{"id":299460,"date":"2023-10-04T08:50:36","date_gmt":"2023-10-04T07:50:36","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=299460"},"modified":"2023-10-04T09:06:13","modified_gmt":"2023-10-04T08:06:13","slug":"homilia-do-papa-francisco-na-missa-com-os-novos-cardeais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-papa-francisco-na-missa-com-os-novos-cardeais\/","title":{"rendered":"Homilia do Papa Francisco na Missa com os novos cardeais"},"content":{"rendered":"<p><em>Abertura da XVI Assembleia Geral Ordin\u00e1ria do S\u00ednodo dos Bispos <\/em><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_299478\" aria-describedby=\"caption-attachment-299478\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/20231004_sinodo_bispos_sinodalidade_0369.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-299478 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/20231004_sinodo_bispos_sinodalidade_0369.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1282\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/20231004_sinodo_bispos_sinodalidade_0369.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/20231004_sinodo_bispos_sinodalidade_0369-389x260.jpg 389w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/20231004_sinodo_bispos_sinodalidade_0369-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/20231004_sinodo_bispos_sinodalidade_0369-768x513.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/20231004_sinodo_bispos_sinodalidade_0369-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/20231004_sinodo_bispos_sinodalidade_0369-1536x1026.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-299478\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ricardo Perna<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Evangelho que ouvimos \u00e9precedido pela narra\u00e7\u00e3o dum momento dif\u00edcil da miss\u00e3o de Jesus, que poder\u00edamos definir de \u00abdesola\u00e7\u00e3o pastoral\u00bb: Jo\u00e3o Baptista duvida que Ele seja verdadeiramente o Messias; muitas cidades por onde passou, apesar dos prod\u00edgios realizados, n\u00e3o se converteram; as pessoas acusam-no de ser um glut\u00e3o e bebedor de vinho, apesar de pouco antes se queixarem do Batista, porque era demasiado austero (cf. Mt 11, 2-24). Vemos, por\u00e9m, que Jesus n\u00e3o se deixa tomar pela tristeza, mas eleva os olhos ao C\u00e9u e louva o Pai por ter revelado aos simples os mist\u00e9rios do Reino de Deus: \u00abEu te bendigo, \u00f3 Pai, Senhor do C\u00e9u e da Terra, porque escondeste estas coisas aos s\u00e1bios e aos entendidos e as revelaste aos pequeninos\u00bb (Mt 11, 25). Portanto Jesus, no momento da desola\u00e7\u00e3o, tem um olhar capaz de ver mais al\u00e9m: louva a sabedoria do Pai e consegue vislumbrar o bem escondido que cresce, a semente da Palavra acolhida pelos simples, a luz do Reino de Deus que abre caminho mesmo na noite.<\/p>\n<p>Queridos cardeais, irm\u00e3os bispos, irm\u00e3s e irm\u00e3os, estamos na abertura da Assembleia Sinodal. E n\u00e3o nos ajuda um olhar imanente, feito de estrat\u00e9gias humanas, c\u00e1lculos pol\u00edticos ou batalhas ideol\u00f3gicas: se o S\u00ednodo vai dar esta autoriza\u00e7\u00e3o, aquela outra, se vai abrir esta porta ou outra\u2026 Isso n\u00e3o \u00e9 \u00fatil.<\/p>\n<p>N\u00e3o estamos aqui para realizar uma reuni\u00e3o parlamentar nem um plano de reformas. O S\u00ednodo, irm\u00e3os e irm\u00e3s, n\u00e3o \u00e9 um Parlamento. O protagonista \u00e9 o Esp\u00edrito Santo. N\u00e3o estamos para um Parlamento, estamos aqui para caminhar juntos com o olhar de Jesus, que bendiz o Pai e acolhe a quantos est\u00e3o cansados e oprimidos. Comecemos, pois, a partir deste olhar de Jesus: um olhar de b\u00ean\u00e7\u00e3o e acolhedor. O olhar de Jesus \u00e9 assim, de b\u00ean\u00e7\u00e3o e acolhedor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vejamos a primeira parte, um olhar de b\u00ean\u00e7\u00e3o. Apesar de ter experimentado a rejei\u00e7\u00e3o e ter visto ao seu redor tanta dureza de cora\u00e7\u00e3o, Cristo n\u00e3o se deixa prender pela desilus\u00e3o, n\u00e3o se torna amargo, nem extingue o louvor; fundado no primado do Pai, o seu cora\u00e7\u00e3o permanece sereno, mesmo na tempestade.<\/p>\n<p>Este olhar de b\u00ean\u00e7\u00e3o do Senhor convida-nos tamb\u00e9m a n\u00f3s a sermos uma Igreja que, de \u00e2nimo feliz, contempla a a\u00e7\u00e3o de Deus e discerne o presente; uma Igreja que, no meio das ondas por vezes agitadas do nosso tempo, n\u00e3o desanima, n\u00e3o procura escapat\u00f3rias ideol\u00f3gicas, n\u00e3o se barrica atr\u00e1s de convic\u00e7\u00f5es adquiridas, n\u00e3o cede a solu\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis, nem deixa que seja o mundo a ditar a sua agenda. Esta \u00e9 a sabedoria espiritual da Igreja, resumida com serenidade por S\u00e3o Jo\u00e3o XXIII: \u00ab\u00c9 necess\u00e1rio primeiramente que a Igreja n\u00e3o se afaste do patrim\u00f3nio sagrado da verdade, recebido dos seus maiores; mas, ao mesmo tempo, deve tamb\u00e9m olhar para o presente, para as novas condi\u00e7\u00f5es e formas de vida do mundo, que abriram novos caminhos ao apostolado\u00bb (Discurso de inaugura\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio Ecum\u00e9nico Vaticano II, 11\/X\/1962).<\/p>\n<p>O olhar de b\u00ean\u00e7\u00e3o de Jesus convida-nos a ser uma Igreja que n\u00e3o enfrenta os desafios e problemas de hoje com um esp\u00edrito de divis\u00e3o e conflituoso, mas, pelo contr\u00e1rio, levanta os olhos para Deus, que \u00e9 comunh\u00e3o, e, com espanto e humildade, o bendiz e adora, reconhecendo-o como seu \u00fanico Senhor. Somos dele e \u2013 nunca o esque\u00e7amos \u2013 existimos apenas para o levar ao mundo. Como disse o ap\u00f3stolo Paulo, de nada nos queremos \u00abgloriar, a n\u00e3o ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo\u00bb (Gal 6, 14). Isto nos basta! Ele basta-nos. N\u00e3o queremos gl\u00f3rias terrenas, n\u00e3o queremos parecer bem aos olhos do mundo, mas fazer-lhe chegar a consola\u00e7\u00e3o do Evangelho, para testemunhar melhor, e a todos, o amor infinito de Deus. De facto, como afirmou Bento XVI dirigindo-se precisamente a uma Assembleia Sinodal, \u00abpara n\u00f3s a quest\u00e3o \u00e9: Deus falou, deveras rompeu o grande sil\u00eancio, mostrou-se, mas como podemos fazer chegar esta realidade ao homem de hoje, para que se torne salva\u00e7\u00e3o?\u00bb (Medita\u00e7\u00e3o na I Congrega\u00e7\u00e3o Geral da XIII Assembleia Geral Ordin\u00e1ria do S\u00ednodo dos Bispos, 08\/X\/2012). Esta \u00e9 a quest\u00e3o fundamental. E este \u00e9 o dever prim\u00e1rio do S\u00ednodo: centrar de novo o nosso olhar em Deus, para sermos uma Igreja que olha, com miseric\u00f3rdia, a humanidade. Uma Igreja unida e fraterna, pelo menos que procura ser unida e fraterna, que escuta e dialoga; uma Igreja que aben\u00e7oa e encoraja, que ajuda quem busca o Senhor, que sacode benevolamente os indiferentes, que abre caminhos para iniciar as pessoas na beleza da f\u00e9. Uma Igreja que tem Deus no centro e, consequentemente, n\u00e3o se divide internamente e nunca \u00e9 dura externamente. Uma Igreja que arrisca, com Jesus, \u00e9 assim que Jesus quer a Igreja, a sua Esposa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Depois do olhar de b\u00ean\u00e7\u00e3o, contemplemos o olhar acolhedor de Cristo. Os dois olhares, de b\u00ean\u00e7\u00e3o e acolhedor. Enquanto aqueles que se consideram s\u00e1bios n\u00e3o conseguem reconhecer a obra de Deus, Jesus exulta de alegria no Pai porque se revela aos pequeninos, aos simples, aos pobres em esp\u00edrito.<\/p>\n<p>Uma vez, havia uma dificuldade na par\u00f3quia, as pessoas falavam-me disso, das coisas, e uma idosa, uma senhora do povo, quase analfabeta, teve uma interven\u00e7\u00e3o digna de um te\u00f3logo, com muita mansid\u00e3o e sabedoria espiritual, dando o seu contributo. Recordo esse momento como uma revela\u00e7\u00e3o do Senhor, tamb\u00e9m com alegria. Pensei perguntar-lhe: onde estudou essa Teologia t\u00e3o forte? Os povos, s\u00e1bios, t\u00eam essa f\u00e9.<\/p>\n<p>E por isso, ao longo da sua vida, Jesus assume este olhar acolhedor para com os mais fr\u00e1geis, os atribulados, os descartados. \u00c9 neles que pensa, de modo particular, ao pronunciar estas palavras que ouvimos: \u00abVinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu vos aliviarei\u00bb (Mt 11, 28).<\/p>\n<p>Este olhar acolhedor de Jesus convida-nos tamb\u00e9m a n\u00f3s a sermos uma Igreja hospitaleira, n\u00e3o com as portas fechadas. Num tempo complexo como o nosso, surgem novos desafios culturais e pastorais que exigem uma atitude interior cordial e gentil para os podermos encarar sem medo. No di\u00e1logo sinodal, durante esta estupenda \u00abmarcha no Esp\u00edrito Santo\u00bb que realizamos juntos como Povo de Deus, oxal\u00e1 possamos crescer na unidade e na amizade com o Senhor, para ver com o seu olhar os desafios de hoje; para se tornar, segundo uma linda express\u00e3o de S\u00e3o Paulo VI, uma Igreja que \u00abse faz col\u00f3quio\u00bb (Carta enc. Ecclesiam suam, 65). Uma Igreja \u00abde jugo suave\u00bb (cf. Mt 11, 30), que n\u00e3o imp\u00f5e pesos e, a todos, repete: \u00abVinde, cansados e oprimidos; vinde, v\u00f3s que vos extraviastes ou sentis distantes; vinde, v\u00f3s que fechastes as portas \u00e0 esperan\u00e7a: a Igreja est\u00e1 aqui para v\u00f3s!\u00bb. A Igreja das portas abertas a todos, todos, todos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Irm\u00e3os e irm\u00e3s, Povo santo de Deus, diante das dificuldades e desafios que nos esperam, o olhar de b\u00ean\u00e7\u00e3o e acolhedor de Jesus impede-nos de cair nalgumas tenta\u00e7\u00f5es perigosas: ser uma Igreja r\u00edgida, uma alf\u00e2ndega, que se arma contra o mundo e olha para tr\u00e1s; ser uma Igreja t\u00e9pida, que se rende \u00e0s modas do mundo; ser uma Igreja cansada, fechada em si mesma. No Livro do Apocalipse, o Senhor diz \u00abEu estou \u00e0 porta e chamo\u00bb, para que a porta seja aberta. Mas tantas vezes, irm\u00e3os e irm\u00e3s, de dentro da Igreja, bate para que deixemos sair o Senhor, com a Igreja, para proclamar o seu Evangelho.<\/p>\n<p>Caminhemos juntos: humildes, ardorosos e alegres. Caminhemos pelas pegadas de S\u00e3o Francisco de Assis, o Santo da pobreza e da paz, o \u00ablouco de Deus\u00bb que trouxe no corpo os estigmas de Jesus e, para se revestir dele, despojou-se de tudo. \u00c9 dif\u00edcil, este despojamento interior e tamb\u00e9m exterior de todos n\u00f3s, tamb\u00e9m da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Conta S\u00e3o Boaventura que, enquanto rezava, o Crucificado lhe disse: \u00abVai e repara a minha igreja\u00bb (Legenda maior, II, 1). O S\u00ednodo serve para nos recordar isto: a nossa M\u00e3e Igreja sempre precisa de purifica\u00e7\u00e3o, de ser reparada, porque todos n\u00f3s somos um Povo de pecadores perdoados, as duas coisas, sempre necessitados de regressar \u00e0 fonte que \u00e9 Jesus e de nos colocarmos novamente nos caminhos do Esp\u00edrito para chegar a todos com o seu Evangelho. Francisco de Assis, num tempo de grandes lutas e divis\u00f5es entre o poder temporal e o religioso, entre a Igreja institucional e as correntes her\u00e9ticas, entre crist\u00e3os e outros crentes, n\u00e3o criticou nem atacou ningu\u00e9m, mas limitou-se a pegar nas armas do Evangelho: a humildade e a unidade, a ora\u00e7\u00e3o e a caridade. Fa\u00e7amos assim tamb\u00e9m n\u00f3s! Humildade e unidade, ora\u00e7\u00e3o e caridade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E se o Povo santo de Deus com os seus pastores, de todas as partes do mundo, nutre anseios, esperan\u00e7as e at\u00e9 qualquer receio sobre o S\u00ednodo que iniciamos, recordemos mais uma vez que n\u00e3o se trata duma reuni\u00e3o pol\u00edtica, n\u00e3o \u00e9 um Parlamento, \u00e9 uma convoca\u00e7\u00e3o no Esp\u00edrito; n\u00e3o se trata dum parlamento polarizado, mas dum lugar de gra\u00e7a e comunh\u00e3o. Depois, como sucede muitas vezes, o Esp\u00edrito Santo rompe as nossas expectativas para criar algo de novo que supera as nossas previs\u00f5es e as nossas negatividades. Posso dizer que, talvez, os momentos mais frutuosos do S\u00ednodo s\u00e3o os momentos de ora\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m o ambiente de ora\u00e7\u00e3o, com o qual o Senhor atua em n\u00f3s.<\/p>\n<p>Abramo-nos a Ele e invoquemo-lo, Ele \u00e9 o protagonista, o Esp\u00edrito Santo. Deixemos que Ele seja o protagonismo do S\u00ednodo. E com Ele caminhemos, com confian\u00e7a e alegria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Abertura da XVI Assembleia Geral Ordin\u00e1ria do S\u00ednodo dos Bispos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":299478,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[274,311],"class_list":["post-299460","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-papa-francisco","tag-sinodo-dos-bispos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299460","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=299460"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299460\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/299478"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=299460"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=299460"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=299460"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}