{"id":301657,"date":"2023-10-24T10:04:42","date_gmt":"2023-10-24T09:04:42","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=301657"},"modified":"2023-10-24T10:09:40","modified_gmt":"2023-10-24T09:09:40","slug":"a-cruz-escondida-248","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-248\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Uma viagem ao Peru, quase uma epopeia, a terras do fim do mundo\u2026<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-301660 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/fais-peru-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/fais-peru-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/fais-peru-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/fais-peru-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/fais-peru-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/fais-peru.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/h4>\n<h4>Verdadeiros her\u00f3is<\/h4>\n<p>Num pa\u00eds pobre onde muitas comunidades vivem em regi\u00f5es remotas, de dif\u00edcil acesso, e onde h\u00e1 uma grande falta de sacerdotes, os leigos desempenham um papel essencial. Por isso, eles s\u00e3o, a par dos mission\u00e1rios, \u201cverdadeiros her\u00f3is\u201d. Luis Vildoso, respons\u00e1vel de projectos da Funda\u00e7\u00e3o AIS para a Am\u00e9rica Latina, esteve de visita ao Peru e a viagem que fez, a terras quase do fim do mundo, revelou-se uma verdadeira epopeia\u2026<\/p>\n<p>Luis Vildoso, respons\u00e1vel de projectos da Funda\u00e7\u00e3o AIS para a Am\u00e9rica Latina, esteve recentemente em visita de trabalho ao Peru e fez quest\u00e3o de ir a alguns dos lugares mais esquecidos deste pa\u00eds, onde a Igreja est\u00e1 presente junto dos mais pobres e necessitados. Foi uma viagem dura, quase uma epopeia. \u201cAtravess\u00e1mos a selva amaz\u00f3nica, subimos at\u00e9 5.000 metros acima do n\u00edvel do mar na Cordilheira dos Andes, e entr\u00e1mos no deserto. Estivemos em \u2018solo sagrado\u2019, como o Papa Francisco lhe chama\u201d, explicou Vildoso. Em todos os lugares, foi poss\u00edvel encontrar a presen\u00e7a da Igreja. Por vezes, os padres ou as religiosas eram mesmo os \u00fanicos que estavam junto dos mais pobres e necessitados. Um relat\u00f3rio do Banco Mundial, publicado em Abril deste ano, comprova que sete em cada dez peruanos s\u00e3o pobres ou est\u00e3o em risco de cair na pobreza. Isto diz muito do que Vildoso encontrou na viagem a este pa\u00eds situado no sul do continente americano. \u201cA Igreja est\u00e1 presente onde nenhuma outra institui\u00e7\u00e3o est\u00e1. A Igreja desempenhou um papel fundamental na evangeliza\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f3nia peruana, no sul dos Andes e em algumas \u00e1reas da periferia urbana; dedica-se a evangelizar e atender \u00e0s necessidades materiais e espirituais do povo. Estou convencido de que esses padres e mission\u00e1rios veem o rosto de Jesus reflectido naquelas pessoas, que t\u00eam muita sede de Deus\u201d, diz Luis Vildoso. E esta presen\u00e7a ganha um significado especial precisamente nas regi\u00f5es onde, pelas suas caracter\u00edsticas, est\u00e3o mais longe dos centros de decis\u00e3o, est\u00e3o nas periferias da sociedade.<\/p>\n<h4>Arriscar a vida na miss\u00e3o<\/h4>\n<p>\u00c9 o caso da Amaz\u00f3nia. E foi a\u00ed, em lugares distantes, longe do conforto das cidades, longe de tudo, que o respons\u00e1vel de projectos da Funda\u00e7\u00e3o AIS encontrou alguns dos \u201cverdadeiros her\u00f3is\u201d da Igreja: os leigos. Na aus\u00eancia de padres ou de irm\u00e3s, s\u00e3o eles que asseguram o essencial da vida comunit\u00e1ria. \u201cDurante a nossa viagem foi muito bom ver na Amaz\u00f3nia como os leigos s\u00e3o animadores na Igreja. Eles s\u00e3o os verdadeiros her\u00f3is, s\u00e3o os guardi\u00f5es da f\u00e9 em cada comunidade, porque quase n\u00e3o h\u00e1 padres nem religiosas. S\u00e3o os leigos que celebram a liturgia da palavra, por exemplo, e manifestam com alegria a sua f\u00e9 para que o seu povo n\u00e3o a perca\u201d, explica Luis Vildoso. Mas n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os leigos os her\u00f3is da Igreja no Peru. Os padres, os mission\u00e1rios e as religiosas desempenham um trabalho not\u00e1vel por vezes em condi\u00e7\u00f5es t\u00e3o dif\u00edceis, a ponto de chegarem a arriscar a pr\u00f3pria vida. \u201cPenso tamb\u00e9m nos mission\u00e1rios, entre os quais se encontram v\u00e1rios estrangeiros nos lugares mais remotos. Foi uma experi\u00eancia que, sem d\u00favida, guardo no cora\u00e7\u00e3o. Mas, ao mesmo tempo, v\u00ea-se como \u00e9 dif\u00edcil a miss\u00e3o. S\u00e3o pessoas que arriscam a vida, porque em algumas estradas, como a rota de Sandia, na Prelatura de Huancan\u00e9, h\u00e1 um grande precip\u00edcio ao lado da estrada e muitos caminhos n\u00e3o s\u00e3o pavimentados. Os mission\u00e1rios viajam longas dist\u00e2ncias e enfrentam intemp\u00e9ries. Atravessam o nevoeiro, exp\u00f5em-se ao sol e ao frio da serra. S\u00e3o condi\u00e7\u00f5es muito extremas que eles est\u00e3o dispostos a viver para servir e cuidar dos mais necessitados.\u201d Perante este retrato de um pa\u00eds onde falta quase tudo em tantos lugares, \u00e9 imperioso apoiar a forma\u00e7\u00e3o do clero que desempenha um papel fundamental na promo\u00e7\u00e3o social neste pa\u00eds marcado pela desigualdade e pobreza. \u201cFoi muito bom descobrir que em lugares como a Prelatura de Huancan\u00e9, a congrega\u00e7\u00e3o das Mission\u00e1rias de Jesus Verbo e V\u00edtima administra e distribui algumas publica\u00e7\u00f5es da AIS como a \u2018B\u00edblia para Crian\u00e7as\u2019, o \u2018Eu Creio\u2019 e o \u2018YouCat\u2019. Essas religiosas, por exemplo, utilizam-nas para o acompanhamento espiritual da popula\u00e7\u00e3o.\u201d Foram dias cansativos de uma viagem que ficou inesquec\u00edvel. Em terras quase do fim do mundo, h\u00e1 pessoas simples que, por se dedicaram apenas aos outros, s\u00e3o verdadeiros her\u00f3is\u2026<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma viagem ao Peru, quase uma epopeia, a terras do fim do mundo\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-301657","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/301657","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=301657"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/301657\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=301657"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=301657"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=301657"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}