{"id":299269,"date":"2023-10-02T12:16:19","date_gmt":"2023-10-02T11:16:19","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=299269"},"modified":"2023-10-02T12:16:19","modified_gmt":"2023-10-02T11:16:19","slug":"a-cruz-escondida-246","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-246\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Terroristas executam grupo de crist\u00e3os em novo ataque em Mo\u00e7ambique<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-299273 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/cabo-delgado-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/cabo-delgado-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/cabo-delgado-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/cabo-delgado-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/cabo-delgado.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/>Massacre em Cabo Delgado<\/h4>\n<p>O terror voltou a Mo\u00e7ambique. Homens armados atacaram com crueldade uma aldeia em Cabo Delgado, no dia 15 de Setembro, e assassinaram pelo menos 11 crist\u00e3os. Foi um acto deliberado. Antes de terem sido executados a tiro, os crist\u00e3os foram separados dos mu\u00e7ulmanos. Um mission\u00e1rio refere que a popula\u00e7\u00e3o \u201cest\u00e1 assustada\u201d e fala em \u201cmomentos de tens\u00e3o e inseguran\u00e7a\u201d \u2026<\/p>\n<p>Os terroristas chegaram \u00e0 aldeia de Naquitengue, situada no distrito de Moc\u00edmboa da Praia, ao in\u00edcio da tarde de sexta-feira, 15 de Setembro, e convocaram a popula\u00e7\u00e3o. Inicialmente, ningu\u00e9m suspeitou daquele grupo de homens armados pois usavam fardas id\u00eanticas \u00e0 dos soldados mo\u00e7ambicanos. Mas depressa perceberam o logro. N\u00e3o eram soldados, mas sim terroristas. N\u00e3o havia como fugir. Depois de terem separado os crist\u00e3os dos mu\u00e7ulmanos, \u201ccom base nos nomes\u201d para os identificar segundo as suas etnias, os terroristas \u201cabriram fogo contra os crist\u00e3os\u201d. Os relatos s\u00e3o perturbadores. N\u00e3o se limitaram a mat\u00e1-los. Fizeram-no com brutalidade, com \u00f3dio, esvaziando as metralhadoras nos corpos j\u00e1 tombados no ch\u00e3o. Os crist\u00e3os, ali maioritariamente pertencentes \u00e0 etnia Makonde, foram \u201cregados de balas\u201d, como contou mais tarde um sobrevivente deste holocausto em Naquitengue. Antes de abandonarem a aldeia, os terroristas queimaram ainda algumas casas. Horas depois, j\u00e1 no Domingo, dia 17, o grupo jihadista \u201cEstado Isl\u00e2mico\u201d reivindicaria este ataque referindo expressamente a morte dos crist\u00e3os. Frei Boaventura, um mission\u00e1rio do Instituto da Fraternidade dos Pobres de Jesus, presente em Mo\u00e7ambique, referiu \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS os contornos extremamente violentos deste ataque, salientando \u201co detalhe\u201d de que \u201cesta estrat\u00e9gia j\u00e1 aconteceu no passado\u201d. O mission\u00e1rio refere-se ao facto de os terroristas terem os crist\u00e3os como um alvo concreto. De facto, lembra Boaventura, Cabo Delgado j\u00e1 assistiu a situa\u00e7\u00f5es id\u00eanticas, \u201ccom este mesmo cen\u00e1rio\u201d, em que \u201cos crist\u00e3os foram separados dos mu\u00e7ulmanos\u201d. \u00c9 uma estrat\u00e9gia pensada para espalhar ainda mais o medo. \u201cInfelizmente, quando acontece isto, a popula\u00e7\u00e3o fica toda assustada\u201d, diz ainda o religioso, lembrando que este ataque ocorreu tamb\u00e9m numa altura muito especial, quando muitos populares come\u00e7avam j\u00e1 a pensar em regressar \u00e0s suas terras de origem. Agora, pelo menos durante uns tempos, ningu\u00e9m quer falar mais em voltar \u00e0s suas aldeias, em fazer-se sequer \u00e0 estrada. O medo impera. O medo \u00e9 uma das armas dos terroristas. Ali\u00e1s, logo depois do ataque, os populares fugiram para as matas, em p\u00e2nico. Tudo isto gera, afirma frei Boaventura, \u201cnovos momentos de tens\u00e3o e inseguran\u00e7a\u201d. \u201cRezem pelos nossos irm\u00e3os que tanto sofrem\u201d, pede-nos este mission\u00e1rio presente em Mo\u00e7ambique.<\/p>\n<h4>N\u00e3o esquecer Cabo Delgado<\/h4>\n<p>Este ataque particularmente cruel contra os crist\u00e3os que viviam em Naquitengue, revela tamb\u00e9m que \u00e9 longo ainda o caminho para a paz em Cabo Delgado. Um caminho que, no entanto, precisa de ser percorrido, como constantemente tem alertado o Bispo de Pemba. D. Ant\u00f3nio Juliasse ter erguido a sua voz pedindo para que o mundo n\u00e3o se esque\u00e7a de Cabo Delgado e do sofrimento das suas popula\u00e7\u00f5es. Ainda recentemente o fez, numa mensagem enviada para a Funda\u00e7\u00e3o AIS, em Agosto, no in\u00edcio da JMJ de Lisboa. Na ocasi\u00e3o, o prelado lembrou aos jovens vindos de todo o mundo e que se encontravam na capital portuguesa que h\u00e1 uma guerra em Cabo Delgado e que essa guerra est\u00e1 a causar um profundo sofrimento a todos os mo\u00e7ambicanos, sejam jovens ou idosos, homens ou mulheres. \u201cH\u00e1 em Cabo Delgado uma guerra de que o mundo menos fala. J\u00e1 foram contabilizados cerca de 1 milh\u00e3o de deslocados internos e\u00a0perto de 5 mil mortos.\u201d A mensagem termina com um desafio \u00e0 solidariedade e \u00e0 den\u00fancia de todas as guerras que provocam sempre morte e sofrimento. \u201cSer solid\u00e1rio com Cabo Delgado alivia certamente o sofrimento imediato deste povo que est\u00e1 com muitas necessidades. Mas se os jovens denunciarem e agirem vigorosamente contra a atrocidade das guerras no mundo trar\u00e3o de volta a esperan\u00e7a e o sonho da vida para todos\u201d, disse D. Juliasse. O ataque \u00e0 aldeia de Naquitengue, em que 11 crist\u00e3os foram assassinados a sangue-frio, n\u00e3o pode ser esquecido. De facto, no norte de Mo\u00e7ambique h\u00e1 uma guerra que tem de ser denunciada ao mundo. Cabo Delgado precisa da nossa ajuda\u2026<\/p>\n<p>Paulo Aido<em> | <\/em><a href=\"www.fundacao-ais.pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.fundacao-ais.pt<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Terroristas executam grupo de crist\u00e3os em novo ataque em Mo\u00e7ambique<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-299269","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299269","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=299269"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299269\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=299269"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=299269"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=299269"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}