{"id":30104,"date":"2008-02-18T13:56:08","date_gmt":"2008-02-18T13:56:08","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/02\/18\/espectaculo-musical-ajuda-projecto-missionario-de-leiria-fatima\/"},"modified":"2008-02-18T13:56:08","modified_gmt":"2008-02-18T13:56:08","slug":"espectaculo-musical-ajuda-projecto-missionario-de-leiria-fatima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/espectaculo-musical-ajuda-projecto-missionario-de-leiria-fatima\/","title":{"rendered":"Espect\u00e1culo musical ajuda projecto mission\u00e1rio de Leiria-F\u00e1tima"},"content":{"rendered":"<p>O cantor Roberto Leal apresenta em F\u00e1tima, no pr\u00f3ximo dia 29 de Mar\u00e7o, o seu novo trabalho, \u201cCanto da Terra\u201d. Os lucros do espect\u00e1culo, no Centro Pastoral Paulo VI, revertem a favor do projecto mission\u00e1rio diocesano Ondjoyetu, que tem uma miss\u00e3o permanente na diocese do Sumbe, Angola.  Este espect\u00e1culo \u00e9 a grande fonte de receitas anuais que permite manter este projecto. Os fundos destinam-se em primeiro lugar ao pagamento das viagens dos volunt\u00e1rios que participam neste projecto e que o fazem sem qualquer remunera\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m permitem apoiar o trabalho que se est\u00e1 a desenvolver junto da comunidade do Gungo.  O Grupo Mission\u00e1rio da diocese de Leiria-F\u00e1tima \u201cOndjoyetu\u201d (A Nossa Casa) foi fundado em 1999. Desde o ano 2000 promoveu a aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 diocese de Novo Redondo (Sumbe), Angola.  Esta aproxima\u00e7\u00e3o concretizou-se atrav\u00e9s da realiza\u00e7\u00e3o anual do Projecto ASA \u2013 Ac\u00e7\u00e3o Solid\u00e1ria com Angola. Todos os anos, por um per\u00edodo de dois meses, esteve um grupo de volunt\u00e1rios de Leiria-F\u00e1tima em Novo Redondo colaborando nas \u00e1reas da sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, promo\u00e7\u00e3o feminina, forma\u00e7\u00e3o profissional, anima\u00e7\u00e3o juvenil, anima\u00e7\u00e3o pastoral, entre outras. Ao longo das seis edi\u00e7\u00f5es deslocaram-se a Angola 25 pessoas em miss\u00e3o de voluntariado.  Logo no in\u00edcio se falou da possibilidade de vir a geminar as duas dioceses, proporcionando assim uma mais estreita colabora\u00e7\u00e3o. Os passos foram sendo dados e no ano 2003 o bispo daquela diocese prop\u00f4s que a gemina\u00e7\u00e3o se concretizasse mesmo, passando pelo assumir da comunidade do Gungo por parte da diocese de Leiria-F\u00e1tima. O Gungo \u00e9 uma comuna com 2.100 km2 e que conta com cerca de 25.000 habitantes. \u00c9 uma regi\u00e3o montanhosa que foi muito afectada pela guerra. A popula\u00e7\u00e3o tenta aos poucos regressar \u00e0 normalidade da sua vida, mas \u00e9 dif\u00edcil pois est\u00e1 muito isolada e falta quem a acompanhe em ordem \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o dos seus problemas b\u00e1sicos. Nesta comuna falta a energia el\u00e9ctrica, comunica\u00e7\u00f5es, \u00e1gua pot\u00e1vel, assist\u00eancia m\u00e9dica e medicamentosa, a escolaridade \u00e9 muito reduzida e n\u00e3o chega a todas as aldeias. Os grupos que foram a Angola desde 2003 desenvolveram a sua ac\u00e7\u00e3o junto desta comunidade. Logo que a proposta de gemina\u00e7\u00e3o nos foi feita, come\u00e7\u00e1mos a trabalhar o sentido de dar uma resposta positiva. A gemina\u00e7\u00e3o foi tornada p\u00fablica no dia 23 de Abril de 2006 e \u00e9 v\u00e1lida por dez anos. Em Agosto de 2006 partiu para Angola uma equipa constitu\u00edda por dois padres e tr\u00eas leigas a fim de assumir o acompanhamento da miss\u00e3o do Gungo de forma permanente. Tendo em conta a falta de estruturas e de meios, este grupo mission\u00e1rio lan\u00e7ou v\u00e1rias iniciativas com o objectivo de angariar fundos e materiais de constru\u00e7\u00e3o que permitiram construir uma casa nos arredores da cidade do Sumbe. Neste momento a casa est\u00e1 pronta, o que permite \u00e0 equipa mission\u00e1ria dedicar-se ao Gungo a tempo pleno. Um dos padres e duas leigas que estiveram em miss\u00e3o durante um ano em regime de voluntariado regressam ao nosso pa\u00eds. Em fins de Julho partiram duas leigas, por um ano, em regime de voluntariado, para, em conjunto com o padre e leiga que transitaram do primeiro ano, dar continuidade ao trabalho iniciado. Esta equipa de quatro pessoas desloca-se ao Gungo por per\u00edodos de duas semanas, rodando pelas diversas zonas pastorais e atingindo assim, rotativamente, pessoas diferentes. O trabalho \u00e9 desenvolvido nas \u00e1reas da pastoral com a assist\u00eancia espiritual, alfabetiza\u00e7\u00e3o, culin\u00e1ria, economia dom\u00e9stica, anima\u00e7\u00e3o juvenil, reorganiza\u00e7\u00e3o e estrutura\u00e7\u00e3o das comunidades.  Depois destes per\u00edodos a equipa regressa ao Sumbe para, entre outras coisas, descansar, comunicar com a fam\u00edlia e amigos, enviar not\u00edcias, abastecer a dispensa e preparar o novo trabalho.  Uma das maiores limita\u00e7\u00f5es ao trabalho que se est\u00e1 fazer \u00e9 o mau estado da principal via de comunica\u00e7\u00e3o com o Gungo. O que j\u00e1 era uma p\u00e9ssima picada, com as \u00faltimas chuvas tornou-se um caminho intransit\u00e1vel para viaturas. Assim, a equipa vai de jipe numa estrada de asfalto de 80 km. Percorre mais 20 km por uma picada. Da\u00ed para a frente o percurso tem que ser feito a p\u00e9 dependendo a dist\u00e2ncia das comunidades que se visitam. Pode ir at\u00e9 30 km. O povo desloca-se ao local onde o jipe chega para ajudar a levar a carga que os mission\u00e1rios transportam consigo. Temos a esperan\u00e7a de que esta picada venha a ser reparada para que a equipa se possa deslocar melhor no Gungo e l\u00e1 permanecer per\u00edodos mais longos a fim de acompanhar a comunidade mais de perto. H\u00e1 leigos que pretendem dar o seu contributo em projectos de desenvolvimento no local onde j\u00e1 come\u00e7ou a ser reconstru\u00edda a sede da miss\u00e3o e cujos trabalhos tiveram que ser suspensos por causa da degrada\u00e7\u00e3o da picada.  A todos os que de alguma forma se queiram associar a este projecto que tem entre os seus objectivos apoiar os mais desfavorecidos e refor\u00e7ar os la\u00e7os que nos ligam ao pa\u00eds irm\u00e3o que \u00e9 Angola, o nosso muito obrigado. <i> P. V\u00edtor Jos\u00e9 Mira de Jesus <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cantor Roberto Leal apresenta em F\u00e1tima, no pr\u00f3ximo dia 29 de Mar\u00e7o, o seu novo trabalho, \u201cCanto da Terra\u201d. Os lucros do espect\u00e1culo, no Centro Pastoral Paulo VI, revertem a favor do projecto mission\u00e1rio diocesano Ondjoyetu, que tem uma miss\u00e3o permanente na diocese do Sumbe, Angola. 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