{"id":30119,"date":"2008-02-19T10:39:53","date_gmt":"2008-02-19T10:39:53","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/02\/19\/inventario-na-diocese-do-porto\/"},"modified":"2008-02-19T10:39:53","modified_gmt":"2008-02-19T10:39:53","slug":"inventario-na-diocese-do-porto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/inventario-na-diocese-do-porto\/","title":{"rendered":"Invent\u00e1rio na Diocese do Porto"},"content":{"rendered":"<p>Uma experi\u00eancia de trabalho de cataloga\u00e7\u00e3o e de cria\u00e7\u00e3o de bases digitais, face \u00e0s novasl exig\u00eancias culturais <!--more--> Na sequ\u00eancia da Carta circular da Comiss\u00e3o Pontif\u00edcia (1999) sobre a \u201cnecessidade e urg\u00eancia\u201d do Invent\u00e1rio\/Cat\u00e1logo, por um lado, e do alcance cultural e pastoral desta iniciativa, por outro, ap\u00f3s diversos debates, estudos e investiga\u00e7\u00f5es e diversos ensaios e realiza\u00e7\u00f5es avulsas, com muito m\u00e9rito, houve, para a diocese do Porto \u2013 importa sublinhar \u2013, um momento hist\u00f3rico nesta \u00e1rea: a reuni\u00e3o do Conselho Presbiteral de Outubro de 2004. Ouvida uma longa exposi\u00e7\u00e3o sobre o assunto e ap\u00f3s debate entre os membros do Conselho, o Senhor Bispo do Porto, mandou que se fizesse o Invent\u00e1rio de forma ajustada e tecnicamente correcta, pois que essa era obriga\u00e7\u00e3o da Igreja. Indigitou o sacerdote que fez a dita exposi\u00e7\u00e3o, para assumir a responsabilidade do Invent\u00e1rio da diocese e formar equipa.  Entretanto (2005), a CCDRN (1) criava um projecto financiado de inventaria\u00e7\u00e3o e cataloga\u00e7\u00e3o dos bens culturais m\u00f3veis da Igreja, nas \u00e1reas da ourivesaria, paramentaria, escultura e pintura, tendo para isso convidado as seis dioceses da Regi\u00e3o Norte no sentido de apresentarem as respectivas candidaturas. Apesar de limitado, foi, sem d\u00favida, uma grande oportunidade para lan\u00e7ar a ac\u00e7\u00e3o desejada pelo Senhor Bispo e Conselho Presbiteral da Diocese do Porto.  Finalmente, o Invent\u00e1rio\/Cat\u00e1logo deixava de ser um conjunto de ac\u00e7\u00f5es isoladas, desconexas, porque voluntaristas e subjectivas. Com efeito, o referido projecto previa par\u00e2metros concretos de interven\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o, princ\u00edpios e formas de actua\u00e7\u00e3o e, sobretudo, procedimentos muito estritos de monitoriza\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o.  Assim, de 2006 a Junho de 2007, foram inventariadas 100 par\u00f3quias e elaboradas 5.000 fichas de cat\u00e1logo digital e realizaram-se diversas ac\u00e7\u00f5es de informa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o, ao n\u00edvel de toda a diocese, contando com uma not\u00e1vel aflu\u00eancia de p\u00fablico interessado (n\u00e3o apenas local, mas de toda a diocese, quer da Igreja quer da Sociedade civil). Os pr\u00f3prios media deram-se conta disso e difundiram-no amplamente.  Concebemos um m\u00e9todo, j\u00e1 amadurecido, com a nossa pr\u00f3pria experi\u00eancia, ao longo de muitos anos (desde os finais da d\u00e9cada de 80), e cri\u00e1mos procedimentos para abordarmos este projecto, de forma que pudesse ter, n\u00e3o s\u00f3 continuidade, como futuro desenvolvimento, numa perspectiva de melhoria cont\u00ednua.  Contactamos algumas Vigararias (Arciprestados), seleccionadas preferentemente seguindo um crit\u00e9rio de acessibilidade perif\u00e9rica (as par\u00f3quias mais distantes do Porto).  Houve um encontro pr\u00e9vio com os padres de cada Vigararia seleccionada (P\u00e1rocos e reitores) e exp\u00f4s-se detalhadamente o projecto, em todas as suas vertentes. Tal encontro teve em vista assegurar que os padres abra\u00e7assem e se sentissem implicados nesta ac\u00e7\u00e3o de inventaria\u00e7\u00e3o.  Era nossa convic\u00e7\u00e3o que tal opera\u00e7\u00e3o de inventaria\u00e7\u00e3o deveria ter express\u00e3o e dimens\u00e3o e, por isso, ultrapassar o \u00e2mbito paroquial, demasiado restrito e pouco expressivo para o efeito. Al\u00e9m disso, n\u00e3o seria propriamente inova\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica pastoral da Igreja que sempre (e hoje muito mais) privilegiou a pastoral de conjunto. Tamb\u00e9m, frequentemente, do ponto de vista cultural e art\u00edstico, se reflectem, nessa forma de actua\u00e7\u00e3o, afinidades e tipologias comuns e, dado o tendencial ou mesmo j\u00e1 efectivo fen\u00f3meno da mobilidade e de outras mais profundas altera\u00e7\u00f5es configuradoras de par\u00f3quias e freguesias (mesmo que n\u00e3o executadas), este procedimento pareceu o mais ajustado.  Evidentemente que o projecto aprovado, com apoio de fundos comunit\u00e1rios, era pequeno, mesmo ex\u00edguo, para a grandeza da diocese, com 34 Vigararias e 477 par\u00f3quias.  Tinha, contudo, a vantagem de ter uma dimens\u00e3o ajustada ao Departamento a criar (2), com recursos humanos e financeiros escassos, e de potenciar uma melhor personaliza\u00e7\u00e3o da ac\u00e7\u00e3o.  Por outro lado, era necess\u00e1rio que este projecto corresse bem, no sentido de implementar um sistema de normas, procedimentos e modelos comuns a toda a diocese e, sobretudo, que provocasse o interesse e entusiasmo das par\u00f3quias pela valoriza\u00e7\u00e3o, recta utiliza\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o do seu patrim\u00f3nio. A possibilidade da recusa do projecto por parte das Vigararias (at\u00e9 porque inclu\u00eda uma participa\u00e7\u00e3o financeira das par\u00f3quias) esteve prevista e foi equacionada. A oportunidade oferecida era, por isso mesmo, \u00fanica: escolher 6 Vigararias, num conjunto de 34.  Na reuni\u00e3o de Vigararia, foi lembrada aos p\u00e1rocos a sua obriga\u00e7\u00e3o de ter o invent\u00e1rio dos bens culturais actualizado. Tal dever era-lhes imposto quer pelo C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico (cf. Can. 1283) (3), quer pelo Bispo diocesano (decreto [4] de 1993), quer por diversas determina\u00e7\u00f5es da Igreja, nomeadamente pela Carta circular da Comiss\u00e3o Pontif\u00edcia para os bens culturais da Igreja de 1999.  Foi-lhes anunciado e sobejamente esclarecido que se tratava de uma nova forma de fazer o Invent\u00e1rio, com recurso \u00e0 inform\u00e1tica, de molde a ser poss\u00edvel afectar todos os seus objectivos, nomeadamente a divulga\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o do patrim\u00f3nio, em perspectiva pastoral. Tal forma de operar era confirmada e vinha sendo recomendada pela referida Comiss\u00e3o pontif\u00edcia o Invent\u00e1rio\/Cat\u00e1logo digital (5).  Explicaram-se, detalhadamente, as finalidades, o modo de actuar e as obriga\u00e7\u00f5es (mesmo as de car\u00e1cter financeiro) dos p\u00e1rocos, das par\u00f3quias e da diocese, envolvidas nesta ac\u00e7\u00e3o.   <b>Base digital<\/b> Os invent\u00e1rios (no sentido de simples registo) ser\u00e3o um m\u00ednimo exig\u00edvel, mas est\u00e3o longe de permitirem a express\u00e3o e expans\u00e3o de todas as val\u00eancias dos bens culturais. Hoje, j\u00e1 n\u00e3o correspondem \u00e0s m\u00ednimas exig\u00eancias culturais e ao necess\u00e1rio investimento em recursos humanos. Em poucos anos, deixou-se de falar em Invent\u00e1rio e passou-se a falar em Cat\u00e1logo; depois em Invent\u00e1rio\/Cat\u00e1logo; e, finalmente, em Base de dados e Cat\u00e1logos. Sem d\u00favida que, neste processo, tiveram influ\u00eancia decisiva os desenvolvimentos tecnol\u00f3gicos ao n\u00edvel da inform\u00e1tica e da telem\u00e1tica.  Fazer um cat\u00e1logo digital n\u00e3o \u00e9 passar uma ficha de papel para um computador (6). \u00c9 utilizar um programa digital espec\u00edfico que cont\u00e9m uma intermin\u00e1vel (?) possibilidade de campos de pesquisa, em que os aspectos descritivos ser\u00e3o, progressivamente, reduzidos, em favor dos enumerativos, tanto no que respeita ao objecto, \u00e0 mat\u00e9ria e \u00e0s t\u00e9cnicas, ao conjunto e ao contexto, \u00e0 categoria e \u00e0 tipologia, \u00e0 fun\u00e7\u00e3o e \u00e0 significa\u00e7\u00e3o, ao tempo e ao espa\u00e7o e a todas as esp\u00e9cies de rela\u00e7\u00f5es sofridas ou produzidas, etc. Julgamos que, neste campo, ainda se est\u00e1 a dar os primeiros passos, mas h\u00e1 j\u00e1 algumas sugest\u00f5es interessantes (7).  O invent\u00e1rio fora, por isso, uma realidade que come\u00e7ava e acabava. S\u00f3 precisaria de ser actualizado quando se acrescentava uma nova pe\u00e7a ou se perdia uma existente. Era, digamos, um sistema fechado. Uma base de dados \u00e9 um sistema aberto. Dificilmente ser\u00e1 poss\u00edvel ser conclu\u00edda (n\u00e3o me refiro, propriamente, ao n\u00famero de objectos). A dificuldade est\u00e1 mais na complexidade dos campos de defini\u00e7\u00e3o (e, em parte, no desenvolvimento da pr\u00f3pria inform\u00e1tica aplicada a este \u00e2mbito dos bens culturais) e nas exig\u00eancias de estudo e investiga\u00e7\u00e3o. Mas este \u00e9, com certeza, o futuro! Pensar de outro modo ser\u00e1 perda de tempo e de dinheiro\u2026  A Base de dados digital \u00e9 imprescind\u00edvel para uma gest\u00e3o interessante, sapiente, \u00fatil e pedag\u00f3gica dos bens culturais de qualquer institui\u00e7\u00e3o. Esta Base de dados n\u00e3o dever\u00e1 estar acess\u00edvel a todos indiscriminadamente. Dela sair\u00e3o cat\u00e1logos com diversas finalidades: divulga\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a, estudo e investiga\u00e7\u00e3o, pedagogia cultural, educa\u00e7\u00e3o, evangeliza\u00e7\u00e3o, etc\u2026 que permitir\u00e3o interac\u00e7\u00e3o, a ponto de se ir criando o que hoje se costuma chamar \u201cmuseu difundido\u201d, numa determinada Regi\u00e3o ou num Pa\u00eds, numa Diocese ou numa Vigararia, permitindo identificar ou confrontar, individualizar ou associar, etc. \u2026 Eis um projecto cheio de promessas bem interessantes e com capacidade de contribuir para o desenvolvimento cultural e espiritual, para uma verdadeira humaniza\u00e7\u00e3o e com m\u00faltiplas possibilidades de aplica\u00e7\u00e3o a uma nova evangeliza\u00e7\u00e3o (8).  A reac\u00e7\u00e3o, sobretudo no primeiro encontro, n\u00e3o foi igual em todas as Vigararias: desde o sil\u00eancio ao entusiasmo, passando pela hesita\u00e7\u00e3o. Entretanto, os dados estavam lan\u00e7ados e, no caso dos duvidosos, a solu\u00e7\u00e3o deveria passar por outras Vigararias. Diante disto, ningu\u00e9m quis ficar exclu\u00eddo (at\u00e9 porque as despesas eram distribu\u00eddas pelo projecto comunit\u00e1rio aprovado).  Um aspecto imprescind\u00edvel era a forma\u00e7\u00e3o de equipas de volunt\u00e1rios. Estas equipas ser\u00e3o sempre da responsabilidade do P\u00e1roco (pessoas da sua total confian\u00e7a). S\u00e3o elas que far\u00e3o a ponte entre a interven\u00e7\u00e3o exterior (o t\u00e9cnico de invent\u00e1rio, da responsabilidade da equipa diocesana) e a comunidade. Compete-lhes dinamizar a comunidade. Podem (devem mesmo) ser constitu\u00eddas por pessoas de diversas idades, de diferentes profiss\u00f5es, sensibilidades, forma\u00e7\u00f5es acad\u00e9micas, disponibilidades. Cada vez mais, ao n\u00edvel de outros pa\u00edses europeus se valoriza o voluntariado (n\u00e3o apenas o religioso e social), nesta \u00e1rea patrimonial.  Esta diversidade \u00e9 muito oportuna e \u00fatil para a multiplicidade de tarefas que a cultura e a pastoral dos bens culturais requerem. Esta presen\u00e7a dos volunt\u00e1rios na ac\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas \u00fatil para a execu\u00e7\u00e3o do invent\u00e1rio (abertura das igrejas, recolha de informa\u00e7\u00f5es, testemunhos orais e tradi\u00e7\u00f5es, de pe\u00e7as dispersas ou guardadas por particulares, envolvimento das popula\u00e7\u00f5es, salvaguarda dos bens culturais, guarda e arranjo das igrejas, manipula\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as, cria\u00e7\u00e3o de novas mentalidades, introdu\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas, promo\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o dos bens culturais, etc.), mas para a sua pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o e, consequentemente, cria\u00e7\u00e3o de um voluntariado consciente e respons\u00e1vel, dinamizador e formador do seu meio social (9).  O envolvimento das comunidades, neste e noutros projectos que lhes dizem respeito, \u00e9 absolutamente essencial, digamos, imprescind\u00edvel. Compete tamb\u00e9m \u00e0s comunidades crist\u00e3s, em comunh\u00e3o com os seus p\u00e1rocos, salvaguardar, defender e conservar os seus bens culturais, como um legado, uma mem\u00f3ria, um testemunho actualizado da sua f\u00e9, do evangelho que vivem e que tais bens consignam. Nunca pensar\u00edamos numa ac\u00e7\u00e3o t\u00e3o importante, t\u00e3o decisiva, na vida de uma comunidade, ignorando a pr\u00f3pria comunidade.  De mais a mais, conhecendo o seu patrim\u00f3nio, a comunidade conhece-se melhor a si mesma, aprende e \u00e9 estimulada a viver, hoje, a f\u00e9 de sempre, deixando-se imbuir pelos crit\u00e9rios de qualidade e de esplendor que o patrim\u00f3nio recebido lhe transmite.  Foi poss\u00edvel apurar que, entre os leigos, h\u00e1 mais interesse (em muitos casos, verdadeiro amor) pelos bens culturais da igreja que o que se supunha. Relativamente a esta ac\u00e7\u00e3o nas 100 par\u00f3quias destacaram-se 232 volunt\u00e1rios. Contudo a tarefa \u00e9 demasiado importante e complexa para que possa ser deixada nas m\u00e3os de volunt\u00e1rios. H\u00e1 quest\u00f5es t\u00e9cnicas diversas e complexas, dif\u00edceis de solucionar em diversos \u00e2mbitos que nos obrigam a n\u00e3o dispensar os peritos, quanto poss\u00edvel, os melhores. Se a ac\u00e7\u00e3o n\u00e3o tiver isto em conta ser\u00e1 um fracasso. Assim, o projecto dever\u00e1 ser conduzido por t\u00e9cnicos superiores que actuar\u00e3o no \u00e2mbito da Vigararia e que, em cada par\u00f3quia, dever\u00e3o ser apoiados por uma equipa de volunt\u00e1rios (se poss\u00edvel, pelo menos alguns, com alguma forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica). Estes volunt\u00e1rios dever\u00e3o receber alguma, ainda que sum\u00e1ria, forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, de acordo com as mat\u00e9rias a abordar (escultura, pintura, paramentaria, etc.). Mas a ac\u00e7\u00e3o de inventaria\u00e7\u00e3o, repetimos, n\u00e3o pode ser entregue a volunt\u00e1rios.  Esta ac\u00e7\u00e3o insere-se na linha de uma pr\u00e1tica secular, ininterrupta da Igreja. Podemos dizer, grosso modo, que a Igreja sempre fez invent\u00e1rios, pelo menos desde o s\u00e9c. IV (1)0. Tal ac\u00e7\u00e3o deve ser compreendida, primariamente, como resposta actualizada a esse secular testemunho da tradi\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica. Por isso, em primeiro lugar, todos os elementos que chegaram at\u00e9 n\u00f3s, dever\u00e3o ser registados. Contudo, tal tradi\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica precisa de ser actualizada, de acordo com as novas necessidades e exig\u00eancias que superam o mero registo de propriedade, e visam uma superior utilidade p\u00fablica (cultural e espiritual).  O descaminho de muito do nosso patrim\u00f3nio encontra, frequentemente, a sua raiz na perda de utilidade p\u00fablica (ca\u00edram em desuso) de muitos bens culturais, merc\u00ea de sucessivas reformas do culto e da celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica ou de adapta\u00e7\u00e3o a novas sensibilidades devocionais. Por isso, o conhecimento e o consequente apre\u00e7o, pode, em alguns casos, restituir-lhes as fun\u00e7\u00f5es ou atribuir-lhes outras, ao menos de hist\u00f3ria ou de mem\u00f3ria viva e, certamente, de est\u00edmulo para novas cria\u00e7\u00f5es. A priva\u00e7\u00e3o do contacto com esta riqu\u00edssima tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem sido ben\u00e9fica. Pelo contr\u00e1rio, tem sido uma das principais causas da perda de patrim\u00f3nio e da sua substitui\u00e7\u00e3o pelo Kitsch que invadiu deploravelmente, nos \u00faltimos tempos, as nossas igrejas e n\u00e3o se v\u00ea, para j\u00e1, forma de o extirpar.  Hoje \u00e9 j\u00e1 convencional considerar que o simples invent\u00e1rio ou registo de pe\u00e7as, o m\u00ednimo obrigat\u00f3rio, \u00e9 absolutamente insuficiente e j\u00e1 n\u00e3o responde \u00e0quelas finalidades requeridas para uma utiliza\u00e7\u00e3o pastoral e cultural dos bens culturais (11). Considerando que os bens culturais da Igreja n\u00e3o s\u00e3o meros objectos de colec\u00e7\u00e3o (e mesmo esses), mas elementos integrados ou associados ao culto ou \u00e0 piedade dos fi\u00e9is, o simples registo material pecaria n\u00e3o apenas pela insufici\u00eancia, mas adultera\u00e7\u00e3o. A dimens\u00e3o imaterial associada aos objectos tamb\u00e9m deve ser registada.  <b>M\u00e9todo<\/b> Como m\u00e9todo \u00e9, muito importante, a nosso ver, o registo fotogr\u00e1fico n\u00e3o apenas dos objectos isolados, mas nos seus contextos, independentemente de qualquer aprecia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica que dever\u00e1 ser deixada para momento posterior. O nosso projecto contempla esta forma de cataloga\u00e7\u00e3o (ficha de cat\u00e1logo) que, evidentemente, absorve o simples invent\u00e1rio (ou registo). Poderia mesmo considerar-se um baixo aproveitamento de recursos humanos e materiais, reduzir a ac\u00e7\u00e3o a um mero registo de invent\u00e1rio.  Um elemento indispens\u00e1vel nesta ac\u00e7\u00e3o \u00e9 o t\u00e9cnico superior da \u00e1rea do patrim\u00f3nio ou da hist\u00f3ria da arte. Para o tipo de invent\u00e1rio que realizamos \u00e9 necess\u00e1rio escolher algu\u00e9m formado nesta \u00e1rea, com cultura, sensibilidade e, sobretudo, grande abertura para o estudo e a investiga\u00e7\u00e3o. N\u00e3o podemos esconder que este desempenho n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil! A experi\u00eancia, neste caso, conta bastante.  A nossa pr\u00e1tica diz-nos que estes t\u00e9cnicos ou s\u00e3o raros ou n\u00e3o existem. Esta experi\u00eancia vem-nos do acompanhamento dos estagi\u00e1rios propostos por algumas institui\u00e7\u00f5es e que acolhemos com solicitude e responsabilidade (12). Este \u00e9, sem d\u00favida, um bom caminho, com futuro, sobretudo se os estagi\u00e1rios forem bem acompanhados.  Normalmente, abrem-se concursos e fazem-se entrevistas, mas ficamos sempre a saber pouco das capacidades e possibilidades dos t\u00e9cnicos: apenas diploma e curricula, em muitos casos, restrito e te\u00f3rico. Estas limita\u00e7\u00f5es que encontramos n\u00e3o s\u00e3o, de modo nenhum, uma censura \u00e0s escolas, o que seria injusto da nossa parte. Ai de n\u00f3s, ent\u00e3o, se n\u00e3o houvesse tais escolas.  Tamb\u00e9m para estas tarefas importa despertar voca\u00e7\u00f5es. Os melhores t\u00e9cnicos s\u00e3o os formados na ac\u00e7\u00e3o, quando se apaixonam por esta \u00e1rea muito pr\u00e1tica do saber.  Esta tarefa \u00e9 muito exigente porque requer conhecimentos aplicados em v\u00e1rias \u00e1reas, como hist\u00f3ria da arte, hist\u00f3ria da Igreja, hist\u00f3ria civil, teologia, liturgia e direito can\u00f3nico, iconografia, arqueologia, arquitectura, paleografia, ourivesaria, mineralogia, ci\u00eancia do tecido, bibliologia e outras, fotografia, topografia, cartografia, inform\u00e1tica. Frequentemente, \u00e9 necess\u00e1rio recorrer a peritos que possam colmatar lacunas, ajudar e formar os pr\u00f3prios t\u00e9cnicos. Eles pr\u00f3prios e quem gere o projecto dever\u00e3o prever sess\u00f5es te\u00f3ricas e pr\u00e1ticas sobre estas e outras mat\u00e9rias afins.  A ac\u00e7\u00e3o da inventaria\u00e7\u00e3o\/cataloga\u00e7\u00e3o tem o seu centro no terreno, com a interven\u00e7\u00e3o de um t\u00e9cnico de invent\u00e1rio e da equipa local de volunt\u00e1rios. A ida para o terreno do t\u00e9cnico \u00e9 sempre precedida de uma importante prepara\u00e7\u00e3o e investiga\u00e7\u00e3o. Definido o lugar onde deve actuar, o t\u00e9cnico faz o levantamento de toda a documenta\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel, cartogr\u00e1fica, fotogr\u00e1fica, bibliogr\u00e1fica (registos e invent\u00e1rios antigos, livros de visita\u00e7\u00f5es, monografias, jornais, \u00e1lbuns fotogr\u00e1ficos, mem\u00f3rias paroquiais, etc), pesquisando em bibliotecas e arquivos. \u00c9 costume dizer-lhes: j\u00e1 sabem o que v\u00e3o encontrar, se ainda existir\u2026 Evidentemente que esta pesquisa s\u00f3 termina com a entrega final dos dados.  De seguida, \u00e9 apresentado aos p\u00e1rocos da Vigararia onde vai actuar, fazendo uma marca\u00e7\u00e3o de visita ao local, de encontro com os volunt\u00e1rios e planeamento das ac\u00e7\u00f5es.  O t\u00e9cnico superior \u00e9 permanentemente avaliado n\u00e3o s\u00f3 no respeita ao n\u00famero de pe\u00e7as catalogadas, mas quanto \u00e0 qualidade do trabalho realizado. Para al\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e da avalia\u00e7\u00e3o, todo o processo que realiza na par\u00f3quia, colaborando com o p\u00e1roco e sendo apoiado pela equipa de volunt\u00e1rios, ser\u00e1 monitorizado por uma equipa diocesana que inclui, para al\u00e9m da gest\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o, Professores universit\u00e1rios especializados nas respectivas \u00e1reas.  O t\u00e9cnico vai para o \u201ccampo\u201d munido de um computador port\u00e1til com o respectivo programa inform\u00e1tico, m\u00e1quina fotogr\u00e1fica digital e trip\u00e9 e um kit (conjunto de pe\u00e7as necess\u00e1rias: fita m\u00e9trica, balan\u00e7a, luvas, m\u00e1scaras, fios e fitas, flanelas, etc&#8230;).  N\u00e3o podemos contentar-nos com um trabalho amador\u00edstico, absolutamente insuficiente para a tarefa que se pretende. Para ac\u00e7\u00e3o que realizamos nas 100 par\u00f3quias, contamos com 6 t\u00e9cnicos superiores, para a recolha de informa\u00e7\u00e3o no terreno, para a forma\u00e7\u00e3o dos volunt\u00e1rios e para a introdu\u00e7\u00e3o de dados em base digital.  Neste mesmo sentido, foi tamb\u00e9m necess\u00e1rio poder contar com um Conselho cient\u00edfico, constitu\u00eddo por peritos em diversas especialidades (13). No projecto \u00faltimo, obtivemos esse apoio, gra\u00e7as \u00e0 assist\u00eancia de um representante do M.C., do I.P.M.C., do D.C.T.P. da Faculdade de Letras da U.P., do acompanhamento cient\u00edfico da U. Portucalense e da Doutora Manuela Pinto da Costa, para a paramentaria e tecidos.  Outros colaboradores foram indispens\u00e1veis para a realiza\u00e7\u00e3o do projecto: um jurista, um Inform\u00e1tico, uma empresa de programa\u00e7\u00e3o da base de dados, um designer, t\u00e9cnicos de contabilidade e administra\u00e7\u00e3o.   <b>Futuro<\/b> Esta empresa do Invent\u00e1rio\/Cat\u00e1logo ou, melhor dito, de uma base de dados digital da diocese do Porto est\u00e1 a dar os primeiros passos. Por isso, o Bispo da diocese manifestou positivamente a vontade de que se desse continuidade.  Neste momento estamos a concluir o levantamento e a composi\u00e7\u00e3o de fichas de cat\u00e1logo de duas Vigararias perif\u00e9ricas, no total de 24 par\u00f3quias, e a inseri-las na base de dados. J\u00e1 lan\u00e7amos, segundo os moldes descritos, a inventaria\u00e7\u00e3o\/cataloga\u00e7\u00e3o de tr\u00eas outras Vigararias perif\u00e9ricas, no total de 45 par\u00f3quias. At\u00e9 ao fim do ano, contamos ultrapassar as 100 par\u00f3quias.  Estas afirma\u00e7\u00f5es parecem enf\u00e1ticas, sabendo que este trabalho \u00e9 dispendioso. Mas, felizmente vai havendo compreens\u00e3o dos p\u00e1rocos para a \u201cnecessidade e urg\u00eancia\u201d e sensibilidade para a qualidade com que o trabalho \u00e9 feito.  Esta ac\u00e7\u00e3o preliminar do Invent\u00e1rio\/Cat\u00e1logo, na diocese, ainda ir\u00e1 durar alguns anos. Sim, porque \u201co invent\u00e1rio nunca acaba\u201d \u2013 a frase certa e inspirada que, um dia, me saiu para um canal da TV, para esc\u00e2ndalo de alguns. Confesso que, s\u00f3 depois, me dei conta do que disse.  Lembro que apenas estamos a fazer o invent\u00e1rio\/cat\u00e1logo dos bens m\u00f3veis. E o im\u00f3vel e integrado (talha, pintura mural, azulejo, etc.)? E o restante m\u00f3vel (mobili\u00e1rio, alfaias e objectos, noutros materiais, alguns preciosos, instrumentos musicais, cristais, etc.)? As par\u00f3quias, onde j\u00e1 se realizou a 1\u00aa ac\u00e7\u00e3o, sabem que voltaremos a passar, ap\u00f3s algum tempo de repouso. O projecto \u00e9 para ser completado, para ficar pronto (n\u00e3o propriamente acabado!&#8230;). Esta metodologia pretende atingir toda a diocese, no mais curto espa\u00e7o de tempo poss\u00edvel, colocando-a em \u201cestado\u201d de invent\u00e1rio. Esta, sem esquecer outras, \u00e9 a principal ac\u00e7\u00e3o pastoral, na \u00e1rea dos bens culturais da Igreja, na diocese do Porto.  Com o trabalho realizado, nas mais de 100 par\u00f3quias, pensamos lan\u00e7ar algumas ac\u00e7\u00f5es concretas de promo\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o dos bens culturais e realizar ensaios de exposi\u00e7\u00f5es de \u00e2mbito vicarial, elabora\u00e7\u00e3o de brochuras ou de guias, em vista de roteiros que incentivem as visitas \u00e0s nossas igrejas que, para tal, dever\u00e3o ser preparadas.  Quando se fala de nova evangeliza\u00e7\u00e3o importa compreender que n\u00e3o foi o evangelho que mudou, mas os homens. Tem de haver novas formas, as mais adequadas para despertar os ouvidos e os olhos. N\u00f3s acreditamos que esta \u00e9 uma dessas formas.  Mas e apesar de tudo, gostar\u00edamos que os crist\u00e3os, particularmente os que frequentam a igreja aos domingos, mostrassem, de forma mais sens\u00edvel, o amor \u00e0 sua igreja, visitando-a com mais frequ\u00eancia, pelo que l\u00e1 se encontra: o Supremo Tesouro. Sim, \u00e9 que o SUPREMO TESOURO, que os nossos maiores, carinhosa e generosamente, envolveram com o que foram encontrando de mais precioso, e que, hoje, atrai tantos outros homens e mulheres em busca de p\u00e9rolas, poder\u00e1 tornar-se a PRECIOSA P\u00c9ROLA que recolhem.   <i>Pe. Manuel Jos\u00e9 Dias Amorim, Coordenador do Departamento de Bens Culturais da Igreja  <u>NOTAS:<\/u> 1 Comiss\u00e3o de Coordena\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento da Regi\u00e3o Norte. 2 Departamento dos bens culturais da Igreja, do Secretariado de Liturgia da Diocese do Porto.  3 A prop\u00f3sito deste c\u00e2none, a Comiss\u00e3o Pontif\u00edcia para os Bens culturais da Igreja, em Carta circular aos Bispos diocesanos, d\u00e1 a seguinte explica\u00e7\u00e3o:  \u00abO projecto [de Invent\u00e1rio\/Cat\u00e1logo] assenta nas disposi\u00e7\u00f5es do C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico, que prescreve a necessidade de se redigir \u00abum invent\u00e1rio exacto e discriminado [\u2026] dos bens im\u00f3veis e m\u00f3veis, quer sejam preciosos, quer de qualquer modo respeitantes aos bens culturais, ou de outras coisas, com a sua descri\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o\u00bb. Daqui se passa a apresentar a oportunidade de uma descri\u00e7\u00e3o sempre mais completa do patrim\u00f3nio historico-art\u00edstico da Igreja, nos seus componentes e contexto. De per si, as instru\u00e7\u00f5es do C\u00f3digo, embora prescrevam uma s\u00e9rie de procedimentos de ordem administrativa ordenados \u00e0 tutela, solicita, tanto na norma do c\u00e2none citado como na sua inten\u00e7\u00e3o geral, a realiza\u00e7\u00e3o de um invent\u00e1rio \u00abaccuratum ac distinctum\u00bb que favore\u00e7a a valoriza\u00e7\u00e3o eclesial do patrim\u00f3nio cultural, em conformidade com a ac\u00e7\u00e3o da Igreja, orientada para a \u00absalus animarum\u00bb. Por sua vez, a \u00abdescri\u00e7\u00e3o\u00bb do patrim\u00f3nio em causa conduz \u00e0 sua inventaria\u00e7\u00e3o pormenorizada, estimulando tamb\u00e9m a progressiva elabora\u00e7\u00e3o de um cat\u00e1logo\u00bb. (Necessidade e urg\u00eancia da inventaria\u00e7\u00e3o e cataloga\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio cultural da Igreja: Carta circular da Comiss\u00e3o Pontif\u00edcia para os bens culturais da Igreja [=Necessidade e urg\u00eancia], Vaticano, 8 de Dezembro de 1999).  4 \u00abTodos os p\u00e1rocos, reitores de igrejas, superiores de casas religiosas, provedores de irmandades, ju\u00edzes de confrarias e demais respons\u00e1veis de institui\u00e7\u00f5es eclesi\u00e1sticas a quem esteja cometida a guarda de bens da Igreja est\u00e3o obrigados a fazerem o invent\u00e1rio do patrim\u00f3nio cultural (art\u00edstico, hist\u00f3rico e religioso) das suas institui\u00e7\u00f5es, nos termos que agora se estabelecem\u00bb (Decreto do Bispo do Porto, 15 de Outubro de 1993).  5 Cf. Necessidade e urg\u00eancia\u2026\u201cDado que a informatiza\u00e7\u00e3o tem vindo a modelar os actuais sistemas culturais, \u00e9 bom utilizar, sempre que isto for poss\u00edvel, as tecnologias modernas, a fim de se obter ficheiros mais manuse\u00e1veis e aproveit\u00e1veis, e mais facilmente integr\u00e1veis\u2026 Todavia, a cataloga\u00e7\u00e3o realizada exclusivamente atrav\u00e9s do uso de fichas de papel apresenta v\u00e1rios limites, seja pela excessiva amplitude dos espa\u00e7os ne-cess\u00e1rios para guardar as fichas, seja pela dif\u00edcil difus\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es sobre os objectos catalogados. \u00c9 de desejar, pois, a promo\u00e7\u00e3o do uso de bases inform\u00e1ticas em conjunto com o tradicional sistema de cataloga\u00e7\u00e3o em papel.\u201d  6 Esta era uma das pr\u00e1ticas voluntaristas, difundida na altura, em algumas par\u00f3quias.  7 S\u00e3o de encomiar e promover os esfor\u00e7os que se est\u00e3o a fazer no \u00e2mbito da normaliza\u00e7\u00e3o da linguagem.  8 Extractos do texto distribu\u00eddo aos p\u00e1rocos.  9 Estas equipas poder\u00e3o vir a ter, no futuro, um papel de acolhimento dos visitantes. Ningu\u00e9m melhor que elas, se bem formadas, para garantir a abertura das igrejas e a visita guiada. Isto n\u00e3o se improvisa. Deve come\u00e7ar desde o primeiro momento.  10 Cfr. Carta Circular \u201cNecessidade e urg\u00eancia\u2026\u201d  11 Ibidem \u201cA concep\u00e7\u00e3o do trabalho de recolha das informa\u00e7\u00f5es como um mero recenseamento do patrim\u00f3nio, com o objectivo de aceder \u00e0 sua tutela jur\u00eddica, pode-se considerar, por isso, superada. As exig\u00eancias actuais requerem conhecimentos que garantam uma credibilidade cient\u00edfica, uma actualiza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e, sobretudo, a valoriza\u00e7\u00e3o cultural e eclesial dos dados reunidos\u201d. 12 J\u00e1 recebemos cerca de uma dezena de estagi\u00e1rios da Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o, alguns dos quais escolhemos para trabalhar connosco.  13 Cfr. Carta Circular \u201cNecessidade e urg\u00eancia\u2026\u201d \u201cAl\u00e9m disso, \u00e9 desej\u00e1vel que o organizador das fichas tenha um conhecimento suficiente de outras disciplinas afins (hist\u00f3ria da arte, hist\u00f3ria da Igreja, hist\u00f3ria civil, teologia, liturgia e direito can\u00f3nico). N\u00e3o podendo estender a sua compet\u00eancia a todas as ci\u00eancias, o organizador das fichas dever\u00e1 por\u00e9m ter a capacidade de procurar a colabora\u00e7\u00e3o nas mat\u00e9rias que forem surgindo (arqueologia, arquitectura, paleografia, ourivesaria, mineralogia, ci\u00eancia do tecido, bibliologia e outras). Deve ainda saber recorrer a outros t\u00e9cnicos, como os fot\u00f3grafos, top\u00f3grafos, cart\u00f3grafos e desenhadores para, caso seja necess\u00e1rio, as fichas terem um apoio visual do objecto enquanto tal ou do seu contexto. Deve, finalmente, ser assistido por consultores jur\u00eddicos e administrativos, que lhe permitam uma tutela das leg\u00edtimas autonomias das entidades eclesi\u00e1sticas (propriet\u00e1rias ou usufrutu\u00e1rias do patrim\u00f3nio em causa) e uma correcta supervis\u00e3o da utiliza\u00e7\u00e3o dos dados reunidos\u201d. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma experi\u00eancia de trabalho de cataloga\u00e7\u00e3o e de cria\u00e7\u00e3o de bases digitais, face \u00e0s novasl exig\u00eancias culturais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[168,171,187,188,193,221,246,268,285,329],"class_list":["post-30119","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-beja","tag-diocese-do-porto","tag-direito-canonico","tag-educacao","tag-historia-da-igreja","tag-liturgia","tag-nova-evangelizacao","tag-patrimonio","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30119","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30119"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30119\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30119"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30119"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30119"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}