{"id":30162,"date":"2008-02-20T12:29:50","date_gmt":"2008-02-20T12:29:50","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/02\/20\/cristianismo-nos-media\/"},"modified":"2008-02-20T12:29:50","modified_gmt":"2008-02-20T12:29:50","slug":"cristianismo-nos-media","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cristianismo-nos-media\/","title":{"rendered":"Cristianismo nos Media"},"content":{"rendered":"<p>O Centro Nacional de Cultura, em Lisboa, acolheu esta Ter\u00e7a-feira um debate subordinado ao tema \u201cCristianismo nos Meios de Comunica\u00e7\u00e3o\u201d, no qual v\u00e1rios profissionais da \u00e1rea questionaram os crit\u00e9rios que levam \u00e0 escolha dos acontecimentos a noticiar no campo da religi\u00e3o.  A iniciativa inseriu-se no ciclo de Col\u00f3quios 2007\/2008 promovido pelo Centro de Reflex\u00e3o Crist\u00e3 (CRC).  Paulo Rocha, director da Ag\u00eancia ECCLESIA, abordou a presen\u00e7a do religioso no pequeno ecr\u00e3, afirmando que \u201cmais do que crit\u00e9rios editorais das esta\u00e7\u00f5es de televis\u00e3o, a presen\u00e7a do cristianismo e o tratamento que dele se faz depende de convic\u00e7\u00f5es religiosas de profissionais que trabalhem nas respectivas esta\u00e7\u00f5es\u201d. Segundo este respons\u00e1vel, editor executivo do Programa ECCLESIA, da Igreja Cat\u00f3lica (De Segunda a Sexta-feira \u00e0s 18:30 horas, na RTP2), a \u201cexist\u00eancia, nomeadamente nas redac\u00e7\u00f5es, de jornalistas pertencentes a diferentes confiss\u00f5es religiosas faz com que o religioso tenha um tratamento diferente, com mais rigor, com mais criatividade\u201d. \u201cCaso contr\u00e1rio, o que passa em antena \u00e9 fruto do que chega pelas ag\u00eancias ou reac\u00e7\u00e3o ao que \u00e9 publicado nas edi\u00e7\u00f5es di\u00e1rias ou semanais dos jornais (como acontece com tantas outras hist\u00f3rias que passam na televis\u00e3o) e normalmente n\u00e3o se pauta pelo rigor informativo e muito menos pela investiga\u00e7\u00e3o dos dossiers que permitam uma clarifica\u00e7\u00e3o dos temas abordados em antena\u201d, alertou.  Para Paulo Rocha, a abordagem inter-confessional \u201cdefine a presen\u00e7a do religioso na televis\u00e3o\u201d, tanto na presen\u00e7a institucional das confiss\u00f5es religiosas como na inclus\u00e3o espor\u00e1dica do acontecimento religioso em espa\u00e7os de programa\u00e7\u00e3o ou de informa\u00e7\u00e3o\u201d.   \u201cIndependentemente do passado hist\u00f3rico ou do peso institucional que possa transportar, as confiss\u00f5es religiosas n\u00e3o conseguem \u2018vender-se\u2019 \u00e0s televis\u00f5es pela import\u00e2ncia que possam reivindicar. Editores e rep\u00f3rteres deixaram de olhar, em mat\u00e9ria de religi\u00e3o, ao nome, para atender ao que o nome significa\u201d, assegurou.  <b>Produ\u00e7\u00e3o limitada<\/b> Ant\u00f3nio Marujo, do P\u00fablico, considerou que \u201choje estamos pior em alguns \u00e2mbitos desta rela\u00e7\u00e3o do que h\u00e1 18 anos\u201d, quando come\u00e7ou a sua carreira neste jornal. Para o jornalista, a ignor\u00e2ncia, o preconceito e a linguagem s\u00e3o factores que afectam o trabalho de quem est\u00e1 atento a esta \u00e1rea. Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Santos, Secret\u00e1rio-Geral da Lusa, revelou que da produ\u00e7\u00e3o total dos conte\u00fados, 0,9% \u00e9 sobre religi\u00e3o. Percentagem mais baixa, na Lusa, s\u00f3 a Agenda e a Meteorologia. Considerando apenas os textos produzidos, 0,8% inclui-se no tema religi\u00e3o. Quer isso dizer que em 125 not\u00edcias, 1 \u00e9 de religi\u00e3o.  Confrontado com a dificuldade em perceber sinais do cristianismo no conte\u00fados produzidos pela Lusa, este respons\u00e1vel frisou que na Ag\u00eancia \u201cn\u00e3o h\u00e1 lugar para o achincalhamento da dignidade da pessoa humana\u201d, \u00e0 medida do que pede Bento XVI na sua Mensagem para o Dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais deste ano.  Francisco Sarsfield Cabral referiu que a comunica\u00e7\u00e3o, hoje, est\u00e1 em transforma\u00e7\u00e3o e \u00e9 cada vez mais multim\u00e9dia. Nesta sociedade extremamente medi\u00e1tica, h\u00e1 dificuldades de adapta\u00e7\u00e3o, nomeadamente pela Igreja Cat\u00f3lica. Para o Director de Informa\u00e7\u00e3o da RR h\u00e1 um \u201cdesinvestimento no jornalismo especializado\u201d, tamb\u00e9m no tema religi\u00e3o. A Renascen\u00e7a, assegura, \u00e9 um caso de \u00eaxito, onde se \u201cconsegue uma boa conjuga\u00e7\u00e3o de entretenimento, de informa\u00e7\u00e3o e evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d.  <b>Jornal Cat\u00f3lico<\/b> No debate, foi tamb\u00e9m considerado o trabalho da Ag\u00eancia ECCLESIA. Com avalia\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o positiva, os intervenientes na mesa consideraram-na claramente \u201ceclesi\u00e1stica\u201d. Paulo Rocha sustentou que essa \u00e9 uma caracter\u00edstica que faz parte da sua identidade e \u00e9 reivindicada pelos pr\u00f3prios leitores, porque procuram nos textos da Ecclesia a posi\u00e7\u00e3o da Igreja Cat\u00f3lica. No entanto, abre espa\u00e7os para a opini\u00e3o \u201cs\u00e9ria\u201d dos leitores, atrav\u00e9s do \u201cJornal de Opini\u00e3o\u201d (uma sec\u00e7\u00e3o do portal da Ag\u00eancia) e inclui na sua reportagem as v\u00e1rias experi\u00eancias eclesiais, nomeadamente as que acontecem em Portugal. A quest\u00e3o de um \u201cjornal cat\u00f3lico\u201d mereceu tamb\u00e9m o debate entre os presentes. Convidados a manifestarem a sua opini\u00e3o, os intervenientes neste Col\u00f3quio do CRC consideraram a dificuldade, nomeadamente financeira, para um projecto desse tipo. A exist\u00eancia de jornalistas com capacidade e vontade para desenvolver um projecto desse tipo, nomeadamente seman\u00e1rio, foi tamb\u00e9m adiantada, bastando que aparecesse um mecenas que suportasse. Por outro lado, a evolu\u00e7\u00e3o do actual Seman\u00e1rio da Ag\u00eancia Ecclesia foi tamb\u00e9m apontada como uma boa possibilidade para a publica\u00e7\u00e3o de uma revista cat\u00f3lica em Portugal.   <i>OC\/PR FOTO: CRC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Centro Nacional de Cultura, em Lisboa, acolheu esta Ter\u00e7a-feira um debate subordinado ao tema \u201cCristianismo nos Meios de Comunica\u00e7\u00e3o\u201d, no qual v\u00e1rios profissionais da \u00e1rea questionaram os crit\u00e9rios que levam \u00e0 escolha dos acontecimentos a noticiar no campo da religi\u00e3o. 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