{"id":30066,"date":"2008-02-16T11:11:40","date_gmt":"2008-02-16T11:11:40","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/02\/16\/organizacao-do-mundo-do-trabalho-debatida-nas-jornadas-do-iset\/"},"modified":"2008-02-16T11:11:40","modified_gmt":"2008-02-16T11:11:40","slug":"organizacao-do-mundo-do-trabalho-debatida-nas-jornadas-do-iset","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/organizacao-do-mundo-do-trabalho-debatida-nas-jornadas-do-iset\/","title":{"rendered":"Organiza\u00e7\u00e3o do mundo do trabalho debatida nas Jornadas do ISET"},"content":{"rendered":"<p>O economista Abel Pinto criticou, em Coimbra, a organiza\u00e7\u00e3o do mundo do trabalho, considerando que acentua &#8220;uma cultura de gest\u00e3o assente no medo e na subservi\u00eancia ao chefe&#8221; e n\u00e3o privilegia uma cultura de excel\u00eancia. O especialista falava nas Jornadas de Teologia organizadas pelo Instituto Superior de Estudos Teol\u00f3gicos (ISET) de Coimbra, subordinadas ao tema &#8220;Os leigos e o futuro da Igreja&#8221;.  Pinto censurou um mundo do trabalho, caracter\u00edstico do modelo econ\u00f3mico dominante, &#8220;profundamente desigual&#8221; em termos remunerat\u00f3rios e em que a facilita\u00e7\u00e3o dos despedimentos, ritmos intensivos de trabalho e &#8220;uma crescente precariza\u00e7\u00e3o&#8221; s\u00e3o medidas apresentadas como necess\u00e1rias para garantir a continuidade e competitividade das empresas.  Assiste-se ainda &#8211; adiantou durante a comunica\u00e7\u00e3o que proferiu &#8211; a &#8220;uma acentua\u00e7\u00e3o duma cultura de gest\u00e3o assente no medo, na subservi\u00eancia ao chefe e numa postura acr\u00edtica ao que se passa na empresa&#8221;.  Al\u00e9m disso, h\u00e1 &#8220;pouco est\u00edmulo \u00e0 cultura da excel\u00eancia e a que cada um d\u00ea o melhor de si, acompanhada por uma partilha mais equitativa do rendimento gerado em cada ano&#8221;.  &#8220;Temos um mundo do trabalho em que a maioria das pessoas est\u00e3o muito descontentes do ponto de vista material, nem sempre motivadas do ponto de vista t\u00e9cnico e profissional e muito revoltadas com a forma como s\u00e3o tratadas pela hierarquia das empresas e das organiza\u00e7\u00f5es, desde a chefia imediata \u00e0 gest\u00e3o do topo&#8221;, sublinhou.  De acordo com o economista, &#8220;a maioria dos trabalhadores encara o emprego, n\u00e3o como uma forma de realiza\u00e7\u00e3o pessoal e humana, mas como uma componente muito penosa da sua vida, mas da qual n\u00e3o pode fugir dado tratar-se da \u00fanica via que lhes permite aceder ao dinheiro poss\u00edvel para assegurar a sua sobreviv\u00eancia e do seu agregado familiar&#8221;.  Segundo o antigo dirigente da Juventude Oper\u00e1ria Cat\u00f3lica e ex-sindicalista, \u201c\u00e9 poss\u00edvel construir empresas competitivas cuja gest\u00e3o assenta em princ\u00edpios \u00e9ticos, contabilidade transparente.  \u201c\u00c9 poss\u00edvel criar empresas competitivas e onde os trabalhadores sejam vistos como uma componente fundamental do seu investimento e n\u00e3o como componente de custo que urge racionalizar a qualquer pre\u00e7o&#8221;, sublinhou.  D. Albino Cleto e D. Manuel Clemente, o presidente do Centro Nacional de Cultura, Guilherme de Oliveira Martins, e o professor universit\u00e1rio Adriano Moreira s\u00e3o alguns dos oradores nas jornadas que decorrem at\u00e9 S\u00e1bado no audit\u00f3rio do Instituto Portugu\u00eas da Juventude.  <i>Redac\u00e7\u00e3o\/Lusa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O economista Abel Pinto criticou, em Coimbra, a organiza\u00e7\u00e3o do mundo do trabalho, considerando que acentua &#8220;uma cultura de gest\u00e3o assente no medo e na subservi\u00eancia ao chefe&#8221; e n\u00e3o privilegia uma cultura de excel\u00eancia. 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