{"id":29660,"date":"2008-01-29T12:10:05","date_gmt":"2008-01-29T12:10:05","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/01\/29\/papa-apela-ao-respeito-pelos-doentes-mentais\/"},"modified":"2008-01-29T12:10:05","modified_gmt":"2008-01-29T12:10:05","slug":"papa-apela-ao-respeito-pelos-doentes-mentais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/papa-apela-ao-respeito-pelos-doentes-mentais\/","title":{"rendered":"Papa apela ao respeito pelos doentes mentais"},"content":{"rendered":"<p>Bento XVI espera que n\u00e3o sejam marginalizados, mas respeitados e ajudados com amor a viver dignamente <!--more--> <u>Inten\u00e7\u00e3o Geral do Papa para o m\u00eas de Fevereiro<\/u>  <b>1.\tMarginaliza\u00e7\u00e3o e afastamento<\/b> \tMais ainda do que a f\u00edsica, a defici\u00eancia ps\u00edquica \u00e9 frequente motivo para comportamentos discriminat\u00f3rios, pessoais e colectivos. Assim aconteceu no passado: o desconhecimento das causas das defici\u00eancias, a incompreens\u00e3o dos comportamentos \u00abestranhos\u00bb muitas vezes a elas associados, a impossibilidade de tratar adequadamente as pessoas afectadas por tais problemas&#8230; levaram as sociedades e os indiv\u00edduos a cair, facilmente, na discrimina\u00e7\u00e3o e, mesmo, em comportamentos brutais e desumanos, face \u00e0s pessoas com problemas ps\u00edquicos ou com defici\u00eancias graves. Na antiguidade, algumas culturas chegaram mesmo a promover a elimina\u00e7\u00e3o f\u00edsica dos rec\u00e9m-nascidos que apresentassem defici\u00eancias!&#8230; E, infelizmente, muitos destes comportamentos n\u00e3o desapareceram, mesmo nas sociedades mais desenvolvidas, porque as pessoas com defici\u00eancia ps\u00edquica s\u00e3o, quase sempre, olhadas como um peso familiar e social. Al\u00e9m disso, a medicina, mesmo a mais avan\u00e7ada, permanece incapaz de tratar muitas destas defici\u00eancias, sobretudo as mais profundas \u2013 consegue, quando muito, aliviar alguns sintomas. Nestes casos mais graves, \u00e9 habitual as pessoas preferirem \u00abignorar\u00bb o que se passa, deixando o cuidado das pessoas com defici\u00eancia \u00e0s institui\u00e7\u00f5es e volunt\u00e1rios para isso vocacionados, e o seu tratamento aos profissionais da \u00e1rea.  <b>2.\tNa linha da frente<\/b> \tH\u00e1, tamb\u00e9m, o outro lado: fam\u00edlias que, apesar das imensas dificuldades e da falta de apoios sociais, cuidam com carinho dos seus, mesmo quando sofrem graves defici\u00eancias ps\u00edquicas; institui\u00e7\u00f5es totalmente devotadas a acolher e tratar estas pessoas, por vezes ao longo de toda a sua vida; profissionais e volunt\u00e1rios incans\u00e1veis em proporcionar condi\u00e7\u00f5es de vida humanamente dignas \u00e0s pessoas com defici\u00eancia e o carinho que a fam\u00edlia, por vezes, n\u00e3o pode ou n\u00e3o quer dar-lhes. A Igreja, atrav\u00e9s de institui\u00e7\u00f5es da mais diversa \u00edndole, encontra-se na linha da frente deste servi\u00e7o aos deficientes ps\u00edquicos. E f\u00e1-lo exactamente como servi\u00e7o, porque \u00e9 essa a sua condi\u00e7\u00e3o, desde as origens: \u00abO Filho do homem n\u00e3o veio para ser servido mas para servir e dar a vida&#8230;\u00bb (Marcos 10, 45). S\u00e3o muitos os crist\u00e3os que trabalham nestas institui\u00e7\u00f5es, uns por voca\u00e7\u00e3o religiosa, outros como profissionais, outros ainda em situa\u00e7\u00e3o de voluntariado. Todos est\u00e3o chamados a dar corpo \u00e0 mesma atitude fundamental: servir os irm\u00e3os mais necessitados, neste caso, as pessoas com defici\u00eancias ps\u00edquicas, sendo para elas sinal do amor de Deus por todos os seus filhos e filhas. Felizmente, a Igreja n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3. Outras institui\u00e7\u00f5es, do Estado ou da sociedade civil, porventura em maior n\u00famero do que as da Igreja, est\u00e3o empenhadas na mesma causa. Profissionais e volunt\u00e1rios dedicados, crist\u00e3os ou n\u00e3o, a\u00ed trabalham e d\u00e3o o melhor de si mesmos, no tratamento m\u00e9dico e na integra\u00e7\u00e3o social destas pessoas. Empresas diversas integram-nas como trabalhadores produtivos e empenhados. H\u00e1 ainda, sem d\u00favida, um caminho longo a percorrer, sobretudo relativamente \u00e0s pessoas com defici\u00eancias mais graves \u2013 mas conv\u00e9m n\u00e3o menosprezar o que se vai fazendo.  <b>3.\tA discrimina\u00e7\u00e3o absoluta<\/b> \tEste progresso, por\u00e9m, nunca ser\u00e1 pleno enquanto as sociedades continuarem a olhar como normal \u2013 e mesmo merecedor de apoio social e estatal! \u2013 a elimina\u00e7\u00e3o f\u00edsica dos deficientes, em determinadas fases da sua exist\u00eancia. Ora, trata-se precisamente disso quando sociedades ditas avan\u00e7adas e progressistas promovem o chamado \u00ababorto terap\u00eautico\u00bb. Estamos perante a discrimina\u00e7\u00e3o absoluta de seres humanos totalmente indefesos, pois exerce-se de modo absoluto sobre o primeiro de todos os direitos humanos: o direito \u00e0 vida. Esta discrimina\u00e7\u00e3o promove o desprezo por certas vidas, as quais socialmente aparecem como n\u00e3o valendo a pena ser vividas. N\u00e3o admira, por isso, que em sociedades mais \u00abprogressistas\u00bb j\u00e1 surjam vozes defendendo o direito a eliminar os rec\u00e9m-nascidos com defici\u00eancias n\u00e3o detectadas antes do nascimento \u2013 afinal, n\u00e3o estamos assim t\u00e3o longe da barb\u00e1rie de outros tempos!&#8230; Esta discrimina\u00e7\u00e3o absoluta existe, tem protec\u00e7\u00e3o legal e direito de cidadania nas nossas sociedades. Enquanto assim acontecer, n\u00e3o ser\u00e1 de todo poss\u00edvel vencer outras discrimina\u00e7\u00f5es, as quais, por muitos graves, nunca ser\u00e3o t\u00e3o absolutas quanto esta.  <i>Elias Couto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bento XVI espera que n\u00e3o sejam marginalizados, mas respeitados e ajudados com amor a viver dignamente<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[93,120,189,206,329],"class_list":["post-29660","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-aborto","tag-bento-xvi","tag-direitos-humanos","tag-familia","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29660","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29660"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29660\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29660"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29660"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29660"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}