{"id":299887,"date":"2023-10-06T10:21:02","date_gmt":"2023-10-06T09:21:02","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=299887"},"modified":"2023-10-06T10:57:19","modified_gmt":"2023-10-06T09:57:19","slug":"cibercultura-que-impacte-tera-a-laudate-deum-na-tecnopolia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cibercultura-que-impacte-tera-a-laudate-deum-na-tecnopolia\/","title":{"rendered":"CIBERCULTURA &#8211; Que impacte ter\u00e1 a Laudate Deum na Tecnopolia?"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Autor<\/a><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Quando era jovem, havia apenas um computador l\u00e1 em casa ligado \u00e0 electricidade para fazer trabalhos e jogarmos. Depois de 1995, pass\u00e1mos a ter internet e al\u00e9m dos trabalhos e jogos, incluiu-se a navega\u00e7\u00e3o pelo mar cibern\u00e9tico da web atrav\u00e9s do <em>Netscape<\/em>. E ao pensar agora nessa transi\u00e7\u00e3o dou-me conta de como o computador passou a estar mais tempo ligado l\u00e1 em casa. Nesta altura, longe de mim estava a no\u00e7\u00e3o de que \u2014 <em>\u00abConsiderando o total l\u00edquido das emiss\u00f5es desde 1850, mais de 42% ocorreu depois de 1990.\u00bb<\/em> (<em>Laudate Deum<\/em>, 11) \u2014 depois da internet. Hoje, 28 anos depois, n\u00e3o tenho apenas um computador ligado \u00e0 corrente, mas mais do que um, assim como os telem\u00f3veis de todos em casa, quaisquer outros dispositivos e o mesmo imagino ter acontecido com outras fam\u00edlias. O desenvolvimento tecnol\u00f3gico aumentou exponencialmente a necessidade de consumirmos energia. E tudo isso teve\/tem um pre\u00e7o.<\/p>\n<figure><figcaption>\n<figure id=\"attachment_299888\" aria-describedby=\"caption-attachment-299888\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-299888 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/karsten-wurth-0w-uTa0Xz7w-unsplash-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/karsten-wurth-0w-uTa0Xz7w-unsplash-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/karsten-wurth-0w-uTa0Xz7w-unsplash-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/karsten-wurth-0w-uTa0Xz7w-unsplash-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/karsten-wurth-0w-uTa0Xz7w-unsplash-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/karsten-wurth-0w-uTa0Xz7w-unsplash.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-299888\" class=\"wp-caption-text\">Foto de Karsten W\u00fcrth em Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n<\/figcaption>Em Julho de 2023 regist\u00e1mos a <a href=\"https:\/\/www.climate.gov\/news-features\/understanding-climate\/global-climate-summary-july-2023#:~:text=The%20July%20global%20surface%20temperature,the%20warmest%20July%20on%20record.\">temperatura mais elevada<\/a> dos \u00faltimos 174 anos. Os fura\u00e7\u00f5es intensificam-se porque as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas ret\u00eam mais calor que serve de &#8220;combust\u00edvel&#8221; a esses e outros fen\u00f3menos atmosf\u00e9ricos, tornando-os mais extremos. Podemos ter um dil\u00favio em Espanha e no pa\u00eds ao lado, em Fran\u00e7a, sofre-se de seca. Algumas regi\u00f5es do nosso planeta podem tornar-se inabit\u00e1veis gerando migra\u00e7\u00f5es de pessoas e o panorama com o degelo dos p\u00f3los n\u00e3o \u00e9 animador. H\u00e1 anos que os cientistas alertam para estes eventos, mas as pessoas continuam a precisar de energia para carregar os seus dispositivos, combust\u00edvel para acelerar e chegar depressa ao seu destino e a desejar cada vez menos fric\u00e7\u00e3o entre a \u00e2nsia de consumir e a recompensa pelo acto. <a href=\"https:\/\/www.wook.pt\/livro\/gaia-um-novo-olhar-sobre-a-vida-na-terra-james-lovelock\/23830977\">Gaia<\/a>;, como na hip\u00f3tese lan\u00e7ada pelo cientista James Lovelock do nosso planeta como organismo, n\u00e3o est\u00e1 doente (como por vezes se diz), mas faz o que qualquer organismo faz: adapta-se.<\/figure>\n<p>O Papa Francisco com a nova Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica <em>&#8220;Laudate Deum&#8221;<\/em> (LD) convida-nos a parar e tomar consci\u00eancia do rumo que estamos a seguir. Oito anos depois da <em>Laudato Si&#8217;<\/em>, nos grupos internacionais em que participo, continuo a escutar de v\u00e1rias partes do mundo existirem bispos, padres e leigos que n\u00e3o leram ainda essa Carta Enc\u00edclica. Somos mais de mil milh\u00f5es de cat\u00f3licos no mundo, mas uma pequena frac\u00e7\u00e3o aderiu, por exemplo, \u00e0 <a href=\"https:\/\/plataformadeacaolaudatosi.org\">Plataforma de Ac\u00e7\u00e3o <em>Laudato Si&#8217;<\/em><\/a>. Se o Papa retoma este tema numa Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica \u00e9 pelo facto de ser um assunto s\u00e9rio e estar directamente relacionado com a nossa vida em Deus e com a Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o. Em \u00faltima inst\u00e2ncia, o relacionamento com o planeta seria express\u00e3o do nosso relacionamento com Deus. Por isso, quem descuida do relacionamento com o planeta enquanto valoriza o seu relacionamento com Deus, vive um antagonismo, quer tenha, ou n\u00e3o, consci\u00eancia disso e evangeliza pouco.<\/p>\n<p>Com o progresso tecnol\u00f3gico, as pessoas sentem que o seu estilo de vida progride tamb\u00e9m. Somos quase 8 mil milh\u00f5es de seres humanos que querem melhorar, legitimamente, o seu estilo de vida. Ningu\u00e9m pode negar como essa melhorar est\u00e1 a gerar um consumo <em>fast-food<\/em> de energia que apenas os combust\u00edveis f\u00f3sseis conseguem saciar e gratificar &#8220;instantaneamente&#8221;. A ci\u00eancia h\u00e1 muito que alerta para este problema e da\u00ed que o Papa tenha incluido o tema da <em>transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica<\/em> na <em>Laudate Deum<\/em>. Mas reconhece que \u2014<\/p>\n<blockquote><p>\u00abAs propostas tendentes a garantir uma transi\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e eficaz para formas de energia alternativa e menos poluente n\u00e3o conseguiram fazer progressos.\u00bb (LD 49)<\/p><\/blockquote>\n<p>Os pol\u00edticos t\u00eam sido excessivamente lentos a reagir e d\u00e9beis no cumprimento dos compromissos que assumem e da\u00ed que o Papa tenha incluido o tema do pr\u00f3ximo COP28 nos Emirados \u00c1rabes Unidos.<\/p>\n<blockquote><p>\u00abSe temos confian\u00e7a na capacidade do ser humano transcender os seus pequenos interesses e pensar em grande, n\u00e3o podemos renunciar ao sonho de que a COP28 leve a uma decidida acelera\u00e7\u00e3o da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, com compromissos eficazes que possam ser monitorizados de forma permanente.\u00bb (LD 54)<\/p><\/blockquote>\n<p>Partilho do optimismo do Papa, mas realisticamente, temo que a in\u00e9rcia pol\u00edtica seja t\u00e3o grande quanto a in\u00e9rcia t\u00e9rmica do planeta. Isto \u00e9, se levaram muito anos a chegar onde cheg\u00e1mos em termos do clima e, por isso, ser\u00e3o precisos tantos ou mais anos para alterar essa situa\u00e7\u00e3o, temo que aconte\u00e7a o mesmo com a vontade pol\u00edtica. Se a <em>Laudato Si&#8217;<\/em> n\u00e3o atingiu sequer o cora\u00e7\u00e3o de alguns cat\u00f3licos, de tal forma que o Papa Francisco diz \u2014<\/p>\n<blockquote><p>\u00abVejo-me obrigado a fazer estas especifica\u00e7\u00f5es, que podem parecer \u00f3bvias, por causa de certas opini\u00f5es ridicularizadoras e pouco racionais que encontro mesmo dentro da Igreja Cat\u00f3lica.\u00bb (LD 14)<\/p><\/blockquote>\n<p>\u2014 o que me garante que a <em>Laudato Deum<\/em> fa\u00e7a qualquer efeito? Onde prevejo que a LD produza mais impacte ser\u00e1 na consci\u00eancia pessoal de que vivemos num mundo cada vez mais cibercultural e reconhecer, como faz Francisco, que o paradigma de vida tornou-se essencialmente tecnocr\u00e1tico, isto \u00e9, dominado pelo poder da tecnologia que \u2014 <em>\u00abalimenta-se mostruosamente de si pr\u00f3prio.\u00bb<\/em> (LD 21).<\/p>\n<p>Em 1992, Neil Postman publicou um livro provocante (n\u00e3o traduzido para portugu\u00eas) sobre a <em>\u201cTecnopolia: A rendi\u00e7\u00e3o da Cultura \u00e0 Tecnologia\u201d<\/em>. Numa Tecnopolia, a tecnologia n\u00e3o \u00e9 apenas uma ferramenta ou um meio para atingir um fim. Em vez disso, ela define a estrutura de pensamento e os valores da sociedade. A l\u00f3gica e a efici\u00eancia tecnol\u00f3gicas tornam-se o padr\u00e3o pelo qual tudo \u00e9 medido e avaliado, muitas vezes \u00e0 custa de outras considera\u00e7\u00f5es humanas e culturais. A tecnologia n\u00e3o \u00e9 apenas vista como ben\u00e9fica, mas tamb\u00e9m como necess\u00e1ria e inevit\u00e1vel, e qualquer cr\u00edtica ou resist\u00eancia a ela \u00e9 frequentemente vista como retr\u00f3grada ou irracional. Para resistir \u00e0 <em>Tecnopolia<\/em>, Postman convida-nos a sermos <em>lutadores de uma resist\u00eancia amorosa<\/em>, isto \u00e9, pessoas que mant\u00eam junto do seu cora\u00e7\u00e3o as narrativas e s\u00edmbolos que vitalizam a esperan\u00e7a de n\u00e3o sermos dominados por aqueles que dominam a tecnologia. A <em>Laudate Deum<\/em> inspira-nos a sermos este tipo de lutadores pac\u00edficos, mas activos.<\/p>\n<p>Alguns poder\u00e3o pensar que o Papa n\u00e3o devia usar estes instrumentos pastorais para abordar quest\u00f5es de natureza cient\u00edfico-tecnol\u00f3gica e social, mas preocupar-se mais com o amadurecimento da f\u00e9 das pessoas. Permitam-me a pergunta: o que ser\u00e1 viver a f\u00e9 sem haver um encontro com a verdade?<\/p>\n<p>Se o meu estilo de vida influi sobre o clima e isso afecta o meu irm\u00e3o em Cristo e em humanidade que n\u00e3o tem os recursos de ar condicionado que tenho, significa ter sido incapaz de ver nele que sofre a presen\u00e7a de Jesus. Existem esp\u00e9cies que sofrem tamb\u00e9m, e se acredito que s\u00e3o Obra do Criador a quem chamo Pai, se for insens\u00edvel a esse sofrimento significa ser superficial na minha f\u00e9. A <em>Laudate Deum<\/em> \u00e9 um apelo a n\u00e3o termos medo da verdade e um convite a sairmos do conforto dos estilos de vida que nos desligam daquilo que se passa \u00e0 nossa volta.<\/p>\n<p>Existe apenas algo que n\u00e3o compreendi. Depois de reconhecer <em>\u00ab o valor peculiar e central do ser humano no meio do maravilhoso concerto de todos os seres\u00bb<\/em>, o Papa diz que <em>\u00abhoje somos obrigados a reconhecer que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel defender um \u201cantropocentrismo situado\u201d<\/em> (LD 67). E com essa express\u00e3o pretende <em>\u00abreconhecer que a vida humana n\u00e3o se pode compreender nem sustentar sem as outras criaturas. \u00bb<\/em> Ou seja, n\u00e3o vivemos isolados do resto da cria\u00e7\u00e3o, mas chamar a isto de \u201cantropocentrismo\u201d \u00e9 um retrocesso de linguagem. Talvez houvesse uma outra express\u00e3o inspirada no final deste ponto 67 que retoma a <em>Laudato Si\u2019<\/em> n.89 \u2014<\/p>\n<blockquote><p>\u00abDe facto \u201cn\u00f3s e todos os seres do universo, sendo criados pelo mesmo Pai, estamos unidos por la\u00e7os invis\u00edveis e formamos uma esp\u00e9cie de fam\u00edlia universal, uma <strong>comunh\u00e3o sublime<\/strong> que nos impele a um respeito sagrado, amoroso e humilde\u201d\u00bb.<\/p><\/blockquote>\n<p>Este ponto trouxe-me \u00e0 mem\u00f3ria uma ideia que introduzi em 2008 na revista <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/0BzOxbh7KnYrYUEQ1cFZCaHRBdjA\/view?usp=sharing\">Brot\u00e9ria<\/a>;. Ser\u00e1 que poder\u00edamos antes reconhecer que s\u00f3 um <em>communiocentrismo<\/em> amplia o sentido e significado da realidade da comunh\u00e3o como aspecto fundacional da Ecologia Integral?<\/p>\n<p><em>Laudate Deum<\/em> \u00e9 uma exorta\u00e7\u00e3o \u00e0 consci\u00eancia porque \u2014 <em>\u00abn\u00e3o h\u00e1 mudan\u00e7as culturais sem mudan\u00e7as nas pessoas\u00bb<\/em> (LD 70) \u2014, mas tamb\u00e9m \u00e0 esperan\u00e7a atrav\u00e9s das fam\u00edlias, pois \u2014 <em>\u00abos esfor\u00e7os das fam\u00edlias para poluir menos, reduzir esbanjamentos, consumir de forma sensata est\u00e3o a criar uma nova cultura.\u00bb<\/em> (LD 71). Uma cultura onde podemos ter todos os dispositivos carregados, mas desligados, de modo a libertar o olhar para poder contemplar o mundo \u00e0 procura daquilo que Deus v\u00ea.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Para acompanhar o que escrevo pode subscrever a Newsletter <em>Escritos<\/em> em <a href=\"https:\/\/tinyletter.com\/miguelopanao\">https:\/\/tinyletter.com\/miguelopanao<\/a><\/p>\n<p>;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (Professor\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0Blog\u00a0&amp;\u00a0Autor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":166774,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-299887","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299887","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=299887"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299887\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/166774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=299887"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=299887"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=299887"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}