{"id":29658,"date":"2008-01-29T11:59:21","date_gmt":"2008-01-29T11:59:21","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/01\/29\/catolicos-chamados-a-combater-a-pobreza\/"},"modified":"2008-01-29T11:59:21","modified_gmt":"2008-01-29T11:59:21","slug":"catolicos-chamados-a-combater-a-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/catolicos-chamados-a-combater-a-pobreza\/","title":{"rendered":"Cat\u00f3licos chamados a combater a pobreza"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem de Quaresma da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz  alerta para o darma crescente que amea\u00e7a a paz social <!--more--> Nesta Quaresma de 2008, a Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz (CNJP) convida todos os crist\u00e3os e as suas comunidades a escutar o clamor dos pobres e a abrir caminhos de justi\u00e7a para erradicar a pobreza no nosso Pa\u00eds.  &#8220;O empobrecimento que continua a marcar, de forma dram\u00e1tica, a vida de muitos dos nossos concidad\u00e3os e concidad\u00e3s. Cerca de 18%, como referem as estat\u00edsticas de 2006&#8221;, assinala a CNJP.  Na sua habitual reflex\u00e3o para este tempo lit\u00fargico, o organismo laical da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa procura \u201cmobilizar as consci\u00eancias para que, colectivamente, se reconhe\u00e7a que a pobreza \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o intoler\u00e1vel \u00e0 luz de crit\u00e9rios \u00e9ticos e dos direitos humanos fundamentais e pode constituir um risco e uma amea\u00e7a, para a democracia, a sustentabilidade do crescimento econ\u00f3mico e para a paz social\u201d. \u201cAo escolher este tema de reflex\u00e3o, para a Quaresma de 2008, queremos n\u00e3o s\u00f3 alargar o debate sobre a pobreza como tamb\u00e9m abrir caminhos para a criatividade colectiva na procura de solu\u00e7\u00f5es que a possam resolver, superando as causas que a geram e minimizando as suas manifesta\u00e7\u00f5es mais agudas\u201d, refere a mensagem. Para a CNJP, \u201ca pobreza \u00e9 uma realidade complexa e multifacetada, que nas sociedades contempor\u00e2neas se apresenta com v\u00e1rios rostos e m\u00faltiplas causas, exigindo, por isso, respostas diversificadas\u201d, em especial nos ambientes urbanos. \u201cEmbora com rostos diversos, os pobres t\u00eam em comum uma dignidade humana ofendida, a humilha\u00e7\u00e3o da sua exclus\u00e3o social, a inseguran\u00e7a face ao dia de amanh\u00e3 e a um projecto de futuro, a perda de autonomia na sua realiza\u00e7\u00e3o pessoal e, n\u00e3o raro, o justo sentimento de serem v\u00edtimas da injusti\u00e7a social\u201d, pode ler-se. Acreditando na possibilidade de se vencer a pobreza, o documento assinala que, em primeiro lugar, \u201cimporta afirmar que n\u00e3o se resolver\u00e1 o problema da pobreza sem um quadro de refer\u00eancia \u00e9tica comummente aceite\u201d. \u201c\u00c9tica pessoal, com as correspondentes implica\u00e7\u00f5es no comportamento dos pobres e dos n\u00e3o-pobres. \u00c9tica social com tradu\u00e7\u00e3o no modo como se organiza a vida colectiva e a participa\u00e7\u00e3o de todos na actividade econ\u00f3mica e na reparti\u00e7\u00e3o dos respectivos custos e benef\u00edcios\u201d, precisa. Esta mensagem quaresmal pede \u201cpol\u00edticas econ\u00f3micas que gerem empregos dignos, democratizem o acesso \u00e0 propriedade por parte das fam\u00edlias de rendimentos m\u00e9dios e m\u00e9dios-baixos, e promovam uma distribui\u00e7\u00e3o menos desigual do rendimento criado em cada ano pela actividade econ\u00f3mica\u201d. \u201cPara al\u00e9m disso, \u00e9 igualmente indispens\u00e1vel um programa eficaz de combate \u00e0 pobreza, que tenha em conta, nomeadamente, os grupos mais vulner\u00e1veis\u201d, prossegue. A CNJP defende a necessidade de \u201cdesmontar os preconceitos que impedem uma vis\u00e3o clara sobre o empobrecimento, a come\u00e7ar pela ideia de que em Portugal n\u00e3o existe pobreza (nega-se a um s\u00f3 tempo a evid\u00eancia estat\u00edstica e a pr\u00f3pria experi\u00eancia emp\u00edrica) ou a de que s\u00f3 \u00e9 pobre quem quer\u201d. A reflex\u00e3o agora apresentada vem dar continuidade \u00e0 peti\u00e7\u00e3o apresentada \u00e0 Assembleia da Rep\u00fablica em Outubro passado, por iniciativa da CNJP, que recolheu mais de 23 mil assinaturas. Nela solicitava-se que a pobreza seja reconhecida como uma viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos. Com a peti\u00e7\u00e3o pretendeu-se criar \u201cum limiar oficial de pobreza em Portugal\u201d e \u201ca constitui\u00e7\u00e3o de uma entidade de \u00e2mbito parlamentar destinada a recolher dados de acompanhamento da evolu\u00e7\u00e3o do fen\u00f3meno da pobreza no nosso pa\u00eds e a apresenta\u00e7\u00e3o anual no parlamento dos resultados das pol\u00edticas p\u00fablicas contra a exclus\u00e3o social\u201d. \u201cSe queremos vencer o desafio da erradica\u00e7\u00e3o da pobreza no nosso Pa\u00eds, h\u00e1 que olhar para o futuro e fomentar em toda a sociedade uma cultura de justi\u00e7a, de solidariedade e de amor, que se traduza numa praxis de inova\u00e7\u00e3o e criatividade na economia e na organiza\u00e7\u00e3o social, por parte dos poderes p\u00fablicos, dos actores econ\u00f3micos, dos parceiros sociais e da sociedade civil, em geral\u201d, conclui a mensagem.  <B>Not\u00edcias relacionadas<\/B> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=55450\">\u2022 Escutar o clamor dos pobres<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem de Quaresma da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz alerta para o darma crescente que amea\u00e7a a paz 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