{"id":296304,"date":"2023-09-04T18:06:06","date_gmt":"2023-09-04T17:06:06","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=296304"},"modified":"2023-09-04T18:06:06","modified_gmt":"2023-09-04T17:06:06","slug":"nao-nos-ardia-o-coracao-quando-ele-nos-falava-pelo-caminho-lc-24-32","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nao-nos-ardia-o-coracao-quando-ele-nos-falava-pelo-caminho-lc-24-32\/","title":{"rendered":"\u00abN\u00e3o nos ardia o cora\u00e7\u00e3o, quando Ele nos falava pelo caminho\u00bb (Lc 24, 32)"},"content":{"rendered":"<p><em>\u00a0Padre Hugo Goncalves, Diocese de Beja<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-266299 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>A Jornada Mundial da Juventude, nas suas in\u00fameras edi\u00e7\u00f5es, tendem em deixar marcas profundas n\u00e3o s\u00f3 nos jovens que nela diretamente participam, mas tamb\u00e9m nas comunidades que recebem estes peregrinos de Cristo, e esta JMJ n\u00e3o foi exce\u00e7\u00e3o. A comunica\u00e7\u00e3o social que semanas antes tinha entrado numa espiral de cr\u00edtica, viu-se rendida perante aquilo que pode experimentar no meio dos jovens, o mesmo se passando com outras vozes cr\u00edticas. E toda esta transforma\u00e7\u00e3o se deveu ao testemunho dos milhares de jovens que vieram at\u00e9 Lisboa, para fazer uma experi\u00eancia, um encontro pessoal e comunit\u00e1rio com Jesus, num convite lan\u00e7ado pelo Papa Francisco. Ao contr\u00e1rio do que alguns pensavam, a JMJ n\u00e3o \u00e9 um encontro centrado no Papa, mas em Cristo Jesus, levados pela m\u00e3o do Santo Padre, e isso ficou bem expresso nos in\u00fameros testemunhos de jovens participantes.<\/p>\n<p>Se pudesse definir, numa imagem evang\u00e9lica, o percurso feito ao longo dos seis dias da Jornada, escolheria o \u2018caminho de Ema\u00fas\u2019, na medida em que dia ap\u00f3s dia, desde a Missa de abertura, passando pelos encontros \u201cRise Up\u201d, os momentos de ora\u00e7\u00e3o e adora\u00e7\u00e3o, pela escuta de testemunhos, pela Via Sacra, Vig\u00edlia e Missa de envio, foi-se sentido e vivendo um crescendo, n\u00e3o s\u00f3 exterior, mas sobre tudo no \u00edntimo de cada cora\u00e7\u00e3o, que levou a que se pudesse dizer: \u00abN\u00e3o nos ardia o cora\u00e7\u00e3o, quando Ele nos falava pelo caminho\u00bb desta Jornada?<\/p>\n<p>Os dias da JMJ foram um verdadeiro Pentecostes, n\u00e3o s\u00f3 pela universalidade de pessoas vindas de todos os cantos e recantos do mundo, nem s\u00f3 pela multiplicidade de l\u00ednguas faladas, mas porque todos nos sentimos e vivemos como irm\u00e3os, unidos na mesma f\u00e9, e que se expressava nos in\u00fameros gestos de caridade uns para com os outros: os abra\u00e7os, os sorrisos, o ajudar os que tinham uma qualquer dificuldade de locomo\u00e7\u00e3o, a partilha do que tinham, etc. Mas este Pentecostes n\u00e3o foi um acontecimento centrado apenas naqueles jovens; ouvi o testemunho de v\u00e1rias pessoas que acompanharam pela televis\u00e3o todos estes dias da JMJ e que se sentiram tocadas, comovidas, que lhes ardeu l\u00e1 dentro o seu cora\u00e7\u00e3o. Nada ficou igual em n\u00f3s, pessoalmente, mas tamb\u00e9m na Igreja em Portugal. E agora, o que iremos fazer com esta d\u00e1diva de Deus \u00e0 Igreja no nosso pa\u00eds, \u00e0s nossa comunidades? O que \u00e9 que eu quero fazer agora com tudo aquilo que vivi e recebi? Os disc\u00edpulos de Ema\u00fas n\u00e3o ficaram sentados \u00e0 mesa, e a proximidade da noite que os levara a convidar aquele peregrino a ficar e a cear com eles, j\u00e1 n\u00e3o fora impedimento para partir e ir ao encontro dos outros para levar a alegria da experi\u00eancia do Ressuscitado. Esta dever\u00e1 ser a nossa atitude agora, a de partirmos ao encontro das periferias das nossas comunidades, dos nossos amigos e familiares, para lhes falarmos do nosso encontro com Jesus e de como o descobrimos, n\u00e3o s\u00f3 ao partir do p\u00e3o, mas tamb\u00e9m na multiplicidade de acontecimentos experimentados ao longo do caminho.<\/p>\n<p>Que a Igreja em Portugal possa agora dar mais voz aos jovens, que os deixe ser protagonistas do an\u00fancio do Evangelho, mesmo quando parece ut\u00f3pico que eles queiram mudar o mundo todo e n\u00f3s, mais adultos, saibamos que isso \u00e9 um trabalho de gr\u00e3o a gr\u00e3o; n\u00e3o lhes cortemos a vontade, a aud\u00e1cia, a suas asas, mas estejamos sempre pr\u00f3ximos deles, acompanhado-os no seu caminho, rezando com eles e por eles, pois ser\u00e3o eles os protagonistas da mudan\u00e7a da Igreja, s\u00e3o eles o futuro das nossas comunidades. Agora \u00e9 tempo de propor-lhes a partilha das suas experi\u00eancias, o momento de darem testemunho nas suas comunidades; depois o momento de continuar a crescer na f\u00e9, tanto na escuta e medita\u00e7\u00e3o do Evangelho, como na ora\u00e7\u00e3o, na Eucaristia e na reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Padre Hugo Goncalves, Diocese de Beja<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":266299,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-296304","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/296304","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=296304"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/296304\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/266299"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=296304"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=296304"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=296304"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}