{"id":30248,"date":"2008-02-25T12:42:51","date_gmt":"2008-02-25T12:42:51","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/02\/25\/pobreza-em-portugal-coloca-criancas-em-risco\/"},"modified":"2008-02-25T12:42:51","modified_gmt":"2008-02-25T12:42:51","slug":"pobreza-em-portugal-coloca-criancas-em-risco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/pobreza-em-portugal-coloca-criancas-em-risco\/","title":{"rendered":"Pobreza em Portugal coloca crian\u00e7as em risco"},"content":{"rendered":"<p>Pe. Agostinho Jardim Moreira afirma que governo n\u00e3o capacita pessoas para sa\u00edrem do c\u00edrculo de pobreza <!--more--> A pobreza deixou de chocar as pessoas que se habituaram a viver com a injusti\u00e7a. Um quadro que, em Portugal j\u00e1 se tornou \u201cnormal, como de se uma realidade se tratasse\u201d, aponta \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA o Pe. Agostinho Jardim Moreira, Presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza\/Portugal.  Dada esta normalidade, \u00e9 tamb\u00e9m sem surpresa que o Presidente da REAPN recebe os dados da Uni\u00e3o Europeia que apontam que uma em cada cinco crian\u00e7as portuguesas est\u00e1 em risco de pobreza.   O Presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza\/Portugal tra\u00e7a um quadro no qual os pais trabalhadores auferem um rendimento \u201cmuito pequeno, insuficiente para satisfazer as necessidades\u201d.   A maior parte das fam\u00edlias pobres \u201cn\u00e3o tem forma\u00e7\u00e3o, qualifica\u00e7\u00e3o nem auto-estima capaz de despertar nos filhos uma vontade de lutar por um futuro diferente dos seus pais\u201d. Neste quadro, a \u201cpobreza torna-se herdeira e cont\u00ednua\u201d, aponta.  O Pe. Agostinho Moreira sublinha tamb\u00e9m que o Rendimento Social de Inser\u00e7\u00e3o falha nos seus objectivos, pois \u201cn\u00e3o tem sido suficientemente aplicado\u201d.  Esta medida do governo, de natureza pecuni\u00e1ria e de car\u00e1cter transit\u00f3rio visa dar \u00e0s pessoas e aos seus agregados familiares apoios adaptados \u00e0 sua situa\u00e7\u00e3o pessoal, que contribuam para a satisfa\u00e7\u00e3o das suas necessidades essenciais e que favore\u00e7am a progressiva inser\u00e7\u00e3o laboral, social e comunit\u00e1ria.   O Presidente da REAPN Portugal sublinha que \u201ceste subs\u00eddio n\u00e3o acompanha a inclus\u00e3o\u201d, nomeadamente \u201cn\u00e3o favorece a forma\u00e7\u00e3o dos pais e fam\u00edlia\u201d.  \u201cO RSI apenas faz dos pobres consumidores\u201d, dando-lhes subs\u00eddios e \u201cn\u00e3o aposta na sua capacita\u00e7\u00e3o para os incluir na vida activa\u201d.  O Pe. Agostinho Moreira aponta que as crian\u00e7as que se encontram no limiar da pobreza concentram em si \u201cv\u00e1rios factores sociais\u201d.  O Presidente da REAPN Portugal acompanha agradavelmente as pol\u00edticas que o Governo t\u00eam vindo a desenvolver, nomeadamente as que se dirigem aos idosos que, \u201capesar de n\u00e3o alterar substancialmente a sua vida, favorece uma maior qualidade\u201d, aponta.  Mas frisa que \u201c\u00e9 preciso mudar as pol\u00edticas, p\u00f4r as pessoas em primeiro lugar e pensar que n\u00e3o \u00e9 com dinheiro que se resolve, mas antes com forma\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o para que as pr\u00f3prias pessoas possam intervir no seu processo\u201d.   \u201cFicarmos no subs\u00eddio do dinheiro n\u00e3o resolve os problemas\u201d, explica, apontando que as pessoas encaram outras situa\u00e7\u00f5es graves, nomeadamente de \u201cproblemas afectivos, familiares e de integra\u00e7\u00e3o\u201d.  O Pe. Agostinho Moreira aponta que neste sistema capitalista \u201cas pessoas passaram para segundo plano, pensando que o dinheiro resolve tudo\u201d. O dinheiro \u00e9 necess\u00e1rio \u201cmas \u00e9 preciso primeiro dar aten\u00e7\u00e3o \u00e0s fam\u00edlias, para que resolvam os seus problemas e integrem as suas crian\u00e7as\u201d. Portugal \u00e9 um dos oito pa\u00edses da UE onde se registam os n\u00edveis mais elevados de pobreza nas crian\u00e7as, nomeadamente nas que vivem com adultos empregados, segundo um relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o Europeia, a que a Lusa teve acesso.  De acordo com o relat\u00f3rio conjunto sobre a protec\u00e7\u00e3o social e inclus\u00e3o social, que vai ser apresentado hoje, dia 25, e dever\u00e1 ser adoptado no dia 29 pelo Conselho de Ministros do Emprego e Seguran\u00e7a Social, em Portugal h\u00e1 mais de 20 por cento de crian\u00e7as (uma em cada cinco) expostas ao risco de pobreza.  O risco abrange tanto crian\u00e7as que vivem com adultos desempregados como as que vivem em lares onde n\u00e3o h\u00e1 desemprego.  Relativamente \u00e0 pobreza das crian\u00e7as, Portugal est\u00e1 em pen\u00faltimo lugar e \u00e9 apenas ultrapassado pela Pol\u00f3nia &#8211; ambos com mais de 20 por cento de risco de exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pobreza &#8211; de uma tabela liderada pela Finl\u00e2ndia e Su\u00e9cia, com sete por cento de risco.  O grupo de pa\u00edses onde se registam n\u00edveis relativamente altos de pobreza nas crian\u00e7as, extremamente elevados em trabalhadores e uma fraca assist\u00eancia social, inclui Espanha, Gr\u00e9cia, It\u00e1lia, Let\u00f3nia, Litu\u00e2nia, Luxemburgo, Pol\u00f3nia e Portugal.  O relat\u00f3rio exclui a Bulg\u00e1ria e a Rom\u00e9nia, os \u00faltimos a aderir \u00e0 Uni\u00e3o Europeia.  <i>Com Lusa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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