{"id":29898,"date":"2008-02-08T16:55:05","date_gmt":"2008-02-08T16:55:05","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/02\/08\/aborto-dados-inconclusivos-sobre-aplicacao-da-lei\/"},"modified":"2008-02-08T16:55:05","modified_gmt":"2008-02-08T16:55:05","slug":"aborto-dados-inconclusivos-sobre-aplicacao-da-lei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/aborto-dados-inconclusivos-sobre-aplicacao-da-lei\/","title":{"rendered":"Aborto: dados inconclusivos sobre aplica\u00e7\u00e3o da Lei"},"content":{"rendered":"<p>A Inspec\u00e7\u00e3o Geral das Actividades em Sa\u00fade est\u00e1 a averiguar os casos suspeitos de aborto clandestino, disse \u00e0 RR o coordenador do Programa Nacional de Sa\u00fade Reprodutiva.  Jorge Branco esclarece que seis meses depois da entrada em vigor da lei que discriminalizou o aborto, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber se o aborto clandestino est\u00e1 a diminuir.   Aquele respons\u00e1vel adianta, no entanto, que o n\u00famero de casos de complica\u00e7\u00f5es que passam pelos servi\u00e7os s\u00e3o &#8220;quase nulos&#8221; e que os casos em que h\u00e1 suspeitas de aborto clandestino est\u00e3o a ser averiguados.   A nova lei da interrup\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria da gravidez entrou em vigor em Julho do ano passado. Em seis meses, realizaram-se cerca de seis mil interrup\u00e7\u00f5es de gravidez, um n\u00famero que fica muito aqu\u00e9m das estimativas das autoridades de sa\u00fade, que calculavam que se viessem a realizar entre 20 a 25 mil abortos por ano.  Al\u00e9m disso, acrescenta Jorge Branco, &#8220;o n\u00famero de jovens at\u00e9 aos quinze anos envolvidas neste processo [de aborto] \u00e9 um n\u00famero muito pequeno&#8221;.  Dos abortos realizados ao abrigo da nova lei, as cl\u00ednicas privadas realizaram 30% do total. Desde Julho e at\u00e9 final de Dezembro do ano passado, foram feitas seis mil interrup\u00e7\u00f5es da gravidez, 1900 em cl\u00ednicas privadas.  O coordenador adianta que h\u00e1 tr\u00eas ou quatro hospitais p\u00fablicos onde a pr\u00e1tica n\u00e3o foi institu\u00edda, porque os profissionais de sa\u00fade s\u00e3o objectores de consci\u00eancia.  Depois da entrada em vigor da nova lei do aborto, Jorge Branco manifesta-se preocupado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00e1tica das cl\u00ednicas privadas que, na esmagadora maioria dos casos, continuam a optar pela via cir\u00fargica, ao contr\u00e1rio do que acontece com os hospitais p\u00fablicos.  O respons\u00e1vel diz que n\u00e3o tem informa\u00e7\u00e3o sobre o n\u00famero de mulheres que desistiu de interromper a gravidez durante o per\u00edodo de reflex\u00e3o, porque n\u00e3o est\u00e1 prevista a recolha deste tipo de dados.  Quanto ao perfil das mulheres que recorrem ao aborto, as autoridades de sa\u00fade disseram que seria feito um estudo para apurar os motivos e a situa\u00e7\u00e3o socio-econ\u00f3mica, no entanto, Jorge branco, que \u00e9 tamb\u00e9m director da maternidade Alfredo da Costa considera agora que n\u00e3o se justifica o estudo.  <b>Juntos Pela Vida<\/b> A Associa\u00e7\u00e3o Juntos pela Vida, que hoje foi recebida pelo director geral da Sa\u00fade, diz, por seu lado, que o fen\u00f3meno do aborto clandestino ainda persiste na sociedade portuguesa.  Pinheiro Torres recorda alguns dos argumentos avan\u00e7ados pelos defensores da descriminaliza\u00e7\u00e3o e defende que a quest\u00e3o da seguran\u00e7a n\u00e3o est\u00e1 assegurada, porque &#8220;as mulheres n\u00e3o s\u00e3o devidamente informadas&#8221;.  No final deste encontro, o director geral da Sa\u00fade reconheceu ser necess\u00e1rio &#8220;refor\u00e7ar os programas de planeamento familiar em especial no que respeita ao m\u00e9todos anti-concepcionais&#8221;, outra das quest\u00f5es analisadas na reuni\u00e3o de hoje.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Inspec\u00e7\u00e3o Geral das Actividades em Sa\u00fade est\u00e1 a averiguar os casos suspeitos de aborto clandestino, disse \u00e0 RR o coordenador do Programa Nacional de Sa\u00fade Reprodutiva. Jorge Branco esclarece que seis meses depois da entrada em vigor da lei que discriminalizou o aborto, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber se o aborto clandestino est\u00e1 a diminuir. 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