{"id":29766,"date":"2008-02-01T16:06:57","date_gmt":"2008-02-01T16:06:57","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/02\/01\/mensagem-quaresmal-do-bispo-do-algarve-2\/"},"modified":"2008-02-01T16:06:57","modified_gmt":"2008-02-01T16:06:57","slug":"mensagem-quaresmal-do-bispo-do-algarve-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-quaresmal-do-bispo-do-algarve-2\/","title":{"rendered":"Mensagem Quaresmal do Bispo do Algarve"},"content":{"rendered":"<p>\u00abV\u00f3s sois o sal da terra\u2026 v\u00f3s sois a luz do mundo! (cf Mt 5, 13-16)\u00bb <!--more--> Meus caros diocesanos,  1. Seguindo o ritmo celebrativo que a Liturgia nos proporciona, iniciamos, em Quarta-feira de Cinzas, o tempo da Quaresma. Um tempo prop\u00edcio para acolhermos o convite \u00e0 convers\u00e3o e \u00e0 mudan\u00e7a de vida, com o objectivo de adequarmos o nosso ser e o nosso agir a Cristo e ao Evangelho, certos de que a verdade do nosso caminho quaresmal deve levar-nos \u00e0 partilha do que somos e do que temos com os mais necessitados. Vamos percorrer juntos, meus caros diocesanos, este caminho espiritual, que nos conduzir\u00e1 a celebrar e a reviver o mist\u00e9rio da morte e da ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo. Queremos, ao longo desta peregrina\u00e7\u00e3o, intensificar a nossa ora\u00e7\u00e3o como resposta a uma escuta mais ass\u00eddua e mais atenta da Palavra de Deus, em sintonia com o nosso Programa Pastoral, inspirado no apelo de Maria: \u201cfazei o que ele vos disser\u201d. Escuta que nos proporcione um encontro pessoal com Cristo, seguindo a tradi\u00e7\u00e3o da lectio divina de modo a acolhermos a leitura b\u00edblica como palavra viva que interpela, orienta e plasma a exist\u00eancia (cf Jo\u00e3o Paulo II, NMI 39).   2. Este ano, ponho \u00e0 vossa considera\u00e7\u00e3o duas imagens de que Jesus se serviu para caracterizar os seus disc\u00edpulos: V\u00f3s sois o sal da terra! (\u2026) V\u00f3s sois a luz do mundo! (Mt 5,13.14). Esta interven\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 apresentada no contexto do serm\u00e3o da montanha (cf Mt 5-7), indicativo de que o esp\u00edrito das bem-aventuran\u00e7as deve estar presente na vida e no testemunho dos seus disc\u00edpulos. \u00c9 pr\u00f3prio do sal temperar, dar sabor, preservar da corrup\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria e alheia, o que s\u00f3 acontece se misturado e dilu\u00eddo nos elementos sobre os quais actua. Ora, se o sal se corromper\u2026 n\u00e3o serve para mais nada (Mt 5,13). \u00c9 pr\u00f3prio da luz iluminar, nortear, serenar, desfazer medos e temores. Para tal, a luz deve colocar-se em lugar elevado e sem obst\u00e1culos. N\u00e3o se acende uma l\u00e2mpada para a colocar debaixo do alqueire (Mt 5,15). A perda das propriedades atribu\u00eddas ao sal e \u00e0 luz, acontece na vida dos disc\u00edpulos de Cristo, sempre que a escuta da Palavra n\u00e3o conduz \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o com Ele e a um compromisso efectivo no testemunho dos valores do Reino. O tempo da Quaresma traz consigo o convite a superar o comodismo, a instala\u00e7\u00e3o e a mediocridade; a deixar uma pr\u00e1tica religiosa feita de gestos rituais vazios; a recuperar as propriedades do sal que d\u00e1 sabor ao mundo e testemunha a actualidade perene da salva\u00e7\u00e3o operada por Cristo; a reacender em n\u00f3s a luz pascal, luz que vence a escurid\u00e3o provocada por todas as formas de sofrimento, de medo e de morte, e conduz a acolher e a testemunhar a esperan\u00e7a e a alegria de Cristo ressuscitado e a gl\u00f3ria de Deus: brilhe a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que est\u00e1 nos C\u00e9us (Mt 5,16). A convers\u00e3o pessoal a Cristo, como meio para conseguir uma maior identidade crist\u00e3, vivida com fidelidade e autenticidade em todas as situa\u00e7\u00f5es da vida, \u00e9 um dos pressupostos para correspondermos ao convite que Bento XVI deixou \u00e0 Igreja em Portugal, na recente visita ad limina: \u201c\u00e9 preciso mudar o estilo de organiza\u00e7\u00e3o da comunidade eclesial portuguesa e a mentalidade dos seus membros para se ter uma Igreja ao ritmo do Conc\u00edlio Vaticano II\u201d. Caminhar, em Igreja, ao ritmo conciliar significa caminhar ao ritmo do amor que brota da cruz e da ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo; deixar-se envolver pelo dinamismo da sua doa\u00e7\u00e3o; curar as feridas provocadas pelo desrespeito da dignidade da pessoa humana; ser sinal da miseric\u00f3rdia, da compaix\u00e3o e da ternura de Cristo.   3. O caminho de convers\u00e3o pessoal percorrido ao longo da Quaresma, inclui a partilha fraterna, fruto da ren\u00fancia quaresmal, destinada a ir ao encontro dos mais necessitados. A mensagem quaresmal de Bento XVI, este ano sobre a esmola, convida-nos a ver esta partilha, n\u00e3o como simples filantropia mas como express\u00e3o concreta da caridade, \u201cque exige a convers\u00e3o interior ao amor de Deus e dos irm\u00e3os, \u00e0 imita\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo, que, ao morrer na cruz, Se entregou totalmente por n\u00f3s. (\u2026) Todas as vezes que por amor de Deus partilhamos os nossos bens com o pr\u00f3ximo necessitado, experimentamos que a plenitude de vida prov\u00e9m do amor e tudo nos retorna como b\u00ean\u00e7\u00e3o sob forma de paz, satisfa\u00e7\u00e3o interior e alegria. O Pai celeste recompensa as nossas esmolas com a sua alegria. Mais ainda: S. Pedro cita, entre os frutos espirituais da esmola, o perd\u00e3o dos pecados. \u2018A caridade &#8211; escreve ele &#8211; cobre a multid\u00e3o dos pecados\u2019 (1 Pd 4, 8). (\u2026) A esmola, aproximando-nos dos outros, aproxima-nos tamb\u00e9m de Deus e pode tornar-se instrumento de aut\u00eantica convers\u00e3o e reconcilia\u00e7\u00e3o com Ele e com os irm\u00e3os\u201d. O ano passado a nossa ren\u00fancia quaresmal (30.217,61\u20ac) reverteu a favor da comunidade do Vicariato da Pedra Mourinha, Portim\u00e3o, empenhada em construir o seu Centro Pastoral. Esta comunidade testemunha a toda a Diocese o seu reconhecimento por esta partilha, e manifesta a sua alegria pelos espa\u00e7os j\u00e1 conseguidos nesta primeira fase do conjunto da obra projectada. Este ano, tendo em conta a altern\u00e2ncia que temos vindo a assumir nos destinat\u00e1rios da ren\u00fancia quaresmal, vamos apoiar a Par\u00f3quia de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio de F\u00e1tima, da Diocese de Viana, recentemente desmembrada de Luanda (05.07.2007). Esta Par\u00f3quia, criada h\u00e1 quatro anos, conta com 450 000 habitantes, dos quais \u00e0 volta de 40 000 s\u00e3o cat\u00f3licos, distribu\u00eddos por cerca de 40 comunidades, numa superf\u00edcie de 350km2. A ajuda pedida destina-se a apoiar a forma\u00e7\u00e3o de agentes de pastoral (catequistas, jovens, casais, animadores de comunidades\u2026) e a constru\u00e7\u00e3o de diversas estruturas de apoio \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o e \u00e0 promo\u00e7\u00e3o humana e social. Quero convidar-vos, meus caros diocesanos, a correspondermos todos, de forma solid\u00e1ria e generosa, a este pedido que nos chega de uma Diocese jovem, para atendermos \u00e0s necessidades de uma das suas comunidades crist\u00e3s. Que Maria, cuja Imagem Peregrina percorre a nossa Diocese, nos guie neste itiner\u00e1rio quaresmal, caminho de convers\u00e3o aut\u00eantica ao amor de Cristo e meio de participa\u00e7\u00e3o plena na alegria da Ressurrei\u00e7\u00e3o.   Faro, 01 de Fevereiro de 2008 <i>\u2020 Manuel, Bispo do Algarve<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abV\u00f3s sois o sal da terra\u2026 v\u00f3s sois a luz do mundo! 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