{"id":305212,"date":"2023-11-26T09:31:11","date_gmt":"2023-11-26T09:31:11","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=305212"},"modified":"2023-11-24T15:43:40","modified_gmt":"2023-11-24T15:43:40","slug":"jmj-cada-um-no-seu-territorio-esta-a-tentar-aproveitar-e-nao-perder-estes-jovens-d-americo-aguiar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/jmj-cada-um-no-seu-territorio-esta-a-tentar-aproveitar-e-nao-perder-estes-jovens-d-americo-aguiar\/","title":{"rendered":"JMJ: \u00abCada um no seu territ\u00f3rio est\u00e1 a tentar aproveitar e n\u00e3o perder estes jovens\u00bb &#8211; D. Am\u00e9rico Aguiar"},"content":{"rendered":"<p><em>Tr\u00eas meses depois da JMJ Lisboa 2023, a Igreja Cat\u00f3lica volta a convocar os seus jovens, para um encontro a n\u00edvel diocesano, convocado pelo Papa. A mensagem de Francisco para este Dia evoca o encontro mundial, que decorreu em Lisboa, no \u00faltimo m\u00eas de agosto, com mais de 1,5 milh\u00f5es de participantes nas celebra\u00e7\u00f5es conclusivas. O cardeal D. Am\u00e9rico Aguiar, bispo de Set\u00fabal e presidente da Funda\u00e7\u00e3o JMJ Lisboa 2023, \u00e9 o convidado da entrevista conjunta Renascen\u00e7a\/Ecclesia<\/em><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/D-Americo-Aguiar_RR3.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-265921 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/D-Americo-Aguiar_RR3.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/D-Americo-Aguiar_RR3.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/D-Americo-Aguiar_RR3-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/D-Americo-Aguiar_RR3-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/D-Americo-Aguiar_RR3-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/D-Americo-Aguiar_RR3-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/D-Americo-Aguiar_RR3-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/D-Americo-Aguiar_RR3-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/D-Americo-Aguiar_RR3-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Entrevista conduzida por Henrique Cunha (Renascen\u00e7a) e Oct\u00e1vio Carmo (Ecclesia)<\/em><\/p>\n<p><em>A celebra\u00e7\u00e3o deste Dia Mundial da Juventude, a n\u00edvel diocesano, ainda com a experi\u00eancia de agosto t\u00e3o presente em todos, \u00e9 uma oportunidade para \u201creagrupar\u201d for\u00e7as e lan\u00e7ar novas din\u00e2micas?<\/em><\/p>\n<p>O Papa Francisco, no encontro em Alg\u00e9s, na despedida e encontro com os volunt\u00e1rios, deixou-nos no topo de uma onda. Ali\u00e1s, ele usou a imagem da onda da Nazar\u00e9. Eu n\u00e3o sei como \u00e9 que isso no surf se chama\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Estamos na crista da onda&#8230;<\/em><\/p>\n<p>Pronto, n\u00e3o sei se a linguagem de surf \u00e9 essa, mas seja, e n\u00f3s n\u00e3o podemos perder esta oportunidade, \u00e9 o que tenho dito sempre. Os quatro anos de prepara\u00e7\u00e3o, a envolv\u00eancia dos jovens &#8211; apareceram jovens de todo o lado, debaixo das pedras, nas dioceses mais interiores, nos territ\u00f3rios mais desertos, quanto \u00e0 presen\u00e7a de pessoas e jovens. Foi uma surpresa, foi uma b\u00ean\u00e7\u00e3o, foi uma gra\u00e7a. E o pior que pode acontecer, como tenho dito, com aquela imagem, o pior que podia acontecer era s\u00f3 termos para os jovens a Missa das 11 ao domingo e mais nada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Houve uma mobiliza\u00e7\u00e3o muito espec\u00edfica e muito direcionada. Pergunto se, nestes meses, j\u00e1 h\u00e1 um certo sentimento de orfandade?<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 misto, depende dos territ\u00f3rios, depende das dioceses, depende das comunidades, depende de qual foi o terreno onde se alicer\u00e7ou este desafio. Porque n\u00f3s temos consci\u00eancia de que, em muitos s\u00edtios, se partiu do zero, noutros s\u00edtios existia j\u00e1 algum cultivo e noutros s\u00edtios apenas foi dar continuidade e dar mais g\u00e1s, digamos, \u00e0s coisas. Temos coisas muito diferentes em todo o territ\u00f3rio, norte, sul, interior, litoral, continente e ilhas, por isso a realidade \u00e9 muito diferente.<\/p>\n<p>O que me tem chegado das dioceses, ainda das estruturas ligadas aos COD, aos COV e aos COP, aos comit\u00e9s paroquiais, vicariais, diocesanos, \u00e9 que h\u00e1 consci\u00eancia da import\u00e2ncia de n\u00e3o perder a crista da onda. Portanto, cada um no seu territ\u00f3rio est\u00e1 a tentar aproveitar e n\u00e3o perder estes jovens. Porque muitos destes jovens n\u00e3o estavam ligados a nada, agora ficaram conectados a Cristo vivo, conectados ao Papa Francisco, conectados ao Encontro Mundial. \u00c9 preciso agora p\u00f4r o p\u00e9 na realidade territorial, da comunidade de perten\u00e7a: uns s\u00e3o universit\u00e1rios, outros n\u00e3o vivem na sua par\u00f3quia de origem, outros n\u00e3o praticam ou n\u00e3o t\u00eam rela\u00e7\u00f5es no s\u00edtio onde vivem. Este \u00e9 outro problema: qual \u00e9 a minha comunidade? \u00c9 onde tenho morada efetiva, do cart\u00e3o de cidad\u00e3o, ou \u00e9 onde eu me sinto bem a participar?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>At\u00e9 por isso faz sentido que este compasso de espera tamb\u00e9m sirva para ajustar essas propostas?<\/em><\/p>\n<p>Exatamente. Agora, o que me chega do que est\u00e1 a acontecer no terreno \u00e9 muito positivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Esta celebra\u00e7\u00e3o diocesana \u00e9 uma oportunidade para se encontrar com os jovens de Set\u00fabal. \u00c9 uma ocasi\u00e3o especial para o bispo?<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 muito especial. Primeiro, quero dizer-vos que o encontro da juventude, a n\u00edvel diocesano, \u00e9 agora no domingo de Cristo-Rei e foi um filho da jornada Mundial da Juventude de Lisboa, porque o Papa mudou a data, que antigamente era no Domingo de Ramos e era muito complicada para as comunidades. Em Set\u00fabal, ser no Cristo-Rei \u00e9 jogar em casa, \u00e9 muito especial ir ao Cristo-Rei, estar com os jovens de Set\u00fabal. Eu tenho-os acompanhado na caminhada, vamos dizer, sinodal, de escuta, que eles est\u00e3o a fazer, eu estou tentado, com eles, a fazer uma esp\u00e9cie de caminhada sinodal at\u00e9 2025.<\/p>\n<p>Eu fiquei muito sensibilizado e tocado pelo que eu vi em Coimbra, o sr. D. Virg\u00edlio [Antunes]est\u00e1 a pensar para Coimbra um trabalho com o COD id\u00eantico ao de um S\u00ednodo. Eu acho que vamos por a\u00ed, fazer caminho com eles. Temos de abandonar aquela conversa do \u201cvamos fazer coisas para eles\u201d, n\u00e3o vamos fazer nada para eles, vamos, com eles, fazer o que eles querem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Penso que essa iniciativa se vai replicar tamb\u00e9m em muitos s\u00edtios, mas n\u00e3o se pode criar uma certa ideia de que h\u00e1 um caminho que \u00e9 feito escutando, mas que, para quem est\u00e1 envolvido, faltem algumas decis\u00f5es concretas e algumas mudan\u00e7as?<\/em><\/p>\n<p>H\u00e1 a tens\u00e3o do j\u00e1 e ainda n\u00e3o. Eu tenho consci\u00eancia que n\u00f3s temos aqui, vamos dizer, dois pulm\u00f5es: temos jovens que chegaram, t\u00eam muita expectativa, querem conhecer Cristo vivo, querem fazer caminho; temos outros que s\u00e3o eles os protagonistas do testemunho de Cristo vivo.\u00a0 \u00c9 como a carruagem com v\u00e1rias velocidades, n\u00f3s temos de estar prontos a fazer o primeiro an\u00fancio, querigm\u00e1tico, o an\u00fancio de Cristo vivo a quem n\u00e3o conhece, e ao mesmo tempo fazer caminho com aqueles que t\u00eam j\u00e1 quil\u00f3metros de caminhada, de testemunho e de viv\u00eancia de Cristo vivo. Os maiores evangelizadores dos jovens t\u00eam de ser, obrigatoriamente, e s\u00e3o os jovens. Os Papas v\u00e3o repetindo sempre isto. Mas h\u00e1 sempre esta tens\u00e3o, e n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 dos jovens.<\/p>\n<p>Ainda h\u00e1 agora com o fim desta primeira sess\u00e3o do S\u00ednodo. As dioceses, os pa\u00edses\u2026 h\u00e1 aqui uma tens\u00e3o deste ano seguinte. O que \u00e9 que vamos fazer? O que \u00e9 que n\u00e3o vamos fazer? N\u00e3o vai voltar outra vez \u00e0 par\u00f3quia e ao paroquiano, ao homem e mulher de boa vontade, mas \u00e9 preciso corresponder, porque sen\u00e3o h\u00e1 um sentimento de perda de tempo, um sentimento de vazio. Isso n\u00e3o podemos permitir, porque quebra o \u00e2nimo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Na sua mensagem para este dia, o Papa renova os seus elogios \u00e0 JMJ Lisboa 2023, afirmando que o encontro mundial na capital portuguesa \u201csuperou todas as expectativas\u201d. \u00c9 uma mensagem importante, para a Igreja e a sociedade, at\u00e9 pelas dificuldades que se t\u00eam vivido?<\/em><\/p>\n<p>Sim\u2026 eu ainda sou suspeito de falar das jornadas, mas cada vez mais me conven\u00e7o de que Portugal fez bem. Portugal, os portugueses, n\u00e3o me canso de repetir, merecem toda a nossa homenagem e gratid\u00e3o. Os portugueses, Portugal, fizeram bem. Todas as \u00e1reas, todas as profiss\u00f5es, todos os profissionais privados, p\u00fablicos, todos, todos, todos. Mesmo as pessoas que n\u00e3o estavam a favor, mesmo as pessoas que estavam um pouquinho zangadas, tamb\u00e9m tiveram o seu papel, tiveram a sua import\u00e2ncia, tamb\u00e9m foram importantes para redesenhar e melhorar os processos. Portanto, \u00e9 uma gratid\u00e3o transversal ao pa\u00eds todo.<\/p>\n<p>Depois, mais uma vez, e isto faz-nos bem, quando quem est\u00e1 de fora, quem \u00e9 respons\u00e1vel, tem uma vis\u00e3o mundial, reconhece. E o Papa, quer na viagem de regresso, quer agora, novamente, sublinha sempre essa gratid\u00e3o e essa avalia\u00e7\u00e3o positiva, que, eu acho, deve ser motivo de alegria para todos os portugueses, todos os envolvidos. Agora, n\u00e3o podemos perder o el\u00e3, voltamos ao mesmo.<\/p>\n<p>Na \u00faltima vez que estive com o Papa, ele dizia, at\u00e9 numa mensagem que gravou, que a jornada n\u00e3o deve passar a ser um \u00e1lbum de fotografias bonito, de uma coisa que aconteceu e acabou. Ora, isso n\u00f3s n\u00e3o podemos permitir e temos de ser capazes de, com a experi\u00eancia que ganhamos, das pol\u00edcias, das for\u00e7as de seguran\u00e7a, das for\u00e7as de sa\u00fade, dos jovens, dos megaeventos, da mobilidade, do protocolo, tantos, tantos, tantos jovens que passaram a ter um curr\u00edculo invej\u00e1vel, naquilo que s\u00e3o at\u00e9 oportunidades de trabalho e de futuro para eles.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Essa avalia\u00e7\u00e3o positiva \u00e9 transversal, mas tamb\u00e9m h\u00e1 quem procure ainda olhar para aquilo que correu menos bem. Entende esta persist\u00eancia na busca da pol\u00e9mica, quando se fala da JMJ?<\/em><\/p>\n<p>Sim, eu acho que isso \u00e9 fruto dos tempos que vivemos. Eu respeito, eu vivo bem com a liberdade da express\u00e3o, n\u00e3o tenho problema nenhum, absolutamente. \u00c0s vezes d\u00f3i e magoa, \u00e9 incompreens\u00edvel, n\u00e3o s\u00f3 nas quest\u00f5es da Igreja, tamb\u00e9m noutras da sociedade portuguesa e at\u00e9 fora das nossas fronteiras e da nossa realidade, essa permanente busca de sarilho, de conflito, alimentar e construir-se por cima das ru\u00ednas, dos destro\u00e7os. Isso n\u00e3o \u00e9 a minha praia, n\u00e3o \u00e9 a nossa praia, mas infelizmente \u00e9 a praia de muitos, o que resulta em tantos conflitos mundiais. \u00c0s vezes perguntamos por que h\u00e1 guerra na terra de Jesus, por que h\u00e1 guerra na Ucr\u00e2nia, porque h\u00e1 guerra no Mali, na Rep\u00fablica Centro-Africana, no Sud\u00e3o\u2026 as coisas come\u00e7am assim, quando optamos pela disc\u00f3rdia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Uma delega\u00e7\u00e3o da JMJ Lisboa 2023 vai ser recebida por Francisco, no pr\u00f3ximo dia 30 de novembro, no Vaticano. O que significa este encontro? O que espera deste momento?<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 cumprir calend\u00e1rio, faz parte da din\u00e2mica do p\u00f3s-jornada, com pessoas ligadas \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o, ao Comit\u00e9 Organizador Local. N\u00f3s convidamos dois jovens de cada diocese, de cada comit\u00e9 diocesano, a comitiva dos volunt\u00e1rios, dos trabalhadores, dos empenhados, ultrapassa as 100 pessoas. E depois tamb\u00e9m convidamos as empresas, os benfeitores, os patrocinadores, os parceiros, s\u00e3o v\u00e1rias centenas de pessoas que v\u00e3o agradecer.<\/p>\n<p>Decorreu tudo muito bem e foi tudo espetacular, gra\u00e7as a dois intervenientes e protagonistas especiais: O Papa e os jovens. Eles \u00e9 que foram os respons\u00e1veis de que tudo tenha corrido bem e t\u00e3o bem, como vamos testemunhando.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Olhando para a realidade da Funda\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um momento que \u00e9 muito aguardado, que \u00e9 a apresenta\u00e7\u00e3o de contas. Eu pergunto se ela est\u00e1 para breve e se espera que sejam boas not\u00edcias\u2026<\/p>\n<p>Sim, boas not\u00edcias ser\u00e3o. Isso a\u00ed j\u00e1 podemos partilhar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E qual \u00e9 a dimens\u00e3o da boa not\u00edcia?<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 muito boa, \u00e9 muito boa. N\u00f3s temos de aguardar at\u00e9 31 de dezembro, n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de empurrar com a barriga, s\u00e3o os prazos legais. As contas fecham-se a 31 de dezembro. Depois n\u00f3s trabalhamos com a Deloitte, que far\u00e1 a auditoria dessas mesmas contas, a qual nos diz que entre maio e junho poder\u00e1 fechar e entregar o relat\u00f3rio da auditoria das contas. Depois tamb\u00e9m h\u00e1 um prazo de mar\u00e7o, que tem a ver com as responsabilidades das empresas, o primeiro trimestre, que significa faturas que chegam, compromissos legais, bem, essas coisas todas. Mas, a 31 de dezembro, j\u00e1 teremos uma ideia quase total daquilo que \u00e9 o deve e haver, j\u00e1 sabemos que haver\u00e1 um superavit que ser\u00e1 reencaminhado, como temos dito, para projetos, de acordo com decis\u00e3o do Governo, da C\u00e2mara de Lisboa, da C\u00e2mara de Loures e da Igreja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Mant\u00e9m-se, portanto, a inten\u00e7\u00e3o de trabalhar com o Governo e com as autarquias que estiveram mais diretamente envolvidas, em projetos direcionados especificamente para jovens\u2026<\/em><\/p>\n<p>Para jovens. E por que Lisboa e Loures? Porque s\u00e3o os munic\u00edpios mais envolvidos, at\u00e9 materialmente falando. \u00c9 l\u00f3gico, h\u00e1 projetos que podem acontecer em Loures, em Lisboa e depois podem ser usufru\u00eddos por jovens de outros locais: falamos nos universit\u00e1rios, falamos nas resid\u00eancias, falamos em tantos, tantos projetos que podem acontecer e que, de acordo com estas v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es, ser\u00e1 dado seguimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A JMJ \u00e9 vista como um exemplo de colabora\u00e7\u00e3o entre Igreja e institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Acredita que \u00e9 poss\u00edvel replicar essa colabora\u00e7\u00e3o, a outros n\u00edveis?<\/em><\/p>\n<p>Ela acontece no nosso territ\u00f3rio. Eu trabalhei na Diocese de Porto, na Diocese de Lisboa, agora em Set\u00fabal, percorri o pa\u00eds todo e as autarquias, as entidades p\u00fablicas, privadas, em todo o pa\u00eds, colaboraram de m\u00e3os dadas para que a Jornada acontecesse e at\u00e9, nomeadamente, aquilo que foram os dias nas dioceses, qualquer coisa de extraordin\u00e1rio, em todo o pa\u00eds. E n\u00f3s s\u00f3 temos de agradecer e replicar. Em equipa que ganha n\u00e3o se muda. Acho que, no territ\u00f3rio, devemos continuar de m\u00e3os dadas, naquilo que eu disse tamb\u00e9m em Set\u00fabal: estamos c\u00e1 para o mesmo, para o bem comum, cada um com as suas compet\u00eancias, cada um com a sua jurisdi\u00e7\u00e3o, com as suas responsabilidades, mas n\u00e3o faz sentido, \u00e0s vezes, que, num territ\u00f3rio, as institui\u00e7\u00f5es, os agentes e os protagonistas estejam de costas voltadas ou tomem decis\u00f5es que n\u00e3o apontam todas para o mesmo, que \u00e9 o bem comum da comunidade que servimos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Nesse olhar sobre a realidade sociopol\u00edtica, como \u00e9 que acompanha o atual momento de crise? Teme que haja uma degrada\u00e7\u00e3o da vida democr\u00e1tica e um aumento do populismo? <\/em><\/p>\n<p>Sim, com preocupa\u00e7\u00e3o, porque \u00e9 assim. Eu tenho dito isto muitas vezes e volto a dizer. Ali\u00e1s, eu tenho curr\u00edculo cadastro de ter sido autarca. Primeiro, custa muito que, com muita facilidade, se diga que todos s\u00e3o ladr\u00f5es e vigaristas e criminosos. Mas isto, infelizmente, acontece quando h\u00e1 qualquer coisa\u00a0que liga pol\u00edticos, quando h\u00e1 qualquer coisa que liga padres, quando h\u00e1 qualquer coisa\u00a0que liga qualquer outro profissional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Mas essas generaliza\u00e7\u00f5es n\u00e3o criam um clima de degrada\u00e7\u00e3o?\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Mas, com certeza, a minha preocupa\u00e7\u00e3o perceber, na segunda-feira,<\/p>\n<p>a seguir, quando se dinamita tudo aquilo que \u00e9 representa\u00e7\u00e3o, tudo aquilo que \u00e9 autoridade, tudo aquilo que \u00e9 servi\u00e7o p\u00fablico, \u00e9 na segunda-feira quem \u00e9 que sobra para reconstruirmos o qu\u00ea, e juntos?<\/p>\n<p>Portanto, custa muito e at\u00e9 tenho uma preocupa\u00e7\u00e3o. Com o continuar disto, eu n\u00e3o sei se daqui a 5 ou 10 anos n\u00f3s temos pessoas dispon\u00edveis para ser\u00a0candidatas \u00e0s juntas, \u00e0s c\u00e2maras, a deputado e ao governo. E, isto porqu\u00ea? Temos de o dizer com toda a coragem: os eleitos ganham mal. Os eleitos\u00a0ganham mal. Ali\u00e1s, ganha mal quem recebe o sal\u00e1rio m\u00ednimo e\u00a0ganham muitos outros. Toda a gente ganha mal, com a exce\u00e7\u00e3o de poucos.\u00a0Portanto, os eleitos ganham mal. N\u00e3o podemos encher a boca e afirmar: ladr\u00f5es ganham e enchem os bolsos. Os eleitos ganham mal.<\/p>\n<p>Depois, s\u00e3o pessoas, que n\u00e3o trabalham das 8 \u00e0s 5 da tarde.\u00a0 Trabalham 24 horas por dia, 7 dias por semana. Depois, as suas fam\u00edlias sofrem muito. Eu uma vez falei com um autarca que acompanhei, que estava destro\u00e7ado, porque tinha chegado\u00a0a casa e os mi\u00fados chegados da escola e perguntaram ao pai: \u00f3 pai, tu \u00e9s ladr\u00e3o? \u00c9 que na escola dizem que tu \u00e9s ladr\u00e3o. Isto \u00e9 inaceit\u00e1vel. E, portanto, mal remunerado, desrespeitado, prec\u00e1rio&#8230; o que \u00e9 que n\u00f3s queremos? Como \u00e9 que n\u00f3s somos capazes de captar os melhores da nossa sociedade para nos governarem, independentemente de ser direita, de esquerda, do centro, etc. Isto n\u00e3o me interessa nada. Ali\u00e1s, eu tenho amigos em todos os partidos, falo com todos e trabalho com todos para o tal bem comum. Por a\u00ed n\u00e3o vai. Agora, preocupa-me muito o que estamos a viver e n\u00e3o sei quem \u00e9 o maestro. Quem \u00e9 o maestro disto? Porque o que \u00e9 certo \u00e9 que estamos a dinamitar tudo. S\u00e3o os professores, s\u00e3o os pol\u00edcias, s\u00e3o os ju\u00edzes, s\u00e3o os pol\u00edticos, \u00e9 a igreja. Tudo est\u00e1 a ser dinamitado. At\u00e9 parece que est\u00e1 a ser pensado e orquestrado, que \u00e9 muito grave.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E qual \u00e9 ent\u00e3o a solu\u00e7\u00e3o ou que solu\u00e7\u00f5es preconizaria? At\u00e9 porque\u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>alguns dos argumentos que utilizou s\u00e3o aqueles que\u00a0teorias mais populistas usam para precisamente denegrir a imagem de quem serve?\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Exatamente. O Papa, neste \u00faltimo documento que sucedeu \u00e0 \u2018Laudato Si\u2019, ou que o complementa &#8211; a \u2018Laudate Deum\u2019 &#8211; a certa altura diz uma coisa muito interessante, at\u00e9 sobre os ativistas ambientais. Ali\u00e1s, eu volto a dizer, j\u00e1 o disse aqui na antena, sou contra este tipo de ataques a pessoas com tintas, etc. Acho que um dia isso vai correr mal, vai correr muito mal, quando em vez de tinta for uma faca e quando em vez de uma brincadeira for uma coisa s\u00e9ria.<\/p>\n<p>Eu sou um antigo, perigoso ativista ambiental e por isso respeito\u00a0muito, compreendo, mas \u00e9 preciso condenar este tipo de gestos e que sejam mais inteligentes e mais inovadores a fazer coisas que n\u00e3o agridam as pessoas.<\/p>\n<p>Mas nesse documento o Papa diz que, com todo respeito por estes jovens, normalmente, ia dizer que eles est\u00e3o a ocupar um espa\u00e7o que a cidadania est\u00e1 a desocupar. Porque se<\/p>\n<p>n\u00f3s temos elei\u00e7\u00f5es e metade fica no sof\u00e1 sentado, se n\u00f3s temos um grande d\u00e9ficit de participa\u00e7\u00e3o c\u00edvica, pol\u00edtica, partid\u00e1ria dos cidad\u00e3os, depois os lugares s\u00e3o tomados por outros tipos de op\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>para a sociedade, que tamb\u00e9m s\u00e3o v\u00e1lidas.<\/p>\n<p>A democracia n\u00e3o pode ser s\u00f3 quando n\u00f3s achamos bem. Na democracia temos de aceitar, como contrato de Estado, que funciona, seja qual for a op\u00e7\u00e3o. Eu olho para a Am\u00e9rica Latina e preocupo-me muito com op\u00e7\u00f5es muito coladas a um lado ou com op\u00e7\u00f5es muito coladas a outro. Eu prefiro sempre solu\u00e7\u00f5es que sejam mais transversais, mais englobantes de toda a sociedade.<\/p>\n<p>Mas se as pessoas escolhem para um lado ou para o outro, n\u00f3s temos de respeitar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00c9 esse o risco, em Portugal? \u00a0<\/em><\/p>\n<p>Ponto um, os votos s\u00e3o todos iguais. E ainda bem. E \u00e9 uma conquista de abril; destes 50 anos. Os votos s\u00e3o todos iguais. Cada um de n\u00f3s vale um. E eu acho que isso \u00e9 importante. Agora, se algu\u00e9m est\u00e1 preocupado com os votos de um lado ou com os votos do outro, temos de nos questionar porque \u00e9 que os cidad\u00e3os tomam aquela op\u00e7\u00e3o. E isso sim, isso deve ser um trabalho dos partidos, dos movimentos partid\u00e1rios, de maneira que entenderem qual \u00e9 o sentido do cidad\u00e3o, para tomar esta ou aquela op\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>e agir em conformidade. Porque \u00e9 assim,\u00a0vamos l\u00e1 ver uma coisa. Todos queremos mais professores. Eu tamb\u00e9m. Todos queremos mais m\u00e9dicos. Eu tamb\u00e9m.\u00a0Todos queremos mais ordenado. Eu tamb\u00e9m. Todos queremos mais tudo. Estamos todos de acordo. Como \u00e9 que isso se faz? Eu h\u00e1 dias disse: Por amor de Deus, n\u00e3o andemos at\u00e9 10 de mar\u00e7o a discutir o caso influencer. At\u00e9 10 de mar\u00e7o \u00e9 importante saber o que \u00e9 que o Chega quer, o que \u00e9 que o CDS quer, o que \u00e9 que o PSD quer, o que \u00e9 que o PS quer, o que \u00e9 que a CDU quer, o que \u00e9 que o Bloco de Esquerda quer, o que \u00e9 que o PAN quer, o que \u00e9 que a IL quer, e agora n\u00e3o sei se falta algum. Mas o que \u00e9 que querem? O que \u00e9 que prop\u00f5em aos portugueses, para os portugueses escolherem? E a mim n\u00e3o me importa nada que escolham o que quiserem. Mas que escolham com consci\u00eancia, com responsabilidade, para onde \u00e9 que vamos juntos. Para onde \u00e9 que vamos juntos. Porque se vamos discutir quem \u00e9 mais simp\u00e1tico, quem \u00e9 menos simp\u00e1tico, quem faz mais barulho, quem \u00e9 mais reivindicativo, eu acho que chegamos \u00e0 noite eleitoral e temos um problema matem\u00e1tico\u00a0para resolver.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Queria olhar um bocadinho agora para a sua nova miss\u00e3o como bispo de Set\u00fabal. Queria perguntar-lhe como \u00e9 que est\u00e1 a correr esta adapta\u00e7\u00e3o ao territ\u00f3rio de Diocese Set\u00fabal?<\/em><\/p>\n<p>Est\u00e1 a correr muito bem. Eu estou a tentar corresponder a uma promessa que fiz, a \u00fanica, e<\/p>\n<p>que era tentar at\u00e9 dezembro visitar todos os agentes e protagonistas deste territ\u00f3rio,<\/p>\n<p>da Diocese de Set\u00fabal.<\/p>\n<p>Tenho j\u00e1 uma dor. Eu visitei os dois estabelecimentos prisionais, do Montijo e de Set\u00fabal, e eu vou ter de gritar bem alto que n\u00e3o se pode privar a liberdade de homens, de cidad\u00e3os, de pessoas,<\/p>\n<p>e t\u00ea-las a viver em condi\u00e7\u00f5es sub-humanas como est\u00e3o a viver. Eu visitei o estabelecimento prisional de Set\u00fabal e s\u00f3 me vinha a ideia, imagens de filmes da Am\u00e9rica Latina. E visitei ontem o estabelecimento prisional do Montijo e vinha uma imagem, coisas da \u00c1frica profunda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E como \u00e9 que a sociedade vive bem com essa realidade? <\/em><\/p>\n<p>Eu fiquei muito triste e ali\u00e1s, estou a digerir, porque n\u00f3s dizemos que acreditamos num sistema de reinser\u00e7\u00e3o. N\u00f3s acreditamos que um cidad\u00e3o comete uma falha e cumpre uma pena.<\/p>\n<p>Agora n\u00e3o lhe podemos colocar uma pena dupla em cima, que \u00e9 viver, em condi\u00e7\u00f5es, abaixo do limiar da dignidade da pessoa humana. N\u00e3o podemos permitir isso, mas eu acho que n\u00f3s permitimos.\u00a0E depois \u00e9 aquela coisa que, e permitam-me, isto n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 crist\u00e3o, isto \u00e9 humanidade pura e dura, que \u00e9: eu sei que quando estamos do lado da v\u00edtima, da pessoa que foi assaltada,<\/p>\n<p>da pessoa que morreu, da pessoa que foi prejudicada, queremos, nem que seja por segundos, queremos o pior para o criminoso. E quando estamos do lado do amigo, do familiar e n\u00e3o sei o qu\u00ea, queremos o melhor poss\u00edvel para o criminoso; ou para a pessoa que falhou, para o pecador.<\/p>\n<p>Mas n\u00f3s temos de encontrar aqui um ponto de encontro. Entre aquilo que \u00e9 a corre\u00e7\u00e3o, \u00e9 a penaliza\u00e7\u00e3o e aquilo que n\u00f3s dizemos acreditar no mundo, enfim, moderno, no mundo humanizado, no mundo, enfim, p\u00f3s-moderno, no mundo (pintem-no l\u00e1 como quiserem), mas n\u00f3s n\u00e3o podemos andar a\u00ed a tratar de coisas t\u00e3o importantes, mas que n\u00e3o me parecem, que sejam t\u00e3o priorit\u00e1rias como criar as melhores condi\u00e7\u00f5es para algu\u00e9m que est\u00e1 privado da liberdade e que lhe estamos a dizer que durante aquele tempo ele vai ser corrigido, melhorado e vai voltar \u00e0 sociedade para retomar a sua vida. E as condi\u00e7\u00f5es que eu encontrei no Montijo e no Estabelecimento Prisional de Set\u00fabal, com uma ressalva, vi excelentes profissionais, desde a dire\u00e7\u00e3o da cadeia, passando pelos guardas prisionais, e por todos os trabalhadores s\u00e3o magn\u00edficos; mas no caso estou a falar dos espa\u00e7os f\u00edsicos e de vida que s\u00e3o muito, muito, muito, muito abaixo daquilo que n\u00f3s possamos imaginar como bitola para o respeito pela dignidade da pessoa humana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Encontramos aqui uma das prioridades do cardeal D. Am\u00e9rico. Outra das suas grandes \u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>prioridades ser\u00e1 a procura de solu\u00e7\u00f5es para os mais vulner\u00e1veis, numa regi\u00e3o onde \u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>ainda \u00e9 assinal\u00e1vel a pobreza? <\/em><\/p>\n<p>Sim, mas Set\u00fabal j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 a fotografia que os portugueses t\u00eam gravada dos anos 80, da fome e das bandeiras negras. E felizmente n\u00e3o \u00e9. H\u00e1 problemas, h\u00e1 dificuldades, mas h\u00e1 muita coisa boa. Ali\u00e1s, eu tenho dito, vou come\u00e7ar a falar da \u2018Rive Gauche\u2019. Qual margem sul? A \u2018Rive Gauche\u2019 que \u00e9 mais gourmet, n\u00e3o \u00e9?\u00a0 \u00c9 estrelas Michelin.\u00a0Porque \u00e9 inaceit\u00e1vel que n\u00f3s continuemos at\u00e9 negativamente a referir-nos a um territ\u00f3rio nacional que \u00e9 exemplar, que d\u00e1 cartas, que \u00e9 muito importante e que \u00e9 decisivo em muitas\u00a0\u00e1reas. E n\u00e3o estou a falar s\u00f3 da AutoEuropa, que \u00e9 x% do PIB.\u00a0Estou a falar de muitas outras coisas. Portanto,\u00a0Set\u00fabal, os munic\u00edpios de Set\u00fabal, a popula\u00e7\u00e3o de Set\u00fabal \u00e9 muito mais, muit\u00edssimo mais, e tem de ganhar gosto, e temos de vestir todos a camisola, os autarcas, as empresas, as pessoas. Temos problemas? Temos. Temos bairros complicados? Temos, mas Lisboa e Porto t\u00eam piores. Portanto, n\u00f3s n\u00e3o somos os desgra\u00e7adinhos e uns coitadinhos, que juntamos ali todo o mal que existe \u00e0 face da terra. N\u00e3o. N\u00f3s temos capacidade, n\u00f3s temos vontade, n\u00f3s temos capacidade instalada, n\u00f3s temos gente nova, n\u00f3s temos fam\u00edlias novas.\u00a0E tamb\u00e9m temos problemas. E, portanto, n\u00f3s temos \u00e9 que ser capazes de para grandes problemas, encontrar grandes solu\u00e7\u00f5es. E juntos. E \u00e9 isso que vamos tentar fazer.<\/p>\n<p>E nestas visitas estive com os representantes da UGT e da CGTP, e encontrei outros dois grandes problemas graves. Um, os picos de viol\u00eancia dom\u00e9stica. Os picos de viol\u00eancia dom\u00e9stica,\u00a0eu n\u00e3o sei se isto est\u00e1 transversal ao pa\u00eds, mas aqui \u00e9-me sinalizado n\u00fameros al\u00e9m daquilo, que possa ser expect\u00e1vel. E o outro, a famosa malta do nem-nem &#8211; Nem trabalha, nem estuda, nem tem forma\u00e7\u00e3o; numa faixa et\u00e1ria 18-30. Ora, isto \u00e9 um desafio que n\u00f3s, Igreja, e n\u00f3s Sociedade Civil e os eleitos, temos de olhar com especial enfoque, porque \u00e9 uma fase da vida decisiva para construir o futuro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tr\u00eas meses depois da JMJ Lisboa 2023, a Igreja Cat\u00f3lica volta a convocar os seus jovens, para um encontro a n\u00edvel diocesano, convocado pelo Papa. A mensagem de Francisco para este Dia evoca o encontro mundial, que decorreu em Lisboa, no \u00faltimo m\u00eas de agosto, com mais de 1,5 milh\u00f5es de participantes nas celebra\u00e7\u00f5es conclusivas. 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