{"id":30330,"date":"2008-02-28T16:22:28","date_gmt":"2008-02-28T16:22:28","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/02\/28\/angola-em-ano-de-eleicoes\/"},"modified":"2008-02-28T16:22:28","modified_gmt":"2008-02-28T16:22:28","slug":"angola-em-ano-de-eleicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/angola-em-ano-de-eleicoes\/","title":{"rendered":"Angola, em ano de elei\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><i>Aterrei em Luanda a 10 de Janeiro. Calor insuport\u00e1vel, para quem deixa Lisboa a tiritar de frio. A cidade est\u00e1 abarrotada de carros que n\u00e3o t\u00eam onde poisar as rodas. Tr\u00e2nsito infernal. O pa\u00eds \u00e9 um canteiro de obras, tudo mexe: estradas, casas, escolas, centros de sa\u00fade. Com as elei\u00e7\u00f5es legislativas marcadas para Setembro, tudo parece campanha eleitoral: cartazes, notici\u00e1rios, jornais&#8230;. A Igreja cat\u00f3lica mexe muito: reconstr\u00f3i, organiza-se, congrega, apela para valores, empenha-se na solidariedade, denuncia a m\u00e1 sorte dos exclu\u00eddos, celebra em festa. Foi este o pa\u00eds, o povo e a Igreja que encontrei por terras de Angola, dos Dembos ao Namibe, numa longa viagem que permitiu encontrar pessoas e lugares, alegrias e ang\u00fastias, passado e futuro, ideias e projectos concretizados. <\/i>  <b>Dembos, a norte do Caxito<\/b> Aterrei em Luanda a 10 de Janeiro, pelas 6h30. Deixei Lisboa com frio, cheguei a Angola com um calor t\u00f3rrido, agudizado pelas quase 3 h que esperei para p\u00f4r um carimbo no passaporte e sair do aeroporto. Cheguei \u00e0 Casa Provincial onde me esperava o Irm\u00e3o Ac\u00e1cio que me levou \u00e1 Miss\u00e3o dos Dembos, no Caxito. Viagem at\u00e9 ao Cacuaco quese em p\u00e1ra-arranca. Ainda se notam os vest\u00edgios da trag\u00e9dia que ali aconteceu na esta\u00e7\u00e3o das chuvas de 2007, quando uma enorme enxurrada levou tudo na frente e fez mortos sem conta. Foram precisas 5 horas para chegar a Quibaxe (apenas 200 kms), onde se situa a Miss\u00e3o. Visita \u00e0s Escolas que urge recuperar e jantar com as Irm\u00e3s Reparadoras que conclu\u00edam o seu retiro anual, orientado por D. Almeida Kanda, Bispo de Ndalatando. Presidi bem cedo \u00e1 Missa na Igreja da Miss\u00e3o. Depois, as visitas continuaram: \u00e0 fazenda que j\u00e1 teve mais de 150 mil p\u00e9s de caf\u00e9 (foi tudo arrancado durante a guerra), a Quibaxe (Igreja, Capela de N. Sra de F\u00e1tima, monumento a Sta Teresinha no local onde foram feitos os primeiros baptismos em 1944, \u00e1 Escola de Inform\u00e1tica, ao Hospital&#8230;). Regresso \u00e0 Miss\u00e3o e a Luanda, deixando para tr\u00e1s uma densa floresta tropical que explica bem porque \u00e9 que, desde 1961, foi terra de \u2018pesadelo\u2019 porque palco de violentos combates e ataques. A Miss\u00e3o foi, durante a guerra, espa\u00e7o de ref\u00fagio e de apoio, com o P. Mota e as Irm\u00e3s a defender as popula\u00e7\u00f5es. Percebi que estes mission\u00e1rios escreveram uma p\u00e1gina de f\u00e9 e de coragem numa das \u00e1reas mais duras das guerras de Angola. As tropas coloniais portuguesas tinham medo desta regi\u00e3o e a guerra civil arrasou a vida das popula\u00e7\u00f5es locais. Depois do Cacuaco, enfrentamos o tr\u00e2nsito ca\u00f3tico de Luanda e pudemos ver como s\u00e3o grandes e pobres as periferias da capital.  <b>Huambo, Vale do Queve e Tchiva<\/b> Voei para o Huambo a 12 de Janeiro, com o P. Bongo, no dia em que foi criada, em Luanda, a Associa\u00e7\u00e3o de leigos Amigos e Colaboradores da Congrega\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo (ALACCES). Visita \u00e0 M\u00e3e do P. Jo\u00e3o Francisco e da Irm\u00e3 Ana Maria, doente grave no Hospital do Huambo. Um mar de gente num hospital que a guerra arrasou e que ainda n\u00e3o consegue responder a todos os doentes da regi\u00e3o. A cidade est\u00e1 toda virada do avesso, tal a quantidade de obras em curso. Visitas ao Centro Mwenho-Ukola, ao Pa\u00e7o Episcopal e a algumas par\u00f3quias e comunidades religiosas. Instalei-me no Semin\u00e1rio Maior Espiritano. Manh\u00e3 de domingo na Miss\u00e3o do Vale do Queve com o P. \u00c1lvaro, rec\u00e9m-ordenado. Vi obras e constatei a excelente recupera\u00e7\u00e3o da Escola e das resid\u00eancias. A Igreja foi refor\u00e7ada, mas precisa de obras urgentes, sobretudo no telhado. A Miss\u00e3o celebra 50 anos de funda\u00e7\u00e3o, com festa programada para 5 de Outubro com o Sr. Arcebispo. H\u00e1 extenso programa jubilar at\u00e9 com uma festa especial para ex-militares. A Miss\u00e3o abarca uma extens\u00e3o enorme (mais de 50 kms), estando dividida em cinco regi\u00f5es, com 14 centros, 83 capelas e 150 catequistas. Depois de uma eucaristia muito vivida, a tarde foi passada no Huambo a visitar mais algumas comunidades. Celebrei Missa com jovens espiritanos em forma\u00e7\u00e3o, no Semin\u00e1rio Maior, na manh\u00e3 de 14 e participei na Abertura Solene do Cap\u00edtulo Geral das Irm\u00e3s do Imaculado Cora\u00e7\u00e3o de Maria (filhas d\u2019\u00c1frica). Fui visitar o Centro da Tchiva com o P. Barnab\u00e9 Sakulenga. Depois de 3 dias no Chinguar, regressei ao Huambo e, a 17, a tarde foi de visita ao Centro Mwenho-Ukola que acolhe meninas sem fam\u00edlia. A Irm\u00e3 Ana Maria fez a visita guiada e deu para avaliar, em nome de Sol Sem Fronteiras, o projecto j\u00e1 conclu\u00eddo. Angola venceu, nessa noite, a Campeonato Africano de Andebol Feminino, o que deu direito a festa.  <b>Chinguar, \u2018cidade-Ponte\u2019<\/b> <img decoding=\"async\" src=\"pub\/1\/img\/pe_loureiro_chinguar.jpg\" hspace=\"5\" align=\"right\"> O P. Agostinho Loureiro, espiritano a trabalhar no Chinguar, levou-me naquela tarde para a sua Miss\u00e3o, situada a meio caminho entre o Huambo e o Kuito e lugar escolhido pelos Jovens Sem Fronteiras e Sol Sem Fronteiras para a \u2018Ponte 2008\u2019. A estrada ainda \u00e9 de terra batida, embora com obras em curso. Passagem pela Catchiungo e entrada no Chinguar, com desvio para o mercado popular e passeio pelo centro da cidade que a guerra quase arrasou. Chegada \u00e0 Miss\u00e3o que coordena a pastoral de 8 centros a atingir uma enorme extens\u00e3o e mais de 200  mil pessoas, incluindo o Kangoti e o Cutato. O dia 15 come\u00e7ou cedo com Eucaristia \u00e0s 6 de manh\u00e3 na Igreja da Miss\u00e3o. Sauda\u00e7\u00e3o \u00e0s Irm\u00e3s de S. Jos\u00e9 de Cluny e encontro com jovens para conversar sobre o Projecto \u2018Ponte 2008\u2019 que levar\u00e1 ao Chinguar, em Agosto, 18 Jovens Sem Fronteiras. Muita ades\u00e3o. Haver\u00e1 possibilidade de ac\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o e interven\u00e7\u00f5es sobre cidadania, forma\u00e7\u00e3o musical, educa\u00e7\u00e3o ambiental e c\u00edvica, desporto, teatro, direitos humanos, comunica\u00e7\u00e3o social. H\u00e1 abertura para cursos a professores, catequistas e l\u00edderes juvenis. S\u00e3o bem vindas ac\u00e7\u00f5es na \u00e1rea da sa\u00fade. Sem esquecer que come\u00e7a o ano de S. Paulo. \u00c1 noite, podem fazer-se actividades direccionadas para os jovens. Partida rumo ao Kangoti, cerca de 50 kms, 25 na estrada para o Kuito e 25 numa picada onde s\u00f3 passam os carros do padre e do administrador. Ali encontramos a estrutura de ferro daquela que ser\u00e1 a nova Igreja, em constru\u00e7\u00e3o com o apoio da campanha da fam\u00edlia espiritana portuguesa, por ocasi\u00e3o dos 70 anos da LIAM. D. Jos\u00e9 Nambi, Bispo do Kuito-Bi\u00e9, benzeu a 1\u00aa pedra a 21 de Julho de 2006. Come\u00e7amos a visita pela aldeia onde est\u00e1 capela antiga. Depois, com o catequista, fotografei a nova Igreja em constru\u00e7\u00e3o. O comunidade local est\u00e1 a arranjar pedra. O regresso previu uma paragem no Centro de Tchikandula, j\u00e1 na estrada do Kuito. A tarde foi de passeio pela Cidade, a p\u00e9, com passagem pelo hospital, pelo centro materno infantil, pelo comissariado, pelas escolas da Miss\u00e3o, pela pol\u00edcia e pelas escolas oficiais onde mantivemos contactos com o Dr. Nascimento, respons\u00e1vel pela Educa\u00e7\u00e3o, em ordem a uma parceria com os JSF para actividades da Ponte. Mostrou muita abertura para a realiza\u00e7\u00e3o de col\u00f3quios tem\u00e1ticos na Escola Secund\u00e1ria. Dia 16 foi de viagem ao Cutato, miss\u00e3o que acaba de se desmembrar do Chinguar. S\u00e3o apenas 50 kms, mas a picada est\u00e1 imposs\u00edvel e, com as chuvas, enterramos o jeep precisando de socorro. Visitamos a Igreja, a povoa\u00e7\u00e3o e a comunidade das Irm\u00e3s Consoladoras. O regresso foi dif\u00edcil, mas n\u00e3o atolamos.  <b>Caconda, Tchicomba, S\u00eandi<\/b> Partida de jeep, a 18 de Janeiro, para a \u2018maratona Huambo-Lubango\u2019. Companheiros de viagem foram os padres Sakulenga, Jacinto, Marques e Balesi, todos eleitos para participarem no V Cap\u00edtulo Provincial, no Munhino \u2013 Lubango. A estrada come\u00e7ou bem, com o tro\u00e7o Huambo-Ca\u00e1la, mas est\u00e1 p\u00e9ssima at\u00e9 Chicomba, com muitos kms de picada m\u00e1.  \u2018Peregrina\u00e7\u00e3o\u2019 pelas miss\u00f5es emblem\u00e1ticas dos espiritanos: paragem em Caconda, na Chicomba, S\u00eandi, Sra das Dores e Munhino. Impressionante a quantidade de estruturas criadas pelos antigos mission\u00e1rios. A guerra destruir e chegou a hora de reconstru\u00e7\u00e3o. Com os ossos abanados, noite calma na paz e no frio do Munhino.  <b>Munhino e Hu\u00edla<\/b> Missa \u00e1s 7h na Igreja da Miss\u00e3o, com novena a pedir chuva, uma vez que a seca j\u00e1 quase condenou \u00e1 fome as popula\u00e7\u00f5es do sul do pa\u00eds. Partida, com o P. Louren\u00e7o Ndjimbu, para uma visita \u00e0 centen\u00e1ria Miss\u00e3o da Hu\u00edla, por onde at\u00e9 Miguel Torga passou e registou num dos seus Di\u00e1rios. Antiga, enorme, com Igreja, resid\u00eancia, escola dos Catequistas, Escola de Artes e Of\u00edcios, campos e matas a perder de vista&#8230;O cemit\u00e9rio impressiona pela quantidade de Mission\u00e1rios e Mission\u00e1rias ali sepultados e, sobretudo, pela tenra idade da morte de alguns. Passamos depois pela Miss\u00e3o feminina, com as Irm\u00e3s de S. Jos\u00e9 de Cluny. Est\u00e3o reabilitados os internatos, a escola de Magist\u00e9rio e o Posto de Sa\u00fade. Rumamos ao Lubango, \u00e1 Miss\u00e3o de N\u00aa Sra da Dores. De tarde, fomos at\u00e9 \u00e0 Miss\u00e3o do S\u00eandi onde encontramos as Irm\u00e3s Espiritanas em Retiro, orientado pelo P. Jer\u00f3nimo Cahinga. Regresso ao Munhinho.  <b>Lubango, Humpata, Namibe<\/b> Domingo no Lubango com Missa na comunidade de N. Sra da F\u00e1tima, iniciada pelo P. Agostinho Br\u00edgido. Um mar de gente e muita festa. Reuni depois com os jovens e os pr\u00e9-jovens com quem partilhei a minha experi\u00eancia de trabalho com os Jovens Sem Fronteiras em Portugal. A tarde foi de visita \u00e0 Serra da Leba, uma portento de engenharia, com uma estrada que desce a serpentear a serra. A paisagem muda em cada curva. Depois, visitamos a Humpata onde funciona um Centro de Promo\u00e7\u00e3o Feminina orientado pelas Irm\u00e3s Filhas d\u2019\u00c1frica e apoiado por Sol Sem Fronteiras. Regresso ao Munhino. A 21 de Janeiro come\u00e7ou o V Cap\u00edtulo Provincial dos espiritanos na Miss\u00e3o do Munhino. No domingo, 27, houve Missa na Igreja da Miss\u00e3o do Munhino, seguido de passeio em direc\u00e7\u00e3o ao Namibe (ex-Mo\u00e7\u00e2medes). A descida da serra da Leba mostrou-me um outro rosto de Angola, o do deserto. Namibe \u00e9 uma cidade muito quente, a que se segue o deserto, em direc\u00e7\u00e3o \u00e1 T\u00f4mbua. O objectivo era o de ver e fotografar a famosa \u2018Welbitchia Mirabilis\u2019, planta que s\u00f3 existe neste deserto. Com um sol t\u00f3rrido, olhamos com pormenor para este esp\u00e9cie rara e protegida que aparecia na bot\u00e2nica dos livros da escola prim\u00e1ria. Regressamos ao Lubango para ver Angola a bater o Senegal por 3-1 e participar na festa nacional. A 29, visitei o Santu\u00e1rio de N. Sra de La Salete, na Mapunda, donde seguimos para a Tundavala, uma fenda enorme de montanha, ex-libris da natureza nas montanhas da Hu\u00edla.  <b>Luanda, Lisboa<\/b> <img decoding=\"async\" src=\"pub\/1\/img\/capitulo_espiritanos.jpg\" hspace=\"5\" align=\"right\"> 2 de Fevereiro, dia do P. Francisco Libermann, houve a Eucaristia Solene de Encerramento do V Cap\u00edtulo provincial dos Espiritanos de Angola, presidida por D. Benedito Roberto. Viajei para Luanda, via Catumbela, chegando a tempo de jantar no Bairro da Praia do Bispo, em casa das Filhas \u00c1frica.   O dia de regresso era domingo e celebrei na Capela de Santa Isabel, no grande musseque de Luanda onde estamos com a enorme par\u00f3quia do Prenda. Estavam mais de mil pessoas na Missa, com tudo cantado e muita anima\u00e7\u00e3o. A viagem para Lisboa foi na manh\u00e3 do dia 3, acompanhado pelo P. Manuel Chilingutila, jovem angolano nomeado para trabalhar em Portugal. Levantamos voo \u00e1s 13h30 chegando a Lisboa \u00e0s 19h40, colocando ponto final numa viagem que quase durou um m\u00eas, uma oportunidade excelente de regressar a Angola e de sentir o cora\u00e7\u00e3o a bater ao ritmo daquela Igreja e daquele povo. L\u00e1 regressarei em Agosto, se Deus quiser, para a \u2018Ponte 2008\u2019.   <b>Reflex\u00f5es conclusivas<\/b> Angola impressiona pela movimenta\u00e7\u00e3o que se sente em todo o pa\u00eds, nas cidades e no interior. Em quase todas as povoa\u00e7\u00f5es, a Escola e o Posto de Sa\u00fade est\u00e3o reabilitados, embora nem sempre a funcionar. As estradas e caminhos est\u00e3o tamb\u00e9m em obras de reabilita\u00e7\u00e3o. V\u00ea-se muitas pessoas a circular e a trabalhar os campos, nesta \u00e9poca de chuvas. Senti, com dor, que de Caconda para baixo as colheitas est\u00e3o quase perdidas por falta de chuva. Rezei, em muitas Eucaristias, para que a chuva viesse. No \u00faltimo dia, choveu torrencialmente no Lubango, mas talvez j\u00e1 tarde de mais para salvar as colheitas. Mas, pelo menos, d\u00e1 para reabastecer po\u00e7os, nascentes e rios e tornar mais verde o capim que o gado come. A Igreja est\u00e1 muito viva, com uma vontade enorme de regressar \u00e0s Miss\u00f5es do interior e de intensificar uma pastoral de evangeliza\u00e7\u00e3o que toque todas as dimens\u00f5es da vida das pessoas. E a marca\u00e7\u00e3o de elei\u00e7\u00f5es para Setembro est\u00e1 a constituir um enorme desafio: h\u00e1 que ajudar as pessoas a discernir bem e a perceber como funciona a democracia. Isto para que o per\u00edodo de campanha eleitoral decorra pacificamente, o processo eleitoral seja justo e transparente e haja condi\u00e7\u00f5es para todos aceitarem os resultados das elei\u00e7\u00f5es.  Tony Neves, em Angola <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aterrei em Luanda a 10 de Janeiro. Calor insuport\u00e1vel, para quem deixa Lisboa a tiritar de frio. A cidade est\u00e1 abarrotada de carros que n\u00e3o t\u00eam onde poisar as rodas. Tr\u00e2nsito infernal. O pa\u00eds \u00e9 um canteiro de obras, tudo mexe: estradas, casas, escolas, centros de sa\u00fade. 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