no 15\u00ba Patriarca de Lisboa, Jo\u00e3o Paulo II tamb\u00e9m lhe confiou algumas tarefas.<\/p>\n<p>Nomeou-o seu enviado especial \u00e0s comemora\u00e7\u00f5es do V Centen\u00e1rio da Evangeliza\u00e7\u00e3o de Angola e nas comemora\u00e7\u00f5es do V Centen\u00e1rio da ratifica\u00e7\u00e3o do Tratado de Tordesilhas. No encerramento do VIII centen\u00e1rio do nascimento de Santo Ant\u00f3nio, D. Ant\u00f3nio Ribeiro anunciou que queria \u201cintencionalmente encerrar aqui as comemora\u00e7\u00f5es, no cimo do Parque Eduardo VII, perto do terreno onde vai ser constru\u00edda a nova bas\u00edlica de Santo Ant\u00f3nio\u201d. E adianta: \u201cEsperamos confiadamente que, dentro em breve, se torne poss\u00edvel dar in\u00edcio ao projecto\u201d.<\/p>\n<p>Na homilia dessa celebra\u00e7\u00e3o, 13 de Junho de 1996, D. Ant\u00f3nio Ribeiro deixava algumas linhas mestras para o futuro templo. \u201cDever\u00e1 ser um monumento simples, mas belo, digno do Santo que \u00e9 padroeiro principal de Lisboa e secund\u00e1rio de Portugal\u201d. Para a constru\u00e7\u00e3o da Bas\u00edlica, contava sobretudo com a generosidade do povo de Lisboa e dos portugueses em geral. \u201cA devo\u00e7\u00e3o que todos consagram a Santo Ant\u00f3nio vai permitir dar realidade efectiva ao sonho de muitos\u201d \u2013 disse. Foi um sonho que D. Ant\u00f3nio Ribeiro n\u00e3o viu nascer.<\/p>\n<p><i> Lu\u00eds Filipe Santos<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s prolongado sofrimento, no dia 24 de Mar\u00e7o de 1998, falecia em Lisboa o 15.\u00ba Patriarca da capital portuguesa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[106,161,172,174,183,237,261,262,297,311],"class_list":["post-30606","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-angola","tag-d-jose-policarpo","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-de-coimbra","tag-diocese-de-vila-real","tag-joao-paulo-ii","tag-missoes","tag-mocambique","tag-santa-se","tag-sinodo-dos-bispos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30606","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30606"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30606\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30606"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30606"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30606"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}