{"id":299291,"date":"2023-10-03T09:14:11","date_gmt":"2023-10-03T08:14:11","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=299291"},"modified":"2023-10-02T13:14:25","modified_gmt":"2023-10-02T12:14:25","slug":"jmj-2023-frutos-temporoes-no-tempo-e-serodios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/jmj-2023-frutos-temporoes-no-tempo-e-serodios\/","title":{"rendered":"JMJ 2023 &#8211; Frutos tempor\u00f5es, \u2018no tempo\u2019 e ser\u00f4dios\u2026"},"content":{"rendered":"<p><em>Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva, Diocese de Aveiro<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-266200 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LuisSilva-Aveiro-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LuisSilva-Aveiro-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LuisSilva-Aveiro-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LuisSilva-Aveiro-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LuisSilva-Aveiro-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LuisSilva-Aveiro.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/>Na terra onde me fiz gente (nasci nas terras de Don P\u00e9rignon, em Fran\u00e7a, mas fiz-me gente em Pessegueiro do Vouga), era certo e sabido que ver\u00e3o quente e seco dava \u2018fruta tempor\u00e3\u2019, aquela que nascia antes do tempo, doce e rosadinha. Como me recordou o meu pai, h\u00e1 dias, esta era a fruta que vinha \u2018no cedo\u2019.<\/p>\n<p>No tempo certo, haveriam de vir as mais robustas colheitas e, por fim, outras, j\u00e1 ser\u00f4dias, viriam fora do tempo, \u2018no tarde\u2019. Todas eram, por\u00e9m, bem-vindas, num tempo em que a fruta de \u00e9poca era mesmo \u2018de \u00e9poca\u2019, por n\u00e3o se dispor dos meios que nos permitem, como hoje, trazer fora de tempo o fruto chegado do outro lado do mundo. Haver fruto tempor\u00e3o abria o leque do tempo: de mais tempo de frutos se passava a dispor.<\/p>\n<p>Lembrei-me disto ao refletir sobre o que pretendemos que sejam os frutos das JMJ. Frutos tempor\u00f5es, \u2018no tempo\u2019 ou ser\u00f4dios? Ou n\u00e3o ser\u00e1 que devamos ter a sabedoria de contar com frutos imediatos, talvez mais epid\u00e9rmicos, frutos no tempo pr\u00f3prio, e frutos inesperados e fora de todo o plano? A pergunta sup\u00f5e a resposta\u2026<\/p>\n<p>Percebe-se a sofreguid\u00e3o de ver os frutos tempor\u00f5es. V\u00ea-los \u00e9 garantia de uma maior amplitude do tempo dos frutos, mas h\u00e1 um detalhe, n\u00e3o recordado acima, que pode alterar essa equa\u00e7\u00e3o. A fruta rapidamente amadurecida, quando vinha uma borrasca ou geada, ca\u00eda no ch\u00e3o, e esborrachava-se.<\/p>\n<p>\u00c9, por isso, s\u00e1bio dar tempo para que o fruto amadure\u00e7a, robusto e capaz de enfrentar a intemp\u00e9rie.<\/p>\n<p>Esta met\u00e1fora do campo, do cultivo, do jardim, percorre todo um livro cujo conhecimento \u00e9, ele mesmo, fruto tempor\u00e3o destas JMJ. Refiro-me \u00e0 obra \u2018a cultura do \u00c9den\u2019, de Johannes Hartl, um livro que me foi dado a conhecer pelos padres peregrinos da diocese de Col\u00f3nia, acolhidos na minha comunidade paroquial de Santiago de Bedu\u00eddo, onde integrei a generosa equipa de volunt\u00e1rios. Nele me basearei para a reflex\u00e3o que aqui partilho, de seguida, n\u00e3o sem uma nota pr\u00e9via.<\/p>\n<p>O que aconteceu, nos dias nas dioceses, parece ter estado a escapar \u00e0s leituras que v\u00e3o sendo feitas das JMJ. Um mar de novos encontros, de partilhas, de reconhecimento de diversidade de caminhares, se agigantou em todas as dioceses do pa\u00eds. Eu, que participei nas primeiras jornadas da juventude que tinham seguido este modelo &#8211; as de Paris, em 1997 -, estou convencido de que a colheita dos frutos n\u00e3o se far\u00e1, devidamente, sem ter em conta este primeiro tempo das JMJ, passado na discri\u00e7\u00e3o das dioceses e de pendor autenticamente catecumenal ou, pelo menos, de fei\u00e7\u00e3o peregrinante\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Feita esta nota, regressemos ao livro\u2026<\/p>\n<p>Johannes Hartl, que uma r\u00e1pida consulta do respetivo site permite perceber ser um reconhecido te\u00f3logo no contexto alem\u00e3o e solicitado um pouco por todo o mundo para confer\u00eancias, \u00e9 um ilustre desconhecido entre n\u00f3s. Neste livro, sempre bem fundamentado e documentado, sem afirma\u00e7\u00f5es gratuitas, o autor faculta-nos uma leitura do nosso tempo que \u00e9 simultaneamente realista e esperan\u00e7osa. A sua leitura do fundo humano permite-lhe ir para al\u00e9m da espuma e do imediato, levando-nos \u00e0 constata\u00e7\u00e3o (t\u00e3o oportuna para um discernimento pastoral) de que a vida humana aut\u00eantica se realiza em torno de tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es fundamentais que ele analisa, com detalhe e muita informa\u00e7\u00e3o: <strong>v\u00ednculo,<\/strong> <strong>sentido<\/strong> e <strong>beleza<\/strong>.<\/p>\n<p>Numa interpreta\u00e7\u00e3o muito pessoal, ouso estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o entre cada uma destas condi\u00e7\u00f5es e vetores da miss\u00e3o do cristianismo. Cada uma das condi\u00e7\u00f5es analisadas constitui-se como vetor de a\u00e7\u00e3o evangelizadora e transformadora.<\/p>\n<p>A pretexto de cada uma destas condi\u00e7\u00f5es\/vetores, recolho um sum\u00e1rio de ideias que nos permitem perceber o manancial de oportunidades que nos proporciona este livro, um dos tais frutos (pessoais) tempor\u00f5es destas JMJ.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre o \u2018v\u00ednculo\u2019<\/strong><\/p>\n<p>No \u00e2mbito da reflex\u00e3o sobre a import\u00e2ncia do v\u00ednculo para a aut\u00eantica vida humana, este autor recorda, nas p\u00e1ginas 90 e 91, dois estudos de 2019 que evidenciam que os adolescentes sem v\u00ednculo s\u00f3lido ao pai \u2018custam\u2019 ao Estado, em m\u00e9dia, cerca de 15 mil euros, muito mais do que os 1450\u20ac que \u2018custa\u2019 um adolescente com v\u00ednculo seguro ao pai, sendo autores desses estudos Christian Bachmann, Jennifer Beecham e Thomas O&#8217;connor. Quantos desafios decorrem desta singular constata\u00e7\u00e3o! Quantas implica\u00e7\u00f5es para pol\u00edticas de fam\u00edlia e sociais, devendo, neste contexto, esperar-se a voz prof\u00e9tica da Igreja a solicitar que, em nome de todos e, em particular, das crian\u00e7as, dos jovens e adolescentes, se retomem como priorit\u00e1rias as pol\u00edticas de fam\u00edlia verdadeiramente protetoras desta e n\u00e3o promotoras da sua f\u00e1cil e r\u00e1pida dissolu\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia do v\u00ednculo \u00e9 sublinhada pelo autor que, ap\u00f3s apresentar diversos estudos do \u00e2mbito da psicologia e do desenvolvimento, conclui que, para um beb\u00e9, o \u2018v\u00ednculo, e n\u00e3o a luta pela sobreviv\u00eancia, \u00e9 a for\u00e7a motriz\u2019 (p. 73).<\/p>\n<p>A singularidade desta obra est\u00e1 em, n\u00e3o s\u00f3 nos facultar muita informa\u00e7\u00e3o e documenta\u00e7\u00e3o, mas, principalmente, em interpret\u00e1-la, descodificando o seu significado e colocando-o em confronto com o que, tantas vezes, \u00e9 repetido \u00e0 saciedade, de forma acr\u00edtica.<\/p>\n<p>Da constata\u00e7\u00e3o de que o v\u00ednculo se constitui como vetor estruturante de uma vida humana aut\u00eantica resulta uma \u00f3bvia interroga\u00e7\u00e3o para o cristianismo: que qualidade t\u00eam os v\u00ednculos que criam os nossos lugares de evangeliza\u00e7\u00e3o: catequeses, pastoral juvenil, escolar, universit\u00e1ria, etc.?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre o \u2018sentido\u2019<\/strong><\/p>\n<p>O \u2018acriticismo\u2019 acima referido \u00e9 comum ao abordar a quest\u00e3o do sentido. As teses laicistas e preconceituosas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 religi\u00e3o foram gerando a convic\u00e7\u00e3o de que a f\u00e9 era assunto de \u2018menores\u2019, de destitu\u00eddos de intelig\u00eancia ou do foro estritamente individual, sem import\u00e2ncia. Hartl recorda, com frequ\u00eancia, o trabalho realizado por Viktor Frankl, criador da logoterapia, que estabeleceu um nexo entre a resist\u00eancia (inclusive f\u00edsica) e a f\u00e9, e complementa com investiga\u00e7\u00f5es mais recentes que confirmam as descobertas j\u00e1 realizadas por aquele psiquiatra judeu, que passara parte da sua vida em campos de concentra\u00e7\u00e3o nazis. Estudos realizados por Aliya Alimujian e Ashley Wiensch, publicados em 2019, no Jama network open, concluem que &#8216;as pessoas que consideram que a sua vida tem sentido t\u00eam duas vezes e meia menos probabilidades de sofrer derrames cerebrais e enfartes.&#8217; (p.195)<\/p>\n<p>N\u00e3o fique, por\u00e9m, a impress\u00e3o de que o livro \u00e9 uma sequ\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es. Trata-se de uma muito interessante obra de tese, que analisa, a fundo, o ser humano e a sua realiza\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea, enunciando os lugares onde o desejo humano encontra resposta na esperan\u00e7a crist\u00e3. A reflex\u00e3o de Hartl leva-o a concluir, perante os desafios que ele detidamente analisa do transumanismo, da omnipresen\u00e7a do digital, etc., que &#8216;o futuro n\u00e3o pertencer\u00e1 a quem calcule mais r\u00e1pido, mas a quem souber reconhecer e transmitir o sentido.&#8217; (p. 206). Como n\u00e3o ver aqui um repto a que se perceba a ansiosa, mas tantas vezes latente, busca de sentido de que nos falam os jovens cujos olhos procuram, sem cessar, que se lhes diga que o sentido se procura e n\u00e3o apenas se constr\u00f3i como uma autocria\u00e7\u00e3o: a consci\u00eancia do \u2018dom\u2019 supera os limites em que o individualismo nos enreda!<\/p>\n<p>Para onde apontam as iniciativas que as nossas comunidades e institui\u00e7\u00f5es crist\u00e3s promovem? Falam e levam a peregrinar em dire\u00e7\u00e3o a um sentido ou divergem em atalhos sem rumo? Como denunciam, com intelig\u00eancia e criatividade, o sem-rumo de tantas vias que s\u00e3o beco sem sa\u00edda, mas que, por temor, parecem ser legitimadas sem interroga\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sobre a \u2018beleza\u2019<\/strong><\/p>\n<p>Por fim, a reflex\u00e3o de Hartl incide sobre a beleza\u2026<\/p>\n<p>Aqui, Hartl n\u00e3o deixa de interpelar as pr\u00f3prias comunidades crist\u00e3s que pareceram ter abandonado a consci\u00eancia e preocupa\u00e7\u00e3o com o belo.<\/p>\n<p>Parecendo secundar o pensamento de Hartl, as JMJ vieram desafiar \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o da beleza, face \u00e0 demonstra\u00e7\u00e3o de que a juventude n\u00e3o se rendeu, definitivamente, ao kitsch e ao feio. Os momentos de beleza musical, c\u00e9nica, liter\u00e1ria, das JMJ evidenciam que h\u00e1 longo caminho a percorrer, sem medo, nesta mat\u00e9ria, o que \u2013 deve reconhecer-se \u2013 tem sido o esfor\u00e7o que, por exemplo, \u00e9 realizado pela Igreja Portuguesa, atrav\u00e9s do SNEC, na constru\u00e7\u00e3o dos recursos da disciplina de EMRC em que a beleza \u00e9 procurada e crit\u00e9rio constante, recursos esses que chegam a milhares de jovens das nossas escolas nacionais, mas cuja preocupa\u00e7\u00e3o deve ser secundada nas restantes iniciativas das nossas comunidades crist\u00e3s.<\/p>\n<p>Hartl critica a submiss\u00e3o do belo \u00e0 fun\u00e7\u00e3o (por efeito das conce\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas de arte) e considera que a busca do belo torna a realidade mais dur\u00e1vel, recordando que a beleza pode ter efeitos nos pr\u00f3prios estados an\u00edmicos com forte impacto social. Conta, a t\u00edtulo ilustrativo, como Edi Rama, que chegou a presidente da C\u00e2mara de Tirana, capital da Alb\u00e2nia, encontrou uma cidade feia e com elevada taxa de criminalidade, tendo decidido fazer uma op\u00e7\u00e3o pela beleza, na reconstru\u00e7\u00e3o da cidade, \u2018plantando \u00e1rvores e redesenhando o centro da cidade como um lugar onde agrada passear\u2019. Tais decis\u00f5es repercutiram-se na diminui\u00e7\u00e3o da taxa de criminalidade, afirmando o ent\u00e3o presidente da edilidade (e, hoje, primeiro-ministro da Alb\u00e2nia), que a \u2018beleza pode ajudar na luta contra a delinqu\u00eancia\u2019. (p. 329)<\/p>\n<p>As implica\u00e7\u00f5es pastorais (e pol\u00edticas, e pedag\u00f3gicas, e\u2026) destas constata\u00e7\u00f5es s\u00e3o imensas. Que lugar t\u00eam o belo e a busca do sublime no que fazem, pensam, organizam, partilham as nossas comunidades crist\u00e3s? Que lugar tem a arte (nas suas m\u00faltiplas express\u00f5es: m\u00fasica, pintura, cinema, literatura, dan\u00e7a, arquitetura, etc.) como instrumento pastoral de concretiza\u00e7\u00e3o de um caminho com todos os que se disp\u00f5em a peregrinar?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em s\u00edntese\u2026<\/p>\n<p>O desafio de Hartl n\u00e3o \u00e9, diante de tudo isto, um regresso ao \u00c9den, numa l\u00f3gica saudosista, mas um reconhecimento de que o \u00c9den nos fala de um lugar (projetado no passado, mas a falar-nos do futuro) onde a beleza, a rela\u00e7\u00e3o vinculada e o sentido (expresso, tamb\u00e9m, no interdito exclusivo e limitado) eram a condi\u00e7\u00e3o em que n\u00e3o t\u00ednhamos medo da nudez que denuncia a nossa fragilidade. A perda dessas tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es fez-nos ter vergonha e temer quem somos, por nos negarmos limitados e indigentes, temendo, tamb\u00e9m, o outro por ele poder reconhecer e denunciar a nossa indig\u00eancia. Medos em que se alicer\u00e7am tantas decis\u00f5es individualistas hoje tornadas lei (gritam solit\u00e1rias as v\u00edtimas do aborto, da eutan\u00e1sia, da ideologia de g\u00e9nero, da pena de morte, da legitimidade da tortura, etc., e gritar\u00e3o, no futuro, as v\u00edtimas do eugenismo e do transumanismo) e perante as quais \u00e9 preciso quem ouse continuar a dizer que o humano que somos continua a fazer-se no encontro com o outro. Recordando o pensamento de Ferdinand Ulrich, que Hartl subscreve, h\u00e1 que reconhecer que \u2018\u00e0 luz do tu, o mundo come\u00e7a a falar\u2019. Quantos reptos a um cristianismo chamado a anunciar a nova Humanidade!<\/p>\n<p>Os frutos s\u00e3o tempor\u00f5es, bem certo, mas, permitem prever fecunda e duradoura colheita se n\u00e3o tivermos medo, pois, onde h\u00e1 medo, n\u00e3o h\u00e1 liberdade; onde h\u00e1 liberdade, n\u00e3o h\u00e1 medo.<\/p>\n<p>\u2018N\u00e3o temais\u2019, disse-nos o Mestre e recordou-no-lo o Papa Francisco, vezes sem conta.<\/p>\n<p>A colheita j\u00e1 come\u00e7ou a fazer-se, mas n\u00e3o \u00e9 para fazer de uma s\u00f3 vez. Recolhamos os frutos (porque haver\u00e1 frutos a colher, h\u00e1 esperan\u00e7a e \u2018sentido\u2019\u2026), juntos (\u2018v\u00ednculo\u2019), e embelezemos em forma de jardim (\u2018beleza\u2019) a realidade em que peregrinamos. Se n\u00e3o temermos, os frutos surgir\u00e3o: uns tempor\u00f5es, outros \u2018no tempo\u2019 e, por fim, outros ser\u00f4dios.<\/p>\n<p>\u2026porque um Deus que \u00e9 \u2018Amor\u2019 selar\u00e1 os nossos v\u00ednculos, encher\u00e1 de harmonia as nossas vidas, Ele mesmo horizonte para que aponta o nosso andar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva, Diocese de Aveiro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":266200,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-299291","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299291","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=299291"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299291\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/266200"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=299291"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=299291"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=299291"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}