{"id":29777,"date":"2008-02-02T10:51:41","date_gmt":"2008-02-02T10:51:41","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/02\/02\/mensagem-do-cardeal-d-jose-policarpo-para-a-quaresma-de-2008\/"},"modified":"2008-02-02T10:51:41","modified_gmt":"2008-02-02T10:51:41","slug":"mensagem-do-cardeal-d-jose-policarpo-para-a-quaresma-de-2008","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-do-cardeal-d-jose-policarpo-para-a-quaresma-de-2008\/","title":{"rendered":"Mensagem do Cardeal D. Jos\u00e9 Policarpo para a Quaresma de 2008"},"content":{"rendered":"<p>1. O Santo Padre Bento XVI dirigiu a toda a Igreja a sua Mensagem para esta Quaresma. Compete-me a mim concretiz\u00e1-la para a Igreja de Lisboa, tendo em conta as suas caracter\u00edsticas, dinamismos e fragilidades, anseios e dificuldades, no contexto das op\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias da nossa ac\u00e7\u00e3o pastoral. O desafio global que cada Quaresma nos apresenta \u00e9 assim enunciado pelo Santo Padre: \u201cA Quaresma oferece-nos uma providencial ocasi\u00e3o para aprofundar o sentido e o valor da nossa identidade de crist\u00e3os, e estimula-nos a redescobrir a miseric\u00f3rdia de Deus, a fim de nos tornarmos, por nossa vez, mais misericordiosos para com os irm\u00e3os\u201d. Este desafio com que abre a sua Mensagem completa-o nas palavras com que a encerra: \u201cQue este per\u00edodo se caracterize, portanto, por um esfor\u00e7o pessoal e comunit\u00e1rio de ades\u00e3o a Cristo para sermos testemunhas do seu amor\u201d. Este \u00e9 o objectivo \u00fanico de toda a ac\u00e7\u00e3o pastoral orientada para o crescimento da Igreja, Povo do Senhor: converter-nos a Jesus Cristo, segui-l\u2019O como disc\u00edpulos, abrir-nos ao amor que Ele nos comunica e que conduzir\u00e1 toda a nossa vida. Esta \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o da \u201cinicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3\u201d, que alarga o horizonte da intelig\u00eancia e do cora\u00e7\u00e3o para aderirmos mais radicalmente a Jesus Cristo, \u00e0 vida que Ele nos oferece, aos caminhos de fidelidade que Ele nos sugere. A nossa Igreja diocesana tem de insistir neste caminho da \u201cinicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3\u201d para todos os baptizados, atrav\u00e9s da catequese, da Palavra de Deus, da celebra\u00e7\u00e3o dos sacramentos e sua prepara\u00e7\u00e3o, de modo particular aqueles que, por serem basilares, a Igreja chama \u201csacramentos da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3\u201d: o Baptismo, a Confirma\u00e7\u00e3o, a Eucaristia. Independentemente dos grupos em que estamos inseridos e dos processos em que participamos, a Quaresma pode ser, para cada crist\u00e3o, em Igreja, um tempo de aprofundamento deste essencial crist\u00e3o, para que a Igreja seja, cada vez mais, um Povo de disc\u00edpulos de Jesus. Esta caminhada pessoal \u00e9 feita em Igreja e atrav\u00e9s dos meios que esta nos oferece. Mas pode e deve ter a verdade e a autenticidade da nossa vida pessoal. Quero indicar a todos, como atitudes fundamentais a aprofundar, a convers\u00e3o e o cultivo da f\u00e9, da esperan\u00e7a e da caridade.  <b>A Convers\u00e3o<\/b> 2. A realidade do pecado tem vindo a ser relativizada na consci\u00eancia dos crist\u00e3os e na cultura que nos envolve, o que diminui o sentido da necessidade e da urg\u00eancia da convers\u00e3o. Trata-se de uma ilus\u00e3o perigosa: n\u00e3o vencer o pecado no nosso cora\u00e7\u00e3o, impede verdadeiramente que o abramos para novos horizontes do sentido da vida, da felicidade, do amor e da verdade fundamental da nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus: glorific\u00e1-l\u2019O e am\u00e1-l\u2019O sobre todas as coisas, para podermos rezar com verdade a ora\u00e7\u00e3o que o Senhor nos ensinou: \u201cseja feita a Vossa vontade, assim na Terra como no C\u00e9u\u201d. O pecado \u00e9 manifesta\u00e7\u00e3o da autonomia do homem em rela\u00e7\u00e3o a Deus, autonomia da nossa vontade, da nossa liberdade, do discernimento que fazemos das diversas realidades que temos de enfrentar. Porque n\u00e3o vive a sua vida em rela\u00e7\u00e3o com Deus, o homem decide-a como se Deus n\u00e3o tivesse nada a ver com ela. Podemos dizer que acreditamos em Deus, mas n\u00e3o estamos dispostos a viver com Ele em todos os momentos da nossa vida, escutando-O, contando com a for\u00e7a do Seu amor, louvando-O, procurando sintonizar a nossa vontade com a d\u2019Ele. \u00c9 por isso que a convers\u00e3o \u00e9, antes de mais, uma convers\u00e3o a Deus e ao Seu Filho Jesus Cristo: \u201cConvertei-vos ao Senhor vosso Deus\u201d. Significa uma abertura do cora\u00e7\u00e3o \u00e0 presen\u00e7a e ac\u00e7\u00e3o de Deus na nossa vida, que influencia tudo e marca um ritmo novo. \u00c9 um caminho que sup\u00f5e coragem e decis\u00e3o, humildade e obedi\u00eancia ao Esp\u00edrito, purifica\u00e7\u00e3o da vontade e dos desejos, para que o principal desejo da nossa vida seja o desejo de Deus e do Seu amor. Esta Quaresma \u00e9 ocasi\u00e3o para, cada um de n\u00f3s, avaliar a realidade do pecado na sua vida, e encetar o caminho da convers\u00e3o, do regresso a Deus.  <b>A F\u00e9<\/b> 3. A f\u00e9 \u00e9 a atitude decisiva e constitutiva da exist\u00eancia crist\u00e3: quando ela falha ou enfraquece, tudo falha ou se relativiza. \u00c9 uma atitude do cora\u00e7\u00e3o, que envolve a intelig\u00eancia e a vontade, que se abandona totalmente, na confian\u00e7a, a Deus que Se nos manifestou. Foi por isso que, desde o in\u00edcio do cristianismo, homens e mulheres mudaram radicalmente a sua vida, deixaram tudo e seguiram Jesus. No centro desta atitude est\u00e1 a presen\u00e7a irrecus\u00e1vel do Deus vivo, atrav\u00e9s do Seu Filho Jesus Cristo. Antes de ser um programa de vida, a f\u00e9 \u00e9 uma obedi\u00eancia de amor. \u201cA Deus que Se nos revela \u00e9 devida a obedi\u00eancia da f\u00e9\u201d, diz o Conc\u00edlio (cf. Dei Verbum, n\u00ba 5). A f\u00e9 \u00e9 a principal atitude que Deus nos pede e \u00e9, na sua g\u00e9nese, um acto de adora\u00e7\u00e3o de Deus. Nesta Quaresma, devemos escutar o Senhor, e estar atentos aos meios pelos quais Ele normalmente se revela e nos manifesta a Sua vontade: a Palavra de Deus, a Liturgia, os acontecimentos da vida, sobretudo os relacionados com o sofrimento dos nossos irm\u00e3os. Este ano est\u00e1 particularmente marcado por uma aten\u00e7\u00e3o particular \u00e0 Palavra de Deus: um S\u00ednodo sobre a Palavra, o Ano Paulino. As minhas Catequeses Quaresmais ser\u00e3o, este ano, sobre a Palavra de Deus. Lembro-vos aqui os temas, j\u00e1 anunciados:  1\u00ba Domingo:\tO Verbo eterno e o sil\u00eancio de Deus 2\u00ba Domingo: \tO Verbo eterno de Deus encarna na palavra humana: carisma prof\u00e9tico 3\u00ba Domingo:\tA F\u00e9 e a escuta da Palavra de Deus 4\u00ba Domingo: \tA Escritura e a Igreja 5\u00ba Domingo: \tA Palavra rezada Domingo de Ramos: Em Cristo o Logos eterno e a palavra prof\u00e9tica coincidem  Lembro que a Palavra da Escritura e a Palavra da Igreja s\u00e3o apenas meios, de certo modo sacramentais, que nos podem levar \u00e0 escuta da Palavra do Deus vivo, o seu Verbo eterno. A falta da convers\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o e a dispers\u00e3o do momento podem impedir que a Palavra escutada ou proclamada n\u00e3o nos leve a escutar, na intimidade, a Palavra viva de Deus. Esta \u00e9 sempre uma descoberta e uma surpresa, que nos mobiliza de novo para vivermos com Deus, em comunh\u00e3o com Ele. A Liturgia, a ora\u00e7\u00e3o pessoal, a partilha fraterna, o empenho na evangeliza\u00e7\u00e3o, s\u00e3o circunst\u00e2ncias que proporcionam uma nova escuta da Palavra de Deus. A f\u00e9 \u00e9 o quadro de todo este processo da escuta da Palavra de Deus. Como diz S\u00e3o Paulo, a salva\u00e7\u00e3o \u00e9 um caminho que vai da f\u00e9 \u00e0 f\u00e9 (cf. Rom. 1,16). Ela acompanhar-nos-\u00e1 at\u00e9 ao limiar da eternidade, e inclui desde j\u00e1 a viv\u00eancia da caridade e da esperan\u00e7a, atitudes constitutivas de um caminho de salva\u00e7\u00e3o. Como express\u00f5es da f\u00e9, elas s\u00e3o ainda \u201cas prim\u00edcias\u201d de uma plenitude definitiva.   <b>A Caridade<\/b> 4. J\u00e1 vimos que a f\u00e9 \u00e9, em si mesma, uma express\u00e3o da caridade enquanto acto de adora\u00e7\u00e3o e de louvor de Deus. Amar a Deus sobre todas as coisas e cada vez melhor, ser\u00e1 exig\u00eancia cont\u00ednua da f\u00e9. N\u00e3o h\u00e1 aut\u00eantica vida de f\u00e9 sem adora\u00e7\u00e3o e louvor a Deus. Mas a partir do amor de Deus, a f\u00e9 abre-nos para o amor dos irm\u00e3os. Viver em Igreja \u00e9 desafio de viver, com os irm\u00e3os, em comunh\u00e3o de amor. N\u00e3o se pode, com verdade, amar a Deus que n\u00e3o se v\u00ea, se n\u00e3o amarmos os irm\u00e3os que vemos e que Deus ama.  O Santo Padre convida-nos, nesta Quaresma, a concretizar este amor fraterno na \u201cesmola\u201d como partilha do que temos e somos. A \u201cesmola\u201d de quem pode partilhar, sup\u00f5e a pobreza do cora\u00e7\u00e3o para saber partilhar. Dar aos pobres s\u00f3 \u00e9 express\u00e3o da caridade se tivermos \u201cum cora\u00e7\u00e3o de pobre\u201d. A nossa Diocese continuar\u00e1 a partilhar, atrav\u00e9s da \u201cRen\u00fancia Quaresmal\u201d, com as Igrejas pobres que batem \u00e0 nossa porta. Em documento anexo informamos a Diocese dos pedidos atendidos durante o ano de 2007. Outros v\u00e3o chegando e come\u00e7am a ser analisados. N\u00e3o os conhecemos, mas continuaremos a partilhar. O dar a quem n\u00e3o se conhece \u00e9 express\u00e3o do sil\u00eancio que o Senhor aconselha a quem d\u00e1. Desses irm\u00e3os long\u00ednquos e desconhecidos, n\u00e3o estamos \u00e0 espera de nada em troca. Mas isto n\u00e3o nos dispensa de estarmos atentos aos irm\u00e3os que vivem a nosso lado.  <b>A Esperan\u00e7a<\/b> 5. O Santo Padre Bento XVI, na sua recente Enc\u00edclica \u201cSpe Salvi\u201d, mostrou-nos bem que a f\u00e9 inclui a esperan\u00e7a, citando a Carta aos Hebreus: \u201cA f\u00e9 \u00e9 a garantia dos bens que se esperam e a prova das realidades que n\u00e3o se v\u00eaem\u201d (Heb. 11,1). A f\u00e9 leva-nos a experimentar a comunh\u00e3o com Deus e a perceber que s\u00f3 em Deus pode estar o nosso futuro. Aquilo que experimentamos \u00e9 aquilo que esperamos em plenitude. A f\u00e9 purifica os nossos desejos, de vida, de felicidade, arranca-os ao horizonte fechado das coisas terrestres. Quando sentimos que o nosso futuro s\u00f3 pode estar na comunh\u00e3o com Deus, alargamos o horizonte dos nossos desejos para al\u00e9m deste mundo, para a vida eterna. A Quaresma \u00e9 tempo de an\u00e1lise da nossa esperan\u00e7a. N\u00e3o estar\u00e1 o nosso cora\u00e7\u00e3o demasiadamente fixado nos bens deste mundo? Acreditamos e desejamos a vida eterna? S\u00f3 assim poderemos celebrar a P\u00e1scoa como a festa da vida, o abrir definitivo do horizonte da verdadeira esperan\u00e7a. A esperan\u00e7a limitada aos horizontes deste mundo n\u00e3o responde aos mais profundos anseios do cora\u00e7\u00e3o humano. Se esperamos apenas os bens deste mundo n\u00e3o valia a pena Cristo ressuscitar e de nos ressuscitar com Ele.  Lisboa, 2 de Fevereiro de 2008, Festa da Apresenta\u00e7\u00e3o do Senhor. <i>\u2020 JOS\u00c9, Cardeal-Patriarca <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. O Santo Padre Bento XVI dirigiu a toda a Igreja a sua Mensagem para esta Quaresma. Compete-me a mim concretiz\u00e1-la para a Igreja de Lisboa, tendo em conta as suas caracter\u00edsticas, dinamismos e fragilidades, anseios e dificuldades, no contexto das op\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias da nossa ac\u00e7\u00e3o pastoral. 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